Claudia Leitte ousou mais uma vez no palco, com figurino transparente e coreografias sensuais. A cantora se apresentou na 38ª Exposição Agropecuária e Festa do Peão da cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo na noite desta sexta-feira, 15.
Ela rebolou, fez a dança da bundinha e até jogou água no público, lotando a arena do evento por mais de duas hoars e meia. A apresentação fez parte do “Claudia Leitte – Tour 2011”, a mesma que ela levará aos Estados Unidos no final de julho.
A banda americana de rock Red Hot Chili Peppers lançou nesta segunda-feira (18), em sua página do Facebook, a música "The adventures of rain dance Maggie". A faixa é a primeira de seu novo álbum, "I'm with you", a ser divulgada aos fãs.
O disco, décimo da banda, será lançado em 30 de agosto. Ele marca a estreia do guitarrista Josh Klinghoffer, que substituiu John Frusciante no ano passado. A capa foi desenhada pelo artista plástico Damien Hirst.
Criado em Los Angeles em 1983, o Red Hot logo se destacou na cena musical por misturar rock com elementos do funk tradicional.
A banda toca no Rock in Rio em 24 de setembro com Snow Patrol e Capital Inicial. O grupo também se apresenta em São Paulo, na Arena Anhembi, no dia 21 do mesmo mês.
O disco, décimo da banda, será lançado em 30 de agosto. Ele marca a estreia do guitarrista Josh Klinghoffer, que substituiu John Frusciante no ano passado. A capa foi desenhada pelo artista plástico Damien Hirst.
Criado em Los Angeles em 1983, o Red Hot logo se destacou na cena musical por misturar rock com elementos do funk tradicional.
A banda toca no Rock in Rio em 24 de setembro com Snow Patrol e Capital Inicial. O grupo também se apresenta em São Paulo, na Arena Anhembi, no dia 21 do mesmo mês.
Veja quais são as novas canções da banda:
1 - "Monarchy of roses"
2 - "Factory of faith"
3 - "Brendan’s death song"
4 - "Ethiopia"
5 - "Annie wants a baby"
6 - "Look around"
7 - "The adventures of rain dance Maggie"
8 - "Did I let you know"
9 - "Goodbye hooray"
10 - "Happiness loves company"
11 - "Police station"
12 - "Even you Brutus?"
13 - "Meet me at the corner"
14 - "Dance, dance, dance"
2 - "Factory of faith"
3 - "Brendan’s death song"
4 - "Ethiopia"
5 - "Annie wants a baby"
6 - "Look around"
7 - "The adventures of rain dance Maggie"
8 - "Did I let you know"
9 - "Goodbye hooray"
10 - "Happiness loves company"
11 - "Police station"
12 - "Even you Brutus?"
13 - "Meet me at the corner"
14 - "Dance, dance, dance"
O jeito de cantar, andar, o olhar e, sobretudo, a morenice típica brasileira entregam: ela é brasileira e está virando moda. O inusitado é o sucesso acontecer primeiro na Rússia, Ucrânia e países vizinhos. Gabriella é carioca, neta de baianos e mora há cinco anos em Moscou, onde casou e tem uma filha. Já cantou para dois presidentes – Lula e Dmitri Medvedev – e foi finalista de um dos mais populares concursos musicais da TV local, o "Novaya volna".
"Eu canto desde os sete anos, passei por várias bandas no Brasil, viajei por outros países e acabei parando aqui, há cinco anos", conta.
Esse ainda não era o fim da história. O contrato de Gabriella acabou logo em seguida, o que a obrigou a voltar para o Brasil. Em 2007, retornou à Rússia para fazer mais shows, e acabou conhecendo seu futuro marido, um russo. "Ficamos naquela, eu indo pra lá, ele vindo pra cá, Brasil, Rússia, mas há dois anos nos casamos, e foi quando eu realmente comecei a trabalhar, com trabalho de divulgação", explica.
Mas a grande virada aconteceu no meio de 2010, quando a brasileira participou do "Novaya Volna", que significa nova onda, um concurso de talentos no estilo "American idol", que privilegia países russófonos. Gabriella avançou até as finais e, com um estilo bem peculiar, acabou roubando a cena. (veja um vídeo dela se apresentando no programa)
O sucesso no show de calouros rendeu a Gabriella convites para tocar em praticamente todos os palcos de Moscou e fechou o ano com chave de ouro: um concerto de ano novo com o alto escalão da política russa, incluindo o presidente Dmitri Medvedev.
