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Até os anos 90, a diferença entre o digital e o analógico era grande. Hoje, os formatos digitais evoluíram bastante. Há diferenças, é claro. Mas, ficou mais fácil compreender os pontos fortes e fracos de cada lado da discussão.

"É uma diferença subjetiva e que esbarra no gosto pessoal. Tem quem goste do timbre do vinil, dos harmônicos, da textura sonora daquela mídia. Porém, pelo olhar técnico, as frequência digitais que você tem hoje transcendem a do vinil",  diz o produtor musical João Marcello Bôscoli.

"Tem quem gosta de carro com motor v8 carubrado e faz barulho. E tem quem gosta de carro turbo, com injeção eletrônica e silencioso", explica Luiz Eduardo Sampaio, professor de produção musical.

Números falam por si só. Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, em 2012 os discos lançados em vinil renderam um total de 117 milhões de dólares; o melhor resultado do formato nos últimos 15 anos. Este mês, a Nielsen SoundScan – sistema de informação que faz o levantamento de vendas dos mercados fonográficos dos Estados Unidos e do Canadá – anunciou que, só na primeira metade deste ano, a venda dos discos em vinil nesses países cresceu 33,5%. No Reino Unido, o crescimento das vendas de vinis no primeiro trimestre de 2013 foi ainda maior: 78%. O Brasil segue a mesma tendência. Por aqui, de acordo com o site de comércio eletrônico Mercado Livre, a venda das bolachas subiu 6% nos últimos 12 meses e já responde por 27% do volume no setor de música do portal.

Muitos artistas ainda preferem gravar em formato analógico; em fitas magnéticas. E os melhores estúdios oferecem a possibilidade de gravar de forma analógica e ao mesmo tempo digitalizar esta gravação. Mas hoje isso é para poucos.

" Hoje mais de 99% das gravações do mundo são feitas digitalmente. A fita virou um luxo que poucas pessoas têm acesso", explica Bôscoli.
 Outra maneira de se obter o glamour do timbre analógico é através da própria tecnologia; por mais estranho que isso possa soar. Hoje, aplicativos e softwares específicos conseguem incluir os efeitos da gravação analógica mesmo quando esta foi totalmente feita em arquivos digitais.

Bom, o vinil e outros formatos analógicos atingiram seu ápice já há algum tempo. É difícil melhorar o que já está muito bom e agrada tanta gente; quer dizer, se melhorar estraga. Já o áudio digital evoluiu muito nos últimos anos e continua surpreendendo músicos, produtores e até os mais conservadores.

Para se ter uma ideia, o CD tem uma resolução de áudio de 16 bit com uma frequência de 44,1 kilohertz. Atualmente, o melhor arquivo de som digital alcança 32 bit com frequência de 192 kilohertz – bem superior ao CD. Bom, mas o que isso significa?! A audição humana é capaz de captar sons na faixa de 20 hertz até 20 kilohertz. Fora desses limites, não conseguimos ouvir sons, mas podemos senti-los. Ou seja, a qualidade e resolução dos melhores sons digitais são tão boas que vão além da nossa capacidade auditiva... o que serve para “sentirmos” agudos clássicos ou graves super potentes fazendo o coração bater mais forte.

Segundo nossos entrevistados, o formato que você escolhe para baixar ou comprar suas músicas digitais não é tão importante.
" São todos iguais e muda apenas o tipo de arquivo para determinado sistema operacional", diz Sampaio.

A diferença está na taxa de compressão desses arquivos. Entenda: quanto maior a compressão de um arquivo, maior a perda em relação à gravação original e – consequentemente – menor o tamanho deste arquivo. Agora, quanto menos comprimido for o som original, melhor a qualidade, mas também, maior o tamanho.

"Eles eliminam partes do arquivo original, comprimem e guardam apenas determinada mostra deste som que, quando é reproduzido, o software tente apenas reproduzir pedaços que não foram gravados. Guarda um pedacinho pra depois tentar reproduzir o todo", explica Sampaio.

"Se é uma música que você gosta, procure sempre ouvir o formato com a melhor resolução dentro da mídia que escolher", conta Bôscoli.

O assunto é polêmico. Em “Sound City”, Dave Grohl defende com unhas e dentes a música captada de forma analógica e crua, sem qualquer auxílio de computadores. Na visão dele, o elemento humano é indispensável para manter o espírito do rock e da música em geral vivo. No filme, tecnologias como o CD e sintetizadores são quase vistas como “inimigos” da música.

Mas, tem muita gente do outro lado do muro também. Grandes nomes da música mundial defendem a tecnologia como ferramenta inevitável. Will.i.am, líder do Black Eyed Peas, é só um dos exemplos. E você, também é fã de um bom som? O que acha dessa história? Participe você também dessa eterna discussão e deixe sua opinião nos comentários. Você vai de analógico ou de digital?

Estudo indica que um ambiente com som agradável a ajuda a comer menos 

Música diminui a vontade de comer
Foto: Thinkstock
Fazer a refeição num espaço aconchegante, é claro, deixa tudo muito mais gostoso – ainda mais quando está tocando a sua música preferida. Mas isso não é tudo. Em recente estudo publicado pelo jornal Psychological Reports, pesquisadores descobriram que, nessas condições, você consome cerca de 175 calorias a menos.
Os estudiosos fizeram modificações em restaurantes fast-food – colocaram luzes de led e músicas calmas. “As pessoas não mudaram os pedidos, mas comeram menos”, explica o líder da pesquisa Brian Wansink. Antes, a média de calorias ingeridas era de 949; depois, passou para 775. A explicação para o resultado? Um ambiente agradável pode aumentar a satisfação e diminuir a vontade de comer. Portanto, não custa nada colocar uma música relaxante quando for realizar suas refeições… Não é mesmo?
Fonte W Run



