Taxa não vale para internautas dos EUA, Inglaterra e Alemanha.
Cobrança será feita porque ganho com anúncios não cobre despesas.

Do G1, em São Paulo

A rádio on-line Last.fm passará a cobrar assinatura mensal de 3 euros (cerca de R$ 9) dos usuários que não vivem nos Estados Unidos, Inglaterra ou Alemanha. Richard Jones, co-fundador do serviço, anunciou a mudança nesta terça-feira (24) no blog da Last.fm, sem informar quando a cobrança será iniciada.

Essa já era uma taxa opcional para aqueles que quisessem ficar longe dos anúncios, mas em breve o valor será obrigatório para os internautas fora dos países citados, que quiserem ter acesso ao arquivo de 7 milhões de músicas do site.

 

Foto: Reprodução

Site oferece 7 milhões de músicas. (Foto: Reprodução

Segundo o site de tecnologia "Wired", que ouviu uma fonte próxima ao caso, a cobrança será feita porque os ganhos com anúncios em diversos países não cobrem os custos de oferecer o serviço a seus usuários – assim, essas peças publicitárias deixarão de ser veiculadas.

Isso significa que os internautas dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha podem "pagar" pelo acesso visualizando propaganda. Aos usuários de outras nações só resta pagar com dinheiro, pois eles não terão acesso aos anúncios que poderiam gerar receita ao site.

O post diz ainda que os internautas terão acesso gratuito a 30 músicas, para estimular a assinatura do serviço e mantê-los ouvindo a rádio. "Todo o conteúdo restante – vídeos, recomendações, biografias, eventos e vídeos, por exemplo -- continuará sendo gratuito em todos os países, como acontece agora", afirmou Jones.

via portal G1

A informação não é oficial, por ora. No entanto, de acordo com o tablóide inglês The Sun, as músicas inéditas compostas por Amy Winehouse para seu terceiro álbum teriam deixado decepcionados os executivos da gravadora Island. Gestado na temporada passada pela artista numa ilha do Caribe, o autoral repertório da cantora estaria (bem mais) voltado para o reggae, longe do soul que consagrou Amy Winehouse no álbum Back to Black (2007). Da mesma forma, as letras de tonalidades mais sombrias também não teriam contentado os diretores da Island. Porém, tudo pode não passar de boatos. Demos dessas músicas foram gravadas por Amy.
via notas musicais

Elvis Costello - à direita numa imagem de Alice Arnold - vai lançar em 1º de junho de 2009 um álbum voltado para ritmos como o country e o bluegrass. Intitulado Secret, Profane and Sugarcane, o disco foi gravado em três dias num estúdio de Nashville - a meca do country norte-americano - com produção T Bone Burnett. No repertório, o cantor revisita um tema do repertório de Bing Crosby (1903 - 1977) - Changing Partners, a faixa que fecha o disco - e apresenta sua segunda parceria com Loretta Lynn, I Felt the Chill. Eis as (13) faixas de Secret, Profane and Sugarcane:

1. Down among the Wine and Spirits
2. Complicated Shadows
3. I Felt the Chill
4. My All Time Doll
5. Hidden Shame
6. She Handed me a Mirror
7. I Dreamed of my Old Lover
8. How Deep Is the Red
9. She Was No Good
10. Sulfur to Sugarcane
11. Red Cotton
12. The Crooked Line
13. Changing Partners
 

Banda norueguesa volta ao Brasil pela primeira vez desde 2002.
Trio está gravando o sucessor do álbum 'Analogue', de 2005.

Do G1, em São Paulo

 

Os integrantes do A-ha (Foto: Divulgação/MySpace do artista)

O grupo norueguês A-ha volta ao Brasil para mais uma turnê – desta vez com shows apenas em São Paulo na quarta-feira (25) e no Rio de Janeiro na quinta (26). A banda, formada em 1982, ficou conhecida mundialmente com o hit "Take on me" (e seu videoclipe, revolucionário à época) em 1985.

