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John Lennon (Getty Images)
John Lennon
Alguns equipamentos que John Lennon usou para gravar canções como Imagine serão leiloados. O leilão será organizado pelo MJQ, empresa especializada em aparelhos de som.
Entre os objetos estão microfones que, de acordo com a BBC News, espera-se que sejam leiloados, aproximadamente, por 5 mil libras cada um.
Os equipamentos, que nos anos 1970 ficavam no estúdio de Lennon em Tittenhurst Park, foram usados para gravar os primeiros álbuns solos do músico. Yoko Ono, George Harrison e Ringo Starr também já tocaram com esses aparelhos.


Relançamentos

Ao mesmo tempo que sua morte completa 30 anos, John Lennon completaria 70 anos caso estivesse vivo, no último dia 9 de outubro. Para celebrar sua obra, uma série de lançamentos e relançamentos foi colocada no mercado.

Os oitos álbuns solo de John Lennon, lançados entre 1971 e 1984, foram remasterizados. Uma compilação intitulada Power to the people e versões de luxo de Gimme Some Truth (um box com quatro CDs) e de Double Fantasy (dois CDs) também foram lançadas.

Talvez o item mais valioso (e caro) dessa série de relançamentos seja a caixa Signature Box, com 11 CDs. Ela traz os oito álbuns de estúdio de John Lennon e dois CDs com raridades intitulados Lennon Home Demos. O pacote traz ainda um livro de 65 páginas com fotos e desenhos de Lennon.

Lançamentos

No que diz respeito a vida de John Lennon, foram lançados duas obras que prometem mostrar um pouco da trajetória do ex-Beatles para fãs saudosos e novos.

O longa O Garoto de Liverpool, dirigido por Sam Taylor-Wood e roteirizado por Matt Greenhalgh a partir de um livro de memória de Julia Baird (irmã de Lennon por parte de mãe), mostra a infância e juventude do ex-Beatle.

E por se tratar de um filme sobre John, ele quase não faz referências aos Beatles, tendo como seu auge a relação de Lennon com sua mãe, Julia Lennon, que morreu em 15 de julho de 1958, ao ser atropelada por um policial bêbado depois de uma visita ao filho.

O documentário Lennon NYC, que também foi lançado para celebrar a memória do ex-Beatle, mostra a vida de John Lennon desde sua mudança para Greenwich Village, em Nova York, em 1971, até seu assassinato em 1980, em frente ao edifício Dakota.

A obra destaca a importância de Nova York para John Lennon e Yoko Ono. No dia em que Lennon completaria 70 anos, Lennon NYC foi exibido gratuitamente no Central Park. O documentário inclui entrevistas de Yoko Ono, membros da banda Elephant's Memory, Elton John, Dick Cavett e do fotógrafo Bob Gruen.

Edição da 'Rolling Stone' apresenta trechos inéditos de relato do cantor.
John atacou fãs e críticos que o recriminaram por ficar cinco anos afastado.

 
Yoko Ono e John Lennon em imagem de 1969, em Paris.Yoko e John em imagem de 1969, em Paris
(Foto: AFP)

A revista "Rolling Stone" publica na edição de dezembro trechos inéditos de uma entrevista com John Lennon, feita três dias antes de ele ser assassinado, há 30 anos.

A publicação americana informou que a conversa de nove horas com a jornalista Jonathan Cott foi a última entrevista do ex-beatle à mídia impressa. Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, em frente ao prédio onde morava, em Nova York.

A "Rolling Stone" estampou trechos da entrevista logo após a morte, mas só recentemente a repórter transcreveu integralmente as gravações feitas com John, após encontrá-las no fundo de um armário.

Na entrevista, Lennon ataca fãs e críticos que o recriminaram por passar cinco anos afastado da música. "O que eles querem são heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean. Não estou interessado em ser um maldito herói morto, então esqueçam, esqueçam."

Ele dizia também que cogitava voltar a fazer shows, mas os queria intimistas, "sem bombas de fumaça, sem batom, sem luzes piscando'. 'Somos roqueiros renascidos, e estamos 'starting over' (título de uma canção dele, que significa 'recomeçando'). (...). Haverá bastante tempo, certo? Bastante tempo."

Yoko Ono, viúva de Lennon, também colaborou com a edição da revista, que chega às bancas na sexta-feira trazendo um material especial sobre os 30 anos da morte de Lennon.

via G1

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