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Gene Simmons, Tommy Thayer e Paul Stanley, ao vivo, em 2010: line-up volta ao Brasil após três anos. Foto: Getty Images
Gene Simmons, Tommy Thayer e Paul Stanley, ao vivo, em 2010: line-up volta ao Brasil após três anos

No início da década de 1970, quando o Reino Unido já havia se firmado como o grande berço dos grandes grupos de rock mundial, surgia nos EUA uma banda diferente de todas os outras. Mistério e pirotecnia se aliavam a temáticas de amor e de adolescência rebelde em uma mistura que tornou um quarteto um dos mais enigmáticos, populares e lucrativos da história do rock. Nascia, na cidade de Nova York, a banda Kiss, que retorna ao Brasil, pela quinta vez, nesta semana, para shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. 
Fundado em 1973 por Paul Stanley (guitarra e vocal), Gene Simmons (baixo e vocal), Peter Criss (bateria) - os três até então integrantes do Wicked Lester - e Ace Frehley (guitarra solo), o Kiss buscou desde sempre a fama de uma forma diferente. Para chamar a atenção para suas canções joviais, com temáticas como amor, sexo e rebeldia, o grupo criou personagens para cada um de seus membros, com pinturas faciais e vestimentas características. Eram eles The Starchild (Stanley), The Demon (Simmons), The Spaceman (Frehley) e The Catman (Criss). Logo, em novembro daquele ano, o quarteto chamou a atenção do executivo Neil Bogart, recém-fundador do selo Casablanca Records, que assinou um contrato com os músicos.
No entanto, apesar de Kiss, o primeiro trabalho de estúdio, de 1974, ter trazido em seu play-list canções que viriam a se tornar hits absolutos do rock, como Strutter e Deuce, o sucesso não veio da forma rápida como era esperada. O mesmo ocorreria com seus sucessores, Hotter than Hell (1974) e Dressed to Kill (1975), que não conseguiram posições de destaque nas paradas de sucesso norte-americanas. Sem um nome de peso em seu casting, a Casablanca Records se afundava em dívidas, e, mesmo com apenas alguns meses de vida, já se encontrava à beira da falência.
Mas a grande virada estaria por vir. Bogart logo percebeu que, enquanto os discos do quarteto custavam a vender, suas apresentações ao vivo estavam sempre cheias. A solução era simples: produzir um disco ao vivo que conseguisse transmitir ao fã, por meio de seu toca-discos, toda a energia de um show do grupo, incluindo o barulho do público, as explosões e os gritos do carismático Paul Stanley. Alive! chegou às lojas dos EUA em setembro de 1975, atingiu a oitava colocação das paradas de sucesso do país e logo conquistou o certificado de Disco de Ouro por ali. Enfim o Kiss ganhava relevância e, sua gravadora, sobrevida no mercado.
Auge
Foi a partir daí que o Kiss começou a se mostrar capaz de se tornar um caça-níqueis da música mundial. Meses depois do lançamento de Alive!, o quarteto lançou, em 1976 e 1977, três imensos sucessos de sua discografia:Destroyer, Rock and Rol Over e Love Gun - todos certificados com Disco de Platina nos EUA. O slogan "a banda mais quente do mundo", bradado desde o início da carreira em todas as suas apresentações, começava a fazer sentido. A segunda compilação de suas canções ao vivo, Alive II, que também trazia algumas músicas inéditas, seguiu o mesmo percurso, vendendo mais de 2 milhões de cópias somente nos EUA.
O Kiss inaugurou uma nova era para os grandes shows. Com pirotecnia, fogos e muita teatralidade, o quarteto logo viu a aliança perfeita entre seus hits rock´n´roll e sua misteriosa e característica imagem. Passaram a brotar participações do grupo em especiais de televisão e uma série de produtos atrelados a ele, como revistas em quadrinhos, bonecos, fantasias e até um longa-metragem - Kiss Meets the Phantom of the Park, produção filmada em um parque de diversões californiano, na qual os integrantes do quarteto interpretavam a si próprios, mas como super-heróis. Uma pesquisa conduzida pela Gallop Poll, em 1977, elegeu a banda a mais popular dos EUA.
Com quatro trabalhos certificados com Discos de Platina em um período de dois anos, a banda logo partiria para um projeto ambicioso. Em 1978, Stanley, Simmons, Frehley e Criss lançaram, cada um, na mesma data, seus primeiros álbuns solo, todos com capas semelhantes, em que apareciam desenhados individualmente com suas respectivas máscaras, e com o logotipo do Kiss cravado no canto superior esquerdo. Mais uma vez, os quatro levaram platina. No entanto, era o começo da derrocada do grupo. Lançado em 1978, Dinasty foi o último disco da banda a figurar entre os top 10 das paradas norte-americanas em muito tempo - algo que só viria a se repetir em 1992, com Revenge. Apesar da boa vendagem, alavancada principalmente pelo sucesso da canção I Was Made for Loving You, o trabalho foi mal recebido pela crítica e, a despeito da duração de sua turnê, a com mais datas do grupo até então, o giro não foi bem-sucedido, tendo uma série de shows cancelados.
Além disso, o baterista Peter Criss, que praticamente nada gravou para o álbum devido a um acidente de carro, começava a se mostrar desinteressado pelo grupo. E sua técnica parecia a cada dia menos apurada. Tais fatos o levaram a ser demitido do Kiss ao fim do giro, sendo substituído por Eric Carr, que também assumiu uma nova máscara na banda, a da raposa (The Fox).
