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Bandas clássicas do pop rock nacional seguem ativas e influentes no cenário da música brasileira


Como Barão Vermelho, Kid Abelha, Capital Inicial e Paralamas do Sucesso chegam aos 30 anos Agencia RBS/Arte ZH sobre divulgação
Se virando nos 30: Barão Vermelho, Kid Abelha, Capital Inicial e Paralamas do SucessoFoto: Agencia RBS / Arte ZH sobre divulgação
Eles chegaram pedindo a mão. E, vá lá, um pouquinho do braço. De repente, tornaram-se protagonistas de uma revolução que subverteu a música popular brasileira e criou sua própria chancela: o BRock. E quatro dos grandes responsáveis por lançar as bases do rock nacional, as bandas Capital Inicial, Barão Vermelho, Kid Abelha e Paralamas do Sucesso, entram 2013 comemorando três décadas de carreira em diferentes estágios de atividade.

O Barão começou a comemorar os 30 anos do lançamento do seu primeiro disco no ano passado. O álbum de estreia, solenemente ignorado na época, ganhou relançamento com direito a remasterização e faixas-bônus. Mas a reunião para festejar a efeméride, que passa por Porto Alegre no dia 2 de março, não garante nada.
- Ainda não sabemos o que vai ser feito depois dessa turnê. Existem planos, mas nada definido - despista o baterista Guto Goffi.
Por enquanto, o Barão segue tocando para uma plateia formada em sua maioria por uma gurizada que não os viu nascer nos anos 1980 e tem, talvez, uma vaga lembrança de como a banda se segurou nos 1990, lançando discos irregulares e emplacando um ou outro hit no rádio e na TV.
- O público dos nossos shows nos conheceu pelos pais ou irmãos mais velhos. Quem passou dos 40 só vai a shows se for para ficar sentado, tomando seu uisquinho - brinca Goffi.
Com uma pegada mais pop, o Kid Abelha também reúne um público que mescla seus primeiros seguidores com gente mais nova. A banda de Paula Toller está em sua segunda turnê comemorativa aos 30 anos de estrada. Começou em 2011, com a excursão Glitter de Principiante e segue agora com os shows do projeto Multishow ao Vivo: Kid Abelha 30 Anos. Mesmo não lançando nada novo desde 2005, garante seu espaço com os sucessos oitentistas e carisma de seus integrantes.
Situação semelhante é vivida pelo Paralamas do Sucesso. A banda vinha mantendo uma discografia regular e com boa repercussão, mas sentiu o baque do acidente sofrido por Herbert Vianna, em 2001. Desde então, o trio lançou três discos de inéditas, mas segue fazendo shows apoiados quase que totalmente nos êxitos do passado.
No ano em que Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro festejam os 30 anos do lançamento de Cinema Mudo, seu álbum de estreia, há planos para uma turnê comemorativa.
Talvez o único da turma a se renovar constantemente seja o Capital Inicial. Depois de ressuscitar em 2000, com o Acústico MTV, a banda brasiliense seguiu atraindo novos fãs, com músicas novas e hits radiofônicos. Por isso, diferentemente de seus colegas, os shows do Capital são compostos majoritariamente por uma gurizada afinada com a banda, que curte tanto os sucessos do passado quanto as composições atuais.
- Não queremos ficar como essas bandas que jogam confete sobre si mesmas quando fazem aniversário. Se for para comemorar 30 anos, que seja com um novo trabalho - disse o vocalista Dinho Ouro Preto ao lançar o último disco do grupo, Saturno, em 2012.
Se virando nos 30
Relembre a seguir a trajetória dessas quatro bandas e em que contexto cada uma celebra seus 30 anos de estrada.
PARALAMAS DO SUCESSO
Disco de estreia: Cinema Mudo (1983).
Primeiro sucesso: Antes de ser lançado no primeiro disco, Vital e sua Moto virou hit do verão carioca.
