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Chico Buarque fez uma apresentação - que durou 30 minutos - ao vivo no site www.chicobastidores.com.br para divulgar seu novo disco, "Chico". Às 16h01, ele começou agradecendo aos internautas e produtores, além de testar o som, que estava picotando. Às 16h10, ele convocou João Bosco para cantar ao vivo a canção "Sinhá", que foi composta pelos dois músicos e faz parte do disco. Às 16h31, a apresentação chegou ao fim.
Por causa da superlotação do chat, o site congelou por alguns minutos e os internautas não puderam acompanhar o início. A produção pediu que ele repetisse os agradecimentos e seus comentários iniciais, mas Chico levantou um questionamento preocupante: 

"Vão pensar... O velho está com problemas, repetindo tudo assim", brincou. 

Mesmo hesitante, Chico acatou o pedido dos fãs para que ele tocasse mais uma música. Ele optou por cantar "Nina", acompanhado somente de seu violão.
O site, que contava com cerca de sete mil visitantes no início do pocket show e passou de 15 mil ao final, estava aberto para qualquer internauta que queira acompanhar a transmissão de sua casa no Leblon, no Rio de Janeiro.

Às 15h45, um relógio foi posicionado em frente à câmera, o que gerou ansiedade e um turbilhão de comentários dos fãs que acompanhavam a apresentação através de um bate-papo no site. Enquanto ensaiava, o áudio vazou por alguns segundos e levou os internautas à loucura. 

Chico ainda não sabe se fará uma turnê para divulgar o novo trabalho, que será lançado oficialmente nesta sexta-feira. Os fãs que desembolsaram R$ 29,90 na pré-venda do álbum ganharam uma senha para acompanhar os bastidores da gravação e o lançamento do CD .


Em sua casa, ao lado de João Bosco, compositor interpretará a canção Sinhá
Chico Buarque
Chico Buarque mostrará música pela internet nesta quarta-feira

Nesta quarta-feira (20), por volta das 16h, Chico Buarque apresentará ao vivo via internet uma música de seu novo trabalho, Chico, que chega às lojas no fim de semana.
Ao lado de João Bosco, o compositor interpretará Sinhá, afrossamba de autoria dos dois e que encerra o álbum.
Chico mostrará a canção de sua casa, no Leblon, no Rio. Os fãs poderão assistir por meio do endereço www.chicobastidores.com.br.

Chico Buarque sorri acanhado na capa de seu novo disco. A foto em preto e branco, escrito apenas "Chico", sugere um modelo de recato e melancolia em seu novo trabalho, que chega às lojas no próximo dia 22 de julho. Mas quem abre o digipack, admira-se ao deparar-se com tantas cores.
 
As letras das composições aparecem embutidas numa paleta de 20 tons que enfeitam o encarte sem qualquer imagem. E a simplicidade da arte e do título de seu novo trabalho também colorem as dez canções que compõem "Chico", seu primeiro disco de inéditas desde "Carioca" (2006) --e do romance "Leite Derramado" (2009).
 
O álbum --que sai pela Biscoito Fino numa estratégia de divulgação online exclusiva para compradores do álbum em esquema de pré-venda, por R$ 29,90 no site  www.chicobastidores.com.br-- traz as poesias e crônicas do compositor, escritor e poeta de 67 anos em canções suaves e delicadas, que desfilam em gêneros diversos e pouco lembram a capa melancólica do álbum. Há, sim, variações que se prestam a um caráter reflexivo, mas não necessariamente taciturnas. 
 
A já conhecida "Querido Diário", que desde 20 de junho circula pela internet, abre o álbum com os relatos de Chico sobre as pessoas que o cercam ("hoje topei com alguns conhecidos meus"), as disfunções sociais ("hoje a cidade acordou toda em contramão"), as aflições ("hoje pensei em ter religião"), as relações ("hoje afinal conheci o amor") e as pessoas que teme ("hoje o inimigo veio me espreitar"). "É um novo 'Cotidiano'", compara o próprio compositor com sua música de 1971.
 
A marchinha de vanguarda "Rubato" (roubado, em italiano), parceria com Jorge Helder e acompanhada por uma banda de coreto, vem na sequência descrevendo o roubo de uma composição de amor que é reciclada para homenagear diferentes amantes, numa alusão à especulação sobre identidade e autoria de seu romance "Budapeste" (2003). "Venha ouvir sem mais demora/ a nossa música/ que estou roubando de outro compositor", ele canta.
 
