Archive for Agosto 2012


IlustrativaO homem no cubículo ao lado está berrando ao telefone. Do outro lado da sala, alguém xinga em voz alta uma máquina de copiar emperrada. De repente, seus fones de ouvido parecem muito convidativos. Alguém se importaria se você se conectasse à sua playlist no iTunes?
Alguns trabalhadores gostam de ouvir música quando percebem que estão perdendo o foco.

Em termos biológicos, sons melodiosos ajudam a incentivar a liberação de dopamina na área de recompensa do cérebro, como ao comer uma guloseima ou sentir um aroma agradável, disse o doutor Amit Sood, médico da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota.

A mente das pessoas tende a vagar "e sabemos que uma mente que vaga está infeliz", disse o doutor Sood. "Na maior parte desse tempo, estamos nos concentrando nas imperfeições da vida." A música pode nos trazer de volta ao momento presente.

"Ela o liberta de pensar apenas de uma maneira", disse Teresa Lesiuk, professora assistente no programa de terapia musical da Universidade de Miami.

A pesquisa da doutora Lesiuk se concentra em como a música afeta o desempenho no local de trabalho. Em um estudo com especialistas em informática, ela descobriu que os que escutavam música terminavam suas tarefas mais rápido e tinham melhores ideias porque a música melhorava seu estado de espírito.

"Quando você está estressado, pode tomar uma decisão apressada. Você tem um foco de atenção muito estreito", disse. "Quando você está com o espírito positivo, consegue avaliar mais opções."

A doutora Lesiuk descobriu que as pessoas em trabalhos de qualificação moderada se beneficiavam mais, enquanto as especializadas viam pouco ou nenhum efeito. Alguns novatos achavam que a música causava distração.

Poucas empresas têm políticas sobre escutar música, disse Paul Flaharty, vice-presidente da Robert Half Technology, uma agência de recursos humanos. Ele disse que alguns supervisores podem pensar que os trabalhadores que usam fones de ouvido não estão totalmente dedicados e estão "entrando em seu próprio mundo".

"Se alguém não está fazendo um bom trabalho, um gerente de contratação pode dizer que eles ouvem música o dia inteiro e isso prejudica a produtividade", disse.

É melhor estabelecer limites, porque usar fones durante um turno inteiro pode parecer grosseiro. O doutor Sood disse que bastam 30 minutos ouvindo música para recuperar a concentração.

Daniel Rubin, um colunista do "The Philadelphia Inquirer", disse que escutou jazz e concertos de piano na maior parte de sua carreira de 33 anos no jornalismo -mas só quando escrevia com prazo definido.

"A pessoa que batuca com as unhas a três mesas de distância e a que cantarola ao meu lado parecem igualmente ruidosas, e acho difícil bloqueá-las", disse.

Hoje, ele trabalha sozinho e as pessoas no escritório raramente precisavam falar com ele. Mas quando era um repórter novato percebeu que os colegas se irritavam quando tentavam chamar sua atenção. "As pessoas gritavam quando precisavam de mim."


#
Nesse dia 16 de agosto chegamos a 35 anos da morte do Rei do rock. Confira dicas de CDs, DVDs  e livros que enfocam o ídolo nos anos 70

Lembro claramente da comoção que tomou conta do mundo naquela época. As incessantes reprises de seus filmes, as músicas tocando no rádio, o Globo Repórter especial, a última apresentação passando em todos os canais e as revistas e pôsteres nas bancas. O nome de Elvis Presley continua em voga e a finitude de sua imagem nos parece muito improvável. Como possivelmente a grande enfoque das plataformas de comunicação desse data que relembramos a morte do Rei do Rock, passem basicamente pelo trabalho de Elvis nos anos 50, o blog recupera (e atualiza) uma matéria publicada no Diário de Santa Maria que fala principalmente dos últimos 9 anos do trabalho (1968-1977) de um dos maiores artistas do século XX.  
#
Os últimos dias do Rei
No início da década de 70, Elvis Presley (1935-1977) era novamente a bola da vez na música pop mundial. O cantor havia demarcado seu retorno às apresentações ao vivo de forma triunfal. O pontapé se dera no lendário 68 Comeback Special, um especial de final de ano na TV em que o público pôde perceber que o Rei do rock’n’roll não havia sido deposto do trono. Nesse show, o músico estava mais uma vez acompanhado da banda original dos anos 50, revisitando com inteligência grande parte do repertório clássico do início de sua carreira, e mais: - cantando como nunca após sete anos de ausência dos palcos. Presley estava decidido encerrar sua medíocre passagem por Hollywood e tinha planos de voltar a colocar o pé na estrada, em consequentes turnês que o arrastariam de forma avassaladora até o fim de sua vida.
*
*
Um astro excêntrico

