

Relançamentos
Ao mesmo tempo que sua morte completa 30 anos, John Lennon completaria 70 anos caso estivesse vivo, no último dia 9 de outubro. Para celebrar sua obra, uma série de lançamentos e relançamentos foi colocada no mercado.
Os oitos álbuns solo de John Lennon, lançados entre 1971 e 1984, foram remasterizados. Uma compilação intitulada Power to the people e versões de luxo de Gimme Some Truth (um box com quatro CDs) e de Double Fantasy (dois CDs) também foram lançadas.
Talvez o item mais valioso (e caro) dessa série de relançamentos seja a caixa Signature Box, com 11 CDs. Ela traz os oito álbuns de estúdio de John Lennon e dois CDs com raridades intitulados Lennon Home Demos. O pacote traz ainda um livro de 65 páginas com fotos e desenhos de Lennon.
Lançamentos
No que diz respeito a vida de John Lennon, foram lançados duas obras que prometem mostrar um pouco da trajetória do ex-Beatles para fãs saudosos e novos.
O longa O Garoto de Liverpool, dirigido por Sam Taylor-Wood e roteirizado por Matt Greenhalgh a partir de um livro de memória de Julia Baird (irmã de Lennon por parte de mãe), mostra a infância e juventude do ex-Beatle.
E por se tratar de um filme sobre John, ele quase não faz referências aos Beatles, tendo como seu auge a relação de Lennon com sua mãe, Julia Lennon, que morreu em 15 de julho de 1958, ao ser atropelada por um policial bêbado depois de uma visita ao filho.
O documentário Lennon NYC, que também foi lançado para celebrar a memória do ex-Beatle, mostra a vida de John Lennon desde sua mudança para Greenwich Village, em Nova York, em 1971, até seu assassinato em 1980, em frente ao edifício Dakota.
A obra destaca a importância de Nova York para John Lennon e Yoko Ono. No dia em que Lennon completaria 70 anos, Lennon NYC foi exibido gratuitamente no Central Park. O documentário inclui entrevistas de Yoko Ono, membros da banda Elephant's Memory, Elton John, Dick Cavett e do fotógrafo Bob Gruen.
Edição da 'Rolling Stone' apresenta trechos inéditos de relato do cantor.
John atacou fãs e críticos que o recriminaram por ficar cinco anos afastado.
Yoko e John em imagem de 1969, em Paris(Foto: AFP)
A revista "Rolling Stone" publica na edição de dezembro trechos inéditos de uma entrevista com John Lennon, feita três dias antes de ele ser assassinado, há 30 anos.
A publicação americana informou que a conversa de nove horas com a jornalista Jonathan Cott foi a última entrevista do ex-beatle à mídia impressa. Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, em frente ao prédio onde morava, em Nova York.
A "Rolling Stone" estampou trechos da entrevista logo após a morte, mas só recentemente a repórter transcreveu integralmente as gravações feitas com John, após encontrá-las no fundo de um armário.
Na entrevista, Lennon ataca fãs e críticos que o recriminaram por passar cinco anos afastado da música. "O que eles querem são heróis mortos, como Sid Vicious e James Dean. Não estou interessado em ser um maldito herói morto, então esqueçam, esqueçam."
Ele dizia também que cogitava voltar a fazer shows, mas os queria intimistas, "sem bombas de fumaça, sem batom, sem luzes piscando'. 'Somos roqueiros renascidos, e estamos 'starting over' (título de uma canção dele, que significa 'recomeçando'). (...). Haverá bastante tempo, certo? Bastante tempo."
Yoko Ono, viúva de Lennon, também colaborou com a edição da revista, que chega às bancas na sexta-feira trazendo um material especial sobre os 30 anos da morte de Lennon.
via G1








