Thiaguinho revela que é dependente da mãe e os dois fazem dueto juntos
O Brasil inteiro adora ouvir Thiaguinho cantar. Cara elegante, bom de
samba e afinado, é o filho que a dona Glória adora paparicar.
“Desde quando minha estava grávida de mim, minha mãe já era parceira,
porque a gravidez já foi meio conturbada. Os médicos falavam que eu não
iria conseguir nascer. E a gente já começou a lutar ali, e juntos já”,
conta o cantor Thiaguinho.
Veio Thiaguinho, um menino tranquilo, orgulha-se Glória Maria Barbosa:
“É um filho maravilhoso. Eu acho que se eu tivesse pedido mais um pouco,
não tinha vindo tão bom assim”.
Glória, desde menina, adora música. Chegou a cantar em festivais na
escola e no interior de São Paulo. Quando Thiaguinho tinha dez anos, a
dona Glória voltou a fazer parte do coral da igreja e sempre levava o
filho para os ensaios. Aí não teve jeito. A música invadiu a vida do
menino. E não demorou para Thiaguinho trocar os carrinhos de brinquedo
pelo violão.
“Faço tudo, de trocar pneu do carro, de levar o carro para consertar,
tudo que imaginar que tem que fazer, sou eu que faço”, diz a mãe do
cantor. “Eu sou um pouco dependente dela. Ainda tenho um caminho para
cortar o cordão umbilical”, afirma Thiaguinho.
![]() |
Gaby Amarantos diz que se espelhou na mãe: 'Ela andava toda enfeitada'
Ela é uma filha de ouro. Ficou conhecida como a Beyoncé do Pará. É brega, é diva, é pop. É Gaby Amarantos. A filha querida da dona Elza.
Gaby Amarantos sempre se espelhou não mãe, dona Elza, de 66 anos, que
trabalhava como costureira vendedora de cosméticos na periferia de
Belém.
“Ela era uma mulher que gostava muito de se enfeitar, de usar
maquiagem. Era meio que a minha inspiração. Ela usa uns saltos altos. Eu
falava: ‘Quando eu crescer, ser assim igual a minha mãe, toda enfeitada
também”, lembra a cantora.
“Quando ela começou a carreira dela, eu apoiei em tudo. O pai dela
falava: ‘Isso não vai dar certo. Essa menina não vai dar coisa boa,
não’. Eu sempre tive confiança nela”, comenta a mãe.
“Uma das lições que ela me ensinou foi faça o que tem que fazer e não ligue para o que as pessoas vão dizer”, conta Gaby.
“Uma das lições que ela me ensinou foi faça o que tem que fazer e não ligue para o que as pessoas vão dizer”, conta Gaby.
Essa relação tão carinhosa entra mãe e filha ganhou ainda mais vida com
a chegada de um pequeno integrante da família Amarantos: o Davi, de
três anos, filho da Gaby. Dona Elta diz que agora tem dois corações:
“Coração de mãe e coração de avó”.
Rogério Flausino cansou de ser achincalhado. Em entrevista,
o mais novo quarentão do pop rock brasileiro não economizou nos
palavrões, nos desabafos e repassou os 15 anos de hits e mágoas do Jota
Quest. Após sete CDs, três DVDs e 4,5 milhões de cópias vendidas, o
quinteto lança "Folia e caos". O novo disco tem duas horas de música e
convidados como Maria Gadú, Nando Reis, Erasmo Carlos e Humberto
Gessinger (ex-Engenheiros do Hawaii), que mandou uma letra inédita por
SMS para Flausino.
Como foi a parceria com o Humberto Gessinger?
Rogério Flausino – O Humberto foi um dos nossos convidados em Porto Alegre. Batemos um papo ótimo, nunca tínhamos conversado antes. Ele é um cara muito perspicaz. Falamos muito da vida. Eu disse que era fã e pedi uma letra. Falei que ele deveria ter algo guardado, sei lá. No dia seguinte, acordei cedinho. Liguei o telefone e ele tinha mandado uma letra por SMS. Peguei o violão e "pá-pum": saiu "Tudo está parado". Das quatro novas, essa é que eu mais gosto.
Rogério Flausino – O Humberto foi um dos nossos convidados em Porto Alegre. Batemos um papo ótimo, nunca tínhamos conversado antes. Ele é um cara muito perspicaz. Falamos muito da vida. Eu disse que era fã e pedi uma letra. Falei que ele deveria ter algo guardado, sei lá. No dia seguinte, acordei cedinho. Liguei o telefone e ele tinha mandado uma letra por SMS. Peguei o violão e "pá-pum": saiu "Tudo está parado". Das quatro novas, essa é que eu mais gosto.
