O ano de 2001 foi um ano "trágico" para o rock brasileiro. Herbert Vianna, dos Paralamas, sofreu acidente de ultraleve e ficou paraplégico (mas voltou a tocar); Marcelo Frommer, dos Titãs, morreu atropelado; Marcelo Yuka, d'O Rappa, foi baleado e ficou paraplégico (saiu da banda); e Cássia Eller morreu.
Algumas bandas dos anos 90 passaram por muitas mudanças: O líder dos Raimundos, Rodolfo, converteu-se ao cristianismo e saiu da banda para formar o Rodox (que também acabaria algum tempo depois) e atualmente faz carreira solo com músicas gospel. A banda Skank buscou um estilo mais britpop e cheio de experimentalismo nas músicas o que foi visto nos discos Cosmotron (2003) e Carrossel (2006), mas que mais tarde voltaria às origens no álbum Estandarte (2009).
Também surgiram as bandas Detonautas Roque Clube, CPM 22 e a cantora Pitty, bandas que tomaram a atenção da mídia durante toda a década. Principalmente a banda CPM 22, que foi a primeira banda brasileira a tocar no Hard Rock Café nos Estados Unidos.No heavy metal brasileiro, embora permaneçam underground, viu-se o surgimento de novas bandas que conseguiram carreira internacional: Shaman, Hangar, Mindflow, Hibria, Torture Squad, Burning in Hell, Shadowside, entre outras. As bandas consagradas da década passada, como Dr. Sin, permaneceram como grandes nomes na cena metálica, que teve Sepultura e Angra ainda como suas principais figuras. Igor Cavalera, último membro original, deixou o Sepultura em 2006. O Angra também passou por mudanças em sua formação: Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confesori saíram, sendo substituídos por Eduardo Falaschi, Felipe Andreoli e Aquiles Priester, respectivamente. Andre Matos, juntamente com os outros ex-membros do Angra, formaram o Shaman, que logo alcançou o status de grande banda. Atualmente, Andre Matos segue em carreira solo.
A partir dos anos 2000, começaram a surgir bandas de rock com influências do emotional hardcore, que ganharam muito destaque graças à internet e a redes sociais, como o Orkut. Entre os maiores destaques estão as bandas Nx Zero e Fresno, que contêm letras simples e que tratam de sentimentos e emoções, altamente populares para o público jovem.A partir de 2009, uma nova tendência tomou conta do cenário musical brasileiro: o "Happy Rock", ou rock colorido, especialmente dedicado para o público feminino jovem e tem como suas principais características as roupas coloridas, óculos new wave, uso de sintetizadores e letras agitadas, alegres. O visual das bandas de Happy Rock também remete muito à Androginia de diversas bandas dos anos 80, como o Culture Club, liderado pelo vocalista andrógeno Boy George. Os principais representantes desse novo segmento são as bandas Restart e Cine, entre outras.
A década começou com apenas uma novidade: a MTV Brasil, em 1990. E o primeiro "grande grupo" da década foram os mineiros Skank, que misturavam rock e reggae. Ao longo da década, outros grupos mineiros surgiriam, como Pato Fu, Jota Quest e Tianastacia. Em 1994, surgiu em Recife o movimento Mangue beat, liderados por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. O movimento misturava percussão nordestina a guitarras pesadas, conquistando a crítica.
Entre 94 e 95 surgiram dois grupos bem-sucedidos pelo humor: os brasilienses Raimundos (94), com o ritmo forrocore" (forró+hardcore) e os guarulhenses Mamonas Assassinas (95), parodiando do heavy metal ao sertanejo, que chegaram a fazer 3 shows por dia e venderam 1,5 milhão de cópias antes de morrerem em um acidente de avião, em 96 (chegaram a 2,6 milhões).
Alguns rappers tiveram ligação íntima com o rock, como Gabriel o Pensador, o Planet Hemp (que pedia a legalização da maconha) e o Pavilhão 9 (que falava de violência policial).O Sepultura teve um crescimento de popularidade nos anos 90, culminando no álbum Roots, que fez da banda uma das principais do heavy metal mundial na época e lhes rendeu razoável exposição no mainstream. Pouco tempo depois, Max Cavalera, membro fundador e frontman, saiu da banda, dando lugar a Derrick Green.