Estou sempre observando qual  a melhor maneira para desligar por alguns minutos do mundo que me cerca e buscar a almejada comunhão cósmica. Para silenciar vozes externas preciso sempre de uma boa música. Claro fica para todos nós que a música tem o poder de evocar lembranças, criar imagens e mexer com nosso ser interior. Os ritmos vibrantes nos convidam a dançar, sacudir o corpo, acompanhar a percussão com os pés, mas pra meditar e tentar conter as outras sensações a música ideal é aquela que nos mantém calmos, que nos conduz à serenidade. Então começo por selecionar as músicas que me acompanharão nessa experiência insana para a maioria das pessoas. Sim, porque para muitas o estado de êxtase vem do louvor coletivo, do entusiasmo vibratório que se consegue nas catarses coletivas.  Isso é uma evidência que todas as formas de orar e buscar a Deus são  verdadeiras.  O Ser em nosso interior pode ser despertado por vários métodos. Este artigo traz embutido, além da mensagem  da importância da música no processo de meditação, o reconhecimento das verdades alheias , da aceitação e tolerância quanto às formas de amor divino.
 Estar em harmonia é trazer para a vida prática o que aprendemos na solidão de nossos sanctuns, nas viagens que bloqueiam nossos sentidos e nos transformam em energia pura. Temos observado que a meditação é espiralada e, certa vez, ao tentar explicar isso a um novo amigo, ele só conseguia imaginar a espiral em um plano, como um caracol desenhado sobre uma folha de papel. Para ele a espiral tinha apenas duas dimensões. Senti que ele teria dificuldades em pensar na espiral em três dimensões, como uma mola. O ponto de encontro de nossas formas de abordagem para a comunhão foi a música. Ele sentia que determinadas músicas tinham o poder de isolá-lo do mundo e encaminhá-lo para  labirintos interiores. Melodias apenas instrumentais e sua experiência era mais intensa quando a música era crescente, começavam mais graves e, aos poucos, atingiam notas mais altas. Ele acompanhava as variações da música. Ele sentia a música em espiral.  O treinamento foi burilando seu gosto musical, lhe apresentando novos instrumentos e arranjos de uma mesma peça. Alguns compositores pareciam ser especialistas e terem composto com o objetivo de levar as pessoas ao clímax. Assim, a música que tanto mexe conosco, cumpre sua função de nos tirar do cotidiano e nos transportar para uma aventura desconhecida, mas muito familiar, de descobrimento e encantamento interior.
O caminho de volta para si mesmo é solitário e particular, por isso não se pode dizer que esta ou aquela música conseguirá  acompanhá-lo nessa jornada mística. Cada um precisa fazer sua pesquisa e encontrar as músicas com as quais se identificam. É como na vida. Temos níveis de aprendizado, de consciência, de evolução. Se a ninguém é dado o poder de saber quanto o outro já caminhou na Senda, podemos, no entanto, nos reconhecer e nos identificar com aqueles que estão no mesmo plano. Faço questão de frisar que a visão hierárquica só é válida para este mundo que vivemos. No reino espiritual somos apenas energia. Somos como elétrons e nêutrons girando em torno do núcleo. Podemos estar mais próximos do centro, ou mais distantes, mas não podemos classificar esses estágios como superiores ou inferiores. Isso é coisa humana, existe para provocar a ordem e a disciplina. Da mesma forma, não se pode afirmar que o que aqui escrevo/descrevo seja uma verdade absoluta. Apenas compartilho experiências que podem acender o estopim de alguns, sem o compromisso de provocar a grande explosão. O caminho a ser seguido é de disciplina, de obediência, de humildade, de retidão. Pode-se oferecer a chave, mas ela está em uma sala cheia de outras chaves e cada um terá que encontrar a sua, e ainda ter a consciência de que a sua verdade ainda não é a absoluta, mas abre algumas câmaras secretas. A chave dos grandes mistérios ainda está oculta para a humanidade. A aventura está em descobrir, em desvendar, em estudar e dedicar parte do seu tempo na construção de um mundo melhor.
(Kleber Adorno, escritor, advogado e pró-reitor de Comunicação e Cultura do Uni-Anhanguera)


 Cássia Eller morava em Brasília e tinha 19 anos quando chegou à casa da amiga Simone Saback e chamou-a da janela. Levava seu violão e dizia que havia começado a compor uma música. Mostrou a melodia bluesy sobre dois acordes, com os versos iniciais em tupi-guarani, inspirados numa lenda indígena. Juntas, elas completaram a canção e a registraram num gravador que Simone tinha em casa, para não esquecerem a letra. A fita ficou guardada por décadas e, há poucos meses, seu conteúdo chegou aos ouvidos de Chicão Eller, filho da cantora — por acaso, no dia de seu aniversário de 19 anos, 28 de agosto. Agora, no dia 10, quando Cássia (morta em 2001) completaria 50 anos, a gravação inédita, “Flor do sol”, vem a público, via iTunes. O lançamento faz parte de um pacote de homenagens que se estenderá ao longo de 2013, que inclui o CD e DVD “Do lado do avesso” (Universal), com um registro de uma apresentação de voz e violão da cantora em 2001; o espetáculo teatral “Cássia Eller, o musical”, de Ernesto Piccolo; o documentário “Cássia”, de Paulo Fontenelle; além de outros projetos nascidos a partir do acervo da artista.

— A fita da Simone tinha outra inédita da Cássia, “Retrato no papel” — conta o produtor Rodrigo Garcia, músico amigo de Cássia que tocou com ela e hoje administra seu acervo ao lado de Chicão. — Nossa ideia é lançar essa canção num álbum mostrando a Cássia autora. O disco teria vinhetas e umas cinco músicas, sendo que duas já gravadas, mas em novas versões. São “Marginal” e “Eles”, parceria com (o baixista) Tavinho Fialho, pai de Chicão. Essas duas gravações sairiam do áudio de um show de Cássia em 1993, no Circo Voador, que também queremos lançar inteiro em CD e DVD. Outro projeto que temos é o “Cássia em Brasília”, com os primeiros anos de sua carreira. E estamos com um material de pré-produção do disco “Com você meu mundo ficaria completo”, com as músicas todas só na voz e violão de Cássia, que valeriam um outro disco.

Filho gravou violão em música da mãe
“Flor do sol” é o primeiro lançamento do selo Porangareté (palavra tupi-guarani extraída da letra da canção), que Rodrigo e Chicão criaram para lançar o arquivo de Cásia. A faixa — definida por Rodrigo como “um blues meio hippie” (“um índio que fumou ervas e ficou espreitando e desejando uma índia linda”, descreve Simone Saback) — ganhou instrumentos adicionais sobre a voz e o violão da cantora, em participações marcadas pelo afeto.