Na verdade, a grande maioria dos resumos biográficos de Elvis Aaron Presley obstrui algumas verdades e supervalorizam muitas das lendárias esquisitices. Diversas histórias são mitológicas. Quem mais além dele fretaria um avião a Denver apenas para comer um sanduíche de geléia e manteiga de amendoim? Quem mais compraria 14 Cadilacs em apenas um dia, sendo que um deles foi entregue de presente para uma senhora desconhecida que apenas olhava a vitrina? Elvis era aficionado por armas de fogo e gostava de praticar tiro ao alvo nos aparelhos de TV e interruptores de luz de sua mansão. Tornou-se um hipocondríaco incorrigível e chegou a tomar mais de 30 tipos de medicamentos durante um único dia (Amital, Qualude, Dexedrine, Percodan e Dicaudid eram alguns deles). Entre suas reais doenças, o Rei sofria de glaucoma e de cólon paralisado devido ao excesso de comidas gordurosas.

*
Repertório renovado

Se na década de 50, Elvis desafiou com genialidade intuitiva o “american way of life”, durante os anos 60 ele parecia cooptado pelo sistema. Entretanto, na década final de sua existência, dá pra dizer que Elvis era o sistema. Se procurarmos uma data emblemática pós 68 Comeback Special, esse dia seria 31 de julho de 1969, quando o Rei retornou aos palcos de Las Vegas, após uma exaustiva sessão de 12 dias de gravações no American Studios em Memphis. Sob a batuta do produtor, fã e amigo Felton Jarvis, e do exigente Chips Moman, surgiram dezenas de canções nunca antes vistas no repertório do cantor.*
*
*
Destaque para Suspicious Minds (um de seus principais cavalos de batalha a partir de então). Já em In The Gheto, denotava-se uma rara incursão do Rei pela temática social. Até mesmo Power of Love parecia uma clara reaproximação com seu passado recente e um evidente flerte com o rhythm & blues. Dessas gravações, surgiram vários compactos e, principalmente, um álbum conceitual que devolveria sua credibilidade artística frente à crítica e público. Era From Elvis In Memphis, um dos grandes consensos da crítica como ponto alto de sua carreira.

*
Tempos de soul

O epicentro dessa renovação foi capturado no show-documentário That’s The It Is(1970), um registro definitivo que apresentava Elvis e sua banda em todas as nuanças que moveram o turbilhão em sua volta naqueles tempos. Dos bastidores aos holofotes, vários aspectos foram cuidadosamente explorados no filme, que se tornou um sucesso absoluto nos cinemas de todo o mundo. O filme deixou bem claro para o show business que a “marca Elvis” ainda era um produto confiável e rentável.
*
*
E Elvis parecia incansável, pois nessa época a maratona de gravações continuava desafiadora. Em apenas cinco dias, gravou mais de 35 canções com sua nova banda de apoio nos estúdios da RCA. Mais hits surgem desta safra, entre eles temas definitivos do seu set list, como Stranger in The CrowdMary in The MorningSilvia (um estrondoso sucesso nas paradas brasileiras da época!) e I’ve Lost You. O tempero negro estava evidente em muitas dessas canções, acentuado pelo quarteto vocal feminino Sweet Inspirations. Sem falar na banda, que havia sido escolhida a dedo pelo músico.

