A cantora Donna Summer morreu na madrugada desta quinta-feira (17), aos 63 anos, após batalha contra o câncer de pulmão. Chamada de rainha da disco music, embora não gostasse do rótulo, ela vendeu aproximadamente 130 milhões de discos em todo o mundo.

Summer ganhou cinco prêmios Grammy e fez sucesso, principalmente nos anos 70, com músicas como "Last Dance," "Hot Stuff", "She Works Hard for the Money" e "Bad Girls".

Nascida em Boston no dia 31 de dezembro de 1948, LaDonna Adrian Gaines (nome real da cantora) começou sua carreira como vocalista de apoio do trio Three Dog Night. Segundo o jornal "The New York Times", ela aprendeu a cantar na igreja em um coral gospel. Ainda adolescente, integrou um grupo de rock psicodélico chamado The Crow. A estreia solo em disco foi lançada em 1974, "Lady of the Night". Seu primeiro grande hit foi "Love to Love You Baby", que chegou ao segundo lugar na parada da revista americana "Billboard", em 1976.

Com o sucesso, passou a lançar pelo menos um LP por ano até 1984. Summer lançou 17 álbuns de estúdio. Entre os trabalhos mais importantes estão "Bad Girls" e "On the Radio, Volume I & II".


Ela já liderou a principal parada nos EUA com canções como "Hot Stuff" e "MacArthur Park". O disco mais recente é "Crayons", de 2008, com músicas como "I'm a fire", "Stamp your feet", "It's only love" e "Fame (the game)". O álbum ficou na 17ª posição do ranking de mais vendidos nos EUA. Ela veio ao Brasil em 2009 para divulgar o CD, lançado após hiato de 17 anos.

Ao trocar de gravadora, assinando com a Geffen Records em 1983, Donna passou a ter menos destaque nas paradas. Nos anos 80, não conseguiu repetir o sucesso da década anterior. Ela chegou até a deixar de cantar seus principais hits da disco music.


Ela foi a única a ter três discos-duplo consecutivos em primeiro lugar na lista de mais vendidos. Foi também a primeira cantora com quatro singles número um em um período de 13 meses, de acordo com o Rock Hall of Fame, onde foi homenageada neste ano. (Veja, ao lado, vídeo exibido pelo Fantástico, em 1978, com performance de "Let's Dance".)

A cantora deixa seu marido Bruce Sudano, com quem teve dois filhos, e quatro netos. Ela também teve um filho de seu primeiro casamento, com Helmuth Sommer. "Esta manhã, perdemos Donna Summer Sudano, uma mulher cheia de talento, sendo que o maior deles era a sua fé", disse a família em um comunicado. "Enquanto lamentamos a sua morte, estamos em paz celebrando a sua extraordinária vida e seu legado permanente. Palavras realmente não podem expressar o quanto nós apreciamos suas orações e seu amor para a nossa família neste momento difícil." Ela morava em Nashville, no estado americano do Tennessee.


Fontes confirmaram ao site TMZ que a cantora acreditava ter ficado doente após os atentados de 11 de setembro, ao inalar partículas tóxicas. A cantora Dionne Warwick disse em comunicado que estava triste em perder uma grande intérprete e "querida amiga". "Meu coração vai para seu marido e seus filhos", disse Warwick. "Orações serão rezadas para mantê-los fortes."

No Twitter, fãs famosos lamentaram a morte. "Descanse em paz, querida Donna Summer. Sua voz foi a batida do coração e a trilha sonora de uma década", resumiu o produtor Quincy Jones, famoso por trabalhar com Michael Jackson, Sarah Vaughan e Ray Charles. "Uau, outra lenda se foi. Descanse em paz rainha do soul Donna Summer", escreveu a rapper Nicki Minaj.

