Ouvir música durante o exercício tem prós e contras.

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Para muitos, corrida e música formam uma bela dupla. Vários praticantes, assim que colocam uma roupa e um calçado adequados para a corrida, logo pegam o dispositivo de som e o fone de ouvido, que dificilmente ficam de fora. Com o avanço da tecnologia, que produz equipamentos cada vez mais compactos e de fácil adaptação ao esporte, e o acesso a um grande número de músicas, a prática se populariza. Mas antes de associar a música ao treinamento, é preciso ponderar sobre as influências positivas e negativas desse costume.

VANTAGENS

A música pode “facilitar” a corrida: estudos demonstram que ela reduz a percepção de intensidade do exercício em cerca de 10%. A noção de esforço dispensado pelo corredor é reduzida e ele tem a sensação de que pode correr mais rápido e por mais tempo. Isso não ocorre em níveis altos de esforço — nesse caso, o cérebro muda sua atenção dos estímulos externos para os internos.

Torna o exercício mais satisfatório, o que melhora as funções cerebrais: a música também eleva aspectos positivos do humor, como entusiasmo e felicidade, enquanto reduz aspectos negativos, como tensão, cansaço e confusão. Por isso, ela pode ajudar no desempenho, já que trabalha na questão emocional do corredor.

Maioria dos corredores pode ser favorecida com a música: atletas que levam o esporte a sério se concentram intencionalmente nas informações internas, como respiração, batimentos cardíacos e tensão muscular, o que pode ser perturbado pela música. Mas esse tipo de praticante é minoritário. A maioria dos corredores, que não são sedentários, mas que atua em níveis não comparáveis aos de um profissional pode ter na música uma força motivacional.

Música melhora a corrida na esteira: a corrida em ambientes abertos distrai graças aos aspectos da paisagem. Na esteira, esses estímulos não estão presentes, o que torna a música bastante útil. Quanto menos se percebe o esforço, menor o tédio.

DESVANTAGENS

A música pode tirar a percepção de problemas da corrida: ouvir música distancia o praticante dos outros sons produzidos pelo ato de correr, como a respiração e o impacto das passadas, que são informações importantes. Correr ouvindo música também afasta a pessoa do ambiente em que ela está, o que pode ser perigoso. O corredor pode não ouvir um carro, uma pessoa atrás dele, ou as instruções dadas pelos organizadores de uma prova.

O praticante pode ficar “viciado” em música: corredores de elite podem ter maior tendência a não precisar de auxílio externo para lidar com a suposta monotonia da corrida. Mas todos os praticantes podem se tornar dependentes de música. Pode-se chegar a um ponto em que você perde a noção daquilo que é realmente motivador para você, como a sensação de energização provocada pela corrida.

A música pode tirar o benefício de relaxamento do esporte:
 dependendo dos níveis de concentração no que está tocando, o corredor pode deixar de se distrair numa corrida, o que inibe o potencial de entretenimento da prática. Esse detalhe é importante, já que a corrida é uma das poucas oportunidades para muitas pessoas não se concentrarem muito em algo.


A música pode favorecer o treinamento e tornar o exercício mais prazeroso, mas deve cumprir o papel de auxiliar na prática da atividade física. Não deve, portanto, representar algo primordial. Se perceber que ela está atrapalhando, ou que depende demais dela, o corredor deve diminuir o seu uso. Mas o importante, independe se ouvindo música ou não, é sair do lugar.
Do Portal Uai

Posted by Paulo Studio2002 @ terça-feira, 14 de junho de 2011 0 comments

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