Por que ‘Folia e caos’ como nome do disco?
Rogério Flausino – "Vivendo de folia e caos" é a primeira frase da música "Na Moral". "Folia e caos" é porque foi uma zona, um carnaval. A comemoração foi boa porque nos proporcionou uma descontração que há muito tempo a gente não sentia. Estava pragmático, careta, paradão. Estava um momento estranho na música, sem clima para gravar um disco de inéditas.
Rogério Flausino – "Vivendo de folia e caos" é a primeira frase da música "Na Moral". "Folia e caos" é porque foi uma zona, um carnaval. A comemoração foi boa porque nos proporcionou uma descontração que há muito tempo a gente não sentia. Estava pragmático, careta, paradão. Estava um momento estranho na música, sem clima para gravar um disco de inéditas.
Qual 'momento estranho'?
Rogério Flausino – Quando a venda do CD diminuiu 80%, foi grotesco, um golpe duro no pop rock e na MPB. Eles dependem do investimento das grandes companhias para sobreviver. As bandas da década de 80 mudaram a cabeça da geração. Depois veio a década de 90, fizemos parte daquilo. Todo mundo trabalhou para caramba. Havia um investimento e quem soube aproveitar chegou até aqui. Nos anos 2000, tivemos a Pitty, Los Hermanos. Se comparar em números, agora é muito pequeno. Há bandas caminhando no underground, mas tudo na periferia da coisa. Existe público, mas sem investimento. As bandas ainda não ganharam o grande público.
Rogério Flausino – Quando a venda do CD diminuiu 80%, foi grotesco, um golpe duro no pop rock e na MPB. Eles dependem do investimento das grandes companhias para sobreviver. As bandas da década de 80 mudaram a cabeça da geração. Depois veio a década de 90, fizemos parte daquilo. Todo mundo trabalhou para caramba. Havia um investimento e quem soube aproveitar chegou até aqui. Nos anos 2000, tivemos a Pitty, Los Hermanos. Se comparar em números, agora é muito pequeno. Há bandas caminhando no underground, mas tudo na periferia da coisa. Existe público, mas sem investimento. As bandas ainda não ganharam o grande público.
Por isso que bandas novas de rock não conseguiram o sucesso da sua geração?
Rogério Flausino – Isso é uma merda. Começamos a nos sentir oprimidos, o segmento está oprimido. Os outros estilos no Brasil conseguiram se organizar, e a coisa é cavalar. Gravar o quê e por quê? Rola uma pressão. Pressão é o c..., não pode acontecer isso. A gente preferiu se divertir. Foi difícil aceitar que isso é coisa legal. Muita gente falou que banda debutar era coisa baranga, que fazer aniversário de 15 anos era brega. Mas foi tudo muito legal.
Rogério Flausino – Isso é uma merda. Começamos a nos sentir oprimidos, o segmento está oprimido. Os outros estilos no Brasil conseguiram se organizar, e a coisa é cavalar. Gravar o quê e por quê? Rola uma pressão. Pressão é o c..., não pode acontecer isso. A gente preferiu se divertir. Foi difícil aceitar que isso é coisa legal. Muita gente falou que banda debutar era coisa baranga, que fazer aniversário de 15 anos era brega. Mas foi tudo muito legal.
No texto sobre o disco, você cita [o filósofo] Nietzsche. Você lê bastante?
Rogério Flausino – O Nietzsche é muito doido. O Márcio [tecladista] lê muito mais. Não sou um super fã, mas já li algumas coisas. Eu comprei uma biografia nova dele, há 15 dias. Agora vou ler. Já comecei duas vezes, mas vou lendo e o cara é muito doido, cita vários malucos. Eu começo a ficar maluco. Eu tenho medo dele.
Rogério Flausino – O Nietzsche é muito doido. O Márcio [tecladista] lê muito mais. Não sou um super fã, mas já li algumas coisas. Eu comprei uma biografia nova dele, há 15 dias. Agora vou ler. Já comecei duas vezes, mas vou lendo e o cara é muito doido, cita vários malucos. Eu começo a ficar maluco. Eu tenho medo dele.