"Uma das minhas primeiras inspirações musicais. Descanse em paz. 'Bad girls' para sempre" foi a mensagem da popstar australiana Kylie Minogue. "A rainha do disco nos deixou. Donna Summer siempre estará viva por meio de sua música! Obrigado por sua voz incomparável e por sua grandeza", agraceceu a mexicana Thalia. "É uma perda terrível. Ela era de fato a rainha da disco", elogiou La Toya Jackson.

Até Roberto Carlos deu uma passadinha na festa de arromba de Erasmo no Municipal, em julho do ano passado. E só o papo descontraído dos velhos amigos, em cima do palco, já teria justificado o lançamento desse CD/DVD de 50 anos de estrada (carreira, não, que é termo "polêmico", brinca o próprio). Sendo o cantor a metade da dupla de hitmakers que tomou para si a bandeira do rock, custe o que custar (e olhe que custou bastante naquele primeiro Rock in Rio!), nada mais justo do que o que lhe foi dado na noite: a moldura perfeita para provar que, aos 70 anos, quem quiser pode vir quente. Erasmo Carlos está fervendo.

O primeiro acerto do projeto foi a banda escalada, que une quatro gerações: a do artista, a do novo baiano Dadi (guitarra), de Billy Brandão (guitarra solo de categoria) e do grupo Filhos da Judith (guitarra, baixo, bateria e coros afinados). Distante de qualquer breguice que um dia possa ter ousado se infil$em sua música, Erasmo nem precisou se fingir de jovem atlético: bom humor e charme ajudaram a cumprir a tarefa com louvor em clássicos do top de "Sou uma criança, não entendo nada", "Negro gato" (de Getúlio Côrtes, aqui em clima funky 007) e "Mesmo que seja eu".

Outro acerto de "50 anos de carreira" é a seleção do repertório, disposto em bem sacado roteiro. Os hits estavam lá, claro, mas também $presença o Erasmo Carlos rejuvenescido do disco "Rock’n’roll" (2009), nos bons rocks "Jogo sujo", "Chuva ácida" e "Cover".

E o amor, verdadeira razão de se fazer rock (diz o cantor), não poderia ficar de fora da festa. Romântico, ele foi até de sobra, nas baladas "Gatinha manhosa" e "Mais um na multidão" (parceria dos anos 2000 com Carlinhos Brown e Marisa Monte, que subiu ao palco para dividir a $ção), e ainda na série de sucessos de Roberto Carlos compostos em parceria: "Desabafo", "Olha", "Proposta", "Cavalgada", que foram reunidos em medley com o piano de José Lourenço e as cordas do Teatro Municipal.

Com Roberto, por sinal, o número foi curto, mas adequado: uma lembrança de onde tudo começou entre os dois ("Parei na contramão") e a simbólica "É preciso saber viver". Curiosamente (ou não assim), a música que rola, no DVD, imediatamente após a saída do convidado é "Quero que vá tudo pro inferno", levando Erasmo de volta aos caminhos do rock que dão em "Minha fama de mau" e, enfim, na "Festa de arromba". Em plena terra sagrada da música, o avô do rock brasileiro não titubeou e seguiu com sua cruzada. Mas sem perder a ternura, jamais.

A polícia da Indonésia proibiu a apresentação da cantora Lady Gaga, prevista para 3 de junho em Jacarta, após as queixas dos islamitas, que chamaram a artista, conhecida pela defesa dos direitos dos homossexuais, de "satânica".

"Não vamos dar a autorização para a apresentação de Lady Gaga em Jacarta", afirmou à France Presse o porta-voz da polícia nacional, Saud Usman Nasution.

"O show terá que ser cancelado", completou, antes de admitir a possibilidade da apresentação acontecer fora da capital.

"Tudo dependerá da polícia da cidade onde eventualmente aconteça a apresentação", disse


A polícia nacional seguiu a recomendação negativa da força policial de Jacarta, que recebeu uma reclamação do Conselho dos Ulemás, a maior instância religiosa islâmica na Indonésia.
"Suas roupas são muito sexy e eróticas", afirmou uma fonte policial da capital.

