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Vocalista do Queen vai ganhar cinebiografia estrelada por Sacha Baron Cohen, intérprete de "Borat"

Freddy Mercury hoje teria 65 anos
Esta quinta-feira marca o aniversário de 20 anos da morte de Freddie Mercury, que morreu em 1991 vítima de Aids. O tempo passou, mas a estrela do carismático líder do Queen brilha com mais força do que nunca e seus companheiros continuam vivendo de seus antigos sucessos.
A mítica banda de rock britânica, que completa 40 anos em 2011, está entre as que venderam mais discos em todos os tempos – cerca de 300 milhões, segundo fontes, a maioria nas últimas duas décadas, ou seja, após a morte de Mercury.
O guitarrista do Queen, Brian May, e o baterista, Roger Taylor, têm mais trabalho do que nunca e algumas músicas de Mercury, como Bohemian Rhapsody e Don't Stop me Now, tornaram-se clássicos.
Nos anos após a morte do cantor, que para o jornal britânico The Independent "pareceu apenas um susto na carreira", o valor do Queen subiu muito e diversos artistas populares da atualidade o citam entre suas influências, incluindo Lady Gaga, Robbie Williams e Muse.
Mercury morreu aos 45 anos em sua casa em Londres, no dia 24 de novembro de 1991, em consequência de uma broncopneumonia causada pela Aids, enfermidade que tinha sido diagnosticada vários anos antes. Seus admiradores lembram-se dele por suas cativantes atuações ao vivo, sua surpreendente voz e por hits inesquecíveis como We Are the Champions, hino inevitável de qualquer final esportiva, Killer Queen, Crazy Little Thing Called Love ou Barcelona, interpretada em dueto com a soprano espanhola Monserrat Caballé.
O musical We Will Rock You, que estrou em 2002, continua cheio em todas as suas apresentações em Londres e foi montado em vários países. O interesse que Mercury desperta impulsionou a produção de um filme biográfico, protagonizado pelo excêntrico Sacha Baron Cohen (intérprete de Borat) e que se concentrará nos anos anteriores à extraordinária apresentação do Queen no show Live Aid, em Londres, em 1985.
– Mesmo que não esteja fisicamente presente, sua presença parece mais poderosa do que nunca – escreveu May em um blog em setembro, pelo que seria o 65º aniversário de Mercury. – Devorava a vida. Comemorava cada minuto. E, como um grande cometa, deixou uma estrela luminosa que brilhará durante muitas gerações.
Um dia antes de morrer, Mercury confirmou em um comunicado que tinha Aids. Em menos de 24 horas, entrou em coma e morreu, depois de ter conservado sua doença em segredo, sem nunca expressar seu sofrimento. Mercury disse em uma entrevista em 1987 que não tinha medo de se tornar um velho de 70 anos rico e solitário.
– Vivi uma vida plena e se morresse amanhã, não me importaria. Fiz realmente de tudo – disse.
Nascido como Farrokh Bulsara, no dia 5 de setembro de 1946, em uma família indiana que morava em Zanzibar e educado em um internato de estilo inglês na Índia, o tímido adolescente chegou a Londres quando sua família fugiu da revolução no pequeno país africano em 1964.
Sua imagem mais clássica é com uma jaqueta de estilo militar amarela e calça branca que usou durante a turnê de 1986, bigode e o punho no alto, na pose imortalizada em estátua erguida em sua homenagem na cidade suíça de Montreux, às margens do lago Genebra.
Passado o luto, os três colegas da banda produziram músicas inteiras com pedaços da voz de Mercury que ele, já gravemente enfermo, tinha gravado em 1991, durante as preciosas horas em que recuperava alguma vitalidade. O álbum resultante, Made in Heaven, lançado em 1995, se tornou um dos mais famosos do Queen.
Para os integrantes da banda, enfrentar a vida sem Mercury não foi fácil. May mergulhou em uma profunda depressão, depois de perder também seu pai e após o fim de seu casamento, e pensou em suicídio. Taylor, assim como May, produziu alguns álbuns solo nos anos 1990, mas apesar dos esforços para se distanciar do Queen, aprendeu a viver com a lenda. Já o baixista John Deacon se aposentou em 1997, embora seus companheiros tenham sua benção para seguir em frente.
O lançamento de We Will Rock You, que foi visto por 13 milhões de pessoas no mundo, deu a eles uma nova vida ao oferecer aos fãs uma volta a todos os seus grandes sucessos. O Queen voltou a sair em turnê em 2005, desta vez com o ex-vocalista da banda Free, Paul Rodgers, com quem gravaram o, até agora último, álbum de estúdio The Cosmos Rocks (2008).
Quem acessa o site de buscas google, nesta segunda-feira , pode acompanhar a homenagem ao cantor Freddie Mercury. Se estivesse vivo, ele completaria neste 05 de setembro, 65 anos.
Considerado um dos melhores doodles de todos os tempos, assemelha-se a um videoclipe da banda Queen, da música I WANT TO BREAK FREE.