A crise se manteve. Em 1982, insatisfeito com os rumos tomados pelo quarteto, principalmente devido aos fracassados Unmasked e Music from the Elder, lançados em 1980 e 1981, Frehley abandonou o Kiss. Pela primeira vez, o grupo que havia se tornado o mais popular dos EUA se via apenas com seus dois idealizadores no line-up. E, também pela primeira vez, se via na urgência de reinventar-se totalmente, a fim de se manter relevante no mundo da música.
Uma nova fase
O mundo ainda desconhecia os rostos por baixo das pinturas. Nas chegadas a eventos, shows e mesmo caminhando pelas ruas, os integrantes do Kiss insistiam em manter no ar o mistério de suas faces, andando sempre disfarçados, sem revelá-las ao público. A última turnê mascarada se deu entre os anos de 1982 e 1983, quando o grupo fez sua estreia em território brasileiro, trazendo como novidade um novo guitarrista, Vinnie Vincent, na pele do personagem guerreiro Ankh, símbolo do antigo egípcio. Em 1983, no entanto, após o giro do pesado Creatures of the Night, os músicos finalmente mostravam seus rostos, na capa de Lick it Up. Tinha ínício uma nova fase, com um hard rock mais moldado àquele que fazia cada vez mais sucesso nos EUA e um visual glam.
Apesar de os quatro trabalhos seguintes - Animalize (1984), Asylum (1985), Crazy Nights (1987) e Hot in the Shade (1989) - terem conseguido, todos, ao menos um certificado de Disco de Ouro em território norte-americano, o Kiss claramente não era mais a banda de outrora. Com mais duas trocas de line-up - Mark St. John no lugar de Vincent, em 1984, e, posteriormente, Bruce Kulick assumindo seu posto, no mesmo ano -, o quarteto viu a figura de Gene Simmons, cada vez mais preocupado com projetos fora da música, perder espaço e a de Paul Stanley, logo alçado ao status de sex-symbol, ganhar mais e mais força como frontman.
Mas, em 1991, veio a tragédia. Após dez anos sob o comando das baquetas do quarteto, Eric Carr morreu, em 24 de novembro, mesmo dia do falecimento de Freddie Mercury, do Queen, de hemorragia cerebral, aos 41 anos de idade. O óbito veio durante as gravações deRevenge, após meses de luta do músico contra um câncer. Stanley e Simmons, no entanto, optaram por dar prosseguimento aos planos da banda, e Eric Singer, cujo currículo incluía nomes como Alice Cooper, o substituiu e finalizou o trabalho.
Retorno ao auge
Em agosto de 1995, Peter Criss e Ace Frehley foram convidados para participar das gravações do Acústico MTV. Apesar de ter lançado, no ano seguinte, Carnival of Souls, disco que já estava pronto desde 1994, com Kulick e Singer no line-up , era o início da reunião. No dia 28 de fevereiro de 1996, Simmons, Stanley, Criss e Frehley apareceram pela primeira vez lado a lado e mascarados após mais de 15 anos, na 38ª edição dos prêmios Grammy. Em junho, a formação original do grupo iniciava sua primeira turnê desde 1978, que contou com 192 shows em 11 meses, com lucros de mais de US$ 40 milhões no período. O espetáculo de abertura daReunion Tour teve seus 40 mil ingressos esgotados em apenas 40 minutos.
Três anos depois, o que os fãs mais aguardavam se tornava realidade. Após 20 anos, o line-up que tornou o nome do Kiss um dos maiores da história do rock voltou a lançar um trabalho de inéditas. Psycho Circus, contudo, foi envolto em controvérsias. Boatos de que os integrantes do grupo sequer teriam gravado seus instrumentos, rumor que atingiu também a performance de palco do quarteto, proliferaram. Frehley e Criss continuavam a causar problemas pela falta de dedicação e excesso de álcool/drogas durante as turnês. No entanto, o gigantismo do show 3D, o primeiro da história da música, ofuscou tudo isso, e a banda permaneceu no topo.
Todo o aspecto mercadológico do Kiss voltava com tudo. Histórias em quadrinhos, dezenas de séries de bonecos de ação (action figures), camisinhas, livros, DVDs comemorativos e até um caixão, o Kiss Kasket, geravam aos músicos mais lucros do que nunca. Mas a reunião não durou. Logo, em 2001, Criss foi substituído por Eric Singer. Um ano depois foi a vez de Frehley, tendo o seu posto ocupado por Tommy Thayer.
De volta ao estúdio
As turnês prosseguiam, apresentando repertórios compostos apenas por clássicos ou celebrando datas especiais - como a Alive 35 Tour, que passou pelo Brasil. Mas dez anos se passaram desde o lançamento dePsycho Circus e nada de novos discos de estúdio. Enfim, em 2008, a banda, já envolta há anos em rumores de que poderia até encerrar sua carreira, trouxe um trabalho de inéditas aos fãs. E Sonic Boom foi um grande sucesso.
O disco chegou ao topo da Billboard 200, principal ranking da música norte-americana, e, apesar de não ter recebido críticas sempre positivas, deu um novo gás à banda. "O propósito deste álbum não é deixar as pessoas saberem que ainda estamos por aí, é deixá-las sabendo que ainda conseguimos bater em qualquer um que está por aí", disse Stanley na ocasião do lançamento do trabalho.
Em abril de 2012, um novo disco, o 20º do quarteto - e o segundo em um espaço de apenas três anos: Monster. E é esse disco, talvez o melhor do Kiss dos últimos 20 anos, que a banda promove em três shows no Brasil nesta semana. Com agenda já cumprida em Porto Alegre, Buenos Aires, Assunção e Santiago, o giro sul-americano será encerrado no domingo (18), na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.