— “Flor do sol” foi uma surpresa, um presente — conta Eugênia, companheira de Cássia. — O Chico toca (violão), seu amigo Miguel (Dias, baixista), filho da Deda (a flautista Andrea Ernest Dias, amiga de Cássia), também. Alguns músicos que a Cássia considerava irmãos, como a (percussionista) Lan Lan e o Waltinho (Villaça, guitarrista) também estão na faixa, assim como o (baterista) Alex Merlino, que trabalhou e morou conosco quando o Chico nasceu, foi como um pai pra ele. Além disso temos a participação de Jussara Silveira, excelente cantora, que a Cássia admirava muito, Jander (Ribeiro, da Plebe Rude, que conviveu com a cantora em Brasília e toca viola caipira na faixa) e, finalmente, Júlia Vargas, cantora de um talento sem par que está sendo lançada agora pela Sony. E a participação especialíssima do Rodrigo Garcia, que toca viola com slide e produz a faixa. 

Rodrigo diz que a gravação é um “banho de flores, de mel” sobre a imagem da Cássia agressiva, polêmica:
— Ela está com uma voz linda, limpa. Existe essa história de que ela gritava no começo e depois passou a cantar suave. Ali é ela suave antes.
A música será vendida apenas no formato digital, com distribuição da Universal, que põe nas lojas no dia 18 o CD e DVD “Do lado do avesso”. O registro do show no antigo ATL Hall (hoje Citibank Hall) pelo projeto “A luz do solo” estava há anos no arquivo da gravadora. Mesmo com outros discos ao vivo em sua carreira, o lançamento se mostra relevante, por trazê-la sozinha, acompanhando-se — de forma arrebatadora — por seu violão.


— Além de cantar lindamente, ela toca maravilhosamente três tipos de violões, demonstrando sua habilidade com o instrumento como ainda não tínhamos tido a oportunidade de apreciar — nota Alice Soares, gerente do projeto. — Apenas uma faixa, “You’ve changed”, tem a participação do saxofonista Fábio Meneghesso.
O CD traz 16 faixas, uma delas completamente inédita, escrita por Cássia — a instrumental “Do lado do avesso”, batizada por Chicão na época. Outras seis são inéditas na voz da cantora, como “Diamante verdadeiro”, de Caetano Veloso (na qual ela imita a interpretação clássica de Maria Bethânia); “Eleanor Rigby”, dos Beatles (em reggae e inglês com sotaque jamaicano); “Espaço”, de Vitor Ramil; e “Cherokee Louise”, de Joni Mitchell — além de sucessos como “All star” e “Luz dos olhos”, ambas de Nando Reis. O DVD — feito a partir do registro das duas câmeras que geravam imagens para o telão naquela noite — traz 12 músicas do show, mais dez vídeos de outras apresentações ao vivo, selecionados por Chicão e Rodrigo.


As homenagens seguem. Em fevereiro, começa a ser filmado “Cássia” (nome provisório), o documentário de Paulo Fontenelle, de “Loki”. A previsão de lançamento é em meados de 2013.
— Cássia gostava do convívio em grupo e tinha uma amor muito profundo por seus amigos, músicos e parceiros — conta o diretor. — A ideia inicial será promover um encontro dessas pessoas para celebrar e compartilhar lembranças e histórias. Isso tudo sera intercalado com entrevistas e muitas imagens de arquivos de Cássia nas mais diferentes fases de sua vida, desde quando era aspirante a cantora e atriz na juventude até seus últimos dias, no auge do sucesso. Conseguimos muitas imagens caseiras da Cássia na intimidade e coisas do início de sua carreira, que revelam facetas pouco conhecidas, como apresentações como atriz, no teatro, e até como cantora de trio elétrico.


A mesma história será contada de forma diferente nos palcos, com “Cássia Eller, o musical”. Com direção de Ernesto Piccolo, produção de Gustavo Nunes, direção musical de Lan Lan e roteiro de Patrícia Andrade (“2 filhos de Francisco”), o espetáculo cobrirá desde a juventude da cantora até sua morte. A escolha da atriz que fará a protagonista será feita por meio de um reality show, que irá ao ar pelo Multishow, intitulado “Quero ser Cássia Eller”. As audições serão feitas em seis capitais: Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Porto Alegre. As inscrições estão abertas, através do e-mail audicaocassiaeller@turbilhaodeideias.com.br.

— Comecei a escrever o roteiro, e a primeira música do espetáculo, no prólogo, será “Eu queria ser Cássia Eller”. Depois, o musical começa com ela fazendo 18 anos. Morando no Rio, no Lins de Vasconcelos, ela se apaixona por uma menina pela primeira vez, passa o dia inteiro tocando, megatímida, pouquíssimos amigos. Estou entrevistando as pessoas e buscando histórias para mostrar essa pessoa que era um furacão no palco, mas superdoce fora dele.






 


  • O vocalista Freddie Mercury durante show do Queen no estádio do Morumbi, em São Paulo, em 1981
    O vocalista Freddie Mercury durante show do Queen no estádio do Morumbi, em São Paulo, em 1981
A canção "Bohemian Rhapsody", um dos mais emblemáticos hits do Queen, é "melhor que sexo" para os britânicos, enquanto a faixa "Sexual Healing", de Marvin Gaye, ajuda a "animar" uma relação, aponta o estudo "A Ciência Por Trás da Canção", publicado nesta quarta-feira (24) no Reino Unido.

A pesquisa, encomendada pela Spotify e desenvolvida pelo psicólogo musical Daniel Müllensiefen, da Universidade de Londres, procurou examinar a relação entre música, amor e sedução a partir da opinião de 2 mil britânicos com idades entre 18 e 91 anos.

O resultado da pesquisa evidencia um conjunto de listas com as canções que melhor acompanham um jantar para dois, um encontro na pista de dança e, inclusive, uma relação sexual, onde a lenda Marvin Gaye aparece como um grande vencedor.

Seu tema "Sexual Healing" ocupa o primeiro lugar da lista "As 20 melhores canções para se animar", enquanto a música "Let's Get it On", também de Gaye, é a favorita para um jantar romântico.

Segundo Müllensiefen, "a música é capaz de ativar as mesmas zonas de prazer do cérebro que a comida e o sexo", tema onde um entre cada três entrevistados citou a faixa "Bohemian Rhapsody" como a mais ideal.

A lista com "As 20 canções melhores que o sexo", liderada pela clássica música do Queen, ainda destaca "Sex On Fire", do Kings of Leon, e "Angels", de Robbie Williams.