O que você fazia quando tinha 25, no começo da banda, e não faz mais hoje de jeito nenhum, aos 40 anos?
Rogério Flausino – O meu espírito continua o mesmo. Antes, virava muito a noite. Estou sentindo o peso da idade, não consigo quebrar tudo toda noite. Desde que minha filha nasceu há cinco anos eu abandonei um pouco as baladas, festas. Eu hoje dedico os momentos vagos para a minha filha. Ela é minha válvula de escape. Por causa dela estou no caminho do bem. Eu tinha uma ingenuidade, uma certa irresponsabilidade. Ainda não tinha tomado os chutes da vida. Quando você é jovem, você é mais autêntico. Você não pensa no que vão dizer. Você vai ficando velho e começa a dar ouvido a quem você não deveria dar. Já chegamos até aqui, agora quero me divertir. Não preciso mais pedir licença para os outros. A vida é curta para ficar nessa de “achomêtro”. Quero me entregar à vida.
Rogério Flausino – O meu espírito continua o mesmo. Antes, virava muito a noite. Estou sentindo o peso da idade, não consigo quebrar tudo toda noite. Desde que minha filha nasceu há cinco anos eu abandonei um pouco as baladas, festas. Eu hoje dedico os momentos vagos para a minha filha. Ela é minha válvula de escape. Por causa dela estou no caminho do bem. Eu tinha uma ingenuidade, uma certa irresponsabilidade. Ainda não tinha tomado os chutes da vida. Quando você é jovem, você é mais autêntico. Você não pensa no que vão dizer. Você vai ficando velho e começa a dar ouvido a quem você não deveria dar. Já chegamos até aqui, agora quero me divertir. Não preciso mais pedir licença para os outros. A vida é curta para ficar nessa de “achomêtro”. Quero me entregar à vida.
Você costuma ler críticas sobre a banda, alguma já te deixou magoado?
Rogério Flausino – Eu lido bem. No começo, a gente foi ingênuo. Não sabia que existiam regras. Quem constrói a história é quem está com o martelo na mão. Somos o que somos. Todo mundo está careca de saber quem a gente é. Sabem das nossas limitações e pontos positivos. Sou a favor de debatermos. Sou um cara bastante construtivo. Quero ajudar a nova geração a ganhar o grande público. Contem comigo. Não importa se gostam da nossa música, quero que gostem de mim: tenho muito a acrescentar. Não vamos convencer mais ninguém de que somos legais. Tenho 40 anos de idade, 15 anos de banda. Vamos continuar enchendo os lugares. Não estou comprando briga. Esqueçam um pouco isso, vamos elevar um pouco o nível...
Rogério Flausino – Eu lido bem. No começo, a gente foi ingênuo. Não sabia que existiam regras. Quem constrói a história é quem está com o martelo na mão. Somos o que somos. Todo mundo está careca de saber quem a gente é. Sabem das nossas limitações e pontos positivos. Sou a favor de debatermos. Sou um cara bastante construtivo. Quero ajudar a nova geração a ganhar o grande público. Contem comigo. Não importa se gostam da nossa música, quero que gostem de mim: tenho muito a acrescentar. Não vamos convencer mais ninguém de que somos legais. Tenho 40 anos de idade, 15 anos de banda. Vamos continuar enchendo os lugares. Não estou comprando briga. Esqueçam um pouco isso, vamos elevar um pouco o nível...
Ao reler entrevistas da banda nos lançamentos de discos anteriores, parece que existe um discurso de vocês que separa o Jota Quest pop do Jota Quest mais voltado para a black music, aquele som do começo de carreira. Existe isso?
Rogério Flausino – Entre nós, existe um caos. Todos adoramos o funk, o black, o rock, a música eletrônica moderna.... Muitos momentos a gente se trai... Existe só um Jota Quest e ele é assim. Ele é pop. Todo mundo está louco para fazer pop no Brasil. Mas nem todos querem o sucesso. Existe meia dúzia de emburrados que dizem que não querem. Não existe nada pior do que ouvir um grupo em que as melodias são as mesmas. O cara não consegue costurar uma sequência de acordes. Qual a diferença de um rap bom e de um ruim? O bom consegue ir além da retórica, tem uma divisão assoviável! É a coisa do flow. Temos que fazer canções!