Seguindo o caminho do Sepultura, o Angra também gravou músicas em inglês, misturando power metal com ritmos tipicamente brasileiros. A banda alcançou sucesso na cena heavy metal brasileira e reconhecimento mundial, sendo muito bem recebidos na França e, principalmente, Japão.
Outros destaques são O Rappa, também reggae/rock; Charlie Brown Jr., um "skate punk" com vocais rap; Cássia Eller, com um repertório de Cazuza e Renato Russo; e Los Hermanos, que surgiram com "Anna Júlia", canção pop que não combinava com a imagem intelectual da banda.Outro fato da década é que todas as bandas do "quarteto sagrado" (exceto a Legião) tiveram de se reinventar para reconquistar audiência: os Paralamas, depois de uma fase experimental, voltaram às paradas com Vamo Batê Lata (95); o Barão Vermelho, com o semi-eletrônico Puro Êxtase(98); e os Titãs, com seu Acústico MTV (97). Depois de um tempinho, surgiram Wilson Sideral e Flávio Landau (ambos irmãos de Rogério Flausino vocalista do Jota Quest); Wilson Sideral emplacou nas rádios brasileiras o seu primeiro sucesso que foi a faixa "Não pode parar", e depois de um tempo foi "Zero a zero".
Atribui-se a esta década a popularização do rock brasileiro, movimento que surgiu para aproveitar a onda do estilo musical (rock) que já havia se consagrado mundialmente nos anos 70. Muitas bandas deste estilo, como os Titãs e Os Paralamas do Sucesso permanecem ativas até hoje, fazendo apresentações por todo o Brasil. Outras bandas e artistas da época, como Legião Urbana e Renato Russo, foram imortalizados e tocam nas rádios até hoje, devido ao grande sucesso entre o público, principalmente adolescentes.Nos anos 80, ocorreu a verdadeira "explosão" do rotulado "BRock". Isso se deve em parte à criação de casas de show, como Noites Cariocas e Circo Voador (Rio) e Aeroanta (São Paulo). As primeiras bandas a fazerem sucesso foram os irônicos Blitz ("Você não soube me amar") e Eduardo Dusek ("Rock da Cachorra", junto com João Penca e Seus Miquinhos Amestrados), no batizado "Verão do Rock", em 1982.
As bandas mais cultuadas dos anos 80 formam um "quarteto sagrado". São elas: Os Paralamas do Sucesso, paraibanos se juntaram em Jâo Pessoa e começaram a tocar na garagem de um dos integrantes ; Titãs, paulistas (mais tarde "suavizados"). Inicialmente, juntavam as estéticas da new wave e do reggae com a da MPB, e, de 1982 à 1984, a banda era formada por nove integrantes - além dos músicos que continuam no grupo, fizeram parte do conjunto: Ciro Pessoa (vocais), Arnaldo Antunes (vocais), Marcelo Fromer (guitarra) e Nando Reis (baixo/vocais), logo se tornando um octeto, numa formação que duraria até 1992, com a saída de Arnaldo. O baterista do grupo Ira!, André Jung, tocou seu instrumento no primeiro trabalho titânico, depois cedendo seu posto a Charles Gavin; Os cariocas Barão Vermelho, surgidos em 82 e liderados por Cazuza. Com a saída dele (que teve carreira-solo bem sucedida), o guitarrista Frejat assumiu os vocais; e a mais influente Legião Urbana, liderada por Renato Russo, surgida em 82, emplacando alguns sucessos como Faroeste caboclo, Será e Eduardo e Mônica que chegaram ao topo das rádios. A banda acabou com a morte de Renato Russo, em 1996. Os outros legionários que compunham a banda eram: Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (Guitarra). Renato Rocha foi baixista da banda até 1988.
E teve outras também de grandes sucessos na época, como as bandas Sempre Livre, Gang 90 e as Absurdettes, Biquini Cavadão, Hanói Hanói, Hojerizah, Harmony Cats, Lobão e os Ronaldos, Metrô, Magazine, Grafitti,Ed Motta & Conexção Japeri, além de cantores(as) como Marina Lima, Léo Jaime, Ritchie, Kid Vinil, Fausto Fawcett, entre outros.