O psicólogo assinalou que o êxito destas "obras-primas épicas" reside em sua capacidade de "superar nossas expectativas musicais" e ir "por um caminho diferente".

Já no dormitório, tanto os britânicos como as britânicas apontaram a trilha sonora de "Dirty Dancing - Ritmo Quente" como a música mais excitante, uma lista que também inclui clássico "Bolero", de Ravel.

Como conclusão, o estudo também destaca que mais de 40% das pessoas entrevistadas dizem escutar música durante as relações sexuais.
by @paulostudio2002

O trabalho do musicoterapeuta é utilizar a música como uma maneira de acionar elementos guardados no interior da mente e resolver questões que trazem angústia para o paciente


Segundo a musicoterapeuta Anna (à esquerda), nem todas as músicas são benéficas (Foto: Diário de Guarapuava)
Alguns estudos recentes sugerem que o cérebro responde aos estímulos musicais como se fossem remédio. Isso significa que algumas canções podem regular funções do corpo, reduzir o estresse e até desenvolver habilidades motoras.

Como somos sujeitos únicos, formados através das nossas experiências de vida, não é possível estabelecer uma única música que traga os mesmos efeitos para todos. Cada um, com suas preferências e vivências, tem uma trilha sonora capaz de despertar sentimentos e trazer a cura para os males da alma.

A especialidade que utiliza a música para melhorar, manter ou restaurar o bem estar de uma pessoa é a musicoterapia. O trabalho do musicoterapeuta é utilizar a música como uma maneira de acionar elementos guardados no interior da mente e resolver questões que trazem angústia para o paciente. Além disso, é utilizada para outros fins, como para trazer à tona as lembranças esquecidas pelos portadores de mal de Alzheimer, no tratamento de autismo, hiperatividade e de deficiências mentais.

A musicoterapeuta Cristiane de Cássia Kramer Maibuk trabalha na área há 10 anos. Segundo ela, apesar dos benefícios trazidos pela técnica, em Guarapuava ainda são poucos que a conhecem. “O campo maior de atuação é com crianças com necessidades especiais, com as quais a música tem uma ação muito importante, ajudando-as a melhorar a expressão e a comunicação”, explica.

No caso dos adultos, a maioria dos que procuram o tratamento é para diminuir o estresse ou para auxiliar no tratamento da depressão, alcoolismo e dependência química.

Quem pensa que o tratamento com musicoterapia se limita a ouvir músicas calmas e relaxantes engana-se. Durante as consultas, o terapeuta faz uma análise do histórico e gosto musical do paciente e através da música vai trabalhando emoções e traumas.

A musicoterapeuta Anna Paula Caillot Amaral, afirma que há uma explicação para que, em contato com a música, as emoções aflorem. “Mesmo quando a pessoa tem um bloqueio emocional, ela pode se soltar com uma música. O som acaba remetendo a uma determinada fase da vida, cheiros e gostos que caracterizaram essa época”.

Evelyn Souza Viccari experimentou uma sessão de musicoterapia e se surpreendeu. “Achei que ia ficar deitada, ouvindo sons de pássaros e cachoeira. Mas cantei, utilizei instrumentos musicais e me senti à vontade para me expressar. Pude me conhecer mais e ver o que posso mudar para me sentir melhor”, conta.
Formação do gosto musical
A influência da música na vida é incontestável. Isso porque desde que estamos no útero da mãe somos interpelados por uma sequência de barulhos do mundo exterior que nos fazem gostar mais ou menos de um determinado som depois que nascemos. Pesquisas mostram que filhos de mães operárias, que trabalhavam em fábricas ruidosas, sentem-se incomodadas quando ouvem sons muito altos, reflexo do tempo em que conviveram, junto com a mãe, em ambientes assim.

Por isso, Cristiane afirma que a formação do gosto musical pode começar na  barriga da mãe, embora sofra transformações durante a vida. Então, aquela conhecida história de colocar músicas suaves para ouvir durante a gravidez para acalmar a criança é verdadeira. E depois do nascimento, quando a criança ouvir novamente aquela música acabará se sentindo relaxada.

As músicas que a família ouve também são fundamentais na constituição do gosto musical da criança, pois essas primeiras experiências musicais se tornarão marcas levadas pela vida toda, que suscitarão lembranças de diversos momentos importantes. Com idosos, uma forma dos familiares terem bons momentos e auxiliarem na retomada de lembranças antigas é pesquisar o passado musical dos pais e avós. Que músicas eles ouviam? Certamente nos primeiros acordes, muitas lembranças virão à tona.


Software compõe melodia automaticamente a partir de dados gravados durante o sono de um indivíduo


Especialistas finlandeses em informática desenvolveram um programa de computador que compõe música automaticamente a partir de dados gravados durante o sono de um indivíduo.

"Este programa compõe uma peça única baseada em diferentes fases do sono, o movimento, os ritmos cardíacos e respiratórios. Ele condensa toda uma noite de sono em alguns minutos" de música, explicou, em um comunicado, a criadora do software, Aurora Tulilaulu, estudante da Universidade de Helsinque.

Para compor a melodia, os ritmos, as mudanças de ritmo ou definir as variações de volume, o processo aplica princípios bem conhecido dos musicólogos para transcrever os dados gravados durante o sono.

Contudo, para obter todos estes dados é preciso usar um aparelho de detecção que se coloca sobre o colchão do indivíduo.

Na falta de um detector como estes, é sempre possível acessar o site do programa (http://sleepmusicalization.net/) para ouvir as composições de outros dorminhocos.

Segundo o site, o objetivo do projeto é "ajudar os usuários a compreender e analisar a estrutura de seu sono para melhorar a qualidade".


IlustrativaO homem no cubículo ao lado está berrando ao telefone. Do outro lado da sala, alguém xinga em voz alta uma máquina de copiar emperrada. De repente, seus fones de ouvido parecem muito convidativos. Alguém se importaria se você se conectasse à sua playlist no iTunes?
Alguns trabalhadores gostam de ouvir música quando percebem que estão perdendo o foco.

Em termos biológicos, sons melodiosos ajudam a incentivar a liberação de dopamina na área de recompensa do cérebro, como ao comer uma guloseima ou sentir um aroma agradável, disse o doutor Amit Sood, médico da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota.