O estouro: O segundo disco, O Passo do Lui (1984), enfileirou sucessos como Óculos eMeu Erro. A apresentação consagradora no Rock in Rio, em janeiro de 1985, consolidou a banda no topo do rock nacional.
A baixa: No começo dos anos 1990, o Paralamas lançou álbuns com sonoridades mais experimentais que venderam pouco, Os Grãos (1991) e Severino (1994).
A virada: No disco Nove Luas (1996), retomaram a pegada mais pop e apresentaram hits como Lourinha Bombril, vendendo 600 mil cópias.
Momento atual: O mais recente disco de inéditas, Brasil Afora, foi lançado em 2009. Em 2011, a banda apresentou o álbum e DVD Multishow ao Vivo: Os Paralamas do Sucesso, com o qual segue na estrada. No site oficial, anunciam que "2013 promete muitas alegrias e que vem coisa divertida por aí".
KID ABELHA
Disco de estreia: Seu Espião, de 1983
Primeiro sucesso: Num compacto de 1982, lançaram dois grandes hits, Pintura Íntima (aquela do refrão "Fazer amor de madrugada...") e Por que Não Eu?.
O estouro: Em janeiro de 1985, o então chamado Kid Abelha e os Abóboras Selvagens foi uma das revelações do Rock in Rio. Em seguida, lançou o segundo álbum, Educação Sentimental, com hits como Garotos e Lágrimas e Chuva.
A baixa: O baixista Leoni, fundador e principal compositor nos dois primeiros discos, deixou a banda. Até 1987 houve várias mudanças até que fosse fixada a formação em trio que se mantém até hoje, com Paula, Israel e o guitarrista Bruno Fortunato.
A virada: O Kid Abelha nunca deixou de fazer sucesso, mas a gravação do Acústico MTV, em 2002, em comemoração aos 20 anos da banda, foi um grande êxito - com mais de 1,25 milhão de discos comercializados.
Momento atual: Depois de quatro anos de recesso (entre 2007 e 2010), a banda voltou comemorando seus 30 anos com a turnê Glitter de Principiante. O "novo" Kid Abelha tem menos a ver com a versão acústica dos anos 2000 e mais com a pegada anos 1980 que o consagrou no início da carreira.
BARÃO VERMELHO
Disco de estreia: Barão Vermelho (1982).
Primeiro sucesso: Pro Dia Nascer Feliz, do disco Barão Vermelho 2 (1983), começou a tocar nas rádios depois que Ney Matogrosso a regravou 10 meses depois.
O estouro: A banda alcançou o sucesso com o disco Maior Abandonado (1984), que continha as músicas Por Que a Gente É Assim, Bete Balanço e a faixa-título. Vendeu cerca de 100 mil cópias na época.
A baixa: Cazuza, voz e letra do grupo, debanda em 1985 para iniciar carreira solo. Os dois discos seguintes do Barão, Declare Guerra (1986) e Rock 'N'Geral (1987), são fracassos de venda e quase terminam com a banda
A virada: Álbum (1996), disco só com regravações, foi o mais vendido da carreira do Barão e colocou a banda novamente para tocar no rádio. Os singles Vem Quente que Eu Estou Fervendo e Amor Meu Grande Amor ganharam clipes na TV.
Momento atual: Em turnê para comemorar os 30 anos de carreira, o Barão tem lotado as casas de shows. Mas o futuro da banda ainda é incerto.
CAPITAL INICIAL
Disco de estreia: Capital Inicial (1986)
Primeiro sucesso: Música Urbana, do primeiro álbum, composta por André Pretórios, Flávio Lemos, Renato Russo e Fê Lemos, então integrantes da banda Aborto Elétrico.
O estouro: Depois do álbum de estreia, que rendeu disco de ouro, a banda lançou o segundo trabalho, Independência (1987), e abriu os shows da turnê de Sting no Brasil. Em 1990, o grupo participou do Hollywood Rock.
A baixa: Ao lançar o disco Eletricidade (1991), que trazia a versão para The Passenger, de Iggy Pop, e participar do Rock in Rio, brigas internas levam Dinho Ouro Preto a seguir carreira solo.
A virada: Após a reunião dos integrantes originais no álbum Atrás do Olhos (1998), o grupo estourou novamente dois anos depois com o Acústico MTV.
Momento atual: O Capital Inicial voltou-se ao público mais jovem e lançou discos de inéditas e de registros ao vivo.