Vários locais do Brasil tinham suas bandas surgindo no Rio de Janeiro, surgiram os alegres Kid Abelha e Léo Jaime; Uns e Outros e o fim da banda Vímana revelou Lulu Santos, Lobão (também ex-Blitz) e Ritchie; em São Paulo, o Festival Punk de 81 revelou Inocentes, Cólera e Ratos de Porão. Além dessa cena, surgiram as principais bandas paulistas, como Ultraje a Rigor (no qual Edgard Scandurra tocou antes do Ira!), Ira!, Titãs, RPM, Zero, Metrô (banda),e Kid Vinil (então vocalista da banda Magazine). Sem se esquecer da cena independente muito bem representados pelo Fellini, Smack, Voluntários da Pátria, Akira S E Garotas Que Erram, e Mercenárias; em Brasília, o Aborto Elétrico (em que Renato Russo tocara) virou o Capital Inicial (que acabou se fixando em São Paulo), e a Plebe Rude teve o sucesso "Até Quando Esperar" e "Proteção"; e no Rio Grande do Sul, os "cabeças" Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós chegaram ao sucesso nacional. Também estouraram bandas gauchas de rock como TNT, Taranatiriça, Cascavelletes, Os Replicantes, Os Eles, Bandaliera, Garotos da Rua, DeFalla. Na Bahia, chegou ao sucesso o Camisa de Vênus.No heavy metal, originou-se em Minas Gerais a banda brasileira de maior sucesso internacional, o Sepultura, que toca o gênero extremo thrash metal, com letras em inglês. Outra banda a conseguir algum destaque no exterior (Japão) foi a paulista Viper, que também escrevia letras em inglês, e que ajudou a desenvolver um estilo que viria a ser chamado de metal melódico no Brasil. O Viper foi também responsável por revelar o vocalista Andre Matos, que participaria de duas grandes bandas brasileiras: Angra e Shaman.
O endurecimento do Regime militar levou Caetano e Gil ao exílio em Londres, onde viveram de 1969 a 1972. Durante o período, gravaram dois discos considerados dos seus melhores, Transa (Caetano), e Expresso 2222 (Gil).Após sair dos Mutantes no final de 1972, Rita Lee iniciou uma muito bem sucedida carreira solo, acompanhada do grupo Tutti Frutti. É nesse período, que ela lança o seu mais memorável álbum: o Fruto Proibido de (1975), disco este, que contém os sucessos "Agora só falta você", "Esse tal de Roque Enrow" e "Ovelha Negra". Arnaldo Baptista também gravou o aclamado Loki? (1974). Os Mutantes ainda atravessaram a década convertidos ao rock progressivo, passando por várias formações e dissolvendo-se em 1978.
Em 1973, surgiram Secos & Molhados, liderados por João Ricardo, com Ney Matogrosso como vocalista, que faziam a chamada "poesia musicada", com canções muito bem elaboradas como "Rosa de Hiroshima" ou "Prece Cósmica", apesar de alguns flertes menos poéticos e mais divertidos como "O Vira". Dois álbuns e um ano depois, em 1974, o grupo com sua formação clássica (João, Ney e Gerson Conrad) se desfez.
Em 1973 também surgiu outro ícone: Raul Seixas, que vendera 600.000 compactos de "Ouro de Tolo" em poucos dias e se tornaria "bardo dos hippies" com músicas debochadas como "Mosca na Sopa" e "Maluco Beleza", esotéricas como "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" e "Gita", e as motivacionais "Metamorfose Ambulante" ( que compunha aos 14 anos) e "Tente Outra Vez".
Movimentos surgiram em outros locais do Brasil: em Minas Gerais, o "Beatlesco" Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento e Lô Borges; e no Nordeste, a "nova onda" dos Novos Baianos, além da chamada "Invasão Nordestina": artistas que misturaram o sertanejo ao rock, como Fagner, Zé Ramalho e Belchior.Mesmo com o pouco espaço na mídia, várias bandas e estilos se destacavam no circuito underground da época, como o progressivo regional de O Terço (que chegou a gravar um álbum em inglês voltado para o mercado italiano), o hard rock do Made in Brazil, o rock rural de Sá, Rodrix e Guarabyra e o hard progressivo do Casa das Máquinas.