A mente das pessoas tende a vagar "e sabemos que uma mente que vaga está infeliz", disse o doutor Sood. "Na maior parte desse tempo, estamos nos concentrando nas imperfeições da vida." A música pode nos trazer de volta ao momento presente.

"Ela o liberta de pensar apenas de uma maneira", disse Teresa Lesiuk, professora assistente no programa de terapia musical da Universidade de Miami.

A pesquisa da doutora Lesiuk se concentra em como a música afeta o desempenho no local de trabalho. Em um estudo com especialistas em informática, ela descobriu que os que escutavam música terminavam suas tarefas mais rápido e tinham melhores ideias porque a música melhorava seu estado de espírito.

"Quando você está estressado, pode tomar uma decisão apressada. Você tem um foco de atenção muito estreito", disse. "Quando você está com o espírito positivo, consegue avaliar mais opções."

A doutora Lesiuk descobriu que as pessoas em trabalhos de qualificação moderada se beneficiavam mais, enquanto as especializadas viam pouco ou nenhum efeito. Alguns novatos achavam que a música causava distração.

Poucas empresas têm políticas sobre escutar música, disse Paul Flaharty, vice-presidente da Robert Half Technology, uma agência de recursos humanos. Ele disse que alguns supervisores podem pensar que os trabalhadores que usam fones de ouvido não estão totalmente dedicados e estão "entrando em seu próprio mundo".

"Se alguém não está fazendo um bom trabalho, um gerente de contratação pode dizer que eles ouvem música o dia inteiro e isso prejudica a produtividade", disse.

É melhor estabelecer limites, porque usar fones durante um turno inteiro pode parecer grosseiro. O doutor Sood disse que bastam 30 minutos ouvindo música para recuperar a concentração.

Daniel Rubin, um colunista do "The Philadelphia Inquirer", disse que escutou jazz e concertos de piano na maior parte de sua carreira de 33 anos no jornalismo -mas só quando escrevia com prazo definido.

"A pessoa que batuca com as unhas a três mesas de distância e a que cantarola ao meu lado parecem igualmente ruidosas, e acho difícil bloqueá-las", disse.

Hoje, ele trabalha sozinho e as pessoas no escritório raramente precisavam falar com ele. Mas quando era um repórter novato percebeu que os colegas se irritavam quando tentavam chamar sua atenção. "As pessoas gritavam quando precisavam de mim."


Muitos adolescentes gostam de ouvir música alta, especialmente durante os estudos, costume que tem sido criticado pelo pais através de gerações. Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.
O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos. "Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos", disse à BBC Mundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).
Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais. Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
"Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência", disse Guelman.
Danos
Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
"Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas 'baladas' ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração", disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada. Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes. Os cientistas atribuíram tal fato à chamada "plasticidade neural" existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação. "É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos", disse Guelman.
Conclusões precipitadas
Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas.
"O som que usamos para o experimento foi o ruído branco, um sinal que contém todas as frequências de som, e é percebido como se fosse o barulho de uma TV mal sintonizada", disse ela.
"Mas a música que muitas das crianças ouvem contém apenas algumas frequências, e ainda não sei exatamente o que causou o dano", acrescentou. O próximo trabalho desses cientistas é determinar o "mecanismo molecular" pelo qual o ruído afeta as células do hipocampo.
"Nós não sabemos se o dano é gerado diretamente pelas vibrações sonoras ou o som ativa neurotransmissores que causam o problema", diz Guelman. Depois de entender esse mecanismo, os peritos tentarão desenvolver drogas que podem prevenir lesões.
Enquanto isso, cientistas argentinos acreditam que este estudo deve servir como um alerta para evitar a exposição das crianças a sons altos. Com a descoberta, os professores, que já se queixam de como as novas tecnologias podem distrair os alunos, têm agora um novo argumento para proibir os gadgets em sala de aula.


LONDRES, 26 Jul (Reuters) - Como já suspeitavam os maiores de 35 anos, a música pop atual está mais barulhenta, e parece tudo igual, segundo cientistas da Espanha.
Eles compararam um enorme arquivo chamado Million Song Dataset, que "traduz" o conteúdo de letra e música em dados que podem ser esmiuçados, e assim analisaram canções populares feitas entre 1955 e 2010.
Com o uso de complexos algoritmos, eles descobriram que as canções pop se tornaram intrinsecamente mais barulhentas e mais insípidas em termos de acordes, melodias e timbres.
"Encontramos evidências de uma progressiva homogeneização do discurso musical", disse à Reuters Joan Serra, especialista em inteligência artificial do Conselho Nacional Espanhol de Pesquisas, que liderou o estudo.
"Em especial, obtivemos indicadores numéricos de que a diversidade de transições entre as combinações de notas --grosso modo, os acordes mais as melodias-- diminuiu consistentemente nos últimos 50 anos".
Eles também mostraram que a chamada paleta de timbres empobreceu. A mesma nota tocada no mesmo volume por um piano ou um violão, por exemplo, tem timbres diferentes. Ou seja, os pesquisadores concluíram que o pop moderno tem uma variedade mais limitada de sons.
Há muito tempo a indústria fonográfica é acusada de aumentar o volume das gravações, travando uma "guerra sonora", mas Serra disse que essa foi a primeira vez que isso foi mensurado com base em um grande bancos de dados.


Parece coisa de desenho animado ou de comédias americanas. Mas uma pesquisa demonstrou que estimulações sonoras durante o sono leve pode melhorar as habilidades de aprendizado.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Northwestern, nos EUA, e indica fortes evidências de que as memórias colhidas durante o dia e armazenadas no cérebro podem se tornar mais vivas quando músicas compassadas (com ritmos muito claros) são acionadas durante o sono.

Na experiência feita pelos pesquisadores liderados por Ken Paller, os participantes foram convidados a participar de aulas diversas e depois tirarem uma soneca de 90 minutos, sendo monitorados por exames de eletroencefalogramas.

Quanto os participantes estavam no chamado “estágio de sono de ondas moderadas”, os pesquisadores começavam a tocar a música compassada. De acordo com o estudo, a retenção de memória dos indivíduos que ouviam a música foi superior à daqueles que dormiam no silêncio absoluto.

Informações aprendidas antes

A ideia comum, normalmente associada à situações cômicas, de que é possível aprender novas línguas ou ouvir um livro durante o sono e acordar com o conhecimento na ponta da língua, entretanto, não é a melhor forma de descrever o estudo.

