Mostrando postagens com marcador som. Mostrar todas as postagens


Shutterstock
Você já entrou em uma loja e ficou bem – ou mal – impressionado com o que estava tocando no alto-falante? A escolha da música ambiente de um estabelecimento não é feita por acaso. Em artigo no site da Entrepreneur, a colunista Lambeth Hochwald afirma: “Você pode usar a música para deixar a sua loja tão irresistível que as pessoas sintam vontade de voltar, mesmo que não tenham planos de fazer compras”.
Claro que é essencial que o som seja adaptado ao seu público-alvo. Lambeth elencou cinco dicas para usar a música no negócio. Confira.
1. Mantenha a melodia no background. Utilize a música para realçar o ambiente, e não para ser o foco das atenções do local. É mais uma “presença atmosférica”, que não deixa o freguês ciente demais do som.
2. Encontre um equilíbrio entre volume alto e baixo. A música não pode estar alta a ponto de repelir os clientes. Algumas lojas voltadas para jovens, como a Abercrombie & Fitch, elevam bastante o volume. Mas a maioria dos estabelecimentos – sobretudo aqueles que têm público-alvo com mais de 25 anos de idade – deve manter a moderação. Também não é bom diminuir demais a intensidade. Uma música alegre pode criar um ambiente mais caloroso e divertido.
3. Não se empolgue no ritmo. A batida tem tanta importância quanto o volume. Se a música ambiente é rápida, por exemplo, as pessoas ficam mais estressadas enquanto esperam na fila do caixa.
4. Repense a música do seu telefone. Os sons que os clientes ouvem enquanto esperam para ser atendidos na sua empresa devem ser bem escolhidos. Se eles gostam do que está tocando, ficam mais dispostos a aguardar o atendimento.
5. Transforme a música em um elemento motivador. Se o seu objetivo é energizar os vendedores, personalize a escolha dos sons de acordo com as conquistas de cada colaborador. Por exemplo: a cada venda ou boa ideia de um empregado, a música predileta dele toca para o resto da equipe.



Por esta todo mundo esperava: a música que toca na balada altera a percepção humana sobre as bebidas, fazendo com que clientes consumam mais do que o normal e até solicitem determinados drinks. Quer um exemplo? De acordo com o artigo “The Effect of Background Music on the Taste of Wine” (PDF em inglês), a música clássica faz com que os clientes peçam vinhos mais caros, já que se deixam levar pela ideia de sofisticação e riqueza que circunda as obras de Mozart e outros compositores.
Além disso, outros estudos indicam que a música ambiente também altera o sabor do vinho. Dependendo da canção que está tocando, a bebida pode parecer mais refrescante ou doce do que o normal. O professor Adrian Nort, responsável pelo estudo, também constatou, em uma pesquisa anterior, que se um mercado tocasse músicas com som de acordeão, os clientes acabavam comprando mais vinhos franceses do que alemães.


É claro que isso não se restringe ao mundo dos vinhos. Músicas agitadas e com batidas fortes fazem com que as pessoas consumam mais álcool em bares e boates. Aliás, já é sabido, que ambientes ruidosos colaboram para que as pessoas percam o bom senso e bebam mais do que o normal.
Mas quando o assunto são os restaurantes, as músicas calmas é que fazem os clientes pedir uma dose extra. Por deixarem os consumidores mais relaxados, é muito provável que eles continuem sentados e conversando, mesmo depois de terem terminado a refeição. Assim, aumentam as chances de que o consumidor peça mais uma garrafa de bebida para continuar o papo.


Você já ouviu falar em Loudness War? Trata-se de um termo utilizado por produtores e músicos independentes para designar as atuais práticas das grandes gravadoras de discos, que optam por criar faixas com volume muito mais alto, em detrimento da real qualidade das músicas que está sendo produzida.
Da esquerda para a direita: o volume está cada vez mais alto (Fonte da imagem: Reprodução/Brain Pickings)
De uma maneira resumida: os engenheiros de som pegam as faixas gravadas e as comprimem, fazendo com que elas pareçam muito mais altas do que seriam normalmente (devido às limitações dos CDs e também das mídias digitais). O problema é que, para conseguir atingir esses volumes, algumas notas são simplesmente perdidas.
Para entender melhor, você pode ver este vídeo (em inglês), mas o Studio2002 trouxe os exemplos aqui mesmo neste artigo. Primeiro, analise o seguinte espectrograma, que representa a captura original do áudio de alguns músicos.
Para que todas as notas sejam reproduzidas com a máxima perfeição, o espectrograma exportado precisa ser exatamente igual ao que você está vendo na imagem acima. O problema é que, dessa forma, o som ficaria um pouco baixo (para os atuais padrões, mas muito similar ao oferecido por discos de vinil e fitas cassete).
Visando conseguir maiores volumes, os engenheiros de som pode realizar uma compressão digital, fazendo com que o espectrograma tome o seguinte formato:
Com isso, o áudio fica bem mais alto, o que é ideal para as atuais exigências das gravadoras. O problema disso pode ser percebido na próxima imagem. Toda a região que está em vermelho (que poderia ser ouvida anteriormente) é perdida na exportação do som.

Qualidade x Volume

O site Production Advice, especializado em produção musical, publicou um infográfico para mostrar as diferenças da qualidade sonora entre as fases musicais (vinil e cassete; CD e mídia digital). Os dois itens avaliados no processo são o Dynamic Range (responsável pelo “impacto” do áudio) e o volume (em decibéis).
Como pode ser visto, as duas grandezas são inversamente proporcionais. Ou seja, para que o volume seja aumentado, é realmente necessário que a profundidade das notas seja retirada. Quem perde muito com isso são as baterias, que têm os pratos mais secos e o bumbo com menos sustentação, por exemplo.
No infográfico, você pode ver diversos álbuns que ficaram muito famosas nos últimos tempos. Assim que tiver um tempo, ouça cada um deles (prestando muita atenção na parte instrumental) para perceber melhor o que estamos falando no texto.
.....
Por essas razões, há muitas pessoas que afirmam que a indústria fonográfica transformou a música em “uma porcaria”. Também existe muita gente que não se importa com isso, pois prefere ouvir músicas muito mais altas do que seria possível sem a compressão. Você se encaixa em qual perfil?

Related Posts with Thumbnails