Rogério Flausino – Entre nós, existe um caos. Todos adoramos o funk, o black, o rock, a música eletrônica moderna.... Muitos momentos a gente se trai... Existe só um Jota Quest e ele é assim. Ele é pop. Todo mundo está louco para fazer pop no Brasil. Mas nem todos querem o sucesso. Existe meia dúzia de emburrados que dizem que não querem. Não existe nada pior do que ouvir um grupo em que as melodias são as mesmas. O cara não consegue costurar uma sequência de acordes. Qual a diferença de um rap bom e de um ruim? O bom consegue ir além da retórica, tem uma divisão assoviável! É a coisa do flow. Temos que fazer canções!
Várias bandas já fizeram propaganda: Skank de chinelo, Capital
Inicial de cursinho de inglês, Seu Jorge de cachaça... Mas ninguém nunca
foi tão achincalhado como vocês, por causa da Fanta Laranja. Vocês se
arrependeram?
Rogério Flausino – Eu poderia falar que é dor de cotovelo. Ganhamos uma puta grana na época. E era tabu fazer comercial. Mutantes fez para os postos Shell e ninguém falou nada. Nos anos 70 e 80, todos fizeram grandes contratos. O convite da Fanta foi sensacional. Por causa daquilo sempre tivemos patrocínio nos anos seguintes. A banda fica mais sólida e canta sobre o que acha justo. Naquele momento, o Jota Quest estava muito bombado, tínhamos vendido um milhão de cópias, estávamos superexpostos, o negócio foi ficando meio "over". "Fácil" e "O vento" tocaram muito. Quando saiu o comercial da Fanta, juntou a fome com a vontade de comer. A galera falou: "nossa, vamos arregaçar esses moleques". Juntaram seis caboclinhos em um restaurante para combinar. E aí nos detonaram [em reportagens na imprensa]. Foi um processo de achincalhamento geral.
Rogério Flausino – Eu poderia falar que é dor de cotovelo. Ganhamos uma puta grana na época. E era tabu fazer comercial. Mutantes fez para os postos Shell e ninguém falou nada. Nos anos 70 e 80, todos fizeram grandes contratos. O convite da Fanta foi sensacional. Por causa daquilo sempre tivemos patrocínio nos anos seguintes. A banda fica mais sólida e canta sobre o que acha justo. Naquele momento, o Jota Quest estava muito bombado, tínhamos vendido um milhão de cópias, estávamos superexpostos, o negócio foi ficando meio "over". "Fácil" e "O vento" tocaram muito. Quando saiu o comercial da Fanta, juntou a fome com a vontade de comer. A galera falou: "nossa, vamos arregaçar esses moleques". Juntaram seis caboclinhos em um restaurante para combinar. E aí nos detonaram [em reportagens na imprensa]. Foi um processo de achincalhamento geral.
Do que você não aceitaria fazer propaganda?
Rogério Flausino – Ah, se fosse de uma cervejinha, faria. Eu não faria de cigarro e nem sei se pode. Não faria propaganda de macarrão, de extrato de tomate. Tem que ver para não ficar uma coisa forçada. Tem que ser legal, divertida, positiva.
Rogério Flausino – Ah, se fosse de uma cervejinha, faria. Eu não faria de cigarro e nem sei se pode. Não faria propaganda de macarrão, de extrato de tomate. Tem que ver para não ficar uma coisa forçada. Tem que ser legal, divertida, positiva.
Com um público total de 300 mil pessoas, somando as atrações dos três dias nos quatro palcos montados no Rio de Janeiro,
a quarta edição do Viradão Carioca, que terminou neste domingo (6),
bateu recorde, de acordo com a Riotur, que promove o evento em parceira
com a Globo Rio.
Foram mais de 60 atrações culturais, todas gratuitas, espalhadas em
palcos na Praia do Arpoador e no quiosque em Copacabana, ambos na Zona
Sul da cidade; na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte; e em Bangu, na
Zona Oeste do Rio.
O público infantil não ficou de fora. Nesta manhã, cerca de 20 mil crianças tomaram conta da Quinta da Boa Vista,
para ver o show do fenômeno Galinha Pintadinha, o espetáculo de teatro
de bonecos O Carnaval dos Animais e a trupe do Palhaço Topetão.
“Fizemos o melhor Viradão Carioca da história com atrações para todos
os gostos. Foi ótimo ver um público tão diverso lotando os palcos,
ocupando as ruas e curtindo a festa”, disse o secretário de Turismo e
presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.
