Dia da Música

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Música para dançar, música para chorar, música para refletir, para meditar ou simplesmente para pular. E para tantas emoções, culturas, sociedades a humanidade criou – às vezes sem perceber – vários estilos musicais: jazz, rock, pop, blues, erudita, folk, soul e tantos outros.


A música é a forma da arte mais bela de manifestar as emoções. Uns pouco, outros muito, mas não há quem não goste de música. Música é alimento para alma. E para desbloquear tantos sentimentos que vai no interior das pessoas, elas compõem música – muitas vezes acontece de se ouvir uma canção e logo dizer: “esta música é para mim!” ou “ela traduz exatamente como me senti”. Música une as pessoas.
Não se sabe quando a humanidade começa fazer música. Dizem que os homens das cavernas, maravilhados com os fenômenos da Natureza – alguns aterrorizados – começaram a cantar para alguma Divindade, em busca de proteção ou de reconhecimento, sentindo que existe uma força superior por trás da vida. Os homens também cantam para Deus.
Mas a humanidade também canta para protestar, exprimir alegria, tristeza, raiva, medo. Música é uma necessidade. É também uma forma de contar histórias: lembranças de uma pessoa querida, da saudade de uma época, de sua terra natal ou até de imaginar o futuro. Seja ruim ou bom.
Música para dançar, música para chorar, música para refletir, para meditar ou simplesmente para pular. E para tantas emoções, culturas, sociedades a humanidade criou – às vezes sem perceber – vários estilos musicais: jazz, rock, pop, blues, erudita, folk, soul e tantos outros.
Se observarmos os grandes clássicos da música, eles simplesmente acontecem; raramente são planejados. Gary Brooker, da banda Procol Harum, sua linda canção “A Whiter Shade of Pale” surgiu quando ele brincava ao piano em cima de uma melodia de Bach. Brian Wilson (The Beach Boys) compôs “Good Vibrations” depois de ouvir uma história contada por sua mãe, que os cachorros sentem as vibrações das pessoas, algo que não se pode ver, apenas sentir.
Há aqueles clássicos que surgem de uma vez. Para Bob Dylan, nos anos 60, elas vinham aos montes. A letra de “Blowin in the Wind” foi feita em dez minutos.
Muitas canções vieram dos sonhos. O número de canções vindas do mundo onírico é fabuloso. “California Dreamin´” do The Mamas and The Papas aconteceu quando John Philips sentiu uma melodia chegar ao meio da noite. Ele acordou sua esposa, Michelle, também da banda, para ajudá-lo a terminá-la.
Jimi Hendrix fez a letra de Purple Haze depois de sonhar que podia andar debaixo d´água.
O riff de “Satisfaction” dos Rolling Stones acordou Keith Richards, enquanto ele não a gravou não pôde voltar a dormir.
Os Beatles têm duas famosas: “Yesterday” e “Let it Be”, ambas de Paul McCartney. A primeira, a melodia acordou Paul no meio da noite; a segunda surgiu de um sonho onde sua falecida mãe aparecia oferecendo conforto, assegurando-o que tudo ficaria bem em uma época conturbada para ele e sua geração.
Há músicas surgidas em momentos de solidão como “Will to Love” de Neil Young, quando ele estava sozinho no estúdio e todos tinham ido embora.
E há álbuns inteiros gravados sob o efeito da solidão e tristeza é o caso de “Pink Moon” de Nick Drake, o jovem cantor folk profundo e melancólico. O disco foi gravado em apenas duas noites.
Não pode faltar canções que são uma ode a alegria. “Shiny Happy People” do R.E.M; outras que trazem a alegria no próprio nome e convoca a todos a correr atrás do trio elétrico – “Alegria, Alegria “de Caetano Veloso.
E existem casos raros, como aquela banda que não só fazia músicas alegres como também era a própria alegria de viver: Os Mamonas Assassinas.
Mas há música para dar medo. Exemplo? “Black Sabbath” daquela velha bandinha macabra. Música surgida após terapia, “Mother” de John Lennon – na verdade foi o álbum todo. O primeiro solo dele.
Na verdade há música sobre tudo que assunto e para todos os momentos, até aqueles mais safadinhos, que o diga Serge Gainsbourg e seu “Je T´aime… Moi Non Plus”. Ou simplesmente sentir ódio de Deus ou Ele de nós – “God Hates Us All”, do Slayer. Dar uma chance a paz, “Give Peace a Chance”, de John Lennon, sair quebrando as escolas, “Another Brick in the Wall”, Pink Floyd ou passar por um extraterrestre que veio a terra, “Ziggy Stardust”, de David Bowie.
Para comemorar o Dia da Música, 22 de novembro, nada melhor do que deixar uma das mais lindas canções de todos os tempos. Uma canção que fala das coisas simples da vida e dar mais valor o que temos de mais precioso: a vida.
Ela foi composta especialmente para Louis Armstrong, por George Davi Weiss e Bob Thiele em 1967. Época que o mundo passava por várias mudanças, inclusive a própria música.

Posted by Paulo Studiow @ terça-feira, 22 de novembro de 2011 0 comments

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