A Frente dos Defensores do Islã (FPI), conhecida pelos ataques violentos contra bares e casas de massagem, prometeu na semana passada reunir 30 mil manifestantes em Jacarta para impedir que Lady Gaga manifestasse sua "fé satânica".

A oposição a Lady Gaga, no entanto, não é unânime na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, com 240 milhões de praticantes, em sua maioria de um islã moderado. Os 50 mil ingressos do show da americana foram vendidos.

Comercial Casas Bahia Dia das Mães 2012

versão com Claudinho e Buchecha
 versão com Adriana Calcanhotto
Letra:
Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim, sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim, sem você…
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim…
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço,
Namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você…
Tô louco prá te ver chegar
Tô louco prá te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração…
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo
Por que? Por que?
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim, sem você
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim, sem você…
Você…
Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim…
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas prá poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo

Thiaguinho revela que é dependente da mãe e os dois fazem dueto juntos

O Brasil inteiro adora ouvir Thiaguinho cantar. Cara elegante, bom de samba e afinado, é o filho que a dona Glória adora paparicar.

“Desde quando minha estava grávida de mim, minha mãe já era parceira, porque a gravidez já foi meio conturbada. Os médicos falavam que eu não iria conseguir nascer. E a gente já começou a lutar ali, e juntos já”, conta o cantor Thiaguinho.

Veio Thiaguinho, um menino tranquilo, orgulha-se Glória Maria Barbosa: “É um filho maravilhoso. Eu acho que se eu tivesse pedido mais um pouco, não tinha vindo tão bom assim”.

Glória, desde menina, adora música. Chegou a cantar em festivais na escola e no interior de São Paulo. Quando Thiaguinho tinha dez anos, a dona Glória voltou a fazer parte do coral da igreja e sempre levava o filho para os ensaios. Aí não teve jeito. A música invadiu a vida do menino. E não demorou para Thiaguinho trocar os carrinhos de brinquedo pelo violão.

“Faço tudo, de trocar pneu do carro, de levar o carro para consertar, tudo que imaginar que tem que fazer, sou eu que faço”, diz a mãe do cantor. “Eu sou um pouco dependente dela. Ainda tenho um caminho para cortar o cordão umbilical”, afirma Thiaguinho.

 


Gaby Amarantos diz que se espelhou na mãe: 'Ela andava toda enfeitada'

Ela é uma filha de ouro. Ficou conhecida como a Beyoncé do Pará. É brega, é diva, é pop. É Gaby Amarantos. A filha querida da dona Elza.
Gaby Amarantos sempre se espelhou não mãe, dona Elza, de 66 anos, que trabalhava como costureira vendedora de cosméticos na periferia de Belém.

 “Ela era uma mulher que gostava muito de se enfeitar, de usar maquiagem. Era meio que a minha inspiração. Ela usa uns saltos altos. Eu falava: ‘Quando eu crescer, ser assim igual a minha mãe, toda enfeitada também”, lembra a cantora.

 “Quando ela começou a carreira dela, eu apoiei em tudo. O pai dela falava: ‘Isso não vai dar certo. Essa menina não vai dar coisa boa, não’. Eu sempre tive confiança nela”, comenta a mãe.
“Uma das lições que ela me ensinou foi faça o que tem que fazer e não ligue para o que as pessoas vão dizer”, conta Gaby. 

Essa relação tão carinhosa entra mãe e filha ganhou ainda mais vida com a chegada de um pequeno integrante da família Amarantos: o Davi, de três anos, filho da Gaby. Dona Elta diz que agora tem dois corações: “Coração de mãe e coração de avó”.

“Eu viajo tranquila e sei que ele está no seio da minha família. Isso me deixa muito feliz. Se não fosse ela, ali do meu lado, nessa hora tão importante, eu não conseguiria”, aponta Gaby. “Ela está presente em todas as fases mais importantes da minha vida”, garante.
 

