Saiba como são as músicas do disco "A Sociedade do Espetáculo", previsto para setembro
Sai entre o final de agosto e o início de setembro o novo trabalho do grupo paulista O Teatro Mágico, batizado “A Sociedade do Espetáculo”. É apenas o terceiro disco em oito anos, mas o barulho que o grupo de Osasco costuma provocar entre seus fãs é inversamente proporcional às não muitas canções que lançou até hoje.
Foto: Divulgação
Fernando Anitelli, líder d'O Teatro Mágico: trupe continua independente, apesar do assédio das gravadoras
A devoção não se explica, tampouco, pela presença do grupo na chamada grande mídia. O Teatro Mágico nunca teve gravadora, não é convidado para programas de TV, não toca em rádios comerciais. Mistura música com circo e teatro e gosta de politizar suas canções e apresentações. Vendeu 350 mil cópias do primeiro álbum, “Entrada para Raros” (2003), de modo totalmente artesanal – o pai de Fernando Anitelli (o líder do grupo) produzia e vendia os discos nos shows, um a um.
“A Sociedade do Espetáculo” deve seguir esses mesmos padrões. Apesar de convites recebidos de várias gravadoras, segundo Fernando, até hoje não houve acordo. Razões não faltam, e vão além do fato de o grupo gostar de canções politicamente engajadas. Todos os trabalhos são liberados na internet para download, oficial e gratuitamente, sob licenças Creative Commons. A trupe não quer abrir mão da venda direta dos CDs por preços baixos, nem de editar suas próprias canções sem intermediação de companhias multinacionais.
Entre os temas do novo disco (que terá 16 canções e três vinhetas), contam-se menções simpáticas ao Movimento Sem-Terra, referências às revoltas populares no Oriente Médio, críticas à “heterointolerância branca” de nossa sociedade, canções suavemente feministas, e assim por diante.
Entre os temas do novo disco (que terá 16 canções e três vinhetas), contam-se menções simpáticas ao Movimento Sem-Terra, referências às revoltas populares no Oriente Médio, críticas à “heterointolerância branca” de nossa sociedade, canções suavemente feministas, e assim por diante.
O Teatro Mágico concedeu uma audição com exclusividade à reportagem, num dos últimos dias de gravação e mixagem no estúdio Oca – Casa de Som, em São Paulo. Seguem abaixo descrições das 16 faixas, com comentários de Fernando durante a audição.
“Além, Porém, Aqui” – “Termina com uma frase brega, ‘semear o amor’”, avisa Fernando Anitelli, temeroso dos próprios versos. “Mas é a primeira música do álbum, e fala da compreensão de um momento mais amadurecimento, de uma nova conduta. É uma coisa pra cima, pra frente.” O músico ressalta o verso “anuncia teu dissabor”, como o convite ao ouvinte para que exerça, com liberdade, seu próprio espírito crítico: pintar um mundo cor-de-rosa não é um dos propósitos d’O Teatro Mágico.
“Da Entrega...” – Os verbos no infinitivo, característicos de Anitelli, dominam a letra politicamente engajada: “apoderar-se de si”, “resistir”, “ser plural”, “repartir o acúmulo”... Em vez de ordenar ao rebanho que faça o que ele diz, o pregador prefere sugerir, com sutileza, um comportamento coletivo, colaborativo, compartilhado.
“Quermesse” – “Fiz 15 anos atrás, na mesma época do primeiro álbum, a gente nunca gravou. A letra é mais singela”, Fernando justifica o romantismo à moda antiga da canção. “Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você”, proclamam os versos amorosos.
“Amanhã... Será?” – A inspiração, aqui, são as recentes mobilizações populares em países do Oriente Médio, na Espanha e no Brasil. Os integrantes do Teatro Mágico costumam frequentar as marchas em São Paulo caracterizados, em contato direto e íntimo com a multidão. “Essa revolução, na verdade, é interior”, filosofa Fernando, que ao ouvir destaca a atuação de Galldino, figura-chave nos discos e shows do grupo, nos violinos. “Ele é meio cigano, um ermitão que mora na montanha do Embu, no meio do mato.”
“Transição” – “Esta hetero-intolerância branca te faz refém”, diz a canção pop que trata de temas de que canções pop em geral simulam não gostar. “Contaminam o chão família e tradição”, provoca o rock meio celta (segundo Fernando) que fala de “ter direito ao corpo” e à “terra-mãe que nos pariu”.
“O Outro Testamento” – O arranjo usa batida de funk carioca, opção assim explicada pelo coprodutor do disco e coautor da faixa, Daniel Santiago, músico do celebrado quinteto de Hamilton de Holanda: “Nasci em Brasília, mas morando no Rio durante nove anos aprendi a gostar do funk carioca. Morei perto de um morro, do meu banheiro dava pra ouvir na favela, quase todos os dias. O ritmo veio da capoeira, do maculelê, é totalmente brasileiro. Funk definitivamente é uma linguagem e uma manifestação cultural brasileira, veio pra ficar”.