O começo da década foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Black's, The Jordans e The Clevers (futuros Os Incríveis), e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois "hinos": a versão "Biquíni de Bolinha Amarelinha" e a rebelde "Rua Augusta".Até que surge um capixaba que se tornaria o maior ídolo do Rock Nacional dos anos 60 e, posteriormente, o maior nome da música brasileira: Roberto Carlos, que emplacou dois hits em 1963: "Splish Splash" e "Parei na Contramão". No ano seguinte, obteve mais sucessos como "É Proibido Fumar" (mais tarde regravada pelo Skank) e "O Calhambeque". Aproveitando o sucesso, a Rede Record lançou o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto ("Rei"), seu amigo Erasmo Carlos ("Tremendão") e Wanderléa ("Ternurinha"). Só nas primeiras semanas, atingira 90% da audiência.
Seguindo o sucesso das Jovem Guarda, surgem entre outros, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Eduardo Araújo e Ronnie Von, que tinham seu som inspirado nos Beatles (o gênero apelidado "iê-iê-iê") e no rock primitivo. A Jovem Guarda também levou a todo tipo de produto e filmes como Roberto Carlos em Ritmo de Adventura (seguindo a trilha de A Hard Day's Night e Help! dos Beatles).
Apesar disso, os artistas da MPB "declararam guerra" ao iê-iê-iê da Jovem Guarda, chegando a um protesto de Elis Regina, Jair Rodrigues, entre outros, conhecido "Passeata contra as guitarras elétricas". O programa terminaria em 1968, com a saída de Roberto Carlos.
Os Mutantes também criariam carreira grandiosa, com álbuns elogiados a partir de 1968 e chegando a influenciar até Kurt Cobain, do Nirvana. O grupo começaria a se desmanchar com a saída de Rita Lee, em 1973.
Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinquenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era "rápida, dançável e pegajosa".
O rock and roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo.No começo o novo subgênero do rock sofreu várias críticas negativas e algumas positivas,mas sempre atrapalhando seus trabalhos.Muitos diziam que o novo rock,incentivava o satanismo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre vários gêneros musicais populares da cultura negra naquele momento, incluindo o rhythm and blues, o country e o western. Em 1951, na cidade de Cleveland (no Estado do Ohio), o discotecário Alan Freed começou a tocar rhythm and blues para uma plateia multi-racial e a ele é creditado a primeira utilização da expressão "rock and roll" para descrever a música.
Há muita discussão sobre qual deveria ser considerada a primeira gravação rock & roll. Uma forte candidata é "Rocket 88", de Jackie Brenston e os Delta Cats (na verdade, Ike Turner e sua banda The Kings of Rhythm), gravada e lançada pela Sun Records de Sam Philips em 1951. Quatro anos depois, em 1955, "Rock Around the Clock" de Bill Haley se tornou a primeira canção de rock and roll a chegar ao topo da parada de vendas e execuções da revista Billboard e abriu caminho mundialmente para esta nova onda da cultura popular. Mas uma edição da revista Rolling Stone de 2004 argumentou que "That's All Right (Mama)", de 1954, o primeiro single de Elvis Presley (com Scotty Moore na guitarra e Bill Black no baixo) para a Sun Records em Memphis foi o primeiro registro de rock and roll na história e a criação do som "rockabilly" característico da Sun Records.. Mas, àquela altura, "Shake, Rattle and Roll" de Big Joe Turner, posteriormente regravada por Haley, já estava no topo da parada R&B da Billboard. Outros artistas que lançaram os primeiros sucessos do rock and roll foram Chuck Berry, Bo Diddley, Fats Domino, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Gene Vincent.
A década de 1950 assistiu ao crescimento da popularidade da guitarra elétrica e o desenvolvimento de um estilo de rock and roll especificamente tocado por expoentes tais como Berry, Link Wray e Scotty Moore.Também viu grandes avanços na tecnologia de gravação, como a gravação multi-faixas desenvolvida por Les Paul e o tratamento eletrônico de sons por produtores musicais inovadores como Joe Meek. Todos estes avanços foram fundamentais para a influência do rock posteriormente.