 

Rogério Flausino cansou de ser achincalhado. Em entrevista, o mais novo quarentão do pop rock brasileiro não economizou nos palavrões, nos desabafos e repassou os 15 anos de hits e mágoas do Jota Quest. Após sete CDs, três DVDs e 4,5 milhões de cópias vendidas, o quinteto lança "Folia e caos". O novo disco tem duas horas de música e convidados como Maria Gadú, Nando Reis, Erasmo Carlos e Humberto Gessinger (ex-Engenheiros do Hawaii), que mandou uma letra inédita por SMS para Flausino.

Como foi a parceria com o Humberto Gessinger?
Rogério Flausino –
O Humberto foi um dos nossos convidados em Porto Alegre. Batemos um papo ótimo, nunca tínhamos conversado antes. Ele é um cara muito perspicaz. Falamos muito da vida. Eu disse que era fã e pedi uma letra. Falei que ele deveria ter algo guardado, sei lá. No dia seguinte, acordei cedinho. Liguei o telefone e ele tinha mandado uma letra por SMS. Peguei o violão e "pá-pum": saiu "Tudo está parado". Das quatro novas, essa é que eu mais gosto.

Por que ‘Folia e caos’ como nome do disco?
Rogério Flausino –
"Vivendo de folia e caos" é a primeira frase da música "Na Moral". "Folia e caos" é porque foi uma zona, um carnaval. A comemoração foi boa porque nos proporcionou uma descontração que há muito tempo a gente não sentia. Estava pragmático, careta, paradão. Estava um momento estranho na música, sem clima para gravar um disco de inéditas. 

Qual 'momento estranho'?
Rogério Flausino –
Quando a venda do CD diminuiu 80%, foi grotesco, um golpe duro no pop rock e na MPB. Eles dependem do investimento das grandes companhias para sobreviver. As bandas da década de 80 mudaram a cabeça da geração. Depois veio a década de 90, fizemos parte daquilo. Todo mundo trabalhou para caramba. Havia um investimento e quem soube aproveitar chegou até aqui. Nos anos 2000, tivemos a Pitty, Los Hermanos. Se comparar em números, agora é muito pequeno. Há bandas caminhando no underground, mas tudo na periferia da coisa. Existe público, mas sem investimento. As bandas ainda não ganharam o grande público.

Por isso que bandas novas de rock não conseguiram o sucesso da sua geração?
Rogério Flausino –
Isso é uma merda. Começamos a nos sentir oprimidos, o segmento está oprimido. Os outros estilos no Brasil conseguiram se organizar, e a coisa é cavalar. Gravar o quê e por quê? Rola uma pressão. Pressão é o c..., não pode acontecer isso. A gente preferiu se divertir. Foi difícil aceitar que isso é coisa legal. Muita gente falou que banda debutar era coisa baranga, que fazer aniversário de 15 anos era brega. Mas foi tudo muito legal.

No texto sobre o disco, você cita [o filósofo] Nietzsche. Você lê bastante?
Rogério Flausino –
O Nietzsche é muito doido. O Márcio [tecladista] lê muito mais. Não sou um super fã, mas já li algumas coisas. Eu comprei uma biografia nova dele, há 15 dias. Agora vou ler. Já comecei duas vezes, mas vou lendo e o cara é muito doido, cita vários malucos. Eu começo a ficar maluco. Eu tenho medo dele.

 O que você fazia quando tinha 25, no começo da banda, e não faz mais hoje de jeito nenhum, aos 40 anos?
Rogério Flausino –
O meu espírito continua o mesmo. Antes, virava muito a noite. Estou sentindo o peso da idade, não consigo quebrar tudo toda noite. Desde que minha filha nasceu há cinco anos eu abandonei um pouco as baladas, festas. Eu hoje dedico os momentos vagos para a minha filha. Ela é minha válvula de escape. Por causa dela estou no caminho do bem. Eu tinha uma ingenuidade, uma certa irresponsabilidade. Ainda não tinha tomado os chutes da vida. Quando você é jovem, você é mais autêntico. Você não pensa no que vão dizer. Você vai ficando velho e começa a dar ouvido a quem você não deveria dar. Já chegamos até aqui, agora quero me divertir. Não preciso mais pedir licença para os outros. A vida é curta para ficar nessa de “achomêtro”. Quero me entregar à vida.