O A-ha tem uma base fiel de fãs no Brasil – o show do grupo em 1991, no Rock in Rio II, teve um público de quase 200 mil pessoas no estádio do Maracanã. A turnê posterior no país, no mesmo ano, passou por 13 cidades diferentes no país, com direito a três shows em São Paulo. O grupo esteve ainda duas outras vezes no Brasil, em 1989 e 2002. 

A banda entrou em hiato em 1994, mas se reuniu em 1998, e lançou o disco "Minor Earth, major sky" em 2000. A banda está preparando o álbum sucessor de "Analogue", de 2005, que deve ser lançado em julho deste ano.

A-ha no Brasil

São Paulo
Onde: Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17955
Quando: quarta-feira (25)
Quanto: no site http://www.ticketmaster.com.br

Rio de Janeiro
Onde: Citibank Hall - Av.Ayrton Senna, 3000 - Cj. 1005
Quando: quinta-feira (26)
Quanto: Entre R$ 140 e R$ 520 (com direito à meia-entrada, dependendo do setor) no site http://www.ticketmaster.com.br 
via Portal G1

Banda se apresenta em sete cidades em turnê no país.
Simple Plan toca em São Paulo nesta terça-feira (24).

Amauri Stamboroski Jr. Do G1, em São Paulo

A banda Simple Plan. (Foto: Divulgação)

Os canadenses do Simple Plan são daquelas bandas que gostam de visitar o Brasil sempre que possível. Na turnê atual, que começou no dia 18 em Porto Alegre, a banda se apresenta em sete cidades em todo o país, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Recife e Goiânia.

"Na verdade eu falo isso em todos os lugares do mundo para o qual eu vou: o Brasil tem o público mais louco, entusiasmado e feliz que nós poderíamos ter", confessa o guitarrista Jeff Stinco em entrevista por telefone ao G1.

"As pessoas são muito intensas e nós adoramos nossos fãs aí", completa. O Simple Plan está em turnê promovendo seu homônimo terceiro álbum – mas além das músicas novas, vai tocar seus sucessos.

"É claro que não vamos deixar os hits de fora, sem esquecer o material novo. Na verdade nós estamos preparando pequenas surpresas para os shows no Brasil – vão ser detalhes que vão fazer toda a diferença", conta Stinco, sem revelar os segredos.

 

 

Cena

O Simple Plan fez sucesso em todo o mundo com seus dois primeiros álbuns: "No pads, no helmets... Just balls" e "Still not gettin any..." – sucesso aliás, maior fora das fronteiras de seu país natal. "Não nos apresentamos tanto no Canadá, não somos da 'cena'. Tocamos mais em outros lugares do mundo", explica o músico – que ainda assim, elogia as novas bandas do país: "Apareceram ótimos artistas nos últimos, anos, como o Arcade Fire".

O Simple Plan tem preocupações sérias, que vão muito além da vida na estrada e do dia a dia como roqueiros. Com a Simple Plan Foundation, os membros se dedicam a ajudar jovens de todo o mundo, lidando com problemas como suicídio e dependência de drogas.

"A fundação virou algo maior que nós imaginamos, existe muita gente ajudando, gastando muito tempo e energia nela", comemora Stinco, que também diz que a banda conseguiu arrecadar muitos recursos em 2008. "Neste ano, queremos focar nas pessoas que ajudamos, todos esses jovens e seus problemas", diz, lembrando do trabalho em relação a adolescentes com câncer. Na verdade não passa de um plano simples – e muito nobre.

São Paulo
Quando: terça (24), às 21h30
Onde: Credicard Hall, Av. Nações Unidas, 17.955, Sto. Amaro, (11) 2846-6010
Quanto: R$ 80 a R$ 250 / www.credicardhall.com.br

Rio de Janeiro
Quando
: quarta (25), às 21h30
Onde: Citibank Hall, Av. Ayrton Senna, 3000, Shop. Via Parque, Barra da Tijuca, tel. 0300-7896846 (todos os dias, das 9h às 21h)
Quanto: R$ 150 a R$ 250

Belo Horizonte
Quando: quinta (26), às 21h
Onde: Chevrolet Hall, Av. Nossa Sra. do Carmo, 230, São Pedro, tel. (31) 3209-8989 / (31) 2191-5700
Quanto: R$ 180

fonte portal g1

Cantor participou de coletiva de imprensa nesta segunda (23) em SP.
Rei prometeu lançar disco com canções inéditas ainda neste ano.