‘Nesse show, eu fiz um dueto com um grande cantor daqui, o Sergei Mazaev, cantamos uma música da Alcione, "Não deixe o samba morrer", eu fazia uma parte em português e ele, uma parte em russo", lembra a cantora, que acabou sendo incluída no ranking dos melhores artistas da Rússia de 2010. "Sou uma das tops daqui, acredita?", fala, entre risos.
Depois do show de ano novo, Gabriella ainda teve a chance de dançar com Medvedev. "Ele disse que gostou muito do jeito que eu cantei", revela. A performance de reveillon rendeu mais convites para outros shows para os figurões da política russa... e brasileira.
Em visita à Rússia em junho do ano passado para celebrar o acordo que aboliu a exigência de vistos para turistas entre os dois países, o presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva também teve a chance de conferir uma apresentação de Gabriella. "Ele ficou conversando comigo um tempão! Perguntou qual era minha cidade, o que eu estava fazendo ali, perguntou tanta coisa... Ele foi muito educado, gentil, foi inesquecível", diz.
Gabriella só desanima quando perguntada sobre o porquê de não ser conhecida no Brasil. "É sempre mais difícil vencer na sua casa, no seu país", justifica.
Mas seus planos são ambiciosos e ela parece estar decidida a conquistar não só a Rússia como também o Brasil e os Estados Unidos. Com forte apoio da gravadora, Gabriella foi buscar nos EUA Chris Powell, produtor que já trabalhou com Rihanna, Beyoncé e Paula Abdul, para preparar seu próximo single, "James Bond", cujo clipe teve o maior orçamento para um videoclipe da Rússia pós-crise – onde desfila figurinos caríssimos entre Porsches, Bentleys e Spykers – no melhor estilo hip-hop norte-americano.
Mas, enquanto a carreira parece estar bem encaminhada, com clipe, single, aparições em revistas como "Maxim", "Billboard", "Glamour" e afins, Gabriella agora pena para equilibrar as raízes verde-amarelas com a vida na Rússia. Ela ainda precisa de legendas durante as entrevistas em russo e seu português já parece sofrer os efeitos dos anos longe de casa.
"Vou ter que treinar, voltar a praticar, já que quero muito voltar a trabalhar no Brasil. Estou até esquecendo as palavras", brinca, sem medo da eventual concorrência de outros artistas brasileiros que possam pousar na Rússia. "Espero que apareçam mais, e que mostrem o talento que nós temos para todo o mundo."
Começou na madrugada desta segunda-feira (18) a venda oficial dos ingressos para os shows de Ringo Starr no Brasil.O ex-beatle e sua banda fazem uma turnê pelo Brasil em novembro que irá passar por cinco capitais. A pré-venda para clientes do Citibank, Credicard e Diners havia começado no dia último dia 11.
Em sua primeira visita ao país, o baterista vai tocar com sua All Starr Band nos dias 12 e 13 de novembro no Credicard Hall, em São Paulo, 15 de novembro no Citibank Hall, no Rio, 16 de novembro no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte, 18 de novembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, e se despede dos palcos brasileiros dia 20 do mesmo mês, no Chevrolet Hall de Recife.
As compras podem ser feitas no site Tickets for Fun. Os preços variam de R$ 65 a R$ 1.000, de acordo com o local e levando ingressos para idosos e estudantes. Para a apresentação de Recife, as vendas oficiais começam no dia 25.
O roqueiro Slash compôs uma canção para o próximo filme de animação da Disney, "Phineas And Ferb: The Movie – Across The 2nd Dimension". De acordo com o semanário britânico NME, o filme será lançado em 5 de agosto na televisão norte-americana e ganhará uma edição em DVD no dia 23 do mesmo mês. Além de contribuir com música composta para a animação, Slash aparecerá em forma de personagem animado nos vídeos de divulgação do longa.