Você costuma ler críticas sobre a banda, alguma já te deixou magoado?
Rogério Flausino –
Eu lido bem. No começo, a gente foi ingênuo. Não sabia que existiam regras. Quem constrói a história é quem está com o martelo na mão. Somos o que somos. Todo mundo está careca de saber quem a gente é. Sabem das nossas limitações e pontos positivos. Sou a favor de debatermos. Sou um cara bastante construtivo. Quero ajudar a nova geração a ganhar o grande público. Contem comigo. Não importa se gostam da nossa música, quero que gostem de mim: tenho muito a acrescentar. Não vamos convencer mais ninguém de que somos legais. Tenho 40 anos de idade, 15 anos de banda. Vamos continuar enchendo os lugares. Não estou comprando briga. Esqueçam um pouco isso, vamos elevar um pouco o nível...

 Ao reler entrevistas da banda nos lançamentos de discos anteriores, parece que existe um discurso de vocês que separa o Jota Quest pop do Jota Quest mais voltado para a black music, aquele som do começo de carreira. Existe isso?
Rogério Flausino –
Entre nós, existe um caos. Todos adoramos o funk, o black, o rock, a música eletrônica moderna.... Muitos momentos a gente se trai... Existe só um Jota Quest e ele é assim. Ele é pop. Todo mundo está louco para fazer pop no Brasil. Mas nem todos querem o sucesso. Existe meia dúzia de emburrados que dizem que não querem. Não existe nada pior do que ouvir um grupo em que as melodias são as mesmas. O cara não consegue costurar uma sequência de acordes. Qual a diferença de um rap bom e de um ruim? O bom consegue ir além da retórica, tem uma divisão assoviável! É a coisa do flow. Temos que fazer canções!

Várias bandas já fizeram propaganda: Skank de chinelo, Capital Inicial de cursinho de inglês, Seu Jorge de cachaça... Mas ninguém nunca foi tão achincalhado como vocês, por causa da Fanta Laranja. Vocês se arrependeram?
Rogério Flausino –
Eu poderia falar que é dor de cotovelo. Ganhamos uma puta grana na época. E era tabu fazer comercial. Mutantes fez para os postos Shell e ninguém falou nada. Nos anos 70 e 80, todos fizeram grandes contratos. O convite da Fanta foi sensacional. Por causa daquilo sempre tivemos patrocínio nos anos seguintes. A banda fica mais sólida e canta sobre o que acha justo. Naquele momento, o Jota Quest estava muito bombado, tínhamos vendido um milhão de cópias, estávamos superexpostos, o negócio foi ficando meio "over". "Fácil" e "O vento" tocaram muito. Quando saiu o comercial da Fanta, juntou a fome com a vontade de comer. A galera falou: "nossa, vamos arregaçar esses moleques". Juntaram seis caboclinhos em um restaurante para combinar. E aí nos detonaram [em reportagens na imprensa]. Foi um processo de achincalhamento geral.
 
Do que você não aceitaria fazer propaganda?
Rogério Flausino –
Ah, se fosse de uma cervejinha, faria. Eu não faria de cigarro e nem sei se pode. Não faria propaganda de macarrão, de extrato de tomate. Tem que ver para não ficar uma coisa forçada. Tem que ser legal, divertida, positiva.


Com um público total de 300 mil pessoas, somando as atrações dos três dias nos quatro palcos montados no Rio de Janeiro, a quarta edição do Viradão Carioca, que terminou neste domingo (6), bateu recorde, de acordo com a Riotur, que promove o evento em parceira com a Globo Rio.