Do G1, em São Paulo

Roberto Carlos anunciou nesta segunda-feira (23) em São Paulo uma série de shows em 20 cidades e ainda uma megaexposição na Oca, no Parque do Ibirapuera, em janeiro de 2010, para comemorar 50 anos de carreira. O Rei dará início à turnê brasileira no dia de seu aniversário, 19 de abril, em Cachoeiro do Itapemirim - ele não se apresenta em sua cidade natal há 14 anos. No dia 11 de julho, ele fará uma apresentação no Maracanã, para um público estimado em 60 mil pessoas.

 

Foto: Daigo Oliva / G1

Roberto Carlos fala com a imprensa na tarde de segunda-feira (23) no Itaú Cultural, em São Paulo. (Foto: Daigo Oliva / G1)

Veja fotos de Roberto Carlos em entrevista coletiva em SP

 

A previsão é que a série de shows termine exatamente um ano depois, em Nova York, onde será dado o pontapé em uma turnê internacional. Segundo a organização do evento - a mesma responsável pelas homenagens à bossa nova, no ano passado -, a venda de ingressos será anunciada em breve.

 

A homenagem ao Rei incluirá ainda três shows especiais, com renda revertida para projetos sociais. No dia 26 de maio, 14 cantoras brasileiras sobem ao palco do Teatro Municipal de São Paulo no espetáculo "Elas cantam Roberto Carlos". Já no dia 11 de agosto, haverá uma reunião de expoentes do rock nacional no show "Roberto Carlos Rock Symphony".

 

 

'As vezes imito os meus imitadores'

Finalmente, em março de 2010, o estádio do Pacaembu vai receber o show "Emoções Sertanejas", com a participação de duplas e artistas do gênero. Os três eventos terão a apresença de Roberto.

 

Quanto ao respertório, ele disse ainda não saber se vai interferir ou não. "Como dizem meus imitadores, são muitas emoções", brincou, em tom de voz "engraçadinho". "Às vezes eu imito os meus imitadores, sabe?"

 

Segundo o cantor, o set list de seus próprios shows ainda não estão definidos. "Vamos começar agora as reuniões para decidir o repertório. Vou participar diretamente na escolha das músicas." 

 

Quando perguntado sobre os artistas que admira, Roberto despistou. "Se eu disser algum nome, vai ter sempre alguém que ficará de fora. Tem muita gente boa fazendo coisas interessantes. Procuro sempre ouvir o que é sucesso. O que está acontecendo no momento é importante para mim, estou sempre aprendendo."

 

Mas, quando a ideia é falar de seus ídolos do passado, Roberto tinha a resposta na ponta da língua: Bob Nelson e Albertinho Fortuna. "Gostava do Bob Nelson quando eu era muito pequeno mesmo. Depois comecei a cantar boleros. Eu gostava muito de cantar em espanhol, achava que era chique."

 

"Às vezes ouço coisas do início da minha carreira e acho engraçadas", comentou. "Algumas músicas eu não teria feito daquela maneira. Já ouvi canções antigas e pensei 'puxa, acho que exagerei', principalmente na maneira de cantar. Mas são composições que fizeram parte de uma época."

 

 

Projetos inéditos

 

No meio de tantos compromissos, Roberto garante que seu mais novo disco de canções inéditas, adiado desde 2007, será finalmente lançado este ano. "Quero realmente que este álbum saia e estou trabalhando muito para isso. Tenho algumas faixas prontas que fiz sozinho e outras em parceria com Erasmo Carlos", contou. O tema principal do novo trabalho? "Sempre falei e continuo falando de amor, que é uma das coisas mais importantes que existem."

 

"Erasmo e eu sempre nos encontramos para compor. A diferença é que, com o passar dos anos, fomos ficando cada vez mais autocríticos e demoramos mais. Se antes fazíamos uma música em duas horas, hoje pode levar três dias ou três semanas. Há uma preocupação em fazer tudo com mais qualidade. A gente se questiona se vai falar alguma coisa e de que maneira vai falar." 