Os efeitos sociais do rock and roll foram massivos e mundiais. Muito além de um simples estilo musical, o rock and roll influenciou estilos de vida, moda, atitudes e linguagem. Alguns acreditam que o novo gênero pôde ter ajudado a causa do movimento dos direitos civis nos EUA, porque tanto jovens brancos quanto negros apreciavam a nova música. No entanto, até o início da década de 1960, grande parte do impulso inicial musical e do radicalismo social do rock and roll tinha se dissipado, com o crescimento de ídolos teen, uma ênfase nas danças frenéticas e o desenvolvimento de uma leve música pop adolescente. Nos anos 1960 surgiu o som da Motown. De 1961 a 1971, havia 110 músicas da gravadora na listas das 10 mais tocadas, e artistas como Stevie Wonder, Marvin Gaye, The Supremes, The Four Tops, e The Jackson 5, todos gravaram na Motown. Todos os cinco artistas da Motown foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame.
Quantas vezes você já ouviu falar que o rock morreu? O gênero já atravessa mais de 50 anos e a sentença ainda é decretada, mas ele continua entre nós. E hoje se comemora por estar a salvo: é o Dia Mundial do Rock, trilha sonora incontestável dos jovens do século 20.A data exata de seu nascimento é desconhecida, mas seu reconhecimento foi eternizado há apenas 25 anos. O Dia Mundial do Rock foi instituído em 1985, ano do primeiro Live Aid, um concerto beneficente em prol das vítimas da fome na Etiópia realizado em Londres e na Filadélfia. O espetáculo foi organizado pelo músico Bob Geldof e teve a participação de vários astros de rock.
Hoje traremos um especial com a história do Rock, Ídolos, Rock Brasileiro e muito mais!
Você não perde por esperar ;)
Beijos da mineira @vivianicorrea
Músico é a principal atração do Back2Black, no Rio de Janeiro.
Chaka Khan, Macy Gray e Aloe Blacc também estão confirmados.
Prince durante show em Dallas (Foto: AP)
O multiinstrumentista Prince foi confirmado nesta segunda-feira (11) como a principal atração da 3ª edição do festival Back2Black. O evento, que acontece de 26 a 28 de agosto no Rio de Janeiro, será na Estação Leopoldina e também terá shows de Chaka Khan, Macy Gray e Aloe Blacc.
Além das apresentações musicais, o Back2Black também tem debates, exposições e intervenções artísticas programadas, cujo objetivo é valorizar a cultura negra mundial.
Esse será o primeiro show de Prince no Brasil em 20 anos. O músico, cujo estilo sonoro combina elementos de funk, R&B,soul e pop já vendeu mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo. Seu trabalho mais conhecido é "Purple rain", álbum conceito de 1984 que foi lançado acompanhado de um filme.
A apresentação dele está marcada para 27 de agosto. A venda de ingressos está programada para a segunda quinzena de julho, em data a ser confirmada.
O festival também promete uma versão reduzida em São Paulo, em 30 de agosto. No caso estão confirmados shows de Tinariwen e Aloe Blacc no Bourbon Street.
fonte G1
Foi com uma certa decepção que reparei que o plástico que envolvia o CD estava ligeiramente rasgado. Isso sempre acontece quando levo um disco no bolso. O que, por sua vez, sempre acontece quando viajo. Por uma tola superstição, quando saio do Brasil, e compro CDs, aqueles que mais quero ouvir eu não despacho na mala. Vão direto comigo, junto ao corpo – como se dessa proximidade dependesse a probabilidade de eles chegarem ao Brasil. Um hábito atávico, talvez, que vem dos tempos em que nossas bagagens eram sumariamente “bolinadas” no trajeto de uma viagem transatlântica ao Brasil. Essa preocupação, com a intensificação das viagens e a melhoria da qualidade do serviço nos aeroportos, tornou-se quase irrelevante – mas eu continuo firme no propósito de deixar os CDs mais “preciosos” bem perto de mim. Com esse do WU LYF não foi diferente.