No sábado (5), o mesmo local recebeu um público completamente
diferente, que curtiu as bandas de heavy metal Rancore, Korzus e
Sepultura. Segundo a Riotur, 30 mil pessoas, a maioria vestida de preto,
bateram cabeça na noite dedicada ao som mais pesado do festival.
Já o palco montado na Praça das Juras, em Bangu, foi mais eclético: teve do pop rock de Lulu Santos e do tremendão Erasmo Carlos, que comemorava 50 anos de carreira, ao funk dos Hawaianos e ao kuduro da cantora angolana Titica. A mistura agradou e 40 mil pessoas prestigiaram a festa.
No Arpoador, Rogê e Mulheres de Chico criaram o clima para cinco mil
pessoas curtirem a chegada do Kid Abelha, que comemorou 30 anos de
carreira ao som de antigos sucessos da banda.
Neste domingo, os três palcos tiveram intensa movimentação desde cedo.
Todos transmitiram a final do Campeonato Carioca entre Fluminense e
Botafogo antes do início da programação musical. No palco do Arpoador, o
Viradão foi encerrado em grande estilo por Thais Gulin, Pedro Luís e
Lulu Santos. Na Quinta, a programação foi voltada para adolescentes e
românticos, com shows de Fiuk, Naldo, Ana Carolina, Gusttavo Lima e Jammil.
Já o palco de Bangu rendeu-se ao rock das bandas Volk, Dead Fish, Detonautas e Cidade Negra.
Na sexta-feira, o dia de abertura, estima-se que cinco mil pessoas
estiveram no Arpoador para o tributo ao Clube da Esquina e ao show do
Baia, enquanto mais de 20 mil prestigiaram Luan Santana na Quinta da Boa Vista, que teve abertura feita pela Batalha do Passinho. Outras 35 mil pessoas curtiram a festa comandada por Arlindo Cruz, Monobloco e MV Bill em Bangu.
Buchecha
quer ressuscitar o funk melody. Na verdade, para ele, o funk nunca
morreu. Prova disso é a boa fase do cantor, que está com um novo hit,
“Hot Dog”, na novela "Avenida Brasil", e um DVD em homenagem aos seus 15 anos de carreira prestes a ser lançado.
“Quero mostrar que o funk melody não está morto. As músicas que fazem
apologia ao sexo e às drogas acabam afastando as pessoas, prejudicam a
imagem do funk melody. Mas, hoje, felizmente, não só a comunidade ouve o
estilo, eu faço show até no Copacabana Palace”, diz Buchecha
Depois de mais de dez anos sem ter música
em trilha de novela – a última foi “Xereta”, junto com Claudinho (que
morreu em acidente de carro em 2002) - , o cantor agora anima os bailes
charme do Divino Futebol Clube na trama das nove.
Mas Buchecha, que começou a carreira cantando o “Rap do Salgueiro” no
Clube Mauá de São Gonçalo, garante que não virou “charmeiro”. “A música,
na verdade, não tem tanto a ver com o charme, mas é dançante e combina
com o baile na novela”, explica.
Por incrível que pareça, o DVD dos 15 anos de carreira de Buchecha não foi gravado em São Gonçalo, no Rio. “Minha ideia inicial era essa, pois foi no Clube Mauá onde tudo começou. Mas não conseguimos conciliar as datas”. O disco acabou gravado durante um show em Porto Alegre. E gaúchos gostam de funk, por acaso? Segundo Buchecha, eles adoram: “Para você ter uma ideia, lá o MC Marcinho é rei”.
O DVD teve as participações especiais de Jorge Vercilo e Belo. O
primeiro cantou “Andar, andar”, música composta por ele mesmo há anos
para a dupla Claudinho e Buchecha. “Mas na época ele ficou com vergonha
de mostrar. O Vercilo é meu ídolo, foi uma grata surpresa essa música”,
conta Buchecha, que também elogia a presença de Belo. “O que eu posso
dizer do Belo? Ele é o cara mais romântico do pagode. Quando entrou no
palco, a mulherada gritou” (risos).
O momento mais emocionante do show, no entanto, segundo Buchecha, é
quando ele faz uma homenagem a Claudinho. “Eu canto a música ‘Saudade’, e
uma imagem do Claudinho aparece no telão. Eu ainda me emociono. A dor
da perda a gente até já consegue administrar, mas a dor da saudade não
vai embora nunca”, diz.