“A principal diferença é que nós estamos falando sobre informações já aprendidas e que foram melhor absorvidas pela memória. Não é possível aprender enquando se dorme, mas é possível melhorar a taxa de aprendizado de uma determinada informação a partir da reativação desta memória durante o sono”, diz Paller.

Os pesquisadores, agora, trabalham com a hipótese de que pode haver diversos tipos de aprendizado e que a técnica utilizada por eles pode ser uma entre diversas outras formas de melhorar a memória.

“Durante o sono há diversas memórias sendo consolidadas também. Então podemos deduzir que a relação entre elas pode ter a ver com esta melhor taxa de aprendizado. E a música pareceu aumentar essa inter-relação entre memórias pouco necessárias e outras mais importantes”, sugere o pesquisador, cujo trabalho foi publicado no periódico Nature Neuroscience.


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Você já entrou em uma loja e ficou bem – ou mal – impressionado com o que estava tocando no alto-falante? A escolha da música ambiente de um estabelecimento não é feita por acaso. Em artigo no site da Entrepreneur, a colunista Lambeth Hochwald afirma: “Você pode usar a música para deixar a sua loja tão irresistível que as pessoas sintam vontade de voltar, mesmo que não tenham planos de fazer compras”.
Claro que é essencial que o som seja adaptado ao seu público-alvo. Lambeth elencou cinco dicas para usar a música no negócio. Confira.
1. Mantenha a melodia no background. Utilize a música para realçar o ambiente, e não para ser o foco das atenções do local. É mais uma “presença atmosférica”, que não deixa o freguês ciente demais do som.
2. Encontre um equilíbrio entre volume alto e baixo. A música não pode estar alta a ponto de repelir os clientes. Algumas lojas voltadas para jovens, como a Abercrombie & Fitch, elevam bastante o volume. Mas a maioria dos estabelecimentos – sobretudo aqueles que têm público-alvo com mais de 25 anos de idade – deve manter a moderação. Também não é bom diminuir demais a intensidade. Uma música alegre pode criar um ambiente mais caloroso e divertido.
3. Não se empolgue no ritmo. A batida tem tanta importância quanto o volume. Se a música ambiente é rápida, por exemplo, as pessoas ficam mais estressadas enquanto esperam na fila do caixa.
4. Repense a música do seu telefone. Os sons que os clientes ouvem enquanto esperam para ser atendidos na sua empresa devem ser bem escolhidos. Se eles gostam do que está tocando, ficam mais dispostos a aguardar o atendimento.
5. Transforme a música em um elemento motivador. Se o seu objetivo é energizar os vendedores, personalize a escolha dos sons de acordo com as conquistas de cada colaborador. Por exemplo: a cada venda ou boa ideia de um empregado, a música predileta dele toca para o resto da equipe.



Entrar em uma loja e ouvir uma boa música pode fazer toda a diferença para o consumidor na hora de concluir uma compra. Segundo os especialistas ouvidos pelo UOL, um som ambiente agradável faz com o que os clientes permaneçam mais tempo na loja e voltem com mais frequência, o que acaba gerando um aumento nas vendas.

Para o consultor de marketing e varejo do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, a trilha sonora ajuda a compor o chamado marketing sensorial, ou seja, a utilização dos cinco sentidos humanos para despertar o desejo de compra. Porém, poucos empreendedores conhecem esta técnica.
“O som é um dos elementos mais desprezados pelos empresários. O consumidor recebe informação por todos os sentidos e a audição, quando bem utilizada, melhora as sensações e gera um conforto maior”, diz.

Som alto e estilo musical errado afastam clientela


Da mesma forma que a música pode criar um ambiente agradável, ela também pode afastar os consumidores se explorada de forma errada. De acordo com Carrer, o gênero musical e o volume têm de estar de acordo com o perfil do estabelecimento, estilo, idade, sexo e gostos do público-alvo.

“O ideal é que clientes e vendedores não tenham de aumentar o volume de suas vozes para se comunicarem. Mas, uma loja jovem, por exemplo, pode ter o som mais alto, pois os jovens estão acostumados com baladas e músicas agitadas”.

Repetição de programação e sintonizar em rádio FM são erros graves

O consultor do Sebrae-SP afirma que dois erros comuns dos empresários são: repetir músicas e sintonizar a programação de uma rádio FM. No primeiro caso, o cliente pode se sentir cansado de sempre ouvir o mesmo som.
No segundo, a loja fica sujeita à variação de gêneros musicais da rádio, que podem ser diferentes do conceito da marca, e ainda corre o risco de ouvir o anúncio de um concorrente dentro do próprio espaço.

“É preciso haver critério na escolha. Não é a música de que o empresário gosta que deve ser tocada, mas sim uma que faça sentido para o público. Uma pesquisa de opinião com alguns clientes pode ajudar muito”, afirma.

Escolha das músicas deve ser feita por quem conhece a loja

Segundo Carrer, os empreendedores não devem delegar a funcionários sem conhecimentos específicos a tarefa de selecionar a trilha sonora da loja. “A escolha ficaria sujeita aos gostos particulares do colaborador e fora de sintonia com o público.”

A empresária Ana Luiza Osório é proprietária da loja de artigos para decoração e assessórios femininos Área Objetos, no Rio de Janeiro (RJ). Ela diz que já surpreendeu funcionários da filial de São Paulo (SP) reproduzindo músicas que não tinham ligação com a marca.

“Hoje, as duas lojas e o nosso site têm a mesma programação musical. A padronização ajudou a dar identidade à marca. Às vezes, os clientes nem percebem que ficam mais tempo dentro da loja”, declara.

Trilha musical dá mais identidade às coleções

Para o proprietário da loja de moda masculina Addict, João Mello Leitão, o uso da programação musical ajudou a compor as campanhas de lançamento de coleções. “Agora, consigo amarrar a vitrine, a música e a decoração da loja ao tema da campanha. Existe uma unidade maior que contribui para o resultado final”, diz.

De acordo com a coordenadora de pós-graduação em marketing de varejo do Centro Universitário Senac, Evange Elias Assis, a sonorização da loja deve estar alinhada à identidade da marca e ser reconhecida pelo público como uma linguagem única de comunicação.

“Utilizar música ambiente é uma das formas de despertar no consumidor boas lembranças e sensações de bem-estar que o conduzam à compra”, afirma Assis.