Slash, que lançou seu primeiro LP solo em 2009, descreveu sua participação no filme como "muito rock 'n' roll, mesmo para um desenho animado". Ouça abaixo a canção:
Canção Que Mina É Essa já está nas rádios do gênero; saiba mais sobre o grupo
Divulgação
Filhos de Netinho de Paula se juntaram no grupo Os De Paula
Se depois de se envolver de corpo e alma com a política, Netinho de Paula ficou um pouco afastado das paradas musicais e das rodas de samba, seus filhos parecem ter herdado a veia para a batucada.
Desde o ano passado, quatro dos sete filhos do cantor se reuniram no grupo de pagode Os De Paula. Não demorou muito e Que Mina É Essa, a primeira música do conjunto, ganhou destaque nas rádios. A canção está há cerca de duas semanas entre as mais tocadas nas emissoras dedicadas ao gênero.
No entanto, engana-se quem pensa que esta fama toda só veio com o sobrenome. Quando a música começou a tocar, muita gente não sabia que os filhos do Negrão [apelido com o qual o próprio Netinho adora se chamar] tinham resolvido se juntar no mesmo grupo.
E, segundo o mais velho do Os de Paula, Levi, muitos ainda não sabem. Agora, com o lançamento do CD de estreia [previsto para daqui a um mês], ele acredita que essa associação vai ficar maior, e o sucesso, também.
- O nome ajuda muito, claro. Nosso pai criou uma carreira invejável que é motivo de orgulho para ele e muito mais para nós, filhos. O nome do grupo acaba também sendo uma associação a ele, e achamos ótimo que a lembrança aconteça.

Netinho dá força aos filhos, que resolveram montar grupo de pagode
O que também é inevitável são as comparações e as cobranças por conta do pai famoso. Levi diz que isso eles têm tirado de letra.
- A gente espera pelas críticas ao longo do caminho, pois ele é um ícone no nosso meio. Sabemos que as pessoas que trabalharam com ele e o público nos cobrarão muito. Mas a gente também se cobra bastante. Então, só será uma motivação a mais para tentarmos nos superar. Temos honra de ter ele como comparação.
Levi é o mais velho, com 23 anos. Ágatha, a única menina, é a mais nova com 17. Dudu e Vinícius têm 18 e 19 anos, respectivamente.
Tudo começou porque todo final de semana a casa de Netinho virava um grande boteco para acomodar as rodas de samba dos filhos e dos amigos.
Para o quarteto, mesmo com toda a desconfiança dos conflitos que um trabalho em família pode trazer, era questão de tempo para juntarem os talentos.
- Nosso grupo já estava meio que premeditado. Meu pai sempre teve esse sonho de nos ver tocar juntos. Ele sempre falou que queria que os outros vissem como nossa família é e o que só a gente via nos nossos pagodes. A gente sempre compôs em parceria e, mesmo cada um tendo seu grupo separado, quando estávamos juntos, o som rolava muito bem.
No primeiro álbum, o pai-coruja, claro, dá sua contribuição. Netinho e a prole cantam juntos na faixa Saudade dos Meus Pais, que fala justamente de família.
Segundo Levi, a canção homenageia a avó deles, que morreu antes que pudessem conhecê-la. Porém, além da participação, Netinho se limitou a alguns poucos pitacos. O cantor preferiu deixar os filhos à vontade para produzirem o CD sozinhos.
No entanto, Levi entrega que nem sempre o pai exigente conseguiu ficar longe desse processo de criação e dava opiniões para ‘não deixar o trabalho passar do ponto’.
- Ele é nosso fã número 1. Acompanha nosso show com todo o carinho. Mas no CD ele pediu e tentou não ajudar. Disse que já trabalhou muito pelos palcos e agora iria ficar em casa esperando a gente levar dinheiro para casa. [risos]
O quarteto resgatou algumas composições que estavam na gaveta e, desde o final do ano passado, dedicou-se pessoalmente ao trabalho de estreia. As faixas do CD vão todas na linha do sucesso Que Mina É Essa, falam de histórias adolescentes e retratam assuntos como o primeiro amor.
Agora que pegaram gosto pela parceria em família, os irmãos, que apostam na mistura elementos do samba de raiz com grooves de black e funk dos anos 70 e 80, marcam território nas batucadas de São Paulo.
Aos domingos, eles fixaram ponto no Favela da Vila, com direito a papai babão na plateia em praticamente todas as apresentações.
