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Ozzy é espirituoso e divertido, mas nunca fingiu as birutices que lhe deram famaFoto: www.tribecafilm.com / Divulgação
Ozzy arrancou a cabeça de pombas e morcegos. Ozzy urinou no Álamo. Ozzy tentou matar a própria mulher. Ozzy é considerado um milagre da ciência por estar vivo mesmo depois de consumir todo tipo de drogas e ingerir hectolitros de álcool por décadas a fio. Ozzy não se entende com controles remotos.
Tudo isso é verdade, mas há um outro lado, um outro Ozzy. Um Ozzy que o documentário God Bless Ozzy Osbourne tenta mostrar. E fracassa.
Recém-lançado no Brasil, o filme foi produzido pelo filho do cantor, Jack. Nos extras, o guri deixa claro que sua intenção foi mostrar que papai é mais do que o porra-louca dos tempos do Black Sabbath e carreira solo ou o palhaço sequelado do seriado de TV. Ozzy, quer nos convencer o jovem Osbourne, também é um ser humano normal, um cidadão trabalhador e pagador de imposto como qualquer outro e, sobretudo, um pai de família.
Para isso, chama amigos, familiares, parceiros e recorre a material de arquivo para montar um painel sobre a vida do Príncipe das Trevas fora dos palcos.
O problema é que, bom, Ozzy é Ozzy. Não é preciso ser um grande conhecedor de sua biografia para saber que ele nunca fingiu as birutices que lhe deram fama. Filho do miserável operariado inglês no pós-Guerra, ele nunca viu grandes problemas em ser um pai ausente, marido beligerante ou viver entorpecido 24 horas por dia, como o acusam o tempo todo.
— Fiz o que achei que tinha que fazer, que era arrumar um trabalho, ter uma família e encher a cara no pub. Todos faziam isso, então não entendo porque me enchem tanto o saco — afirma, sempre que pressionado pelos filhos (todos os cinco).
Mesmo episódios trágicos de sua vida, como as mortes do pai e do guitarrista e parceiro Randy Rhoads, a demissão do Sabbath, o fim do primeiro casamento, lembranças da juventude barra pesada, tudo acaba sendo motivo para alguma tirada sarcástica. Tipo quando o diretor pergunta o que Ozzy tinha em Birmingham, sua tétrica cidade natal, que ele não tem em Los Angeles, sua atual e ensolarada residência. Resposta: "Gonorreia". Ou quando o colocam para rever seus videoclipes dos anos 1980, e ele simplesmente se levanta e vai embora da sala, envergonhado.
Parece que quanto mais tentam provar que Ozzy é um sujeito comum, mais naturalmente divertido e espirituoso ele se revela — e mais chatas e pedantes se tornam as pessoas ao seu redor, especialmente a mulher e as filhas. Cada lembrança de doideira de Ozzy é pontuada pela esposa, Sharon, com comentários do tipo "ah, ele fazia isso por ter baixa autoestima, fazia aquilo para compensar a infância pobre, agia assim por ter sido vítima do sucesso ainda muito jovem".
Kelly, a filha mais velha, acusa o pai de a fazer passar vergonha ao guardar bebidas no forno quando ela decidiu assar um bolo para as amigas (!?). A outra, Aimee, só falta avançar no cinegrafista quando fala do passado do pai.
Ao final, dá pra entender porque o cara já acordava virando um vidro de boletas. E se solidarizar com ele.
Artista: Ozzy Ozbourne
Álbum: Singles Collection Vol. 3
Lançamento: 2011
Gênero: Rock
N° de Faixas: 14
Qualidade: 320 Kbps
Tamanho: 475 MB
Tracklist:
Álbum: Singles Collection Vol. 3
Lançamento: 2011
Gênero: Rock
N° de Faixas: 14
Qualidade: 320 Kbps
Tamanho: 475 MB
Tracklist:
01. Bombers (Can Open Bomb Bays) (with Bill Ward) – 4:23
02. Jack-s Land (with Bill Ward) – 4:42
03. -Nowhere To Run (Vapor Trail) (with Ol- Dirty Bastard, DMX, Crystal
04. Vertical Man (with Ringo Starr) – 4:43
05. This Means War! (Iron Man) (with Busta Rhymes, E.L.E) – 4:38
06. Who-s Fooling Who (with Tony Iommi) – 6:11
07. Stillborn (with Black Label Society) – 3:17
08. Masters Of War (with Mountain) – 4:39
09. Crucify The Dead (with Slash) – 4:06
10. Life Won-t Wait (Edit, LP version) – 3:31
11. AT&T – Ozzy Osbourne Interview (Bonus Track) – 0:50
12. I Just Want You (Live -96) (Bonus Track) – 4:05
13. Mama, I-m Coming Home (Live -96) (Bonus Track) – 4:28
14. Crazy Train (Live -96) (Bonus Track) – 5:32
02. Jack-s Land (with Bill Ward) – 4:42
03. -Nowhere To Run (Vapor Trail) (with Ol- Dirty Bastard, DMX, Crystal
04. Vertical Man (with Ringo Starr) – 4:43
05. This Means War! (Iron Man) (with Busta Rhymes, E.L.E) – 4:38
06. Who-s Fooling Who (with Tony Iommi) – 6:11
07. Stillborn (with Black Label Society) – 3:17
08. Masters Of War (with Mountain) – 4:39
09. Crucify The Dead (with Slash) – 4:06
10. Life Won-t Wait (Edit, LP version) – 3:31
11. AT&T – Ozzy Osbourne Interview (Bonus Track) – 0:50
12. I Just Want You (Live -96) (Bonus Track) – 4:05
13. Mama, I-m Coming Home (Live -96) (Bonus Track) – 4:28
14. Crazy Train (Live -96) (Bonus Track) – 5:32
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Documentário teve seu premiere no Festival de Tribeca. Veja o primeiro teaser
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Alguém tem dúvidas de que a vida de Ozzy Osbourne tem subsídios para um bom filme? Pois é, essa saga ímpar acaba de ganhar um documentário para endossar essa constatação. Os diretores, Mike Fleiss (que dirigiu um remake de O Massacre da Serra Elétrica) e Mike Piscitelli(da minissérie Generation Kill) ficaram dois anos na estrada com a lenda do rock, para só então apresentar ao mundo - God Bless Ozzy Osbourne, filme que conta toda a trajetória do Príncipe das Trevas, da infância, de seus pais, irmãs, mulheres, filhos, seus anos no Black Sabbath e consequentemente sua carreira solo.
O cantor que diz estar sóbrio há meia década, fala entre outras coisas, sobre sua luta com as drogas e o álcool. “Eu deveria ter morrido umas 100 vezes e nunca morri. Eu não me lembro da década de 80. Não existiu.”
O filme, que conta com produção de Jack Osbourne, um dos rebentos do astro, foi exibido apenas no festival canadense de Tribeca desse ano, e ainda não há data de lançamento para o circuito comercial.
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Veja o primeiro teaser!
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Uma pequena amostra você vê abaixo - Ozzy & Sharon (esposa do ídolo, que também é produtora executiva do projeto) falam sobre como uma pobre pomba sofreu nas mãos (e na boca) do vocalista. Sem legendas em português.
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