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Possíveis alterações na Europa, gravadoras americanas a perigo
Tudo indica que a antiga lei de direitos autorais de músicas pode ganhar extensão de mais 20 anos. Atualmente o copyright de uma música dura 50 anos contados de sua certidão de nascimento – a gravação. Agora, selos e músicos querem estender o prazo para 70 anos — ou até 95 em alguns casos. A proposta de mudança conhecida como “The Beatles Extension”, que tem em Paul McCartney um de seus principais defensores, favorecerá os artistas que lançaram músicas nos anos 60 — e que começam a perder os direitos sobre a obra na década corrente.
A mudança vale para quem gravou a canção. Os compositores têm o direito de receber pela obra por toda sua vida, e os direitos continuam válidos após 70 anos da morte do autor. O conselho de ministros da União Europeia em Bruxelas deverá divulgar a decisão final na próxima segunda-feira (12).

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O autor precisa entrar com o pedido na Justiça com dois anos de antecedência. Segundo reportagem publicada no jornal New York Times no último mês de agosto, músicos como Bob Dylan e Tom Petty já abriram processos para reaverem seus trabalhos. Muitos acreditam que essa mudança pode significar o tiro de misericórdia nas grandes gravadoras, já que hoje em dia, o dinheiro obtido em relançamentos de álbuns históricos e movimentação de catálogo são fundamentais para contrabalançar as perdas com a pirataria.
Já aqui no Brasil, a legislação é outra. As gravadoras têm direitos sobre o fonograma, que são delas e não do autor, e perduram pelo prazo de 70 anos. No entanto, as filiais brasileiras das “majors” também têm muito a perder, já que seguem os acordos internacionais. Sendo assim, quando a matriz americana perder os direitos sobre determinadas obras, os escritórios nacionais também não poderão relançá-las por aqui.
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Posted by Paulo Studio 2002
@ domingo, 11 de setembro de 2011
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