Os De Paula
Onde: Favela da Vila - rua Mourato Coelho, 1.272, esquina com a Rua Wisard, Vila Madalena - SP
Quando: domingos, a partir das 21h
Quanto: de R$ 10 a R$ 20
Informações: (0xx11) 2765-5181
Quando: domingos, a partir das 21h
Quanto: de R$ 10 a R$ 20
Informações: (0xx11) 2765-5181
Ouça Que Mina É Essa
fonte R7
Saiba como são as músicas do disco "A Sociedade do Espetáculo", previsto para setembro
Sai entre o final de agosto e o início de setembro o novo trabalho do grupo paulista O Teatro Mágico, batizado “A Sociedade do Espetáculo”. É apenas o terceiro disco em oito anos, mas o barulho que o grupo de Osasco costuma provocar entre seus fãs é inversamente proporcional às não muitas canções que lançou até hoje.

Foto: Divulgação
Fernando Anitelli, líder d'O Teatro Mágico: trupe continua independente, apesar do assédio das gravadoras
A devoção não se explica, tampouco, pela presença do grupo na chamada grande mídia. O Teatro Mágico nunca teve gravadora, não é convidado para programas de TV, não toca em rádios comerciais. Mistura música com circo e teatro e gosta de politizar suas canções e apresentações. Vendeu 350 mil cópias do primeiro álbum, “Entrada para Raros” (2003), de modo totalmente artesanal – o pai de Fernando Anitelli (o líder do grupo) produzia e vendia os discos nos shows, um a um.
“A Sociedade do Espetáculo” deve seguir esses mesmos padrões. Apesar de convites recebidos de várias gravadoras, segundo Fernando, até hoje não houve acordo. Razões não faltam, e vão além do fato de o grupo gostar de canções politicamente engajadas. Todos os trabalhos são liberados na internet para download, oficial e gratuitamente, sob licenças Creative Commons. A trupe não quer abrir mão da venda direta dos CDs por preços baixos, nem de editar suas próprias canções sem intermediação de companhias multinacionais.
Entre os temas do novo disco (que terá 16 canções e três vinhetas), contam-se menções simpáticas ao Movimento Sem-Terra, referências às revoltas populares no Oriente Médio, críticas à “heterointolerância branca” de nossa sociedade, canções suavemente feministas, e assim por diante.
Entre os temas do novo disco (que terá 16 canções e três vinhetas), contam-se menções simpáticas ao Movimento Sem-Terra, referências às revoltas populares no Oriente Médio, críticas à “heterointolerância branca” de nossa sociedade, canções suavemente feministas, e assim por diante.
O Teatro Mágico concedeu uma audição com exclusividade à reportagem, num dos últimos dias de gravação e mixagem no estúdio Oca – Casa de Som, em São Paulo. Seguem abaixo descrições das 16 faixas, com comentários de Fernando durante a audição.
“Além, Porém, Aqui” – “Termina com uma frase brega, ‘semear o amor’”, avisa Fernando Anitelli, temeroso dos próprios versos. “Mas é a primeira música do álbum, e fala da compreensão de um momento mais amadurecimento, de uma nova conduta. É uma coisa pra cima, pra frente.” O músico ressalta o verso “anuncia teu dissabor”, como o convite ao ouvinte para que exerça, com liberdade, seu próprio espírito crítico: pintar um mundo cor-de-rosa não é um dos propósitos d’O Teatro Mágico.
“Da Entrega...” – Os verbos no infinitivo, característicos de Anitelli, dominam a letra politicamente engajada: “apoderar-se de si”, “resistir”, “ser plural”, “repartir o acúmulo”... Em vez de ordenar ao rebanho que faça o que ele diz, o pregador prefere sugerir, com sutileza, um comportamento coletivo, colaborativo, compartilhado.
“Quermesse” – “Fiz 15 anos atrás, na mesma época do primeiro álbum, a gente nunca gravou. A letra é mais singela”, Fernando justifica o romantismo à moda antiga da canção. “Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você”, proclamam os versos amorosos.