*
O virtuoso James Burton (ex- Ricky Nelson) era o guitarra líder; a cozinha contava com o baterista Ronnie Tutt (que também passou pela banda de Gram Parsons) e Jerry Scheff (baixista dos Doors no álbum L.A. Woman). Completavam o time o guitarrista John Wilkinson e o pianista e arranjador Glen D. Hardin (que depois comandaria a banda da musa country Emmylou Harris). E não se esqueçam do quarteto vocal comandado por J.D. Sumner e uma orquestra sob a regência do maestro Joe Guercio... Ufa! E o rock’n’roll comia frouxo nos espetáculos. Um exemplo disso é o formidável e contagiante Elvis as Recorded at Madison Square Garden, de 1972, retorno triunfal do cantor a New York. O formato do show básico estava definido: abertura apoteótica a lá Mohamed Ali com o tema do filme 2001 Uma Odisséia no Espaço.
*
*
See See Rider (ou That’s All Right) iniciava os trabalhos com um pé nos anos 50, mas com a cara dos 70; Proud Mary (o hit do Creedence Clearwater Revival) mostrava que o Rei estava definitivamente sintonizado com o novo rock da época. Never Been To Spain (sucesso absoluto do Thre Dog Night) denotava que a soul music seguia circulando cada vez mais forte em suas veias. E aí a coisa seguia, oscilando baladas e temas mais agitados, até a canção de despedida Can’t Help Falling in Love. Logo depois a banda e a orquestra tocavam uma variação instrumental de See See Rider. Os flashes das máquinas fotográficas o bombardeavam enquanto os guarda-costas Sonny & Red West o escoltavam são e salvo até um Ford Lincoln. Depois, uma voz anunciava: “Elvis as left the building, good night!” (Elvis acaba de deixar o prédio, boa noite!), e no dia seguinte toda a história se repetiria. Ele e sua banda chegaram a fazer uma média de 130 shows por ano entre 1972 a 1977. Às vezes, seriam dois no mesmo dia – e dá-lhe boleta pra segurar a onda!
*
*
O início do fim

Aloha From Hawai foi visto via satélite na TV por mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Nesse show, Elvis ainda estava em forma, vestido como um autêntico super-herói das histórias em quadrinhos. Roupa especial (Eagle Jumpsuite branco), anéis, cinturão e até uma capa! Quando foi eleito um dos setes jovens do ano, no seu discurso de agradecimento deu uma das mais famosas declarações: “Eu queria que vocês soubessem que eu fui o herói dos gibis. Assisti a filmes e eu era o herói do filme. (...) Gostaria de dizer que aprendi muito cedo na vida que, sem uma canção, o dia nunca terminaria... Sem uma canção, um homem não tem amigo... Portanto, eu apenas continuo cantando a minha canção”.
*
*
Entretanto, após o show do Hawai, Elvis pareceu embaçar novamente o foco artístico e começou a se perder em algumas repetições, tanto em shows, quanto nos álbuns. Na verdade os problemas de saúde também se tornam cada vez mais freqüentes. É nessa época que sua “persona” toma uma forma caricata de rock star, que seria para sempre vinculada ao rol das imagens definitivas da decadência física (e artística) do arquétipo do rock star. Ao engordar assustadoramente, a lista de remédios também aumenta. Ainda que, no final das contas, o rei sempre tenha sido um homem vaidoso, as coisas já estavam fugindo do seu controle no aspecto físico e psicológico.

*
Principalmente quando se divorciou oficialmente de Priscila Beaulieu, em 11 de outubro de 1973 – nesta época, estava namorando a ex-miss Tennesse Linda Thompson. Não era fácil ser Elvis Presley 100% do tempo e ainda manter a fama de bonitão. Mas ele não jogava a tolha, assim como a maratona de shows não diminuía (sempre com lotações esgotadas!). Mas se formos traçar um paralelo entre espetáculos de 1974 a 1977, as variações de repertório são muito pequenas. Ou seja: Elvis praticamente não renovava seu set. Em fevereiro de 1976, a RCA cobrou do cantor gravações novas de estúdio, já que seu catálogo passava a ser sustentado quase exclusivamente por coletâneas e registros ao vivo (havia lançado nada menos do que sete LPs ao vivo num intervalo de cinco anos!).
*
*
É nessa época que sua gravadora disponibiliza ao artista todo um suporte técnico para montar um estúdio no porão de sua própria mansão. O estúdio seria batizado de Jungle Room, e foi nele que surgiram as canções Blue Eyes Crying in The RainWay Down,Moody BlueFor The Heart e Solitaire. Antes de voltar a cair na estrada em 1977, Elvis deu uma de suas últimas declarações à imprensa: “Pretendo continuar fazendo shows enquanto eu puder. Sou grato por toda essa lealdade, mas é assustador. O que virá depois?”. Em 26 de junho, Elvis  Presley sobe pela última vez aos palcos, em Indianápolis.