O blues "Essa Pequena" introduz a paixão de um homem por uma moça mais nova, emoldurado por piano, violões, baixo acústico e violino. "Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas/ o blues já valeu a pena", comemora na letra. Em "Tipo Um Baião", Chico brinca com o andamento da canção ao recitar uma desilusão amorosa, e compara: "Meu coração/ que você sem pensar/ ora brinca de inflar/ ora esmaga/ igual que nem/ fole de acordeão/ tipo assim num baião/ do Gonzaga".
 
A singela "Se Eu Soubesse", uma espécie de chanson française, traz Chico dividindo versos com a cantora curitibana Thais Gulin, de 30 anos, sua suposta nova namorada. "Ah, se eu pudesse não caía na tua/ conversa mole, outra vez/ não dava mole à tua pessoa", ele canta, até encontrar com a voz dela: "Mas acontece que eu sorri para ti/ e aí larari, lairiri, por aí". A parceria não é exatamente original: Chico já havia cedido a canção --até então inédita-- e sua participação para Thais lançar em seu segundo disco, "ôÔÔôôÔôÔ", que saiu em abril.

A faixa 6, "Sem Você 2", abre espaço para o andamento lasso jobiniano e a narração arrastada e triste de um amor que se foi. "Sem você/ é um silêncio tal/ que ouço uma nuvem/ a vagar no céu/ ou uma lágrima cair no chão/ mas não tem nada, não", diz Chico, aqui sim tomado pelo desalento, na música com menos de três minutos de duração.
 
A tristeza é interrompida pelo samba de gafieira "Sou Eu", canção que Chico escreveu com Ivan Lins e deu a Diogo Nogueira para o disco do novato "Tô Fazendo a Minha Parte" (2009), e que agora ganha a voz do compositor. Aqui, Chico convida Wilson Neves para se gabar de que "sou eu/ só quem sabe dela sou eu/ quem joga o baralho sou eu/ quem brinca na área sou eu".
 
"Nina", a valsa que ocupa a faixa 8 do álbum, fala de uma figura onírica na distante Moscou que incita o autor a viajar até a capital russa --ou ao menos a espiar a cidade em mapa virtual. "Nina diz que se quiser eu posso ver na tela/ a cidade, o bairro, a chaminé da casa dela", ele canta, levado por um percurso de acordeão, arrematado por um acorde dramático de piano.
 
As confusões de memória do narrador de "Leite Derramado" recaem na graciosa "Barafunda". "Era Aurora/ Não, era Aurélia/ ou era Ariela/ não me lembro agora/ é a saia amarela daquele verão/ que roda até hoje na recordação", ele canta, lembrando que é carioca ("Foi na Penha/ não, foi na Glória"), evocando futebol ("Era Zizinho, era Pelé") e terminando na companhia de "É Garrincha, é Cartola e é Mandela".
 
A canção mais longa do disco, "Sinhá", de quatro minutos, encerra o pouco mais de meia-hora de duração de "Chico" ao lado de João Bosco, num clima tão lírico quanto soturno da herança da escravidão permeado apenas por percussões e violões. "E assim vai se encerrar/ o conto de um cantor/ com voz do pelourinho/ e ares de senhor", despede-se Chico em preto e branco.
 


"Querido Diário", a primeira canção divulgada de "Chico", o novo álbum de Chico Buarque, vazou para os sites de vídeo pouco tempo após ter sido disponibilizada no site oficialwww.chicobastidores.com.br. Com isso, está acessível gratuitamente a todos os internautas.
A intenção da gravadora Biscoito Fino era permitir acesso à canção e seu vídeo apenas aos que pagaram (R$ 29,90) na pré-venda do CD, que será lançado oficialmente em 20 de julho.
Até às 10h de hoje, 1.250 unidades haviam sido vendidas, segundo a assessoria de imprensa. No mesmo horário, a Folha localizou na rede pelo menos três vídeos com a música, postados por autores distintos.
Dois deles eram cópias exatas do vídeo oficial da canção, que mostra trechos do manuscrito da letra enquanto a canção toca.