“Amanhã... Será?” – A inspiração, aqui, são as recentes mobilizações populares em países do Oriente Médio, na Espanha e no Brasil. Os integrantes do Teatro Mágico costumam frequentar as marchas em São Paulo caracterizados, em contato direto e íntimo com a multidão. “Essa revolução, na verdade, é interior”, filosofa Fernando, que ao ouvir destaca a atuação de Galldino, figura-chave nos discos e shows do grupo, nos violinos. “Ele é meio cigano, um ermitão que mora na montanha do Embu, no meio do mato.”
“Transição” – “Esta hetero-intolerância branca te faz refém”, diz a canção pop que trata de temas de que canções pop em geral simulam não gostar. “Contaminam o chão família e tradição”, provoca o rock meio celta (segundo Fernando) que fala de “ter direito ao corpo” e à “terra-mãe que nos pariu”.
“O Outro Testamento” – O arranjo usa batida de funk carioca, opção assim explicada pelo coprodutor do disco e coautor da faixa, Daniel Santiago, músico do celebrado quinteto de Hamilton de Holanda: “Nasci em Brasília, mas morando no Rio durante nove anos aprendi a gostar do funk carioca. Morei perto de um morro, do meu banheiro dava pra ouvir na favela, quase todos os dias. O ritmo veio da capoeira, do maculelê, é totalmente brasileiro. Funk definitivamente é uma linguagem e uma manifestação cultural brasileira, veio pra ficar”.
“Além, Porém, Aqui” – “Termina com uma frase brega, ‘semear o amor’”, avisa Fernando Anitelli, temeroso dos próprios versos. “Mas é a primeira música do álbum, e fala da compreensão de um momento mais amadurecimento, de uma nova conduta. É uma coisa pra cima, pra frente.” O músico ressalta o verso “anuncia teu dissabor”, como o convite ao ouvinte para que exerça, com liberdade, seu próprio espírito crítico: pintar um mundo cor-de-rosa não é um dos propósitos d’O Teatro Mágico.
“Da Entrega...” – Os verbos no infinitivo, característicos de Anitelli, dominam a letra politicamente engajada: “apoderar-se de si”, “resistir”, “ser plural”, “repartir o acúmulo”... Em vez de ordenar ao rebanho que faça o que ele diz, o pregador prefere sugerir, com sutileza, um comportamento coletivo, colaborativo, compartilhado.
“Quermesse” – “Fiz 15 anos atrás, na mesma época do primeiro álbum, a gente nunca gravou. A letra é mais singela”, Fernando justifica o romantismo à moda antiga da canção. “Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você”, proclamam os versos amorosos.
“Amanhã... Será?” – A inspiração, aqui, são as recentes mobilizações populares em países do Oriente Médio, na Espanha e no Brasil. Os integrantes do Teatro Mágico costumam frequentar as marchas em São Paulo caracterizados, em contato direto e íntimo com a multidão. “Essa revolução, na verdade, é interior”, filosofa Fernando, que ao ouvir destaca a atuação de Galldino, figura-chave nos discos e shows do grupo, nos violinos. “Ele é meio cigano, um ermitão que mora na montanha do Embu, no meio do mato.”
“Transição” – “Esta hetero-intolerância branca te faz refém”, diz a canção pop que trata de temas de que canções pop em geral simulam não gostar. “Contaminam o chão família e tradição”, provoca o rock meio celta (segundo Fernando) que fala de “ter direito ao corpo” e à “terra-mãe que nos pariu”.
“O Outro Testamento” – O arranjo usa batida de funk carioca, opção assim explicada pelo coprodutor do disco e coautor da faixa, Daniel Santiago, músico do celebrado quinteto de Hamilton de Holanda: “Nasci em Brasília, mas morando no Rio durante nove anos aprendi a gostar do funk carioca. Morei perto de um morro, do meu banheiro dava pra ouvir na favela, quase todos os dias. O ritmo veio da capoeira, do maculelê, é totalmente brasileiro. Funk definitivamente é uma linguagem e uma manifestação cultural brasileira, veio pra ficar”.

Foto: Futura Press
Nas letras, grupo fala do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, direitos autorais e até feminismo
“Assim Que For” – A canção é inspirada em uma fã anã que virou amiga, depois moderadora de comunidades do Teatro Mágico em redes sociais, e morreu poucos meses atrás. “Milagres acontecem quando a gente vai à luta”, diz a letra ao final, tomando frase emprestada de Sérgio Vaz, poeta, ativista e criador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia).
“Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou” – Fernando explicita a origem: “Tentei escrever com teorias de crianças, inspirado numa reportagem sobre os Doutores da Alegria que meu pai me mostrou. Uma criança dizia que um palhaço é um homem todo pintado de piadas’, outra dizia que sonho era uma coisa que ela guardava dentro de um travesseiro. E os doutores diziam que não sabiam se eram médicos, atores, palhaços, ou se eles estavam sendo curados fazendo aquilo. Quem de fato sabe o que é?”.
“O Nosso Pequeno Castelo” – A levada é nordestina, e a voz em dueto é de Ivan Valente, que, como Galldino, tem registro de voz agudo, algo feminino.
“Folia no Meu Quarto” – Essa faixa contém a única voz feminina do CD, de Nô Stopa, filha do cantor e compositor Zé Geraldo. “Fiz com ela há uns dez anos, a gente brigou por causa dessa música, ‘você escreveu aquilo’, ‘não, só um pedaço’, ‘então você é falso’. Ficamos dois anos sem nos falar. Na verdade éramos apaixonados, ela namorava outro cara, eu namorava outra menina”, Fernando revela. O romance, diz, não se concretizou; a parceria, sim.
“Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou” – Fernando explicita a origem: “Tentei escrever com teorias de crianças, inspirado numa reportagem sobre os Doutores da Alegria que meu pai me mostrou. Uma criança dizia que um palhaço é um homem todo pintado de piadas’, outra dizia que sonho era uma coisa que ela guardava dentro de um travesseiro. E os doutores diziam que não sabiam se eram médicos, atores, palhaços, ou se eles estavam sendo curados fazendo aquilo. Quem de fato sabe o que é?”.
“O Nosso Pequeno Castelo” – A levada é nordestina, e a voz em dueto é de Ivan Valente, que, como Galldino, tem registro de voz agudo, algo feminino.
“Folia no Meu Quarto” – Essa faixa contém a única voz feminina do CD, de Nô Stopa, filha do cantor e compositor Zé Geraldo. “Fiz com ela há uns dez anos, a gente brigou por causa dessa música, ‘você escreveu aquilo’, ‘não, só um pedaço’, ‘então você é falso’. Ficamos dois anos sem nos falar. Na verdade éramos apaixonados, ela namorava outro cara, eu namorava outra menina”, Fernando revela. O romance, diz, não se concretizou; a parceria, sim.
“Terra” – “Pedro Munhoz é um trovador do Rio Grande do Sul, tem uma participação grande dentro do Movimento Sem-Terra”, Fernando explica mais uma canção de tom engajado em “A Sociedade do Espetáculo”. “Ser sem-terra, ser guerreiro/ com a missão de semear/ (...) a terra é de quem semear”, diz a letra, sob cativante melodia interiorana.
“Você Me Bagunça” – “Aprender você sem te prender comigo” é o que prega a letra de declaração de amor, mas também de aceitação da distância e do afastamento. “Escrevi cheio de saudade, chorando, para minha ex-namorada”, explica Fernando.
“Tática e Estratégia” – “Essa foi uma paixão latina que eu tive”, diz Fernando, afirmando que a inspiração vem do poeta uruguaio Mario Benedetti.
“O Que Se Perde Enquanto os Olhos Piscam”– Uma levada bem Beatles em 1967 introduz uma canção coletiva batizada pela amiga Belinha. “Fiz com o pessoal do Twitter, estava lá ao vivo e falei: ‘Gente, vamos fazer uma música agora? A ideia é listar objetos que a gente perde e não se dá conta’. Todo mundo começou a mandar coisa: guarda-chuva, documento, aliança, chaveiro, cadeado, óculos escuros, tampa de caneta... Simplesmente montei uma ordem de estrofes.” Entre objetos mais corriqueiros, começam a aparecer outros de inserção mais simbólica, “pronde vai o solo que não foi escrito?”, “pronde foi a coragem do meu coração?, “pronde vai a culpa da cópia?”, “pronde foi a versão original?”, os dois últimos relacionados com a visão combativa do Teatro Mágico sobre direito autoral, Creative Commons etc.