Direitos autorais devem ser pagos para reprodução de músicas

Os estabelecimentos comerciais que utilizam uma programação musical devem pagar uma tarifa pelos direitos autorais da obra ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), entidade sem fins lucrativos responsável por recolher e repassar este dinheiro aos autores.

A taxa varia de acordo com a área sonorizada, região onde estabelecimento está localizado, tipo do negócio, se há cobrança de entrada ou ingresso e até mesmo se a utilização for frequente ou por evento.



Curiosidades sobre música – Efeitos no desempenho

Ouvir música ao mesmo tempo em que se realizam outras tarefas pode ter os mais variados efeitos. Pesquisadores da Universidade Chemnitz e da Universidade de Erfurt, ambas na Alemanha, comprovaram que, durante a leitura, ouvir música de fundo pode afetar a compreensão. Na memória, os efeitos foram negativos, mas muito baixos. Já na prática de atividades físicas e em reações emocionais, os impactos da música são muito positivos.

Curiosidades sobre música – Música favorita

Rebecca Webb e Alexandra Lamont, pesquisadoras da Universidade de Keele, no Reino Unido, concluíram que escolhemos nossa música favorita por conta de eventos de intenso envolvimento emocional. Os resultados de suas pesquisas revelaram que a escolha tem muito a ver com as motivações pessoais dos ouvintes e com suas histórias relacionadas com suas músicas favoritas.

Curiosidades sobre música – Afeta seu comportamento

Ao testar os efeitos da música no comportamento das pessoas e, especialmente, em suas condutas sociais positivas, pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, descobriram que ouvir músicas com letras socialmente positivas aumentaram a disposição de ajuda nos ouvintes.

Curiosidades sobre música – Pode deixá-lo mais inteligente

Em um experimento com 144 crianças, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, concluíram que as crianças que participaram de grupos com aulas de música exibiram aumentos de QI e melhor desempenho acadêmico. Novas pesquisas também mostram que o cérebro de músicos é desenvolvido de tal forma que os deixam mais alertas, dispostos a aprender e calmos.

Curiosidades sobre música – Faz você gastar mais dinheiro

Em bares, aumentar o volume da música eleva o consumo de álcool. Já em lojas de flores, músicas românticas provocam aumento das vendas. É o que mostram pesquisas feitas por cientistas da Universidade Bretagne-Sud, na França.

Curiosidades sobre música – Rockstars realmente vivem menos

Mark Bellis da Universidade John Moores, no Reino Unido, apresentou estudos que mostram que entre três a 25 anos depois de se tornarem famosos, artistas de todos os 1000 principais álbuns de rock e música pop são 1.7 vezes mais propensos a morrer do que pessoas comuns da mesma idade. Eles morrem por problemas relacionados a álcool e drogas (31%), acidentes (14%), violência e suicídio (9%), doenças cardiovasculares (14%) e câncer (20%).

Curiosidades sobre música – Personalidade

Segundo as pesquisas de Peter J. Rentfrow e Samuel D. Gosling, os gostos musicais podem prever apersonalidade das pessoas. Por exemplo, gostos complexos e reflexivos como blues, jazz, música clássica e folk refletem personalidades emocionalmente estáveis, abertas para novas experiências, boas habilidades verbais e com inteligência acima da média.

Curiosidades sobre música – Relaxar

Sky Chafin da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos testou os efeitos da música clássica, pop e jazz no relaxamento das pessoas depois de eventos estressantes. Os resultados mostraram que ouvir música pop e jazz tem o mesmo efeito restaurativo que o silêncio. Já a música clássica fez efeitos muito mais rápidos e a pressão sanguínea caiu para os níveis normais em tempo muito menor.

Curiosidades sobre música – Dor

Laura Mitchell, Raymond MacDonald e Christina Knussen concluíram em seus estudos que ouvir sua música preferida durante períodos de dor pode aumentar de forma significativa a tolerância à dor, se comparado com estímulos visuais ou silêncio.

Curiosidades sobre música – Romance

Nicolas Guéguen estudou os efeitos das músicas românticas. Seus experimentos revelaram que 52,3% das mulheres que participaram dos experimentos ofereçam seus telefones quando uma música romântica estava tocando. Do outro lado, quando a música tocada era neutra, a porcentagem caiu para 27,9%.



A música no ambiente de trabalho é motivo de discussão, alguns gestores não se importam que sua equipe trabalhe ouvindo as canções que mais gostam, enquanto outros não autorizam de maneira nenhuma. Mas afinal, ouvir música no trabalho é bom o ruim?
Na verdade, não existe uma resposta certa. É o que explica a consultora sênior de Recursos Humanos da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Emília Dias. “Tem gente que consegue trabalhar muito bem ouvindo música. Outros não conseguem e acabam se distraindo. É muito individual”.
A especialista explica que em atividades que exigem muita concentração e que o trabalho seja feito em silêncio, a música pode atrapalhar.
Autorização do chefe Indiferentemente da pessoa conseguir trabalhar ouvindo música, não cabe a ela decidir sobre o assunto. A música no trabalho só deve ser ouvida se o líder autorizar.
“Ele pode sentar com a equipe e decidir. É possível até mesmo fazer um teste por uma semana para saber se o trabalho combinado foi entregue no período esperado”. Emília acrescenta ainda que o gestor também conseguirá analisar quais profissionais conseguem trabalhar desta maneira.
Cabe ao chefe também estabelecer as regras, se a música poderá ser ouvida somente por meio dos fones de ouvido ou ser terá uma caixa de som comum a todos. Neste caso, cada dia, uma pessoa pode escolher o tipo de música que irá tocar ou haverá uma estação de rádio fixa, geralmente, as que tocam músicas mais tranquilas.
“De qualquer maneira, o volume tem que estar bem baixinho, para não atrapalhar. No caso do fone, o ideial é utilizar em apenas em um dos ouvidos”.
As orientações só não servem para quem trabalha diretamente com o público. “Neste caso, a música ambiente não é legal porque é difícil agradar todo mundo. Também não é possível trabalhar com fone de ouvido, já que é necessário estar de prontidão para atender os clientes”.
DJ na empresa Quem trabalhar, quase todos os dias, ouvindo música é o diretor de Arte, Cleyton Adjair. “A minha relação com a música já vem de fora do trabalho, não tinha como trazer para empresa”. Ele conta que a música o ajuda no desenvolvimento das atividade, já que estimula a criação e a criatividade.
Na empresa em que trabalha, as músicas são ouvidas por meio de caixa de som e ninguém reclama. “A música ajuda no trabalho de todos. No dia de fechamento do jornal, escutamos uma música mais agitada. A escolha varia de acordo com o ritmo de trabalho”.
Além disso, ele acrescenta que a música ajuda a criar um ambiente mais leve e aumenta até mesmo a interação da equipe. “Às vezes, colocamos uma música mais engraçada para fazer piada. Todo mundo se diverte”.


