Banda norte-americana confirma show em Curitiba no dia 13 de agosto.
Grupo ficou conhecido nos anos 90 com hits como 'What's on your mind'.

Do G1, em São Paulo

A banda Information Society. (Foto: Divulgação)

Considerado um dos principais nomes da cena eletrônica dos anos 90, o Information Society fará uma turnê pelo Brasil em agosto. Além de shows no Rio de Janeiro, dia 7, no Vivo Rio; em Belo Horizonte, dia 8, no Music Hall; em São Paulo, dia 12, no Via Funchal; e em Ribeirão Preto, interior de SP, dia 14 no Taiwan Centro de Eventos, o grupo se apresentará também em Curitiba, no dia 13, no Master Hall. 

Responsável por sucessos como "How long", "Peace & love Inc", "Running", "Think", "Repetition" e "What's on your mind", o grupo veio ao país como uma das grandes atrações do Rock in Rio 2, em 1991.

No mesmo ano, eles passaram por diversas capitais e várias cidades de interior. Desta vez, o Information Society retorna ao Brasil com todos os hits da banda e também canções de seu álbum mais recente, "Synthesizer", lançado em 2007.

A banda conta hoje com três de seus membros originais: Paul Robb, Kurt Harland e James Cassidy, que voltaram a se reunir em 2006.

O InSoc, como é conhecido, surgiu da união de um grupo de estudantes de Minneapolis em 1981. Paul Robb, Kurt Harland, James Cassidy e Amanda Kramer tinham um gosto em comum por música e pelas pistas da época.

Em meados de 1993, o InSoc veio ao Brasil fazer seu suposto "último show". A partir do final daquele ano, a banda se separou. No ano seguinte, Kurt comprou o nome da banda e o direito sobre as músicas e passou a trabalhar no "novo InSoc".

Em 2006, o grupo foi convidado a participar do programa "Bands reunited", do canal VH1, e a partir de então passou a receber - e a aceitar - vários convites para shows.

Information Society no Brasil

Rio de Janeiro
Quando:
7 de agosto (sexta-feira), às 22h30
Onde: Vivo Rio, Av. Infante Dom Henrique, 85, tel. 4003 -1212
Quanto: R$ 80 a R$ 250

Belo Horizonte
Quando:
8 de agosto (sábado), às 22h
Onde: Music Hall, Av. Contorno, 3239, tel. (31) 3461-4000
Quanto: R$ 80 a R$ 150

São Paulo
Quando:
12 de agosto (quarta-feira), às 21h30
Onde: Via Funchal, R. Funchal, 65, tel. (11) 2198–7718
Quanto: R$ 140 a R$ 200

Curitiba

Quando: 13 de agosto (quinta-feira), às 23h

Onde: Master Hall, Rua Itajubá, 143, tel.: (41) 3315-0808

Quanto: R$ 93 + 1 quilo de alimento

Ribeirão Preto
Quando:
14 de agosto (sexta-feira), às 21h30
Onde: Taiwan Centro de Eventos, tel. (16) 4009-8899
Quanto: R$ 80 a R$ 200

 Studio 2002

Joe Jackson participou do programa de Larry King na CNN.
Pai do cantor diz que considera médico culpado pela morte do filho.

Do G1, com agências

Joe Jackson (à direita) em entrevista para a CNN. (Foto: AP)

Em entrevista ao programa do jornalista Larry King, na rede de TV norte-americana CNN na noite desta segunda-feira (20), Joe Jackson, pai e ex-empresário do cantor Michael Jackson, diz que nunca bateu no seu filho e que não cometeu nenhum erro quando estava criando ele e seus irmãos.

Cobertura completa: Jackson morre
"Nunca (o agredi), nunca. Eu o eduquei como todos os pais criam seus filhos. Mas pelo que eu iria agredir Michael? Nunca existiu razão para isso. É o meu filho. Eu o amava e ainda o amo", disse Joe. "Ele cresceu da forma certa, ele não corria pelas ruas como todas as outras crianças do bairro".

Joe, que ficou fora do testamento do Rei do Pop, acredita que a morte de Michael foi causada por algum erro médico por parte do doutor Conrad Murray, que estava com o cantor no momento da sua morte, no dia 25 de junho.

"O médico deu algo para que ele relaxasse, e ele não acordou nunca mais. Tem algo de errado aí", afirma Joe. "Esse médico fugiu, demoraram três dias para achá-lo. Para mim, foi um erro médico".