“Nas Margens de Mim” – Parceria e dueto com o músico carioca Leoni, foi criada via internet e telefone. “Eu tinha a música, ele trouxe a letra, Daniel inventou a harmonia do violão. Em termos de funcionalidade é perfeito”, diz Fernando, admitindo que é perceptível que cada voz foi gravada em ambiente diferente. “A gente foi fazendo, só que tinha elétrons entre a gente.”
“Fiz uma Canção pra Ela” – Parceria de Fernando com Galldino, é uma canção de amor com viés politizado: “Fiz uma canção pra ela/ na mais bela tradução de igualdade e autonomia/ ao teu corpo e coração”. “A mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo, quando se fala de aborto, de postura”, argumenta Fernando. “Se a menina usa roupa curta, tem culpa por ser estuprada?, peraí. É uma canção de amor à mulher, mas colocando ela como liberta, não como uma mulher que precisa ser protegida, carente, solitária, pobre, fraca, indefesa, santa, mãe. É amor, mas de igual pra igual”.
“Você Me Bagunça” – “Aprender você sem te prender comigo” é o que prega a letra de declaração de amor, mas também de aceitação da distância e do afastamento. “Escrevi cheio de saudade, chorando, para minha ex-namorada”, explica Fernando.
“Tática e Estratégia” – “Essa foi uma paixão latina que eu tive”, diz Fernando, afirmando que a inspiração vem do poeta uruguaio Mario Benedetti.
“O Que Se Perde Enquanto os Olhos Piscam”– Uma levada bem Beatles em 1967 introduz uma canção coletiva batizada pela amiga Belinha. “Fiz com o pessoal do Twitter, estava lá ao vivo e falei: ‘Gente, vamos fazer uma música agora? A ideia é listar objetos que a gente perde e não se dá conta’. Todo mundo começou a mandar coisa: guarda-chuva, documento, aliança, chaveiro, cadeado, óculos escuros, tampa de caneta... Simplesmente montei uma ordem de estrofes.” Entre objetos mais corriqueiros, começam a aparecer outros de inserção mais simbólica, “pronde vai o solo que não foi escrito?”, “pronde foi a coragem do meu coração?, “pronde vai a culpa da cópia?”, “pronde foi a versão original?”, os dois últimos relacionados com a visão combativa do Teatro Mágico sobre direito autoral, Creative Commons etc.
“Nas Margens de Mim” – Parceria e dueto com o músico carioca Leoni, foi criada via internet e telefone. “Eu tinha a música, ele trouxe a letra, Daniel inventou a harmonia do violão. Em termos de funcionalidade é perfeito”, diz Fernando, admitindo que é perceptível que cada voz foi gravada em ambiente diferente. “A gente foi fazendo, só que tinha elétrons entre a gente.”
“Fiz uma Canção pra Ela” – Parceria de Fernando com Galldino, é uma canção de amor com viés politizado: “Fiz uma canção pra ela/ na mais bela tradução de igualdade e autonomia/ ao teu corpo e coração”. “A mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo, quando se fala de aborto, de postura”, argumenta Fernando. “Se a menina usa roupa curta, tem culpa por ser estuprada?, peraí. É uma canção de amor à mulher, mas colocando ela como liberta, não como uma mulher que precisa ser protegida, carente, solitária, pobre, fraca, indefesa, santa, mãe. É amor, mas de igual pra igual”.
fonte último segundo
Shakira se apresenta em show gratuito em Mérida, México (16/7/11)
Mérida (México), 16 jul - A cantora colombiana Shakira encantou neste sábado com sua música e dança cerca de 150 mil pessoas que foram vê-la atuar em Mérida, sudeste do México, em um show no qual rendeu particular homenagem ao grupo americano Metallica, ao interpretar o sucesso "Nothing Else Matters".
A artista abarrotou o recinto conhecido como La Plancha da capital de Iucatã, onde viveu uma noite de entrega a um público que a aclamou durante quase duas horas.
Acompanhada do namorado, o jogador do Barcelona Gérard Piqué, a estrela do pop rock sul-americana chegou a Mérida à tarde e subiu ao palco logo após as 21h30 locais.
Depois interpretou um amplo repertório como "Pies descalzos", "Te dejo Madrid", "Hips don't lie", "La tortura", "Loba" y "Antes de las seis", entre outras músicas.