Um levantamento feito pela Crowley Broadcast traz as 10 músicas sertanejas mais tocadas de cada ano, em um período 10 anos (2001 a 2011).
-É possível notar claramente a ascensão de uma nova geração de artistas, e também acompanhar como alguns nomes já consagrados conseguiram se manter em evidência mesmo com o crescimento dos novos.
-Interessante reparar na questão “música romântica”. Por mais que os jovens venham forçando o sertanejo a se tornar cada vez mais “música de balada”, as canções românticas perderam o primeiro lugar apenas em duas ocasiões: em 2009, quando “Chora, Me Liga” liderou, e em 2010, quando “Fugidinha” foi a mais tocada.
-Talvez as atuais canções românticas tenham um problema que pouca gente comenta: a qualidade. Canções como “Te Vivo”, “Amo Noite e Dia” e “Pra Você”, feitas por artistas da nova geração, são consideradas de boa qualidade e estiveram em destaque nas paradas, mas parecem existir quase como exceções. Investir em grandes canções românticas não parece ser uma boa alternativa?
-Os dados comprovam como a década de “00″ foi de Bruno e Marrone, que surgiram em 2001 e nunca mais saíram da lista das mais tocadas. Em 2006, a dupla ocupou a 1ª, a 2ª e a 3ª posições.
-Zezé di Camargo é um dos artistas que mais bate na tecla de que nada é mais importante do que o trabalho em rádio. Ao que se pode ver, o sucesso que a dupla conseguiu manter até hoje se deve muito a essa ideia defendida pelo cantor.
-Nota-se, também, como as escolhas de músicas de trabalho dos mais consagrados passaram a ser bem discutíveis a partir de 2007, quando a “ameaça universitária” ganhou força.
-Hugo Pena e Gabriel, que não chegaram a ocupar o primeiro escalão da música sertaneja, aparecem nas listas de 2009 e 2010, com duas canções românticas muito fortes.
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Abaixo, 10 listas que totalizam 100 músicas (na verdade, quase isso, pois algumas se repetem). 
2001
01. Dormi na Praça – Bruno e Marrone
02. Dou a vida por um beijo – Zezé di Camargo e Luciano
03. Amor de Carnaval – Bruno e Marrone
04. Passou da Conta – Zezé di Camargo e Luciano
05. Todas as coisas do mundo – Leonardo
06. Frio da Solidão – Chitãozinho e Xororó
07. Tô Fora – Leonardo
08. O amor e eu – Rick e Renner
09. Atração Fatal – Roberta Miranda
10. O que é que eu faço – Zezé di Camargo e Luciano
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2002
01. Toque de Mágica – Pedro e Thiago
02. Cristal Quebrado – Leonardo
03. Te Amo Demais – Leonardo
04. Um bom perdedor – Bruno e Marrone
05. A Ferro e Fogo – Zezé di Camargo e Luciano
06. Tô por aí – Rionegro e Solimões
07. Nem mais uma dúvida – Zezé di Camargo e Luciano
08. Pra sempre em mim (You needed me) – Zezé di Camargo e Luciano
09. Só pensando em você – Rick e Renner
10. Som e Imagem – Guilherme e Santiago
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2003
01. Ligação Urbana – Bruno e Marrone
02. Tua sombra eu meu caminho – Leonardo
03. Preciso de um tempo – Zezé di Camargo e Luciano
04. Pra mudar minha vida – Zezé di Camargo e Luciano
05. Menina (Querida) – Bruno e Marrone
06. Sufocado (Drowning) – Zezé di Camargo e Luciano
07. Vai dar namoro – Bruno e Marrone
08. Brincadeira tem hora – Leonardo
09. Encontro casual – Chitãozinho e Xororó
10. Pra onde você for – Pedro e Thiago
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2004
01. Nosso amor é ouro – Zezé di Camargo e Luciano