A família está esperando os resultados de um exame toxicológico para determinar a causa da morte do cantor. Os resultados devem ser apresentados na próxima semana.

Joe diz que não sabe o paradeiro do corpo de Michael - fontes afirmam que o cantor ainda não teria sido enterrado. "Você teria que perguntar a alguém que saiba sobre isso", disse, ao ser indagado sobre o corpo. "Eu não sei". 

 Studio 2002

Michael Jackson e Duran Duran estão no repertório do novo trabalho.
Ouça a canção 'Você já me esqueceu', sucesso de Roberto Carlos.


A cantora Fernanda Takai lança novo CD e DVD. (Foto: Divulgação)

Depois de conquistar um Disco de Ouro pelas 50 mil unidades vendidas do álbum "Onde brilhem os olhos seus", Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, se prepara para o lançamento do CD e DVD ao vivo "Luz negra".

Além das canções que estão no disco anterior, a cantora em sua fase solo incluiu no setlist músicas que sempre quis interpretar, como "Você já me esqueceu", de Fred Jorge, cantada por Roberto Carlos no álbum de 1972, e "Cinco discos", parceria dela com John Ulhoa, gravada por Pedro Mariano no álbum "Intuição", de 2002. O lançamento está previsto para o final deste mês.


Clique aqui para ouvir a música "Você já me esqueceu"

O repertório também reúne canções pop como "There must be an angel", que Fernanda já tinha gravado para a trilha de um desfile de inverno do estilista Ronaldo Fraga, em 2005, mas nunca tinha cantado ao vivo. "Gosto muito do Eurythmics, eles têm um dos melhores shows do universo pop e grandes canções", diz.

Fã de Duran Duran, Fernanda cantou "Ordinary world". "Esta é das minhas bandas favoritas e achei bacana colocar no show esse tipo de influência que eu tive muito em minha vida musical, anos 80, Inglaterra."


"Kobune", a versão japonesa para "O barquinho", inspirada na banda Pizzicato Five, também está registrada no disco, assim como "Ben", sucesso do rei do pop.


"Ela está no repertório desde o lançamento da turnê, em março de 2008. É até estranho agora que o Michael Jackson morreu, pois era uma lembrança em vida. Espero que as pessoas não se enganem e achem que estou cantando só por isso. Escolhi essa canção porque além de ser um ótimo intérprete de músicas dançantes, Michael sabia emocionar com esse tipo de balada, um pouco melancólica. Também foi uma que ouvi muito em fita k7!", conta ela.


Segundo a gravadora Deckdisc, o conceito das gravações tem forte referência ao universo HQ de "Sin City". Dirigido por Eduardo Zunza e Daniel Veloso com produção musical de John Ulhoa, "Luz Negra" reúne ainda clipes, cenas de estrada e bastidores, além de um minidocumentário da turnê.

Studio 2002

Paris, 21 jul (EFE).- A controvertida e polêmica lei contra downloads ilegais na internet será votada novamente em setembro na Assembleia Nacional francesa, para onde o texto voltou hoje depois do voto favorável do Senado no começo de julho.

Trata-se da versão modificada, após a revisão forçada pelo Conselho Constitucional francês, mas a votação, que o Governo desejava realizar ainda esta semana, será adiada, anunciou hoje o presidente da Assembleia, Bernard Accoyer.

O projeto de lei contra os downloads ilegais conta com o apoio pessoal do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que mostrou sua insatisfação quando o texto sofreu uma primeira rejeição, em abril, na Assembleia, por causa da ausência de deputados da maioria governamental.

O novo texto chega à Assembleia sem as disposições que o Conselho Constitucional rejeitou por entrar em choque com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789.

A Assembleia criticou o fato de o projeto original limitar a liberdade de comunicação e expressão, por causa da possibilidade de uma autoridade decidir cortar o acesso à internet de "piratas" reincidentes.

Além disso, não respeitava o princípio de presunção de inocência, e o Conselho Constitucional opinou que "apenas um juiz" poderia tomar a decisão de cortar o acesso à web enquanto não fosse provado um download ilegal.

via UOL

 Studio 2002

Cantora postou homenagem a quase 600 mil pessoas

Lady Gaga (foto de arquivo)

Lady Gaga fez uma homenagem aos fãs no Twitter. A loira aproveitou o espaço e os 568.418 mil seguidores no microblog para dizer o que sente em um poema de sua autoria.