Três perdas consecutivas
Além da morte do amigo e parceiro Claudinho, Buchecha teve outras duas
grandes perdas nos últimos dez anos. Três anos depois do acidente de
carro fatal, o cantor perdeu a avó para o câncer. “Foi uma morte chorada
por meses, anos. Ela era a matriarca da família.”
Em 2010, mais um baque: seu pai, Claudino de Souza Filho, foi
assassinado após uma discussão por causa de dez reais. “É difícil
aceitar uma morte por um motivo tão banal”, diz Buchecha, com a voz
embargada.
Mas, apesar das tragédias, Buchecha conseguiu superar e está seguindo
adiante. “A gente não pode se abater, tem que segurar na mão de Deus”,
afirma o cantor.
O cantor sertanejo José Perez, mais conhecido como Tinoco, morreu na
madrugada desta sexta-feira (4) no Hospital Municipal Ignácio de Proença
de Gouvêa, na Mooca, Zona Leste de São Paulo.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele deu entrada no hospital na
noite desta quinta (3) com insuficiência respiratória e morreu à 1h42.
Tinoco tinha 91 anos.
Ainda de acordo com a secretaria, Tinoco foi levado para uma sala de
emergência assim que chegou ao hospital e, em seguida, foi transferido
para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundos os médicos, ele não
resistiu à segunda parada respiratório que sofreu.
Tinoco nasceu em Pratânia, no interior de São Paulo. Com o irmão João
Salvador Perez, o Tonico, formou a dupla Tonico e Tinoco, uma das mais
importantes da história da música brasileira. Eles realizaram quase mil
gravações ao longo de sua trajetória musical, que começou em 1935, e
venderam mais de 150 milhões de cópias de seus 83 discos. A dupla acabou
em 1994 com a morte de Tonico no dia 13 de agosto. Juntos, os dois
realizaram cerca de 40 mil apresentações em toda a carreira. "Tristeza
de Jeca", "O menino da porteira", "Chico mineiro" e "Moreninha linda"
estão entre os maiores sucessos de Tonico e Tinoco.
Em 2010, Tinoco foi homenageado por Roberto Carlos durante a gravação
do especial "Emoções sertanejas". Na ocasião, Tinoco completava 90 anos e
75 de carreira e, no palco, ao receber uma placa das mãos de Roberto
Carlos e Chitãozinho e Xororó, afirmou que aquela era a saudação mais
importante que havia ganhado por sua trajetória até então. "É a maior
pelo valor humano. Sabe o que é o valor humano? É a coisa mais linda que
nós temos", disse.
Aberto ao público, o velório deve começar a partir das 10h no Cemitério
da Quarta Parada, no Belém, Zona Leste. O enterro está programado para
às 17h no Cemitério da Vila Alpina, também na Zona Leste.
Madonna divulgou fotos do palco da turnê baseada no disco “MDNA”, que chega ao Brasil
em dezembro. A cantora fará shows no Rio de Janeiro (1/12), São Paulo
(4/12) e Porto Alegre (9/12). Madonna postou as imagens em sua página no
Facebook: “Primeiro dia dos ensaios de produção”, escreveu ela nesta
terça-feira, 1º.
Foi anunciada nesta quarta-feira (2) a vinda da boy band New Kids On The
Block ao Brasil. O grupo se apresenta no dia 17 de junho, no HSBC
Brasil. Ainda não há informações sobre ingressos.
A turnê de reencontro da banda começou no Canadá em setembro de 2008. O
NKOTB já vendeu mais de 80 milhões de discos e gravou hits como ”Be My
Girl”, “Please, Don´t Go Girl”, “Hangin’ Tough, “Step by Step”, “I’ll Be
Loving You (Forever)” e “Baby, I Believe In You”.
Quem não passou a década de 80 cantando “não está sendo fáááááácil”
junto com Kátia? A cantora, que foi apadrinhada por Roberto Carlos (o
cantor é amigo de infância do pai dela), emplacou sucessos como
“Qualquer jeito” e “Lembranças” e chegou a vender um milhão de discos,
decidiu dar uma freada na carreira em meados dos anos 1990, mas agora
voltou a fazer shows, principalmente pelo Norte e Nordeste do país.
“Parei por iniciativa própria, para me dedicar a projetos para
deficientes visuais. No início, continuei cantando, mas com o tempo vi
que os projetos precisavam de mais dedicação”, conta ela, que neste
período também se formou em radialismo. “Nunca me afastei da mídia, a
mídia é que se afastou de mim. Mas também não tenho esse negócio de
mágoa."