Foram mais de 60 atrações culturais, todas gratuitas, espalhadas em palcos na Praia do Arpoador e no quiosque em Copacabana, ambos na Zona Sul da cidade; na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte; e em Bangu, na Zona Oeste do Rio.

O público infantil não ficou de fora. Nesta manhã, cerca de 20 mil crianças tomaram conta da Quinta da Boa Vista, para ver o show do fenômeno Galinha Pintadinha, o espetáculo de teatro de bonecos O Carnaval dos Animais e a trupe do Palhaço Topetão.

“Fizemos o melhor Viradão Carioca da história com atrações para todos os gostos. Foi ótimo ver um público tão diverso lotando os palcos, ocupando as ruas e curtindo a festa”, disse o secretário de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello.


No sábado (5), o mesmo local recebeu um público completamente diferente, que curtiu as bandas de heavy metal Rancore, Korzus e Sepultura. Segundo a Riotur, 30 mil pessoas, a maioria vestida de preto, bateram cabeça na noite dedicada ao som mais pesado do festival.

Já o palco montado na Praça das Juras, em Bangu, foi mais eclético: teve do pop rock de Lulu Santos e do tremendão Erasmo Carlos, que comemorava 50 anos de carreira, ao funk dos Hawaianos e ao kuduro da cantora angolana Titica. A mistura agradou e 40 mil pessoas prestigiaram a festa.

No Arpoador, Rogê e Mulheres de Chico criaram o clima para cinco mil pessoas curtirem a chegada do Kid Abelha, que comemorou 30 anos de carreira ao som de antigos sucessos da banda.

Neste domingo, os três palcos tiveram intensa movimentação desde cedo. Todos transmitiram a final do Campeonato Carioca entre Fluminense e Botafogo antes do início da programação musical. No palco do Arpoador, o Viradão foi encerrado em grande estilo por Thais Gulin, Pedro Luís e Lulu Santos. Na Quinta, a programação foi voltada para adolescentes e românticos, com shows de Fiuk, Naldo, Ana Carolina, Gusttavo Lima e Jammil.

Já o palco de Bangu rendeu-se ao rock das bandas Volk, Dead Fish, Detonautas e Cidade Negra.
Na sexta-feira, o dia de abertura, estima-se que cinco mil pessoas estiveram no Arpoador para o tributo ao Clube da Esquina e ao show do Baia, enquanto mais de 20 mil prestigiaram Luan Santana na Quinta da Boa Vista, que teve abertura feita pela Batalha do Passinho. Outras 35 mil pessoas curtiram a festa comandada por Arlindo Cruz, Monobloco e MV Bill em Bangu.



Buchecha quer ressuscitar o funk melody. Na verdade, para ele, o funk nunca morreu. Prova disso é a boa fase do cantor, que está com um novo hit, “Hot Dog”, na novela "Avenida Brasil", e um DVD em homenagem aos seus 15 anos de carreira prestes a ser lançado.
“Quero mostrar que o funk melody não está morto. As músicas que fazem apologia ao sexo e às drogas acabam afastando as pessoas, prejudicam a imagem do funk melody. Mas, hoje, felizmente, não só a comunidade ouve o estilo, eu faço show até no Copacabana Palace”, diz Buchecha
Depois de mais de dez anos sem ter música em trilha de novela – a última foi “Xereta”, junto com Claudinho (que morreu em acidente de carro em 2002) - , o cantor agora anima os bailes charme do Divino Futebol Clube na trama das nove.

Mas Buchecha, que começou a carreira cantando o “Rap do Salgueiro” no Clube Mauá de São Gonçalo, garante que não virou “charmeiro”. “A música, na verdade, não tem tanto a ver com o charme, mas é dançante e combina com o baile na novela”, explica.