 

Outro plano para o futuro próximo é o lançamento de uma biografia autorizada, já que Roberto Carlos não concordou com o lançamento da obra escrita pelo jornalista Paulo Cesar de Araújo sem o seu consentimento - um recurso de liberação interposto pelo autor foi negado este mês.

 

"Não concordo com o lançamento daquela obra e já demonstrei isso de todas as formas. Penso numa biografia não escrita por mim, mas que tenha histórias que só eu conheço." 

via portal G1

Primeiro lançamento será 'Nevermind', ainda este ano.
'In Utero' e 'Unplugged' também terão versão em vinil.

Da EFE

 
Reprodução/Reprodução

Capa do álbum 'Nevermind', lançado em 1991 pelo Nirvana. (Foto: Reprodução)

A gravadora Original Recordings Group (ORG) reeditará em vinil os grandes sucessos da banda Nirvana, entre eles o disco "Unplugged", como informa a revista "Billboard". O lançamento deve começar já em 2009, com os álbuns "Nevermind" (1991), que será o primeiro a sair, assim como "In Utero" (1993) e "Unplugged" (1994).

 

"Que nós saibamos, esta será a primeira vez que 'Unplugged' sairá em vinil", comentou Monti Olson, fundador da ORG e vice-presidente da Universal Publishing Group/Interscope Records.

 

A gravadora ORG, que começou em 2006 como uma pequena companhia centrada na reprodução de música em vinil, chegou a um acordo com a Universal para utilizar a coleção do Nirvana, atualmente no catálogo desta última.

 

Com isso, a ORG seguirá os passos da Sub Pop, empresa que colocará novamente à venda a versão em vinil de "Bleach" (1989), primeiro álbum da banda de Seattle.

 

Liderada por Kurt Cobain, o Nirvana foi fundado em 1986 e se tornou um marco da música pop. A banda grunge - como foi classificada pela imprensa -

se desfez em 1994 após o suícidio de seu vocalista. 

O Nirvana vendeu cerca de 60 milhões de álbuns no mundo até hoje.

Via portal G1

Em show na Praça da Apoteose, no Rio, banda despista sobre fim de hiato.
'Just a Fest', na noite de sexta (20), também terá Radiohead e Kraftwerk.

Carla Meneghini Do G1, no Rio

 

Apreentação da banda Los Hermanos, no 'Just a Fest'. (Foto: Alexandre Durão/AgNews)

Depois de quase dois anos de espera e ansiedade, os fãs do Los Hermanos puderam matar as saudades e ter um gostinho de retorno da banda nesta sexta-feira (20), na Praça da Apoteose, no Rio. O show do quarteto abriu o evento "Just a Fest", que também trouxe os britânicos do Radiohead e os veteranos do Kraftwerk ao Brasil.

 

Veja fotos do 'Just a Fest'

 

Pontualmente às 19h, quando o local ainda estava meio vazio, Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba subiram ao palco de braços dados e foram recebidos com muitos aplausos. Mas a expectativa dos fãs não foi correspondida, já que durante toda a apresentação o grupo despistou sobre a chance de um retorno. "Sorte nossa estar aqui hoje", disse Amarante, como quem cai de pára-quedas em um evento.

 

Coincidência ou não, "Todo Carnaval tem seu fim" foi a música escolhida para abrir a apresentação, em que, os Hermanos mostraram um repertório panorâmico de sua carreira e o entrosamento de sempre, como se não tivessem ficado um só dia sem tocar juntos.

 

Entretanto, a energia era diferente de outras épocas. Aliás, que energia? Até as últimas três ou quatro músicas, a banda parecia estar com a pilha fraca. Mas eles estão de volta, nem que seja por um dia, então quem se importa?

 

Depois de um passeio por todos os álbuns da banda, com hits como "O vento" e "Cara estranho", o Los Hermanos engatou alguns de seus velhos "hinos", cantados em coro pelo público, como "Sentimental" e "A flor", que fechou a apresentação.