02. Deixa – Bruno e Marrone
03. Fantasias – Leonardo
04. Pra sempre – Zezé di Camargo e Luciano
05. Porta-Retrato – Edson e Hudson
06. Nos Bares da Cidade – Rick e Renner
07. Eu sem você – Daniel
08. Será – Bruno e Marrone
09. Vai dar namoro – Bruno e Marrone
10. Quer namorar comigo? – Edson e Hudson
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2005
01. Fui eu – Zezé di Camargo e Luciano
02. É amor demais – Edson e Hudson
03. Choram as rosas – Bruno e Marrone
04. Quer casar comigo – Bruno e Marrone
05. Inevitável – Bruno e Marrone
06. Meu Mel – Leonardo
07. Como vai você – Zezé di Camargo e Luciano
08. Magia e Mistério – Guilherme e Santiago
09. Bebedeira – Rick e Renner
10. E pra sempre te amar – Guilherme e Santiago
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2006
01. Por te amar demais – Bruno e Marrone
02. Vê se toma juízo – Bruno e Marrone
03. Choram as Rosas – Bruno e Marrone
04. De Latinha na Mão – Leonardo com Zeca Pagodinho
05. Átomos – Zezé di Camargo e Luciano
06. Diz pro meu olhar – Zezé di Camargo e Luciano
07. De corpo e alma – Leonardo
08. Foi – Zezé di Camargo e Luciano
09. Eu não sei dizer que não te amo – Edson e Hudson com Kenny Rogers
10. Sinhá Moça – Leonardo
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2007
01. Olha eu aí – Zezé di Camargo e Luciano
02. Fada – Victor e Leo
03. Marianne – Bruno e Marrone
04. Pra não morrer de amor – Bruno e Marrone
05. Amigo Apaixonado – Victor e Leo
06. Não posso ter medo de amar – Bruno e Marrone
07. Idas e Voltas – Leonardo
08. Credencial – Rick e Renner
09. Como Um Anjo – César Menotti e Fabiano
10. Amor que fica – Zezé di Camargo e Luciano com Ivete Sangalo
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2008
01. Tem que ser você – Victor e Leo
02. Coração Bandido – Leonardo
03. A fila anda – Leonardo
04. Ciumenta – César Menotti e Fabiano
05. Não faz mais isso comigo – Bruno e Marrone
06. Chega – Zezé di Camargo e Luciano
07. Borboletas – Victor e Leo
08. Difícil não falar de amor – Daniel
09. Ficar por ficar – Bruno e Marrone
10. Eu Aposto – Eduardo Costa
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2009
01. Chora, Me Liga – João Bosco e Vinícius
02. Borboletas – Victor e Leo
03. Deus e eu no sertão – Victor e Leo
04. Amor não vai faltar – Bruno e Marrone
05. Não tente impedir – Bruno e Marrone
06. Esse alguém sou eu – Leonardo
07. Paga Pau – Fernando e Sorocaba
08. Nada Normal – Victor e Leo
09. Vou te amar (Cigana) – Hugo Pena e Gabriel
10. Faça alguma coisa – Zezé di Camargo e Luciano
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2010
01. Fugidinha – Michel Teló
02. Amo noite e dia – Jorge e Mateus
03. Você não sabe o que é amor – Luan Santana
04. E Daí? – Guilherme e Santiago
05. Tapa na Cara – Zezé di Camargo e Luciano
06. Tá se achando – Guilherme e Santiago
07. Pode ir embora – Bruno e Marrone
08. Sem esse coração – João Bosco e Vinícius
09. Madrid – Fernando e Sorocaba
10. Estrela – Hugo Pena e Gabriel
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2011
01. Pra Você – Paula Fernandes
02. Amar não é pecado – Luan Santana
03. Mentes tão bem (Mientes tan bien) – Zezé di Camargo e Luciano
04. Ai Se Eu Te Pego – Michel Teló
05. Não Precisa – Paula Fernandes com Victor e Leo
06. Água de Oceano – Victor e Leo
07. Um Beijo – Luan Santana
08. As lembranças vão na mala – Luan Santana
09. Balada (Tche Tcherere) – Gusttavo Lima
10. Juras de Amor – Bruno e Marrone