Adormecido desde 2005, o Barão Vermelho volta aos palcos para celebrar o aniversário de 30 anos do primeiro disco da banda, lançado em 1982. No projeto inicial, planejado pelos músicos Roberto Frejat, Guto Goffi, Fernando Magalhães, Rodrigo Santos e Peninha, com a participação do Mauricio Barros – da formação original –, seriam 30 shows gratuitos pelo Brasil. Nenhuma empresa abraçou financeiramente a causa, e eles resolveram bancar a festa. Para isso, reduziram o tempo da turnê "+ 1 Dose". A estreia será no Rio, no dia 20 de outubro, na Fundição Progresso, depois segue pelas principais capitais do país até março de 2013.

Em entrevista , Roberto Frejat, guitarrista da banda e voz do Barão desde a saída de Cazuza, em 1985, comenta a seleção do repertório comemorativo, que deve contemplar os 15 discos do grupo, com um set list de 23 músicas e um punhado de hits. “Esse show é tipo Carnaval, é bunda-lê-lê total, vamos pra festa e ninguém é de ninguém", brincou.

Além das apresentações, a banda lança o disco de 1982 remasterizado, e com uma faixa inédita. (Escute trecho da canção, divulgada na reportagem do Fantásico.) A música “Sorte e azar” foi encontrada com a voz de Cazuza em fitas dos arquivos da Som Livre. “Sempre soubemos que ela estava lá [a fita com a gravação original], mas não sabíamos qual o grau de finalização que ela tinha. Se o Cazuza tinha cantado até metade, se o ‘take’ estava bom ou não. E estava ótimo, só achamos que a sonoridade era a do grupo de 30 anos atrás. E essa música podia ter um potencial muito maior. Com uma voz dele muito bem cantada, uma letra linda, se fizéssemos um arranjo novo, com toda a vivência que nós temos, a gente pode levar essa música além. E acho que ela foi muito além do que era", defende Frejat. Confira a entrevista:

Como surgiu a ideia da turnê comemorativa?
Frejat – Na verdade, há dois anos nós tentamos nos planejar pra essa turnê comemorativa dos 30 anos do nosso primeiro disco. Preparamos todo o projeto, que inclusive foi aprovado pela Lei Rouanet. A ideia era fazer 30 shows, todos gratuitos. Mas não conseguimos apoio de nenhuma empresa brasileira, e acabamos demorando um pouco pra decidir fazer essa comemoração, e optamos por comemorar com nossas próprias pernas. Então estamos fazendo uma turnê mais curta, que começa agora, no dia 20, e vai até 31 de março de 2013, e deve cobrir as principais capitais do Brasil.

Quando vocês encontraram o áudio da música 'Sorte e azar'?
Frejat –  O disco está sendo relançado, remixado e remasterizado agora com uma faixa nova. Uma canção que tinha ficado inédita nesse primeiro disco, com uma voz do Cazuza que a própria formação original que gravou aquele disco, se encontrou e fez um arranjo novo para aquela voz. Remixar é tratar faixa por faixa. Não estamos mexendo na performance, mas na qualidade sonora do disco. E como temos cada canal independente, simplesmente descobrimos essa música. Não sabíamos se ela tinha ficado completa, se o Cazuza tinha gravado ela, se ele tinha cantado do começo ao fim. E ela estava lá e muito bem cantada. Resolvemos fazer um arranjo novo, numa sonoridade mais contemporânea, mas com a voz dele da época. E ficou linda. Modéstia à parte, ficou linda.