 

"Foi um prazer, vocês são demais", disse Camelo ao se despedir e a pergunta não foi respondida: é ou não é o fim do hiato, iniciado em junho de 2007? Quem sabe no show de domingo (22), em São Paulo, eles respondam. Mas a pouca animação que eles mostraram no palco pode ser uma pista.

 

Confira abaixo o repertório completo do show do Los Hermanos no "Just a Fest".

 

Todo Carnaval tem seu fim
O vencedor
Retrato para Iaiá
Último romance
Morena
Além do que se vê
O vento
Cher Antoine
A outra
Primeiro andar
Casa pré-fabricada
Deixa o verão
Cara estranho
Assim será
Condicional
Sentimental
Cadê teu suin?
A flor 

via Portal G1

 

Grupo alemão pronto para a turnê latina, a primeira após a saída de Florian Schneider-Esleben, um de seus membros-fundadores. Banda dividirá o palco com Radiohead e Los Hermanos no festival Just a Fest.

 

Os quatro integrantes do Kraftwerk fazem duas apresentações no Rio de Janeiro (20/03) e em São Paulo (22/03). Para a banda, que é um dos principais produtos de exportação da música eletrônica alemã, será uma primeira chance de provar ao público brasileiro que seus espetáculos continuam tão impactantes como antes, mesmo após o desligamento oficial de Florian Schneider-Esleben, um de seus membros-fundadores.

Não é a primeira vez que o Kraftwerk troca de formação. Desde 1970, já passaram pelo grupo outros dez integrantes, sem que isso representasse qualquer queda na produtividade desta usina sonora. Afinal, a dupla que inventou a banda – o próprio Schneider e Ralf Hütter – ainda permanecia em seus postos. Agora Hütter está só na sala de comando, à frente de Fritz Hilpert, Henning Schmitz e do ex-operador de vídeo do estúdio Kling Klang, Stefan Pfaffe, que veio ocupar o lugar de Florian Schneider.

Grupo de Düsseldorf ao vivoBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Grupo de Düsseldorf ao vivo

Mas a saída do artista, que no palco se encarregava da bateria eletrônica, da flauta e do violino, parece não ter chocado muito os fãs da banda pioneira da música eletrônica. Poucos dias depois que os produtores do festival Movimentos – organizado em Wolfsburg pela Volkswagen – colocaram os ingressos à venda para as três apresentações do Kraftwerk em abril, os bilhetes se esgotaram.

Repercussão na mídia alemã

A imprensa alemã deu bastante destaque ao comunicado oficial da EMI, gravadora do Kraftwerk, confirmando a saída de Schneider no início de janeiro. Mas salientou principalmente o desconforto de saber da notícia só depois da mídia britânica, já que foi o New Musical Express o primeiro a divulgar a informação na internet. Ainda que Schneider tenha se ausentado de todos os nove concertos realizados pelo quarteto no ano passado, ninguém na Alemanha parecia suspeitar do que estava de fato acontecendo.

Para o Frankfurter Allgemeine Zeitung, "da mesma forma minimal como o duo sempre operou, ele também se separou". O Die Welt foi taxativo ao reconhecer o significado dos doze álbuns do Kraftwerk para a música, lembrando que "só bandas se desintegram, ícones e idéias jamais", e que não há razões para temer um "curto-circuito" na qualidade do trabalho do grupo pois, "no caso deles, todos são substituíveis. Até mesmo por robôs, em caso de emergência."

Foto da banda em 1981Bildunterschrift: Foto da banda em 1981

Enquanto o Tagesspiegel considerou a auto-demissão de Florian Schneider o fim de uma instituição cultural alemã, o Taz sentenciou: "A dupla que inventou o homem-máquina, que cantava se imaginando como robô, e que ia para o estúdio como outros vão para o escritório, se separou  e quase ninguém reparou porque o conceito deles é tão bem sucedido, que ninguém se interessa por quem está por trás".