Daryan Dornelles/Folhapress
Chico Buarque
Nova música de Chico Buarque, "Querido Diário", está disponível em sites de vídeo
Sites de vídeo gratuitos também levam vantagem sobre o oficial por trazerem os vídeos promocionais que já foram divulgados, e que mostram o cantor falando sobre o disco. Esses clipes não estão disponíveis no Chico:Bastidores.
No site oficial, o único vídeo disponível, além do de "Querido Diário", é um que mostra a arte da capa.
Nele, é possível ver também a lista das dez canções do disco: "Rubato", "Essa Pequena", "Tipo um Baião", "Se Eu Soubesse" (com participação de Thais Gulin), "Sem Você 2", "Sou Eu" (com Wilson das Neves), "Nina", "Querido Diário", "Barafunda" e "Sinhá" (com João Bosco).

fonte UOL


Edson Kumasaka / DivulgaçãoO novo álbum de Chico Buarque chegará às lojas no dia 20 de julho. Enquanto isso, o cantor carioca resolveu vender cotas para quem quiser ter acesso antecipado ao conteúdo do seu trabalho, no site www.chicobastidores.com.br.
Com o serviço, o usuário pode entra no site, adquirir a pré-venda (R$ 29,90) e assim, ter acesso exclusivo e antecipado ao conteúdo do disco, como ouvir a primeira música em streaming (audição, sem a possibilidade de download). O fã também terá acesso exclusivo a vídeos, atualizados periodicamente, com o registro dos bastidores de todo o processo de produção do álbum.
A promoção tem início na próxima segunda-feira, dia 20. No ato da compra, que poderá ser feita ao longo de 30 dias, o fã recebe uma senha personalizada para o site.
A inciativa, não deixa de ser mais uma tentativa de conter a pirataria. Se a moda pegar, muitos artistas podem aderir ao modelo.
Diante da inovação de Chico Buarque, o Studio 2002 quer saber a sua opinião: O que você acha de artistas da música venderem cotas de discos na internet? Comente e participe!

Clássicos como Construção e Folhetim estão entre as músicas selecionadas
 
Divulgação

As canções de Chico Buarque continuam inspirando novos projetos


Aos 66 anos e 45 de carreira, Chico Buarque não precisou de qualquer efeméride para fazer de 2010 seu ano de homenagens.

Além dos recentes Prêmio Jabuti de melhor ficção e Prêmio Portugal Telecom, pelo livro Leite Derramado, o cantor e compositor foi agraciado com o projeto multimídia Chico Paratodos.

Desde que saiu do papel, em dezembro passado, a ideia já rendeu o livro Essa História Está Diferente - Chico por Dez Contos e o longa em produção Olhos nos Olhos, de Karim Aïnouz.

Em janeiro, chegará à TV sob forma de minissérie da Globo Amor em Quatro Atos, gravada em São Paulo e no Guarujá, na Baixada Santista.

Com direção de núcleo do expert em programas musicais Roberto Talma, a série de quatro capítulos é inspirada em cinco canções de Chico.

São as músicas Ela Faz Cinema e Construção - que viraram um só episódio dirigido por Talma, com roteiro de Antônia Pellegrino,  Mil Perdões, com texto de Estela Renner e Tadeu Jungle e direção de Jungle, Folhetim e As Vitrines, capítulos roteirizados por Márcio Alemão e dirigidos por Bruno Barreto - que, aliás, faz sua estreia na TV.

Criador do projeto, Rodrigo Teixeira, sócio da RT Features (produtora de O Cheiro do Ralo e coprodutora da minissérie juntamente com a Globo) explica que, apesar de já ter trabalhado com Barreto em dois longas, a escolha do diretor não foi sua.

- O Tadeu Jungle foi convite meu e, quando conheci o Talma, ele disse que seriam ele o Bruno os diretores dos outros episódios. E sabe que nunca vi o Bruno tão feliz? Ele está trazendo para a TV uma linguagem de cinema.

Vladimir Brichta é o protagonista Ari no episódio inspirado em Folhetim e As Vitrines.

Marcado por personagens de humor na TV, Brichta diz que, além do fato de poder mostrar sua faceta dramática, o que o atraiu para o projeto foi justamente esse cuidado e rigor emprestados do cinema.

- Realmente o trabalho é cansativo. Mas é só imaginar que é um longa, que geralmente é rodado em dois, três meses, feito em três semanas e meia.

O ator fará par com Camila Morgado e Alinne Moraes, esta última a prostituta Vera, "dessas mulheres que só dizem sim", eternizada na letra de Folhetim.

Para Mil Perdões foram escalados Dalton Vigh, Carolina Ferraz, Gisele Fróes e Cacá Rosset.

Em Ela Faz Cinema/Construção, o elenco principal fica por conta de Marjorie Estiano, Malvino Salvador e Gero Camilo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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