“Go tell fire to the mountain” era um dos discos mais esperados do ano – pelo simples fato de que a banda por trás dele, WU LYF é um enorme mistério. Um enorme e calculado mistério. Desde o início de 2010, na sempre terrorista imprensa musical inglesa (incluindo aqui os fanzines virtuais), muito barulho se fazia em cima dessa banda de Manchester, Inglaterra, cujo grande charme era justamente não falar nada sobre si mesma. Os shows deles eram sempre “surpresas”, anunciados no boca a boca – e, com isso, claro, criavam uma enorme expectativa. Ninguém sabia muito sobre a banda – e mesmo até hoje, ninguém sabe direito quem são esses caras. No máximo, já dá para entender que o nome deles é uma abreviação de World Unite Lucifer Youth Foundation (“Fundação Juventude Lucifer do Mundo Unido” – numa tradução bem apressada). Que eles são, claro, de Manchester. Que gravaram seu primeiro álbum ao vivo, em uma igreja (Saint Peter). E que o som deles é genial.
Com toda essa informação, você pode entender a excitação com que eu peguei o CD do WU LYF hoje de manhã, recém-tirado do casaco que usava numa rapidisíssima viagem ao exterior esta semana. Abrir o plástico que envolvia “Go tell fire to the mountain” era uma ação com um componente quase erótico que só quem desenvolveu, como eu, um fetiche por esse objeto chamado CD pode entender. Há o estalar do próprio plástico; o primeiro contato com a superfície áspera da capa do disco (que, nesse caso, como em muitos, não vem em uma genérica embalagem de acrílico transparente, mas num elaborado livreto com pinta de “arte”); o sensual cheiro de páginas de um encarte folheadas pela primeira vez; o estalar na hora da primeira retirada do CD do seu encaixe, com leve relutância, como um parto que não contava com uma ligeira complicação; a surpresa de uma imagem inusitada estampada na superfície do disco (em “Go tell fire”, uma curiosa pintura de um homem sorrindo à beira de um lago); o sutil ruído do próprio CD sendo processado no seu aparelho antes de ele oferecer os primeiros acordes da faixa de abertura.
Há anos repito esse processo – mais precisamente desde 1985, quando comprei meu primeiro CD (que, apenas para registro, foi um do Eurythmics, “Be yourself tonight”). Porém, não sei por quantos anos mais vou poder repetir esse ritual. Não sei nem se devo contar esse tempo que me resta em anos – quem sabe em meses. A música digital é uma realidade tão presente, que seria, no mínimo, tacanho apresentá-la aqui como novidade. Porém, amantes da música em sua forma “física” – muitas delas, eu sei, só possíveis de ser absorvidas por um público mais jovem através da Wikipédia (procure por “vinil” ou “fita cassete”) – há anos fingem que ela não está nos seus últimos dias. Mega lojas de CDs já não existem há um bom tempo (com raríssimas exceções) – e os poucos redutos “independentes” raspam o tacho para sobreviver, enquanto fazem uma lenta e relutante transição para o comércio inteiramente virtual. Não só no Brasil, mas também pelas grandes cidades por onde passo com certa frequência (Londres, Paris, Buenos Aires, Nova York), os endereços onde você pode comprar um CD são cada vez mais escassos – e mesmos aqueles estabelecimentos teimosos, cujos donos só continuam abertos por pura paixão, estão cada vez mais vazios (isto é, visitados apenas por mim e um ou dois turistas asiáticos de passagem pela mesma cidade).
O fim é inevitável – mas seguimos cegamente negando esse desfecho, como se uma grande (e improvável) reviravolta faria as pessoas finalmente reconhecerem o valor de um produto físico que contém algo intangível: uma invenção divina chamada “música”. Acuados, tentamos buscar conforto em outros gurus da música que, vez por outra, escrevem exatamente o que queremos ler: que o dia do “juízo final”, quando a última loja de CD finalmente vender seu último exemplar e fechar suas portas para sempre, não vai chegar.
Um dos caras que eu sempre achei que estavam do meu lado nessa utopia musical quixotesca era o ultra influente crítico de música do jornal “The New York Times”, Jon Pareles. Cada texto seu – seja uma entrevista com veteranos do escalão do U2 ou a mais obscura indicação de um relançamento de uma banda “soul” brasileira dos anos 70 – me enchia de esperança. Este, pensava, é um cara que ama os discos (antes em vinil, hoje em CD), como eu: uma relação não apenas criativa, como amorosa. Do toque do próprio objeto aos mistérios que transformavam sulcos – e, mais tarde, números – em perfeitos momentos pop, eles eram (e sempre seriam) a fonte de nosso prazer maior, aquele instante em que ouvimos a in tradução de uma canção que jamais deixaria de fazer parte das nossas vidas. Jon Pareles era meu parceiro. Meu “bróder”. Ele se relacionava com os discos exatamente como quanto eu!