A máquina é o mito

O Kraftwerk foi criado em Düsseldorf no ano de 1970 pelos amigos Florian Schneider e Ralf Hütter, que já vinham trabalhando juntos no grupo Organisation, que fundaram em 1968. O Organisation, um típico representante do krautrock, acabou gravando apenas um LP, intitulado Tone Float, que apostava num tipo de rock influenciado pela psicodelia do Pink Floyd.

Em 1970, a dupla montou um estúdio próprio – o hoje quase lendário Kling Klang Studio – para embarcar na viagem eletrônica do Kraftwerk. No segundo semestre daquele mesmo ano, lançaram seu disco de estreia, ainda acompanhados por dois bateristas que só participaram do primeiro trabalho: Klaus Dinger, falecido no ano passado, e Andreas Hohmann. O álbum, ainda voltado à sonoridade acústica, chegou a ficar entre os trinta mais vendidos da parada alemã. Mas a alta rotatividade dos membros coadjuvantes da banda prosseguiu.

Em 1974, o Kraftwerk conseguiu alcançar visibilidade internacional com o lançamento de Autobahn, cuja faixa-título durava 22 minutos. O disco fez sucesso até no Brasil, onde o tema "Mitternacht" chegou a ser usado como vinheta dos quadros de suspense do programa televisivo Fantástico.

Opção pela arte

Até o final dos anos 70, o grupo lançou sete álbuns, com clássicos como "Radioaktivität", "Trans-Europa Express", "Die Roboter" e "Das Model", um de seus maiores hits. De lá para cá, os intervalos entre um disco e outro foram aumentando. Consolidados no olimpo da música pop mundial, eles – que nunca abriram mão de batizar os trabalhos em alemão, nem de cantar em sua língua materna quando bem entendessem – optaram por priorizar a qualidade em relação aos lucros.

Wolfgang Flür, que a partir de 1972 pilotou a bateria eletrônica da banda por longos 14 anos, afirmou certa vez: "Tivemos que receber o aval dos Estados Unidos e lá ganhar nossas medalhas de ouro para que a Alemanha se interessasse realmente por nós".

Trinta anos depois, incumbido de compor uma vinheta para a feira Expo 2000 em Hannover, o Kraftwerk gerou polêmica: gravou uma peça de quinze segundos, na qual uma voz robótica repetia em diversos idiomas o nome do evento, e faturou um cachê respeitável de 400 mil marcos (cerca de 200 mil euros).

Banda inglesa se apresenta pela primeira vez no Brasil no Just a Fest.
Shows estão marcados para sexta (20) no Rio e domingo (22) em SP.

Do G1, em São Paulo

O grupo inglês Radiohead é atração principal do Just a Fest, evento que acontece no Rio de Janeiro nesta sexta (20), na Praça da Apoteose, e em São Paulo no domingo (22), na Chácara do Jockey. O festival terá ainda shows da banda alemã Kraftwerk e do grupo carioca Los Hermanos, que volta a se reunir depois de quase dois anos em hiato.

 

Esta será a primeira passagem do Radiohead pelo Brasil. Composto por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão), o grupo está junto desde os anos 80. Naquela época, os integrantes se apresentavam como On a Friday. 

 

Ouça especial GloboRadio com músicas do Radiohead
 

O primeiro álbum do quinteto, "Pablo Honey", saiu em 1993. A partir de então, o Radiohead lançou uma série de trabalhos cuja importância é essencial na música pop. Confira a seguir detalhes dos sete discos de estúdio da banda de Oxfordshire.

Kraftwerk

Pioneiro da música eletrônica com formato de canção, o Kraftwerk surgiu na Alemanha na década de 70 e influenciou toda a música pop que veio depois de seu trabalho.

 

O refinado uso de computadores e sintetizadores para compor absolutamente todos os arranjos de suas músicas viraram referência para o synth pop dos anos 80, para o tecno e até para o hip hop: a faixa seminal do estilo, "Planet rock", de Afrika Bambaataa, tem o sample de "Trans-Europe express", dos alemães.

 

Ao longo dos anos, o Kraftwerk teve diferentes formações, mas sempre se manteve fiel ao conceito do minimalismo eletrônico – que encontrou ecos até no Radiohead da fase dos álbuns "Kid A" e "Amnesiac".

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