Sobre o Cantor
Freddie Mercury, cujo nome orginal era Farrokh Bulsara foi um aclamado músico, cantor e compositor. Vocalista de uma das bandas rock mais populares dos anos 70 e 80, os Queen, inovadores, sempre atuaram com muita energia. Era notável a genuinidade em todos os elementos, especialmente no falecido Freddie que se personificava com as reações do público, era uma característica que muitos artistas demonstravam imensa admiração, tais como Kurt Cobain e Axl Rose.
Mercury nasceu na ilha de Zanzibar (na altura uma colónia britânica mas que actualmente pertence à Tanzânia). Este passou a maior parte da sua infância na Índia, onde, aos sete anos, começou a dar os primeiros passos na música ao ter aulas de piano. Sendo um rapaz precoce, aos doze anos formou a sua primeira banda de escola chamada The Hectics, onde tocavam covers de artistas como Cliff Richard and Little Richard.
Aos dezassete anos, Freddie e a sua família, mudaram-se para Inglaterra, após terem de fugir de Zanzibar por questões de segurança.
Foi na faculdade que conheceu o baixista Tim Staffell, foi seu colega de quarto. Tim tinha uma banda chamada Smile, Brian May e Roger Taylor eram integrantes da mesma. Mercury costumava participar e assistir aos ensaios. Anos mais tarde, em 1970, Tim, deixou a banda e Freddie acabou por ficar como vocalista do grupo que se passou a chamar Queen. No mesmo ano, Mercury conheceu Mary Austin, com quem viveu cinco anos. Foi com ela que assumiu a sua orientação sexual - ele era bissexual- os dois ainda mantiveram uma forte relação de amizade até ao fim da sua vida (nunca casaram ao contrário do que muitos pensam). A música Love of My Life é inspirada em Mary, pois acima de tudo, era o verdadeiro amor dele.
Foi Freddie Mercury qe compôs muitos dos sucessos da banda, tais como, Bohemian Rhapsody, Somebody to Love, Love of My Life e We Are the Champions, todos considerados como um hino e serão eternamente reconhecidos.
O espectáculo dos Queen ao vivo era lendário, tanto que Freddie era conhecido pela sua performance onde exibia um lado teatral fazendo com que o público participasse no concerto sem nunca existir um momento morto. David Bowie, que cantou com Mercury a música Under Pressure, chegou a comentar que "de todos os artistas de rock mais teatrais, Freddie foi mais longe do que todos...".
Uma das atuações mais notáveis foi em 1985, no Live Aid, onde 72000 pessoas aplaudiram, cantaram e dançaram em uníssono. Foi tão aclamada que foi considerada a maior performance ao vivo na história da música rock.
Além do seu trabalho com os Queen, Mercury lançou dois álbuns a solo e alguns singles, estes foram bastante criticados e não tiveram tanto sucesso como a maioria dos álbuns dos Queen. Gravou também, algumas músicas com o Michael Jackson, mas nenhuma foi divulgada oficialmente.
No dia 23 de novembro de 1991, Freddie Mercury disse: "Bem, resolvi confirmar ao público as suspeitas que a imprensa tem levantando há algumas semanas: eu tenho sida, e tenho lutado contra esta doença há alguns anos. Espero que daqui para a frente todos se consciencializem e se unam para enfrentar este terrível mal." Passado um dia, a 24 de novembro, faleceu à noite na sua casa.
O corpo de Freddie, tal como desejava, foi cremado, as suas cinzas foram espalhadas na margem do Lago Genebra na Suíca, por isso não existe nenhum túmulo para que os seus fãs possam homenageá-lo.
Amanhã segunda-feira a Sociedade Viva Cazuza realiza pela primeira vez no Brasil a campanha Freddie For a Day, que comemora o aniversário do cantor e compositor Freddie Mercury, líder da extinta banda britânica Queen. A campanha visa arrecadar fundos e incentivar eventos beneficentes na luta contra a AIDS, doença que matou tanto Freddie Mercury, como Cazuza.
A campanha que começou no ano passado em Londres através dos próprios fãs do Queen, chega ao Brasil em parceria com a instituição Mercury Phoenix Trust, que realiza a campanha no exterior. A ideia é se caracterizar de Freddie por um dia para buscar apoio de familiares, amigos e empresas para que arrecadar doações para Sociedade Viva Cazuza, chamando a atenção das pessoas de forma divertida.
A Freddie for a Day também comemora e lembra os 65 anos do cantor, que seriam completados em 5 de setembro de 2011.
Para saber como participar, acesse o site da campanha: www.freddieforaday.com.br.
Além do aniversário do músico, a Universal Music dá continuidade a celebração dos 40 anos da banda lançando no dia 27 de setembro, a terceira parte de reedições da obra do Queen. A gravadora lança versões remasterizadas com conteúdo raro em embalagens duplas dos álbuns "The Works", "A Kind of Magic", "The Miracle", "Innuendo" e "Made in Heaven".