*
O fim da linha

Início da tarde de 16 de agosto de 1977. A namorada do Rei o encontra no piso do banheiro de Graceland, deitado em posição fetal e com rosto colado ao chão. Gilger Alden chama a ambulância... Mas já era tarde! Elvis é declarado morto às 15h30min. Causa da morte: parada cardíaca.
*
*
No início deste século, A Little Less Conversation virou sucesso nas pistas de todo o mundo na versão do DJ holandês JXL e também ajudou a alavancar o filme Onze Homens e Um Segredo. A coletânea Elvis 30 # 1 Hits tornou se um dos discos mais vendidos de todos os tempos em 2002. Ano passado, Suspicious Minds foi hit em versão 2011 na novela da rede Globo Insensato Coração, assim como Viva Elvis, espetáculo do Cirque De Soleul ainda leva milhares de pessoas a reviver a obra do artista. Existem rostos que pertencem  ao domínio público do inconsciente coletivo da humanidade: Jesus Cristo, Buda, Chê Guevara, Pelé... Elvis Presley! É provável que nem mesmo o próprio artista soubesse da sua capacidade de permanecer presente durante tanto tempo em nossas vidas.
*
*
Ouça, leia e veja
*
Discografia recomendada dos anos 70:

*
Elvis On Stage 
(1970) – Bem-vindos aos anos 70. Sweet Caroline e I Can’t Stop Loving You fazem parte desse disco.

That’s The Way It Is (1970) – Faixas de estúdio intercaladas com gravações ao vivo. Trilha sonora do filme Elvis Era Assim (como foi batizado por aqui)

Elvis Country (1971) – Elvis nas terras do leite e do mel. Segundo grande parte da crítica americana, trata-se do seu trabalho mais significativo nos anos 70

*
Elvis Now (1972) – De volta ao topo. Outdoors gigantes com a capa do disco invadiram as ruas de Nova York

Elvis As Recorded Live At Madison Square Garden (1972) – O supra-sumo de Elvis nos palcos. Um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, segundo a revista norte-americana Spin

Raised On Rock (1973) – Ray Charles ou James Brown poderiam ter gravado alguns temas desse LP. Soul music de primeira que na época foi um fiasco comercial. Hoje o álbum é reverenciado com um dos melhores álbuns "soul" do artista

CDs não-oficiais disponíveis em alguns sites internacionais:

*
Elvis Opening Night Jan. 26, 1972 – O primeiro show em Las Vegas na turnê mais bem-sucedida do Rei. É dessa época o documentário Elvis On Tour, realizado para registrar o ápice da Elvismania

Elvis If You Talk In Your Sleep (1974) – Entediado com a rotina de Vegas, Elvis renova totalmente seu repertório.  Oportunidade única para ouvir ao vivo canções de primeira grandeza, como Good Time Charlie’s Got The Blues, I’m Leaving e a faixa-título

The Jungle Room Sessions (1976) – As últimas gravações do Rei nos porões de sua mansão em Memphis

Literatura recomendada sobre os últimos dias de Elvis:

*
Elvis Presley – Vamos dar Uma Festa, de Ayrton Mugnaini Jr (Ed. Biblioteca Musical). Todos os podres do Rei sem enfeites ou rodeios
Elvis Presley e a Revolução do Rock, de Sebastian Danchin (Editora Agir)Relatos da infância miserável, da revolução causada nos anos 50 (quando  Elvis detonou a explosão mundial do rock'n'roll), da involução dos anos 60 (com filmes e músicas de baixa qualidade) e da agonia existencial dos 70, década que culmina com um Elvis inchado e morto no banheiro porque seu coração não suportou as doses de pílulas diárias e a consciência de que o Rei do Rock havia perdido a coroa ao se transformar numa paródia de si mesmo.
Elvis & Eu, de Priscilla Beaulieu e Sandra Harmon (Editora Rocco) – Apesar de estar separada de Elvis quando ele morreu, Priscilla é considerada a viúva oficial do astro, e por isso tem propriedade para relatar seus dias de reinado e sofrimento ao lado do ex-marido. Alguns bons momentos e outros sofríveis, entretanto, o cotidiano e as angústias do artista são compartilhadas com os leitores sob o ponto de vista de Priscilla.

*
Elvis, de Odair Jr (Ed. Abril) – Um belo resumo dos fatos

Elvis Presley – A Vida na música, de Ernst Jorgenses (Editora Larousse) – tudo sobre a obra do cantor e aquilo que rolava durante as gravações. Sem fofocas sobre sua vida particular, eis também o mais completo relato sobre o dilema artístico do cantor na década de 70

Filmografia Indicada:

That’s The Way It Is (1970) – Documentário musical que foi sucesso nos cinemas de todo mundo

Elvis On Tour (1972) – Que saudades dos anos 70! O Rei e seus súditos perdidos na Elvislância.
*
fonte: aqui

Com base no livro de Silvio Essinger, no espetáculo e em entrevistas com nomes representativos de cada uma das quatro décadas do funk no Brasil, listamos 40 hits para relembrar essa história.


1. "Sex machine" - James Brown

"Essa música é a mais famosa de todo o movimento, a que mais emplacou. Aqui no Brasil ela chegou bem na época dos bailes, era a música do momento. Tocou em rádio, ultrapassou os limites da black music para se tornar uma música pop", explica Leandro Petersen, filho do Big Boy, um dos responsáveis pela pesquisa musical da peça e produtor da festa Soul, Baby, Soul. "As pessoas têm mania de falar que o funk tem conotação sexual e costumo citar essa música como exemplo que é uma questão muito mais de movimento. Também tinha uma coisa de mau gosto para a sociedade. É mais ou menos a mesma coisa que falar ' ficando atoladinha' hoje. Só evoluiu dentro do mundo. Faz parte da questão do funk mesmo, do pobre, do excluído, que fala de conotação sexual, de violência. E esse é o primeiro funk de referência, que marcou uma geração", acrescenta o herdeiro do Big Boy.
2. "Mandamentos black" - Gerson King Combo
3. "Think (About it)" - Lynn Collins
4. "Podes crer, amizade" - Tony Tornado
5. "Do they funky chicken" - Rufus Thomas
6. "Thank falettinme be mice elf again" - Sly and the Family Stone
7. "(I got) So much trouble in my mind" - Sir Joe Quarterman and Freesoul –
8. "Givin up food for funk" - The JBs
9. “Soul power 74” - James Brown (feat. Maceo Parker)
10. "People get up and drive your funky soul" - James Brown


 
11. "Melô da mulher feia" - Abdulah

"É importante porque foi a primeira do funk nacional. Foi a partir dela que nasceu o movimento no Rio. Foi a primeira em português, cantada pelo Abdulah [em uma versão a partir de 'Do wah diddy', da 2 Live Crew, também na lista abaixo]. Foi a partir dali que tudo começou", explica o DJ Marlboro, que incluiu a faixa no primeimro  "Funk Brasil", de 1989, que abriu as portas para a explosão do funk na década de 1990.