Há quase 20 anos Kátia divulga e é a voz de programas de computadores
para deficientes visuais. “Me apaixonei pela causa, nada como sentir na
pele as necessidades. Antes não havia nada parecido desenvolvido no
Brasil”, comenta. Com o programa, que transforma em áudio tudo que está
no computador, Kátia passou a ficar boa parte do dia navegando na
internet. Consulta notícias, troca emails com amigos e usa o Twitter.
Também tem o hábito de comprar livros e escaneá-los, para que o
computador os “leia” para ela.
Para sair à rua, tem a ajuda de Lurdinha, sua acompanhante há mais de
10 anos. Já teve um cão-guia, a cachorra Ene, até que ela morreu. “Não
tenho problema em sair só, mas é mais fácil com alguém ao lado”,
justifica Kátia, que mora em apartamento próprio no bairro do Grajaú, na
Zona Norte do Rio.
A cegueira da cantora aconteceu após complicações no parto. Ela nasceu
no sexto mês de gestação e pesando apenas um quilo. “Minha primeira luta
foi para viver”, conta. Até os 16 anos, ainda conseguia ver raios de
luz. “Conheci o sol, mas hoje é só a escuridão”, conta. ”Mas não sinto
falta porque não perdi a visão, já nasci sem ela. Sou muito
bem-resolvida com a minha realidade. Vejo tudo por dentro”, comenta.
“Aprendi a levar a vida numa boa, como a minha família me ensinou. Nunca
houve lamentação lá em casa, mas sim muita força de vontade”, diz a
cantora, que só não gosta quando a chamam de Kátia Cega. “Se referir a
uma pessoa pela sua deficiência é de muito mau gosto. Mas o problema é
de quem fala, não é meu. Não me sinto ofendida por ser cega.”
Amizade com Roberto Carlos
Vaidosa, Kátia não revela a idade por nada. “Sou mais velha que ontem e mais nova que amanhã. O espírito não envelhece”, desconversa. Para posar para o EGO em um shopping do Rio, fez escova nos cabelos, pintou as unhas e, como sempre, manteve os óculos escuros. “Tenho uma coleção, mais de 50 pares”, conta Kátia, que escolhe as próprias roupas. “Passo a mão, sinto, pergunto a cor. Sou exigente.”
Dos tempos de sucesso, quando frequentava programas de auditório e
tinha as músicas tocadas nas rádios, ela diz que não sente falta. “Não
sinto nostalgia”, garante. Kátia acha que deixou de ser assunto porque
não lançou mais discos, o que pretende fazer em breve. “Estar no rádio e
na TV é consequência de um novo trabalho. Se eu lançar um CD, isso pode
voltar a acontecer. Já tenho algumas ideias”, acredita ela, que
atualmente curte o trabalho de Jorge Vercilo, Ana Carolina e Belo. "Mas
as obras de hoje não ficam para o futuro, como acontecia com as canções
dos anos 80."
O que mantém desde aquela época é a amizade com Roberto Carlos. “Ele é
meu leme, meu conselheiro”, diz. Kátia nega ter ido além da amizade com o
Rei. “É uma viagem quem insinua qualquer coisa. Nunca teve nem essa
história de amor platônico. Conheço o Roberto Carlos desde que eu tinha
quatro anos de idade. Cresci amando o trabalho dele e devo toda minha
carreira a ele.”
"Balada (Tchê tcherere tchê tchê)", música gravada pelo sertanejo
Gusttavo Lima, está bem cotada entre as músicas mais baixadas no iTunes
na Europa.
Em parada divulgada no sábado (28), o cantor aparece em primeiro lugar
na Bélgica; na terceira posição em Luxemburgo; e em sexto lugar na
Suíça. O bom desempenho lembra o começo do sucesso internacional de "Ai
se eu te pego", de Michel Teló.
Em entrevista
em novembro do ano passado, Gusttavo disse que não gostava de "Tchê
tcherere tchê tchê" e teve que ser convencido para gravar a música.
“Balada”, como muitos dos hits da atual fase pop dos artistas sertanejos,
foi composta e gravada primeiro no nordeste, em outros ritmos, antes de
ganhar o país na voz de Gusttavo Lima. O bancário baiano Cássio Sampaio
é o autor do sucesso. Quando foi criada, em 2010, a canção tinha como
alvo a banda de axé Jammil.


