Como foi essa descoberta?
Frejat – A Som Livre não achou nada, quem achou foi a gente. Sempre soubemos que ela estava lá [nos arquivos], mas não sabíamos qual o grau de finalização que ela tinha. Se ele tinha cantado até metade, se o ‘take’ estava bom ou não. E estava ótimo, só achamos que a sonoridade era a do grupo de 30 anos atrás. E essa música podia ter um potencial muito maior. Com uma voz dele muito bem cantada, uma letra linda, se fizéssemos um arranjo novo, com toda a vivência que nos temos, os quatro, a gente pode levar essa música além. E acho que ela foi muito além do que era. Foi no momento de copiar, digitalizar as fitas. A Som Livre nos deu acesso a essas fitas. E ali descobrimos. Foi no meio do ano passado, todos ouvimos os papos de estúdio, foi um momento muito emocionante para nós.

O Barão está há cinco anos distante dos palcos. Como está sendo o reencontro para os ensaios? É mais difícil agora do que já foi?
Frejat – Estamos ensaiando. Nada, a gente adora tocar junto, é uma delícia. Lógico que tem todo um processo de recondicionamento motor para as coisas. Lembrar as letras, como são as músicas. Mas o barato de tocar junto, e do entendimento, é muito fácil. Tocamos juntos durante muito tempo, é muito gostoso isso.

Pretendem fazer alguma homenagem especial para o Cazuza nos shows?
Frejat – Isso acontece naturalmente. O nosso repertório tem vários momentos de homenagear ele, a gente teve isso no decorrer dos anos. Qualquer pessoa que foi assistir ao show do Barão nesses últimos anos, em nenhum momento nos viu tentando esconder a presença do Cazuza na nossa história. Ele sempre esteve presente e vai continuar, a gente fez muita coisa bonita junto, que é importante para a história do grupo. E é uma coisa natural pra banda, a gente não precisa forçar nada, nem se preocupar com isso. No show anterior eu cantava uma música em dueto com ele, mas nesse show não teremos isso porque seria redundante.

Como será o repertório da turnê?
Frejat – O disco é privilegiado, mas o repertório atende a todos os discos. Tem músicas de todos os nossos 15 discos. Repertório muito forte de sucesso, e ao mesmo tempo, músicas que o público de show sempre gostou. São 23 músicas, mas os shows nunca serão iguais porque temos uma quantidade muito grande de músicas. A gente começou a fazer uma seleção e parou em 46. Daria para fazer dois shows de 23, mas teria que assistir duas vezes o nosso show. Cada pessoa veria uma apresentação diferente. Aí não daria. Então tentamos ser sintéticos. Lógico que com 30 anos não dá para ser muito sintético, mas tocaremos músicas de todos os discos, paramos em 23 músicas, fora o bis, e nessas se revezam umas 37 canções. Dificilmente faremos um show igual ao outro.

Existe uma cobrança dos fãs para esse retorno?
Frejat – Acontece naturalmente. Pra gente é um elogio, um motivo de orgulho, mas a vida anda pra frente, a gente não pode ficar dependendo só da expectativa do público. No caso de uma trajetória artística, você tem que se pautar muito pelas tuas necessidades de expressão.

É possível afirmar que Barão nunca vai acabar, será sempre um projeto paralelo de todos vocês?
Frejat – Eu não sei dizer, não gosto nem de pensar nessa questão do futuro. É uma banda que tem essa possibilidade da gente celebrar nossa história durante bastante tempo. Na minha opinião, nós temos uma obra muito bonita, que o público gosta, e sempre que a gente sentir uma demanda para um motivo de celebração isso pode vir a acontecer. Mas o Barão não é uma prioridade na vida de nenhum de nós. Ele passa a ser a partir do momento em que a gente se reúne. Aproveitem enquanto podem!