 12.  "Planet Rock" - Afrika Bombaataa
13. "Do wah diddy" - Live 2 Crew
14. "Supersonic" - JJ Fad
15. "Freakazoid"  - Midnight Star
16. "Get down on it" - Kool and the Gang
17. "Don't stop the rock" - Freestyle
18. "Olhos coloridos" - Sandra de Sá
19. "Spring love" - Stevie B
20. "They're playing our song" - Trinere


 21. "Rap da felicidade" - Cidinho e Doca

O famoso refrão "O que eu quero é ser feliz / Andar tranquilamente na favela onde eu nasci" ecoou com força em uma época marcada pelo comando do tráfico nas comunidades do Rio. "Acho q eu essa frase resume tudo", diz Buchecha, criado em uma favela de São Gonçalo, na Região Metropolitana da cidade. "É um hino. Todos cantavam essa música. É o grito do povo. É o que todo nos vivemos", acrescenta.

22. "Rap do Borel" - William e Duda
23. "Rap do Salgueiro" - Claudinho e Buchecha
24. "Nosso sonho" - Claudinho e Buchecha
25. "Rap da diferença" - MC Dollores e MC Marquinhos
26. "Rap do solitário" - MC Marcinho
27. "Rap do Silva" - MC Bob Rum
28. "A distância" - Márcio e Goró
29. "Rap do Pirão" - MC D'Eddy
30. "Me leva" - Latino


31. "Baile da Pesada" - Fernanda Abreu

A música que resume a história do movimento funk no Rio foi lançada pela cantora em 2000, no álbum "Entidade urbana". "É a que descreve melhor os bailes destes 40 anos de funk e soul", opina Mario Henrique, o DJ Peixinho, que acompanhou todo o processo de evolução do ritmo no país — é, inclusive, um dos personagens da peça — e até hoje ainda toca em festas como a Soul, Baby, Soul.

32. "Se ela dança, eu danço (Ela só pensa em beijar)" – Mc Leozinho
33. "Cerol na mão" - Bonde do Tigrão
34. "Adultério" - Mr. Catra
35. "Glamurosa" (1992) - Cidinho e Doca
36. "Boladona" - Tati Quebra Barraco
37. "Créu" - MC Créu
38. "Tremendo vacilão" - Perla
39. "Chantilly" - Naldo
40. "Danada vem que vem" - MC Koringa

No meio da década de 1990, a dupla emergente no cenário funk carioca Claudinho e Buchecha chegou para gravar pela primeira vez com o já popular DJ Marlboro. Vestidos com jaquetas, correntes e outros acessórios, causaram ruídos no som ao dançarem no estúdio. Como solução, veio o ordem inusitada do anfitrião — quase um trote nos “calouros”: teriam que continuar a gravação só de cueca. "Marlboro é um sacana. Ainda ficou ameaçando que ia mostrar as fotos para todo mundo", lembra Buchecha, aos risos.

A história, confirmada com orgulho pelo DJ, é uma das muitas que conduzem o musical “Funk Brasil – 40 anos de baile”, que estreia nesta quinta-feira (9) no Teatro Miguel Falabella, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De forma cronológica e ao som de 64 hits, o espetáculo coescrito por Pedro Monteiro — que também atua — e João Bernardo Caldeira, com direção de Joana Lebreiro, narra a trajetória do ritmo a partir dos Bailes da Pesada de Big Boy e Ademir no Canecão, no início da década de 1970, com base no livro "Batidão — Uma história do funk", de Silvio Essinger.

"Vou me emocionar bastante [com a peça] porque que vou ver minha história. Estou com 20 anos de funk, metade disso aí eu faço parte", comenta Buchecha, que era pagodeiro e foi convencido pelo parceiro Claudinho (1975-2002) a fazer funk e participar do Festival de Galeras no Clube Mauá de São Gonçalo, no início dos anos 1990 — ficaram em terceiro lugar com "Rap da bandeira branca" em 1993 e venceram com "Rap do Salgueiro", dois anos depois.

A dupla é representativa da década que consolidou o funk carioca, em movimento iniciado a partir do lançamento do CD "Funk Brasil", do DJ Marlboro, em 1989. "Sinto orgulho de ver que a galera não está deixando a peteca cair. Acho que o funk já fincou as bases e está muito bem quisto. Não ficou estagnado como um ritmo só para suburbano", acrescenta Buchecha.