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Nesse dia 16 de agosto chegamos a 35 anos da morte do Rei do rock. Confira dicas de CDs, DVDs  e livros que enfocam o ídolo nos anos 70

Lembro claramente da comoção que tomou conta do mundo naquela época. As incessantes reprises de seus filmes, as músicas tocando no rádio, o Globo Repórter especial, a última apresentação passando em todos os canais e as revistas e pôsteres nas bancas. O nome de Elvis Presley continua em voga e a finitude de sua imagem nos parece muito improvável. Como possivelmente a grande enfoque das plataformas de comunicação desse data que relembramos a morte do Rei do Rock, passem basicamente pelo trabalho de Elvis nos anos 50, o blog recupera (e atualiza) uma matéria publicada no Diário de Santa Maria que fala principalmente dos últimos 9 anos do trabalho (1968-1977) de um dos maiores artistas do século XX.  
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Os últimos dias do Rei
No início da década de 70, Elvis Presley (1935-1977) era novamente a bola da vez na música pop mundial. O cantor havia demarcado seu retorno às apresentações ao vivo de forma triunfal. O pontapé se dera no lendário 68 Comeback Special, um especial de final de ano na TV em que o público pôde perceber que o Rei do rock’n’roll não havia sido deposto do trono. Nesse show, o músico estava mais uma vez acompanhado da banda original dos anos 50, revisitando com inteligência grande parte do repertório clássico do início de sua carreira, e mais: - cantando como nunca após sete anos de ausência dos palcos. Presley estava decidido encerrar sua medíocre passagem por Hollywood e tinha planos de voltar a colocar o pé na estrada, em consequentes turnês que o arrastariam de forma avassaladora até o fim de sua vida.
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Um astro excêntrico