A importância da música para grávidas e bebês
Foto Stuart Miles
A partir da 16ª semana de gestação, os bebês já ouvem os barulhos externos, inclusive a voz damãe, hora de começar a conversar com seu filho e colocar músicas para ele ouvir. Aliás, a prática pode também melhorar o humor da mãe e fazê-la relaxar, o que é extremamente positivo, pois o bebê percebe tudo o que sua progenitora sente.

Neste período, não só as músicas, mas todos os ruídos dos ambientes que a mãe costuma frequentar são percebidos pelos bebês. Tudo é registrado e guardado como lembranças após o nascimento, inclusive a voz e os batimentos cardíacos da mãe.
Estudos já provaram que o cérebro reage a música, e ela aumenta a frequência cardíaca e a atividade cerebral do bebê. Se a mãe canta frequentemente para seu filho enquanto ainda está grávida, após o nascimento o bebê reconhecerá a melodia que era cantada pela voz materna. Essa deve ser uma prática não somente no período gestacional, mas continuar após o nascimento. Os estímulos causados pela música favorecem para o bem-estar do bebê e contribuem para o desenvolvimento 

O estilo musical ideal para a mãe ouvir durante a gravidez é aquele que passe tranquilidade, que a deixe relaxada. Uma boa dica é música clássica, que normalmente, é composta para despertar os instintos humanos, devido à intensidade do som. Muita gente diz que esse estilo musical dá sono, mas, na verdade o que ocorre é o relaxamento do corpo, ou seja, algo totalmente positivo para grávidas.


Entrada da noiva é parte importante da cerimônia e música deve estar à altura do momento
Entrada da noiva é parte importante da cerimônia e música deve estar à altura do momento
A entrada da noiva é um dos momentos mais aguardados da cerimônia. E, para as mais modernas, a trilha do momento pode ir além das clássicas e instrumentais marchas nupciais de Mendelssohn ou de Wagner.
A consultora de casamento Maíra Tamberlini, da Gamata Assessoria de Eventos, afirma que as marchas ainda são as mais escolhidas, mas o que muda com frequência são as clarinadas --momento em que a entrada da noiva na igreja é anunciada por clarins e trompetes.

No entanto, o momento pode ser inovado. “Recentemente, uma noiva com quem trabalhei entrou com a versão da cantora Beyoncé para a canção ‘Ave Maria’, enquanto outra preferiu uma adaptação da banda de rock Metallica”, diz. Criar versões românticas para músicas pop é uma tendência em ascensão no segmento. Segundo Maíra, as queridinhas da vez são canções do U2 e do Coldplay.

Já Rogério Midlej, cantor e consultor musical para eventos, aposta em adaptações instrumentais para músicas consagradas. “Quando a cerimônia acontece em um templo, por exemplo, não há muita abertura para sugerir o repertório. Nesses casos, é bom escolher melodias atemporais e evitar os últimos sucessos do rádio, que podem deixar o momento clichê e a união datada”, ressalta.
Outro cuidado básico na hora de escolher a música de entrada é entender o significado da letra, especialmente se a canção for em outro idioma. “Muitas vezes, as noivas gostam da melodia, mas não sabem que a letra pode estar falando de términos e separações tristes”, afirma Mateus Pavan, responsável pelo repertório da empresa musical Toque Divino.
Arranjos musicais
Assim como a decoração da festa e a escolha das roupas, que dependem da hora e do local do evento, a música da entrada também pode ser editada de acordo com cada situação. Há adaptações, novos acordes e arranjos que podem valorizar uma canção ou até mesmo transformá-la, seguindo a vontade dos noivos e a criatividade da banda, do coral ou do DJ responsável pela trilha.
Para Rogério Midlej, o clima suntuoso das igrejas pede instrumentos como clarins e metais de orquestra. Uniões ao ar livre, por sua vez, são mais descontraídas e combinam com músicas executadas com a ajuda de harpas e flautas. “Na praia, apostamos em bandas com a formação de choro, com violão, cavaquinho e flauta, para versões leves e envolventes das músicas escolhidas pelos noivos”, completa ele.

Mateus Pavan também sugere um quarteto de cordas -com dois violinos, uma viola e um violoncelo- para executar músicas clássicas ao vivo, em casamentos diurnos, no campo ou na cidade.
Mais pedidas
Uma canção romântica e envolvente é a escolha certa para que a entrada da noiva seja um momento marcante. Os consultores de casamento, DJs e músicos consultados pela reportagem listaram algumas das faixas mais pedidas recentemente pelas noivas na hora da entrada triunfal. Veja a seleção abaixo (clique no nome da faixa para ouvir na Rádio UOL), dividida por ordem alfabética, e inspire-se:
- “Ave Maria”: A composição do francês Charles Gounod, criada no século 19, é opção para as noivas mais tradicionais. As mais moderninhas podem optar pela versão de Beyoncé.
- “Beautiful Day”: O hit dos irlandeses do U2, do álbum "All That You Can Leave Behind" (2000), é otimista e contagia os convidados.
- “The Ecstasy of Gold”: Os roqueiros do Metallica também ganharam o coração das noivas com essa balada dos anos 80, composta por Ennio Morricone para o filme "Três Homens em Conflito".
- “Eu Sei Que Vou Te Amar”: A faixa de Vinicius de Moraes e Tom Jobim figura entre as músicas nacionais mais pedidas para a entrada das noivas.
- “Fascinação”: A interpretação marcante de Elis Regina é imortal, mas a música também fica linda se executada apenas com instrumentos de corda.
- “Halo”: As faixas dançantes da americana Beyoncé Knowles deram lugar a essa balada que estourou nas paradas em 2010.
- “Io Che Amo Solo Te”: O cantor italiano Sergio Endrigo compôs a canção na década de 1960. O sucesso já foi regravado por diversos artistas, como Zizi Possi.

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