De fato, o estilo que nasceu nas favelas, dando voz às comunidades, conquistou fãs em todas as classes e venceu o preconceito. Antes restritos aos bailes e às vezes vinculados ao tráfico, hoje os hits fazem parte até de trilha sonora de novela, caso de "Danada vem que vem", do MC Koringa, tema da "piriguete" Suelen, personagem de Ísis Valverde em "Avenida Brasil".

"Foi através do funk que eu conheci a favela pela primeira vez. Tinha 15 anos, por volta de 1992. Foi o momento em que estourou o 'alô Pirão, alô alô Boavistão'", lembra Pedro Monteiro, em referência ao "Rap do Pirão", do MC D'Eddy.

Pedro, que já rodou o país com a peça "Os ruivos" e fez sucesso em um comercial de cerveja no qual contracena com Beto Barbosa vestido com um blazer e uma pochete, ao som de "Adocica", teve a ideia de realizar o espetáculo em 2007, ao assistir a performance na Estação Leopoldina, na Zona Norte do Rio.
"Fiquei olhando para aquilo e vi que não tinha nada a ver com quem frequentava o vagão do trem. Queria fazer alguma coisa para aquelas pessoas. Aí veio a luz de contar a história do funk", explica. "É como se fosse em um baile mesmo, ninguém sai de cena."

"Funk Brasil - 40 anos de baile" fica em cartaz até 30 de setembro, de quinta a domingo, às 18h. Os ingressos custam R$ 30. Além de Pedro, estão no elenco Alex Gomes, Cintia Rosa, Dérik Machado, Julia Gorman e Marcelo Cavalcanti.

O músico Antônio José Waghabi Filho, conhecido como Magro, morreu na manhã quarta-feira (8), aos 68 anos, em São Paulo, onde estava internado devido a um câncer. Nascido em Itaocara, na Região Noroeste do Rio de Janeiro, em 14 de novembro de 1943, o compositor, arranjador, instrumentista e vocalista integrava o quarteto MPB4, o principal grupo vocal masculino da música popular brasileira, que lamentou a morte em nota publicada no site oficial.

"Depois de longa luta pela vida, Antonio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, nos deixou. Com ele vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música. Fraternalmente, Aquiles", diz o texto. A última apresentação de Magro com o grupo foi no dia 8 de junho.
Segundo a família, o velório será na Beneficência Portuguesa de São Paulo, no bairro de Paraíso, na Zona Sul da capital paulista, na manhã desta quarta. O corpo será cremado nesta quinta (9), no Cemitério da Vila Alpina, na Zona Leste.

Magro estava internado no CTI do Hospital Santa Catarina, desde a última sexta-feira (3), devido a complicações de um câncer na próstata descoberto há 10 anos, e já diagnosticado com metástase. Ele deixa um casal de filhos, Eduardo e Gabriela, e a mulher, Monica Thiele, do grupo vocal Vésper Vocal.

Tecladista, vibrafonista, clarinetista, saxofonista, percussionista, além de arranjador, compositor e cantor, começou seus estudos de piano com Pepita Machado ainda em Itaocara. Na cidade natal, fez parte, como segundo clarinetista, da banda de música Sociedade Musical Patápio Silva. Em 1959, mudou-se para Niterói (RJ), onde estudou com Eumir Deodato e Guerra Peixe (teoria musical), Isaac Karabtchewsky (regência) e Vilma Graça (solfejo), além de ter recebido orientação na prática de arranjos instrumentais com o maestro Lindolpho Gaya.

Começou sua carreira profissional em 1960, como vibrafonista do conjunto de bailes Praia Grande. Três anos depois, fundou o Quarteto do CPC com Miltinho, Ruy Faria (Dalmo Medeiros entrou em seu lugar em 2004) e Aquiles, que um ano depois virou MPB4, devido à extinção dos Centros Populares de Cultura (CPCs).

Arranjador de Chico e Vinicius

Em paralelo ao grupo, foi responsável por arranjos e orquestrações para discos de outros artistas, como Chico Buarque ("Chico Buarque de Holanda, volume 2" e "Construção"), Toquinho e Vinicius de Moraes, Tunay e Simone, entre outros.