 Gaúchos funkeiros

Por incrível que pareça, o DVD dos 15 anos de carreira de Buchecha não foi gravado em São Gonçalo, no Rio. “Minha ideia inicial era essa, pois foi no Clube Mauá onde tudo começou. Mas não conseguimos conciliar as datas”. O disco acabou gravado durante um show em Porto Alegre. E gaúchos gostam de funk, por acaso? Segundo Buchecha, eles adoram: “Para você ter uma ideia, lá o MC Marcinho é rei”.

O DVD teve as participações especiais de Jorge Vercilo e Belo. O primeiro cantou “Andar, andar”, música composta por ele mesmo há anos para a dupla Claudinho e Buchecha. “Mas na época ele ficou com vergonha de mostrar. O Vercilo é meu ídolo, foi uma grata surpresa essa música”, conta Buchecha, que também elogia a presença de Belo. “O que eu posso dizer do Belo? Ele é o cara mais romântico do pagode. Quando entrou no palco, a mulherada gritou” (risos).
O momento mais emocionante do show, no entanto, segundo Buchecha, é quando ele faz uma homenagem a Claudinho. “Eu canto a música ‘Saudade’, e uma imagem do Claudinho aparece no telão. Eu ainda me emociono. A dor da perda a gente até já consegue administrar, mas a dor da saudade não vai embora nunca”, diz.

Três perdas consecutivas
 
Além da morte do amigo e parceiro Claudinho, Buchecha teve outras duas grandes perdas nos últimos dez anos. Três anos depois do acidente de carro fatal, o cantor perdeu a avó para o câncer. “Foi uma morte chorada por meses, anos. Ela era a matriarca da família.”
Em 2010, mais um baque: seu pai, Claudino de Souza Filho, foi assassinado após uma discussão por causa de dez reais. “É difícil aceitar uma morte por um motivo tão banal”, diz Buchecha, com a voz embargada.
Mas, apesar das tragédias, Buchecha conseguiu superar e está seguindo adiante. “A gente não pode se abater, tem que segurar na mão de Deus”, afirma o cantor.
 

O cantor sertanejo José Perez, mais conhecido como Tinoco, morreu na madrugada desta sexta-feira (4) no Hospital Municipal Ignácio de Proença de Gouvêa, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele deu entrada no hospital na noite desta quinta (3) com insuficiência respiratória e morreu à 1h42. Tinoco tinha 91 anos.

Ainda de acordo com a secretaria, Tinoco foi levado para uma sala de emergência assim que chegou ao hospital e, em seguida, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundos os médicos, ele não resistiu à segunda parada respiratório que sofreu.

Tinoco nasceu em Pratânia, no interior de São Paulo. Com o irmão João Salvador Perez, o Tonico, formou a dupla Tonico e Tinoco, uma das mais importantes da história da música brasileira. Eles realizaram quase mil gravações ao longo de sua trajetória musical, que começou em 1935, e venderam mais de 150 milhões de cópias de seus 83 discos. A dupla acabou em 1994 com a morte de Tonico no dia 13 de agosto. Juntos, os dois realizaram cerca de 40 mil apresentações em toda a carreira. "Tristeza de Jeca", "O menino da porteira", "Chico mineiro" e "Moreninha linda" estão entre os maiores sucessos de Tonico e Tinoco.

Em 2010, Tinoco foi homenageado por Roberto Carlos durante a gravação do especial "Emoções sertanejas". Na ocasião, Tinoco completava 90 anos e 75 de carreira e, no palco, ao receber uma placa das mãos de Roberto Carlos e Chitãozinho e Xororó, afirmou que aquela era a saudação mais importante que havia ganhado por sua trajetória até então. "É a maior pelo valor humano. Sabe o que é o valor humano? É a coisa mais linda que nós temos", disse.
Aberto ao público, o velório deve começar a partir das 10h no Cemitério da Quarta Parada, no Belém, Zona Leste. O enterro está programado para às 17h no Cemitério da Vila Alpina, também na Zona Leste.

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