 

"A cada minuto do meu dia, a verdade é que estou morta, até que chegue ao palco, com vocês. Aí eu me sinto viva".

 Studio 2002

Grupo tocou sábado (18) na cidade de Capelinha; músicos passam bem.
Empresa de táxi aéreo informou que cedeu nova aeronave para a banda.

Integrantes da banda mineira Skank. (Foto: Divulgação)

Os integrantes do grupo Skank tiveram de trocar a aeronave logo após a decolagem, na manhã de domingo (19), em Minas Gerais. O avião em que os  músicos estavam sofreu uma pane, segundo informações da Líder Táxi Aéreo, empresa responsável pelo transporte dos músicos no momento do incidente.

 

De acordo com a assessoria de imprensa da banda, o Skank fez um show em Capelinha, no inteiror de Minas Gerais, na noite de sábado (18). Quando os artistas decolaram, no domingo (19) de manhã, rumo a Belo Horizonte, a porta da aeronave se descolou e caiu aos cinco minutos de voo.

A cabine sofreu despressurização e o piloto teve de fazer um pouso de emergência no mesmo local de onde o avião tinha decolado, em uma fazenda em Capelinha. Ainda segundo a assessoria do grupo, os integrantes do Skank estão tranquilos e passam bem.

Ouça especial GloboRadio com músicas do Skank

A assessoria de imprensa da empresa disse que a Líder Táxi Aéreo não vai se pronunciar sobre o caso e informou que uma nova aeronave foi fornecida para os músicos, que seguiram viagem após o problema.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda não divulgou informações sobre as condições da aeronave.

 Studio 2002

Polysom, em Belford Roxo, poderá produzir cerca de 40 mil LPs por mês.
Álbum de estreia da Nação Zumbi faz 15 anos e ganha reedição em vinil.

 Do G1, em São Paulo

Fábrica vai voltar a fabricar discos de vinil em 2009. A foto mostra Carlinhos, dono da loja de LPs Disco 7, em São Paulo. (Foto: Daigo Oliva / G1)

O disco de vinil vai bombar no Brasil. A previsão é de João Augusto,  novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início deste ano. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês, segundo ele contou ao G1.

 

"A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil", diz João Augusto.

 

Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música

A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas "ainda este ano, com certeza". De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. "Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados."

Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. "Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás."

A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. "No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora", diz João Augusto. "Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas."

Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991.

'Da lama ao caos' completa 15 anos e ganha reedição em vinil

A gravadora Sony acaba de lançar a série "Meu Primeiro Disco", que traz de volta ao mercado álbuns históricos num formato de luxo em edição limitada. Cada exemplar contém o LP original com áudio remasterizado fabricado nos EUA e um CD.

A primeira edição do projeto reúne os trabalhos de estreia de Chico Science & Nação Zumbi, Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei e João Bosco. Serão 30 títulos ao todo, incluindo álbuns do Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias e Maria Bethânia. Cada disco custa em torno de R$ 150.

"'Da lama ao caos' é o primeiro e mais importante disco de nossa carreira", diz Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. "Ali estão as ideias de anos de expectativa por uma consolidação profissional. Tudo aconteceu da melhor maneira possível. Não imaginávamos que um dia o álbum seria tão importante para a música brasileira. Mudamos o conceito de 'MPB é uma m..., o negócio é imitar gringo'", reflete o músico, que só compra vinil.

"Não sei quantos LPs eu tenho, mas minha coleção tem de tudo. A maior parte de música brasileira, depois jazz, depois Jamaica, alguns de funk, outros de rock, vários do Fela Kuti, Hendrix, trilhas sonoras..."

 Studio 2002

São Petersburgo (Rússia), 19 jul (EFE).- A cantora Britney Spears fará um show hoje em São Petersburgo e na terça-feira se apresentará em Moscou, apesar de ter recebido ameaças de morte por e-mail, mas não ficará hospedada na Rússia.

Os organizadores da turnê, a corporação PMI, disseram que a artista ficará em Helsinque, capital da Finlândia, enquanto seus filhos permanecerão em Londres, informou a emissora de rádio "Eco de Moscou".

Britney, de 27 anos, teme por sua segurança e pela de seus filhos -Sean Preston, de 3 anos, e Jayden James, de 2-, e, por isso, decidiu tomar as precauções necessárias.