Em 2001 e 2002, dirigiu e mixou o seu primeiro CD independente, como arranjador vocal e diretor musical do conjunto vocal Toque de Arte.

Entre as obras mais reconhecidas, estão arranjos vocais para "Lamentos", de Pixinguinha e Vinicius; "Roda viva", de Chico; "Cálice" (Gilberto Gil e Chico); e "Cio da terra" (Milton Nascimento e Chico).

Dia 7 de agosto é aniversário de um dos principais músicos brasileiros de todos os tempos: Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, ou simplesmente Caetano Veloso, que completa hoje 70 anos de vida.

Nascido em Santo Amaro da Purificação, interior da Bahia, Caetano surgiu na cena brasuca como um dos ícones da Tropicália, ao lado de Gilberto Gil, Gal Costa, sua irmã Maria Bethânia e outros. Junto a eles, o baiano revolucionou a música nacional ao inserir elementos de diversos gêneros, como o rock, nos ritmos tradicionais do Brasil.

Após mais de quatro décadas de carreira, período em que transitou por várias sonoridades e emplacou uma série de clássicos no cancionairo popular (Sampa, Leãozinho, Odara, Força Estranha, Podres Poderes etc.), Caetano hoje repousa confortável no posto de uma das estrelas mais importantes da música nacional. Talvez em segundo lugar, perdendo apenas para Roberto Carlos.

Talvez por seu espírito inquieto e antenado, o baiano é talvez o único nome da música brasileira dos anos 60 cujo trabalho se mantém até hoje pop e relevante para várias faixas etárias. 

Para comemorar o aniversário de Caê, como o baiano é carinhosamente chamado por fãs e amigos, selecionamos com certeza uma das músicas mais importantes de sua carreira

Caetano Veloso - Alegria alegria




O cantor Celso Blues Boy morreu na manhã desta segunda-feira (6) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo a central funerária de Joinville, o músico faleceu às 8h50. O corpo já foi encaminhado para Blumenau para ser cremado. O músico tinha 56 anos e sofria câncer de garganta. Blues Boy era cantor, compositor e guitarrista.

Celso Ricardo Furtado de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1956. Na década de 1970, com apenas 17 anos, começou a tocar profissionalmente com Raul Seixas, além de acompanhar nome da MPB como Sá & Guarabira e Luiz Melodia. Seu nome artístico é uma homenagem ao seu ídolo B.B. King, com quem chegou a tocar na década de 1980.

O vascaíno foi guitarrista das bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil. Em 1980 passou a ser mais conhecido, quando mandou uma fita para a Rádio Fluminense, no Rio, voltada para o repertório roqueiro. Quatro anos depois gravou seu primeiro disco, 'Som na Guitarra', que inclui seu maior sucesso: 'Aumenta que Isso Aí É Rock'n Roll'.

Seu último CD foi lançado ano passado. Intitulado 'Por um monte de Cerveja', o álbum possui 13 canções, como 'Beth Carvalho Quer Comprar o Meu Fuscão' e 'Odeio Rock'n'Roll', com participação dos Detonautas. O cantor morava há 12 anos em Joinville.


Marcelo D2 anunciou que o Planet Hemp se reunirá em setembro para uma única apresentação no Rio de Janeiro, tocando o disco "Usuário", de 1995. O músico publicou uma foto no Instagram na qual aparece com três dos integrantes do grupo, confirmando "um show e só" no Circo Voador no fim daquele mês.

Na imagem, D2 está sentado em uma mesa de bar ao lado do guitarrista Rafael Crespo, do baixista Formigão e do baterista Pedrinho. A mensagem afirma: "Reunião do Planet Hemp... Show fim de setembro no Circo Voador tocando o usuário... Um show e só...".

O Planet Hemp lançou três discos de estúdio durante sua existência - "A invasão do sagaz Homem Fumaça", de 2000, é o mais recente deles. Em 2001, a banda se separou, para dois anos mais tarde tocar no festival português Vilar de Mouros e, em 2010, se apresentar no VMB (premiação da MTV) em comemoração aos 20 anos da emissora.

Related Posts with Thumbnails