Até que, há algumas semanas, o próprio Pareles publicou um artigo chamado “The cloud that ate my music” (ou, em português, “A nuvem que comeu minha música). E meu mundo caiu.
Escreve Pareles:
“Desde que a música começou a migrar ‘online’ eu desejei que minha coleção de discos evaporasse – simplesmente para ter disponível qualquer canção que eu quisesse, a qualquer momento, sem precisar estocar o resto. Mas eu tenho, digamos, necessidades especiais. Em três décadas como crítico, eu acumulei mais vinis, CDs e arquivos digitais do que eu posso administrar. Uma capinada periódica não segura os 20 ou 30 discos que chegam diariamente na minha caixa postal; as sobrecarregadas estantes do chão ao teto já estão cedendo sob o peso de milhares de CDs e LPs. Qualquer carinho que eu já tive por essas embalagens físicas, não importa quão elegantes ou especiais, já desapareceu há muito tempo; é um arquivo de referência, não uma coleção de arte. E ela cresce e cresce, porque eu nunca sei do que vou precisar: o 45 rotações de uma edição limitada, o CD baixado em casa. Mesmo assim, eu preferia ter tudo numa nuvem do que no meu apartamento”.
Você consegue entender o meu choque? Um dos meus grandes ídolos, uma espécie de guardião dos discos enquanto formato, estava admitindo publicamente que preferia ter todas as suas canções numa “nuvem” do que em casa – em prateleiras que ele podia admirar a qualquer momento que adentrasse a sala. Como assim? Se Jon Pareles foi finalmente vencido pela imaterialidade da música, se ele enfim considerava os aspectos matérias da música (as “elegantes embalagens”) como secundários, se ele não podia mais encarar o volume que uma coleção de música é capaz de acumular, se ele mesmo não considerava esse seu acervo (que certamente é muito maior e mais valioso que o meu) como uma coleção de obras de arte – que esperanças tinha eu para garantir que meus milhares de discos também teriam um futuro?
A “nuvem” da qual Pareles falava, claro, é um termo genérico para a maneira como as pessoas consomem música hoje em dia – e mais ainda no futuro. Engloba não só o novo “produto” da Apple – o iCloud, capaz de armazenar não só todo seu acervo musical como toda sua informação, de toda sua vida, num espaço imaterial, ao mesmo tempo etéreo e disponível a todo tempo –, mas também as inúmeras possibilidades de acessar canções atualmente (sobretudo as incríveis variações de “rádios”, na falta de uma palavra melhor, que disponibilizam infinitas – e personalizadas – seleções musicais para cada tipo de ouvinte, como Rdio, Napster, ouRhapsody. E o que ficou claro é que Pareles estava caminhando para ela. Será que devo eu fazer o mesmo? Você faria? É essa pergunta que me inquieta há alguns dias.
Eu adoro música – como qualquer pessoa que passa os olhos por este espaço pelo menos um par de vezes já percebeu. Mas tudo indica que eu estou diante de um momento crucial em que eu tenho que estabelecer talvez uma nova relação com ela. Aquelas longas tardes, perdido em lojas com prateleiras recheadas de capas misteriosas, intercaladas com estações de escuta que não te ofereciam alguns segundos de poucas faixas já são definitivamente coisas do passado. Se eu quiser ouvir música agora, eu vou primeiro ao computador – e aí sim eu decido o que eu quero comprar ou não. Se eu quiser comprar alguma coisa, claro. Mas será essa a melhor maneira de consumir a música? Ou melhor, de possuí-la? Ou ainda: será que eu (ou você), num futuro que já está entre nós, onde é possível ter acesso, virtualmente, a todas as músicas do mundo, vamos precisar “possuir” música?