O show terminou após duas horas com a famosa "Waka Waka", que ficou popular durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
O toque original da noite foi quando Shakira interpretou junto a seus músicos "Nothing Else Matters", um dos grandes sucessos do grupo de heavy metal americano.
De novo se pôde ver o habitual jogo de quadris da colombiana, que desta vez interpretou junto a várias jovens mexicanas.
A noite transcorreu sem incidentes apesar das ameaças de boicote que um grupo de moradores da cidade fez inconformado com a falta de transparência com que a Prefeitura de Mérida organizou e manejou o espetáculo, um dos mais movimentados dos últimos anos.
A atuação foi vigiada por um amplo dispositivo de segurança no qual participaram Forças Federais, do Governo de Iucatã, e da cidade.
Nas horas anteriores ao show o ambiente que se respirou na cidade foi de absoluta tranquilidade, segundo pôde constatar a Agência Efe.
A Seleção Mexicana Sub-17 de futebol foi convidada para o espetáculo, pois há seis dias se proclamou campeã do mundo na capital mexicana.
A Prefeitura de Mérida contou com o apoio de patrocinadores privados que forneceram 24,5 milhões de pesos (cerca de US$ 2 milhões) para custear o show de Shakira.
Iucatã foi palco nos últimos anos de diversos grandes shows organizados pelo Governo estadual para fomentar o turismo, com figuras de renome internacional como Plácido Domingo e Elton John, com as pirâmides maias de Chichén Itzá como cenário.
Shakira, que tinha estado na noite anterior para um show em Cancún, no vizinho estado de Quintana Roo, dará um total de sete espetáculos em diversos palcos mexicanos até o dia 31 de julho.
Um evento grande como o das dimensões do desta noite não se realizava em Mérida desde a visita à cidade do papa João Paulo II em 11 de agosto de 1993, quando rezou uma missa para dezenas de milhares de fiéis.
A artista abarrotou o recinto conhecido como La Plancha da capital de Iucatã, onde viveu uma noite de entrega a um público que a aclamou durante quase duas horas.
Acompanhada do namorado, o jogador do Barcelona Gérard Piqué, a estrela do pop rock sul-americana chegou a Mérida à tarde e subiu ao palco logo após as 21h30 locais.
Depois interpretou um amplo repertório como "Pies descalzos", "Te dejo Madrid", "Hips don't lie", "La tortura", "Loba" y "Antes de las seis", entre outras músicas.
O show terminou após duas horas com a famosa "Waka Waka", que ficou popular durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
O toque original da noite foi quando Shakira interpretou junto a seus músicos "Nothing Else Matters", um dos grandes sucessos do grupo de heavy metal americano.
De novo se pôde ver o habitual jogo de quadris da colombiana, que desta vez interpretou junto a várias jovens mexicanas.
A noite transcorreu sem incidentes apesar das ameaças de boicote que um grupo de moradores da cidade fez inconformado com a falta de transparência com que a Prefeitura de Mérida organizou e manejou o espetáculo, um dos mais movimentados dos últimos anos.
A atuação foi vigiada por um amplo dispositivo de segurança no qual participaram Forças Federais, do Governo de Iucatã, e da cidade.
Nas horas anteriores ao show o ambiente que se respirou na cidade foi de absoluta tranquilidade, segundo pôde constatar a Agência Efe.
A Seleção Mexicana Sub-17 de futebol foi convidada para o espetáculo, pois há seis dias se proclamou campeã do mundo na capital mexicana.
A Prefeitura de Mérida contou com o apoio de patrocinadores privados que forneceram 24,5 milhões de pesos (cerca de US$ 2 milhões) para custear o show de Shakira.
Iucatã foi palco nos últimos anos de diversos grandes shows organizados pelo Governo estadual para fomentar o turismo, com figuras de renome internacional como Plácido Domingo e Elton John, com as pirâmides maias de Chichén Itzá como cenário.
Shakira, que tinha estado na noite anterior para um show em Cancún, no vizinho estado de Quintana Roo, dará um total de sete espetáculos em diversos palcos mexicanos até o dia 31 de julho.
Um evento grande como o das dimensões do desta noite não se realizava em Mérida desde a visita à cidade do papa João Paulo II em 11 de agosto de 1993, quando rezou uma missa para dezenas de milhares de fiéis.
fonte UOL