O show da sua turnê 'A tal da felicidade', você define como um 'festeiro', quase uma 'sessão de analise'. E esse do Barão, como você classifica?
Frejat – É a bagunça total, a grande festa. É um repertório que só tem hit do começo ao fim, e ele remete a muitas décadas. O Barão é uma banda que atravessou várias gerações, é muito curioso. É diferente porque é um show muito mais rock do que o meu. Eu me considero um artista pop. Tem uma influência forte do rock no meu trabalho, mas ele tem uma abordagem mais pop. E esse é um show de rock and roll.

Sente saudade, precisa beber dessa fonte?
Frejat – Precisar eu não preciso porque já tenho isso na minha essência. Mas não é nenhum esforço, nenhuma tortura, não. Esse show é tipo Carnaval, é bunda-lê-lê total, vamos pra festa e ninguém é de ninguém.

Quem são os fãs do Barão hoje? A geração mais jovem talvez tenha o filme 'Cazuza' como uma das principais referências do que foi o Barão.
Frejat – Mais ou menos. Muita gente conhece o Barão sem o Cazuza. Muita gente não tem a referência da Banda com o Cazuza. Mas eu acho que temos três ou quatro gerações seguidas. Estamos falando [entre os músicos] que os netos vão levar os avós nesse show. Antigamente os pais levavam os filhos, agora os netos vão levar os avós.

O filme retrata uma pessoa, e não exatamente a banda e o rock da época. É confortável pra você a imagem que ficou para essa geração? E a sua imagem propriamente dita?
Frejat – Não, a minha imagem no filme eu não gosto definitivamente. Eu acho que ele retrata muito a figura pessoal do Cazuza e não o artista. Nesse sentido o lado artístico dele foi muito pouco privilegiado no filme. Eles usaram um artificio de roteiro meio previsível e padrão, de que tem que ter um protagonista e um antagonista. E como ele era o protagonista, eu virei o antagonista. E a nossa relação não era assim. Então fica a desejar. Eu acho que Cazuza merece um documentário como o do Vinicius [de Moraes, dirigido por Miguel Faria Júnior, lançado em 2005].

  Você tem vontade de encabeçar esse documentário, um projeto desse tipo?
Frejat – Eu não, não sou cineasta. Mas se tiver [alguém disposto] eu acho que ele merece muito.

Não é algo que você tenha vontade de mostrar o lado correto, defender sua versão, apenas incomodou?
Frejat – A vida tem coisas bem mais sérias do que ficar preocupado com o filme.

Você é recordista de participações no Rock in Rio. O Barão está escalado pro evento em 2013?
Frejat – Não porque eu provavelmente vou estar fazendo isso no ano que vem.

Em recente entrevista, o Nasi, ex-vocalista do Ira!, disse que não existem mais bandas de rock boas no Brasil. E que faltam poetas como o Cazuza. Como você avalia o cenário do rock nacional?
Frejat – Eu jamais sentencio uma geração. Toda geração tem sua música, e seus símbolos. Eu acho só que o rock hoje passou a ter um sentido muito confuso de deturpado para o público, por isso que é difícil perceber numa banda de rock o mesmo espirito de antigamente, mas a culpa não é do artista, é dos tempos. O sistema conseguiu, de uma certa maneira, ser muito rápido no sentido de assimilar qualquer manifestação de inquietação e agressão. Ele rapidamente consegue absorver isso e transformar na própria arte. E o rock and roll foi durante muito tempo esse símbolo do conflito, da inquietação, do não conformismo. Isso hoje você já não consegue representar tão facilmente. Pode até existir dentro do rock, mas rapidamente vai ser assimilado, ou confundido, deturpado pelo sistema. Ele perdeu muito desse sentido. Mas tem muita gente que continua fazendo música muito boa, eu adoro. A Pitty eu acho uma grande roqueira, como acho o pessoal do Cachorro Grande também. Hoje, mesmo no rock internacional, os nomes de grandes sucessos, a maioria particularmente não me agrada. Eu estou mais próximo do rock alternativo. Gosto do Wilco [banda de rock alternativo de Chicago] e do Jack White eu gosto de tudo que ele faz.

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