Na verdade, a grande maioria dos resumos biográficos de Elvis Aaron Presley obstrui algumas verdades e supervalorizam muitas das lendárias esquisitices. Diversas histórias são mitológicas. Quem mais além dele fretaria um avião a Denver apenas para comer um sanduíche de geléia e manteiga de amendoim? Quem mais compraria 14 Cadilacs em apenas um dia, sendo que um deles foi entregue de presente para uma senhora desconhecida que apenas olhava a vitrina? Elvis era aficionado por armas de fogo e gostava de praticar tiro ao alvo nos aparelhos de TV e interruptores de luz de sua mansão. Tornou-se um hipocondríaco incorrigível e chegou a tomar mais de 30 tipos de medicamentos durante um único dia (Amital, Qualude, Dexedrine, Percodan e Dicaudid eram alguns deles). Entre suas reais doenças, o Rei sofria de glaucoma e de cólon paralisado devido ao excesso de comidas gordurosas.

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Repertório renovado

Se na década de 50, Elvis desafiou com genialidade intuitiva o “american way of life”, durante os anos 60 ele parecia cooptado pelo sistema. Entretanto, na década final de sua existência, dá pra dizer que Elvis era o sistema. Se procurarmos uma data emblemática pós 68 Comeback Special, esse dia seria 31 de julho de 1969, quando o Rei retornou aos palcos de Las Vegas, após uma exaustiva sessão de 12 dias de gravações no American Studios em Memphis. Sob a batuta do produtor, fã e amigo Felton Jarvis, e do exigente Chips Moman, surgiram dezenas de canções nunca antes vistas no repertório do cantor.*
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Destaque para Suspicious Minds (um de seus principais cavalos de batalha a partir de então). Já em In The Gheto, denotava-se uma rara incursão do Rei pela temática social. Até mesmo Power of Love parecia uma clara reaproximação com seu passado recente e um evidente flerte com o rhythm & blues. Dessas gravações, surgiram vários compactos e, principalmente, um álbum conceitual que devolveria sua credibilidade artística frente à crítica e público. Era From Elvis In Memphis, um dos grandes consensos da crítica como ponto alto de sua carreira.

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Tempos de soul

O epicentro dessa renovação foi capturado no show-documentário That’s The It Is(1970), um registro definitivo que apresentava Elvis e sua banda em todas as nuanças que moveram o turbilhão em sua volta naqueles tempos. Dos bastidores aos holofotes, vários aspectos foram cuidadosamente explorados no filme, que se tornou um sucesso absoluto nos cinemas de todo o mundo. O filme deixou bem claro para o show business que a “marca Elvis” ainda era um produto confiável e rentável.
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E Elvis parecia incansável, pois nessa época a maratona de gravações continuava desafiadora. Em apenas cinco dias, gravou mais de 35 canções com sua nova banda de apoio nos estúdios da RCA. Mais hits surgem desta safra, entre eles temas definitivos do seu set list, como Stranger in The Crowd, Mary in The Morning, Silvia (um estrondoso sucesso nas paradas brasileiras da época!) e I’ve Lost You. O tempero negro estava evidente em muitas dessas canções, acentuado pelo quarteto vocal feminino Sweet Inspirations. Sem falar na banda, que havia sido escolhida a dedo pelo músico.

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O virtuoso James Burton (ex- Ricky Nelson) era o guitarra líder; a cozinha contava com o baterista Ronnie Tutt (que também passou pela banda de Gram Parsons) e Jerry Scheff (baixista dos Doors no álbum L.A. Woman). Completavam o time o guitarrista John Wilkinson e o pianista e arranjador Glen D. Hardin (que depois comandaria a banda da musa country Emmylou Harris). E não se esqueçam do quarteto vocal comandado por J.D. Sumner e uma orquestra sob a regência do maestro Joe Guercio... Ufa! E o rock’n’roll comia frouxo nos espetáculos. Um exemplo disso é o formidável e contagiante Elvis as Recorded at Madison Square Garden, de 1972, retorno triunfal do cantor a New York. O formato do show básico estava definido: abertura apoteótica a lá Mohamed Ali com o tema do filme 2001 Uma Odisséia no Espaço.
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See See Rider (ou That’s All Right) iniciava os trabalhos com um pé nos anos 50, mas com a cara dos 70; Proud Mary (o hit do Creedence Clearwater Revival) mostrava que o Rei estava definitivamente sintonizado com o novo rock da época. Never Been To Spain (sucesso absoluto do Thre Dog Night) denotava que a soul music seguia circulando cada vez mais forte em suas veias. E aí a coisa seguia, oscilando baladas e temas mais agitados, até a canção de despedida Can’t Help Falling in Love. Logo depois a banda e a orquestra tocavam uma variação instrumental de See See Rider. Os flashes das máquinas fotográficas o bombardeavam enquanto os guarda-costas Sonny & Red West o escoltavam são e salvo até um Ford Lincoln. Depois, uma voz anunciava: “Elvis as left the building, good night!” (Elvis acaba de deixar o prédio, boa noite!), e no dia seguinte toda a história se repetiria. Ele e sua banda chegaram a fazer uma média de 130 shows por ano entre 1972 a 1977. Às vezes, seriam dois no mesmo dia – e dá-lhe boleta pra segurar a onda!
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O início do fim