Como disse, não paro de pensar nisso. E mesmo ao escutar o disco do WU LYF pela terceira ou quarta vez, não penso em outra coisa. “Go tell fire to the mountain” é mesmo genial – bem acima das minhas expectativas (a última vez que ouvi uma voz que vinha tão das entranhas assim, como eles mostram em “Cave song”, por exemplo, ela tinha um dono chamado Kurt Cobain). As faixas transitam numa zona até hoje para mim desconhecida, entre o fantasmagórico e o pop. São divinas e assustadoras; familiares e enigmáticas; sedutoras e repelentes. Gostei tanto que, com uma humildade que só Montaigne talvez possa acatar, vou negar a própria afirmação que fiz aqui(a de que o melhor disco do ano, até agora, é “The english riviera”, do Metronomy) para afirmar que bom mesmo é esse trabalho de estréia do WU LYF. Mas será que eu sentiria o mesmo prazer de ouvir esse disco se meu primeiro contato com a banda fosse exclusivamente pelo meu computador?
Tenho certeza de que não – de que essa experiência é mesmo diferente. Uma certeza tão forte quanto a de que vem aí uma geração inteira que não está nem aí para isso. Em breve, haverá uma legião de adoradores de música que não conseguirá nem imaginar que um dia já foi possível “tocá-la”. As mesmas pessoas que, um dia, tenho certeza, olhará para a ilustração que coloquei lá em cima, que está na capa interna de um outro CD muito bom que comprei (sim, comprei!) recentemente – “Let the dog drive home”, de uma banda chamada Teitur – e não terá idéia do que se trata a inscrição que está na lápide (aliás, mal saberá o que é lápide…).
E a culpa é sua, Jon Pareles!!
O refrão nosso de cada dia
“Cool cat”, Queen – sim, o Queen, esse mesmo que você está pensando. A banda que deu ao mundo “Bohemian rhapsody”, “Under pressure”, “We are the champions” – e principalmente “Love of my life”. Em 1982, uma das bandas mais veneradas do planeta (se já é até hoje, imagine naquela época) lançou um disco muito à frente do seu tempo, “Hot space”. Eu me apaixonei pelo álbum instantaneamente, mas todas as críticas que lia pareciam querer me convencer de que eu estava errado, de que o disco era um “grande erro”, uma deslizada “feia” de uma banda que havia perdido o rumo – tentando sair do patamar do rock clássico para o duvidoso universo do eletrônico, então moderno. “Under pressure”, na verdade, era uma faixa de “Hot space”, mas a maioria dos fãs do Queen prefere esquecer o resto do álbum e ficar só com esse sucesso. Quero fazer diferente: lembrar de outra canção desse trabalho, que, para mim, é uma obra-prima negligenciada – “Cool cat”. Cantando num falsete malandríssimo, Freddie Mercury oferece uma de suas músicas mais sensuais. Por que eu lembrar dela agora? Porque eu a ouvi outro dia no meu iPod – e tive a certeza de que só os fãs mais dedicados se lembram dela (e talvez, não com carinho). Vamos tentar reparar essa injustiça.
Por Zeca Camargo
Bom dia meus queridos!
Venho nessa manhã gelada trazer mais uma músicas, daquelas três que prometi há um tempo. A música de hoje é Blackbird na voz de Gabriel Moraes. Segue o link pra baixarem a mesma, e também a história da música.
Beijos da mineira @vivianicorrea e até a próxima.
♫ Link SEGURO: Música Blackbird
"Blackbird" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no álbum The Beatles (ou Álbum Branco) de 1968. A canção foi gravada em 11 de junho de 1968 apenas por McCartney.
McCartney revelou que o acompanhamento do violão foi inspirado em "Bourée em mi menor" de Bach. A música de Bach era originalmente para violão clássico, instrumento que Paul e George Harrison tentaram aprender na juventude, portanto é caracterizada pela melodia em notas graves de baixo tocadas simultaneamente com cordas agudas e graves. McCartney decidiu alterar algumas notas de Bach, criando a base para Blackbird. A letra é uma metáfora sobre os conflitos raciais e direitos civis na América, principalmente da situação das mulheres negras.
Paul leu uma notícia no jornal que relatava os conflitos raciais nos Estados Unidos, e o sofrimento de mulheres negras para ingressar na sociedade. A música é uma espécie de apoio e o melro-preto simboliza a mulher negra. Quando ele diz: "Pássaro preto, pegue essas asas quebradas e comece a voar" é como se fosse um conselho, do tipo: levante! Tome uma atitude! "Por toda sua vida você só esperou esse momento pra ser livre."











