Dia do Reggae

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Clube paulistano comemora o Dia do ReggaeImagem: Divulgação


 International Reggae Day. Assim é chamado o dia em que se celebra mundialmente, desde 1994, o gênero popularizado por Bob Marley. A data de comemorações é 1° de julho.

A Jamaica é pequenininha, mas seu coração é grande e já faz tempo que ela conquistou sua importância no mapa. Sua cultura nasceu do sincretismo, da mistura de povos, raças e cores. E foi desse mexe-mexe de aruaques, latinos, ingleses e africanos que surgiu o reggae.
O gênero, imortalizado na figura de Bob Marley, tem muitas influencias das músicas tradicionais africanas e caribenhas e também no blues americano, mas sua origem vem diretamente do ska e rocksteady que era produzido na pequena ilha na década de 60. 
O ska, que por sua vez veio do mento, tinha uma batida constante e nervosa, com uma guitarra tchaka tchaka no tempo fraco, mais uma pitada de riffs jazzísticos nos metais. E foi neste ritmo que os Skatalites fizeram a cabeça dos jovens jamaicanos.
Aos poucos, a batida frenética do ska foi ficando mais devagar e essa desaceleração do tempo deu origem ao rocksteady, que chegou falando sobre a realidade dos guetos, o amor, e pela primeira vez, colocou o rastafarianismo em pauta na música.
Música do rei
Foi aí que o reggae apareceu. Ainda mais lento que o rocksteady, o ritmo surgiu como uma síntese de tudo que estava sendo produzido na cultura jamaicana naquela época. E com ele vieram letras simples, que falavam do rastafarianismo, do cotidiano, do amor mas também tinham uma preocupação política.
Não se sabe ao certo da onde veio o nome reggae, alguns dizem que é uma onomatopéia do próprio ritmo, outros que era o nome de uma dança já conhecida na ilha, também há versões que afirmam que a palavra nasceu de um termo espanhol que significa “música do rei”. O termo, no entanto, ficou conhecido em 1968, depois que o grupo Toots & The Maytals gravou a música ‘Do The Reggay’. 
O estilo do reggae foi definido por Lee "Scratch" Perry, líder do The Uppsetters, que se libertou dos padrões e começou a usar o seu baixo oscilante para marcar o ritmo ao invés de apenas harmonizar as canções. E ele ganhou as paradas de sucesso da Europa, dos Estados Unidos e do resto do mundo, no início dos anos 70, na voz de Eric Clapton com a clássica ‘I Shot the Sherif’, do ícone Bob Marley.
Mas antes disso já havia se espalhado pela pequena ilha no mar do Caribe. Em 1963, Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailers fundaram a banda The Wailers, que mais tarde seria conhecida mundialmente por ter acompanhado a transformação do ska em reggae. Outros nomes que ajudaram a eternizar o reggae e levá-lo para todo o mundo foram Jimmy Cliff, Prince Buster, Desmond Dekker e Jackie Mittoo.
Na terra do samba 
O Brasil ouviu o reggae pela primeira vez nos fim dos anos 60, quando Jimmy Cliff veio se apresentar em um dos Festivais Internacionais da Canção. Mas foi Gilberto Gil o primeiro a experimentar o ritmo, no compacto ‘Não chores mais’, uma versão de ‘Woman No Cry’, de Marley, que chegou a se apresentar no país um tempo depois e prometeu que voltaria.
A música jamaicana já estava fazendo a cabeça dos jovens brasileiros, principalmente nas regiões do norte e nordeste, no Pará, Maranhão e na Bahia, e também no eixo Rio-São Paulo. Nesse meio tempo a notícia da morte de Bob Marley chegou e muitos consideraram aquele o fim do reggae.
E foi difícil convencer as gravadoras e os meios de comunicação do contrário, mas aos poucos, o ritmo foi deixando o underground e voltando ao mainstream, com o surgimento de novas bandas e programas de TV e rádio mais abertos ao tchaka tchaka da Jamaica.
Hoje em dia, o reggae tem o um público cativo no Brasil, que só vem crescendo. E para celebrar esse 3 de julho, nada melhor do que “emancipate yourselfs from mental slavery...”. Arrasa, Bob!
'Redemption Song' - Bob Marley


Posted by Paulo Studiow @ sexta-feira, 1 de julho de 2011 0 comments

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