Aloha From Hawai foi visto via satélite na TV por mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Nesse show, Elvis ainda estava em forma, vestido como um autêntico super-herói das histórias em quadrinhos. Roupa especial (Eagle Jumpsuite branco), anéis, cinturão e até uma capa! Quando foi eleito um dos setes jovens do ano, no seu discurso de agradecimento deu uma das mais famosas declarações: “Eu queria que vocês soubessem que eu fui o herói dos gibis. Assisti a filmes e eu era o herói do filme. (...) Gostaria de dizer que aprendi muito cedo na vida que, sem uma canção, o dia nunca terminaria... Sem uma canção, um homem não tem amigo... Portanto, eu apenas continuo cantando a minha canção”.
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Entretanto, após o show do Hawai, Elvis pareceu embaçar novamente o foco artístico e começou a se perder em algumas repetições, tanto em shows, quanto nos álbuns. Na verdade os problemas de saúde também se tornam cada vez mais freqüentes. É nessa época que sua “persona” toma uma forma caricata de rock star, que seria para sempre vinculada ao rol das imagens definitivas da decadência física (e artística) do arquétipo do rock star. Ao engordar assustadoramente, a lista de remédios também aumenta. Ainda que, no final das contas, o rei sempre tenha sido um homem vaidoso, as coisas já estavam fugindo do seu controle no aspecto físico e psicológico.

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Principalmente quando se divorciou oficialmente de Priscila Beaulieu, em 11 de outubro de 1973 – nesta época, estava namorando a ex-miss Tennesse Linda Thompson. Não era fácil ser Elvis Presley 100% do tempo e ainda manter a fama de bonitão. Mas ele não jogava a tolha, assim como a maratona de shows não diminuía (sempre com lotações esgotadas!). Mas se formos traçar um paralelo entre espetáculos de 1974 a 1977, as variações de repertório são muito pequenas. Ou seja: Elvis praticamente não renovava seu set. Em fevereiro de 1976, a RCA cobrou do cantor gravações novas de estúdio, já que seu catálogo passava a ser sustentado quase exclusivamente por coletâneas e registros ao vivo (havia lançado nada menos do que sete LPs ao vivo num intervalo de cinco anos!).
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É nessa época que sua gravadora disponibiliza ao artista todo um suporte técnico para montar um estúdio no porão de sua própria mansão. O estúdio seria batizado de Jungle Room, e foi nele que surgiram as canções Blue Eyes Crying in The Rain, Way Down,Moody Blue, For The Heart e Solitaire. Antes de voltar a cair na estrada em 1977, Elvis deu uma de suas últimas declarações à imprensa: “Pretendo continuar fazendo shows enquanto eu puder. Sou grato por toda essa lealdade, mas é assustador. O que virá depois?”. Em 26 de junho, Elvis  Presley sobe pela última vez aos palcos, em Indianápolis.