Apesar de São Petersburgo ter inúmeros palácios, museus e canais da época czarista, a cantora não tem a intenção de passear e ficará na cidade por apenas algumas poucas horas.

O primeiro show de Britney na Rússia acontece hoje à noite no Palácio de Gelo, que tem capacidade para 15 mil pessoas.

Os organizadores afirmam que todos os ingressos já foram vendidos. O preço das entradas pode chegar a 20 mil rublos (450 euros).

Britney, que viajará para São Petersburgo acompanhada de 200 pessoas, entre artistas, cozinheiros e representantes, exigiu meia tonelada de cubos de gelo para refrigerantes e 200 toalhas de uma só cor para o show.

A cantora também proibiu o consumo de álcool nos bastidores e entre outras exigências figuram um carrinho motorizado para se movimentar pelo Palácio de Gelo.

O palco, que terá com telões e móveis decorados, será circular e o público ficará em torno do mesmo, com o que poderão ver de perto os efeitos especiais da apresentação.

O show faz parte da turnê mundial "Circus", inspirada no mundo do circo.

Na terça Britney se apresenta em Moscou, após o que seguirá para Londres.

 Studio 2002

Álbum de estreia do Dead Weather, 'Horehound', sai esta semana.
'Vagarosa', segundo disco da cantora Céu, faz ponte Brasil-Jamaica.

Do G1, em São Paulo

THE DEAD WEATHER - "HOREHOUND"
Divulgação
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Gravadora: Third Man Records

Conhecido como o líder das já consagradas White Stripes e Raconteurs, o roqueiro Jack White se lança como baterista de mais um projeto paralelo, desta vez com uma cantora na linha de frente. A voz do The Dead Weather é Alison Mosshart, vocalista da dupla The Kills. É ela quem dá o tempero sexy à sonoridade sombria da superbanda que inclui ainda Jack Lawrence, do Raconteurs, no baixo, e Dean Fertita, do Queens of the Stone Age, na guitarra. "Horehound", disco de estreia do grupo que sai esta semana pelo selo Third Man Records, mistura a agressividade do hardcore e a crueza do blues com personalidade própria. Canções como "Treat me like your mother" e "So far from your weapon" lembram a sonoridade de bandas como Rage Against the Machine e Bad Brains. (LÍGIA NOGUEIRA)

ROLLING STONES - "STICKY FINGERS", "GOATS HEAD SOUP", "IT'S ONLY ROCK'N'ROLL", "BLACK AND BLUE"
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Gravadora: Universal

A gravadora Universal segue com a reedição e remasterização dos álbuns dos Rolling Stones lançados na década de 70. "Sticky fingers", com a capa criada por Andy Warhol, é da melhor fase do grupo, entre 68 e 72, e traz clássicos como "Sister morphine" (com co-autoria de Marianne Faithfull), "Brown sugar" e a balada "Wild horses". Lançado após o pesado e aclamado "Exile on main street", "Goats head soup" (1973) é mais conhecido pela balada "Angie", principal hit – mas a influência de soul e funk geraram músicas como "Doo doo doo doo (Heartbreaker)". "It's only rock'n'roll" (1974) traz a produção assinada por Jagger e Richards, e é o último álbum com o guitarrista Mick Taylor – a chata faixa-título é um dos indícios da decadência dos Stones, dos anos 70 em diante. O disco que marca a entrada oficial do guitarrista Ron Wood é "Black and blue", em que o grupo volta ao funk, ao reggae e ganha as paradas com a balada "Fool to cry". (AMAURI STAMBOROSKI JR.)

CÉU - "VAGAROSA"
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Gravadora: Universal

Cinco anos depois do lançamento de seu disco de estreia, a cantora paulistana Céu muda de direção e viaja rumo à Jamaica em "Vagarosa". Seu segundo trabalho sai oficialmente no início de agosto pela Universal, mas já circula em blogs musicais para download. No ritmo entorpecente da terra de Bob Marley, a artista imposta a voz e afia o lápis a serviço de uma poesia mais abstrata, como reza a caprichada "Bubuia", com vocais de Thalma de Freitas e Anelis Assumpção. A produção, além da própria Céu, reúne Beto Villares, Gustavo Lenza e Gui Amabis, parceiro da cantora no também instigante projeto Sonantes. Amparada por um time de músicos de primeira, ela desliza à vontade pelas vertentes mais diversas do groove - do samba "Vira-lata", com Luiz Melodia, à lisérgica "Espaçonave", na companhia do guitarrista Catatau (Cidadão Instigado). (LN)