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O fim da linha

Início da tarde de 16 de agosto de 1977. A namorada do Rei o encontra no piso do banheiro de Graceland, deitado em posição fetal e com rosto colado ao chão. Gilger Alden chama a ambulância... Mas já era tarde! Elvis é declarado morto às 15h30min. Causa da morte: parada cardíaca.
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No início deste século, A Little Less Conversation virou sucesso nas pistas de todo o mundo na versão do DJ holandês JXL e também ajudou a alavancar o filme Onze Homens e Um Segredo. A coletânea Elvis 30 # 1 Hits tornou se um dos discos mais vendidos de todos os tempos em 2002. Ano passado, Suspicious Minds foi hit em versão 2011 na novela da rede Globo Insensato Coração, assim como Viva Elvis, espetáculo do Cirque De Soleul ainda leva milhares de pessoas a reviver a obra do artista. Existem rostos que pertencem  ao domínio público do inconsciente coletivo da humanidade: Jesus Cristo, Buda, Chê Guevara, Pelé... Elvis Presley! É provável que nem mesmo o próprio artista soubesse da sua capacidade de permanecer presente durante tanto tempo em nossas vidas.
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Ouça, leia e veja
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Discografia recomendada dos anos 70:

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Elvis On Stage 
(1970) – Bem-vindos aos anos 70. Sweet Caroline e I Can’t Stop Loving You fazem parte desse disco.

That’s The Way It Is (1970) – Faixas de estúdio intercaladas com gravações ao vivo. Trilha sonora do filme Elvis Era Assim (como foi batizado por aqui)

Elvis Country (1971) – Elvis nas terras do leite e do mel. Segundo grande parte da crítica americana, trata-se do seu trabalho mais significativo nos anos 70

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Elvis Now (1972) – De volta ao topo. Outdoors gigantes com a capa do disco invadiram as ruas de Nova York

Elvis As Recorded Live At Madison Square Garden (1972) – O supra-sumo de Elvis nos palcos. Um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, segundo a revista norte-americana Spin

Raised On Rock (1973) – Ray Charles ou James Brown poderiam ter gravado alguns temas desse LP. Soul music de primeira que na época foi um fiasco comercial. Hoje o álbum é reverenciado com um dos melhores álbuns "soul" do artista

CDs não-oficiais disponíveis em alguns sites internacionais:

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Elvis Opening Night Jan. 26, 1972 – O primeiro show em Las Vegas na turnê mais bem-sucedida do Rei. É dessa época o documentário Elvis On Tour, realizado para registrar o ápice da Elvismania

Elvis If You Talk In Your Sleep (1974) – Entediado com a rotina de Vegas, Elvis renova totalmente seu repertório.  Oportunidade única para ouvir ao vivo canções de primeira grandeza, como Good Time Charlie’s Got The Blues, I’m Leaving e a faixa-título

The Jungle Room Sessions (1976) – As últimas gravações do Rei nos porões de sua mansão em Memphis

Literatura recomendada sobre os últimos dias de Elvis:

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Elvis Presley – Vamos dar Uma Festa, de Ayrton Mugnaini Jr (Ed. Biblioteca Musical). Todos os podres do Rei sem enfeites ou rodeios
Elvis Presley e a Revolução do Rock, de Sebastian Danchin (Editora Agir)Relatos da infância miserável, da revolução causada nos anos 50 (quando  Elvis detonou a explosão mundial do rock'n'roll), da involução dos anos 60 (com filmes e músicas de baixa qualidade) e da agonia existencial dos 70, década que culmina com um Elvis inchado e morto no banheiro porque seu coração não suportou as doses de pílulas diárias e a consciência de que o Rei do Rock havia perdido a coroa ao se transformar numa paródia de si mesmo.
Elvis & Eu, de Priscilla Beaulieu e Sandra Harmon (Editora Rocco) – Apesar de estar separada de Elvis quando ele morreu, Priscilla é considerada a viúva oficial do astro, e por isso tem propriedade para relatar seus dias de reinado e sofrimento ao lado do ex-marido. Alguns bons momentos e outros sofríveis, entretanto, o cotidiano e as angústias do artista são compartilhadas com os leitores sob o ponto de vista de Priscilla.

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Elvis, de Odair Jr (Ed. Abril) – Um belo resumo dos fatos

Elvis Presley – A Vida na música, de Ernst Jorgenses (Editora Larousse) – tudo sobre a obra do cantor e aquilo que rolava durante as gravações. Sem fofocas sobre sua vida particular, eis também o mais completo relato sobre o dilema artístico do cantor na década de 70

Filmografia Indicada:

That’s The Way It Is (1970) – Documentário musical que foi sucesso nos cinemas de todo mundo

Elvis On Tour (1972) – Que saudades dos anos 70! O Rei e seus súditos perdidos na Elvislância.
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fonte: aqui

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