50 YEARS OF ISLAND RECORDS - VÁRIOS
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Gravadora: Universal

O álbum triplo lançado em comemoração ao meio século de existência da Island Records tenta traçar um retrato da eclética gravadora em pouco mais de 50 músicas. Fundado por Chris Blackwell em Kingston, na Jamaica, em 1959, o selo foi transferido mais tarde para Londres. De acordo com a sua trajetória, seu catálogo com raízes no ska e no rock-steady passou a incluir artistas ligados ao rock progressivo e superbandas como os irlandeses do U2, além do pai do reggae, Bob Marley. Os dois primeiros discos reúnem sucessos novos como "Rehab" (Amy Winehouse), e antigos, a exemplo de "Connected" (Stereo MC's). Já o terceiro CD faz um apanhado de covers, como uma versão do The Feeling para "This is love", de PJ Harvey. (LN)

Cantora americana se apresentou no Via Funchal no sábado (18).
Cariocas assistem à performance da musa indie neste domingo (19).

Cat Power se apresentou neste sábado (18) em São Paulo. (Foto: Flavio Moraes/G1)

Palco escuro, vela acesa, incenso queimando. Tudo pronto para a voz de Cat Power rolar macia e acalentar os ouvidos na chuvosa noite de sábado (18), no Via Funchal, em São Paulo.

Em seu primeiro show no país desde o Tim Festival de 2007, a cantora e compositora norte-americana Chan Marshall fez bonito com um repertório repleto de covers, muitos deles desconhecidos, e a mesma banda afiada que a acompanhou em seus shows por aqui há quase dois anos. Desta vez, o The Dirty Delta Blues trouxe um vibrafone na bagagem e não teve medo de ousar nas experimentações, acrescentando a algumas músicas distorções e efeitos.

Veja mais fotos do show

Formado pelo guitarrista Judah Bauer (do Blues Explosion), o tecladista Gregg Foreman (do Delta 72), o baixista e vibrafonista Erik Paparazzi (da Lizard Music) e o baterista Jim White (do Dirty Three), o grupo conferiu peso às interpretações lânguidas de Cat Power. A apresentação começou com um cover de "The house of the rising sun", canção americana que ficou famosa na versão da banda inglesa The Animals em 1964. O clima minimalista e introspectivo do início percorreu todo o espetáculo, que terminou com outra versão. A improvável "Angelitos negros", de Andres Eloy Blanco e Manuel Alvarez Maciste, gravada pela cantora de soul Roberta Flack em 1969, foi escolhida para encerrar a apresentação, depois de um generoso bis. 

Do repertório já gravado pela cantora, outras boas versões foram "Sea of love" (1959) – famosa na voz de Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, e de Tom Waits -, presente no disco "The covers Record (2000), e ainda as belas interpretações lançadas no álbum "Jukebox" e no EP "Dark end of the street" (ambos de 2008). A voz sussurrada e ao mesmo tempo potente de Cat Power é capaz de dar novos ares a clássicos absolutos como "New York, New York", imortalizada por ninguém menos do que Frank Sinatra, e até mesmo a canções interpretadas por divas do jazz, como é o caso de "Don't explain", gravada por Billie Holiday e Nina Simone. "A woman left lonely", "Lord, help the poor and needy", "Lost someone" e "Ramblin' (wo)man" também garantiram excelentes momentos.

Cantora manteve o foco no álbum 'The greatest'

Quem esperava ouvir canções antigas do repertório autoral pode não ter saído muito satisfeito. A exemplo dos shows que fez no país da última vez, Cat Power manteve o foco no álbum "The greatest" (2006), gravado com o guitarrista de Al Green, Teenie Hodges. Talvez por isso o trabalho tenha um certo perfume de soul music, e essa pegada "vintage" também se sobressai ao vivo. Além da faixa-título, incluída na trilha do filme "Um beijo roubado", do chinês Wong Kar-Wai, fizeram parte do show na capital paulista, entre outras, "Lived in bars" e "The moon".

A sonoridade elegante, um misto de blues, country, folk e rock, compensa a falta de comunicação da estrela durante o show. Na noite de sábado (18), tudo o que Cat Power disse foi um tímido "oi". A boa notícia é que a musa indie continua linda, e ainda faz de suas coreografias um charme a mais na apresentação.

 Studio 2002

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