“Além, Porém, Aqui” – “Termina com uma frase brega, ‘semear o amor’”, avisa Fernando Anitelli, temeroso dos próprios versos. “Mas é a primeira música do álbum, e fala da compreensão de um momento mais amadurecimento, de uma nova conduta. É uma coisa pra cima, pra frente.” O músico ressalta o verso “anuncia teu dissabor”, como o convite ao ouvinte para que exerça, com liberdade, seu próprio espírito crítico: pintar um mundo cor-de-rosa não é um dos propósitos d’O Teatro Mágico.
“Da Entrega...” – Os verbos no infinitivo, característicos de Anitelli, dominam a letra politicamente engajada: “apoderar-se de si”, “resistir”, “ser plural”, “repartir o acúmulo”... Em vez de ordenar ao rebanho que faça o que ele diz, o pregador prefere sugerir, com sutileza, um comportamento coletivo, colaborativo, compartilhado.
“Quermesse” – “Fiz 15 anos atrás, na mesma época do primeiro álbum, a gente nunca gravou. A letra é mais singela”, Fernando justifica o romantismo à moda antiga da canção. “Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você”, proclamam os versos amorosos.
“Amanhã... Será?” – A inspiração, aqui, são as recentes mobilizações populares em países do Oriente Médio, na Espanha e no Brasil. Os integrantes do Teatro Mágico costumam frequentar as marchas em São Paulo caracterizados, em contato direto e íntimo com a multidão. “Essa revolução, na verdade, é interior”, filosofa Fernando, que ao ouvir destaca a atuação de Galldino, figura-chave nos discos e shows do grupo, nos violinos. “Ele é meio cigano, um ermitão que mora na montanha do Embu, no meio do mato.”
“Transição” – “Esta hetero-intolerância branca te faz refém”, diz a canção pop que trata de temas de que canções pop em geral simulam não gostar. “Contaminam o chão família e tradição”, provoca o rock meio celta (segundo Fernando) que fala de “ter direito ao corpo” e à “terra-mãe que nos pariu”.
“O Outro Testamento” – O arranjo usa batida de funk carioca, opção assim explicada pelo coprodutor do disco e coautor da faixa, Daniel Santiago, músico do celebrado quinteto de Hamilton de Holanda: “Nasci em Brasília, mas morando no Rio durante nove anos aprendi a gostar do funk carioca. Morei perto de um morro, do meu banheiro dava pra ouvir na favela, quase todos os dias. O ritmo veio da capoeira, do maculelê, é totalmente brasileiro. Funk definitivamente é uma linguagem e uma manifestação cultural brasileira, veio pra ficar”.
Foto: Futura Press
Nas letras, grupo fala do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, direitos autorais e até feminismo
“Assim Que For” – A canção é inspirada em uma fã anã que virou amiga, depois moderadora de comunidades do Teatro Mágico em redes sociais, e morreu poucos meses atrás. “Milagres acontecem quando a gente vai à luta”, diz a letra ao final, tomando frase emprestada de Sérgio Vaz, poeta, ativista e criador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia).
“Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou” – Fernando explicita a origem: “Tentei escrever com teorias de crianças, inspirado numa reportagem sobre os Doutores da Alegria que meu pai me mostrou. Uma criança dizia que um palhaço é um homem todo pintado de piadas’, outra dizia que sonho era uma coisa que ela guardava dentro de um travesseiro. E os doutores diziam que não sabiam se eram médicos, atores, palhaços, ou se eles estavam sendo curados fazendo aquilo. Quem de fato sabe o que é?”.
“O Nosso Pequeno Castelo” – A levada é nordestina, e a voz em dueto é de Ivan Valente, que, como Galldino, tem registro de voz agudo, algo feminino.
“Folia no Meu Quarto” – Essa faixa contém a única voz feminina do CD, de Nô Stopa, filha do cantor e compositor Zé Geraldo. “Fiz com ela há uns dez anos, a gente brigou por causa dessa música, ‘você escreveu aquilo’, ‘não, só um pedaço’, ‘então você é falso’. Ficamos dois anos sem nos falar. Na verdade éramos apaixonados, ela namorava outro cara, eu namorava outra menina”, Fernando revela. O romance, diz, não se concretizou; a parceria, sim.
“Eu Não Sei na Verdade Quem Eu Sou” – Fernando explicita a origem: “Tentei escrever com teorias de crianças, inspirado numa reportagem sobre os Doutores da Alegria que meu pai me mostrou. Uma criança dizia que um palhaço é um homem todo pintado de piadas’, outra dizia que sonho era uma coisa que ela guardava dentro de um travesseiro. E os doutores diziam que não sabiam se eram médicos, atores, palhaços, ou se eles estavam sendo curados fazendo aquilo. Quem de fato sabe o que é?”.
“O Nosso Pequeno Castelo” – A levada é nordestina, e a voz em dueto é de Ivan Valente, que, como Galldino, tem registro de voz agudo, algo feminino.
“Folia no Meu Quarto” – Essa faixa contém a única voz feminina do CD, de Nô Stopa, filha do cantor e compositor Zé Geraldo. “Fiz com ela há uns dez anos, a gente brigou por causa dessa música, ‘você escreveu aquilo’, ‘não, só um pedaço’, ‘então você é falso’. Ficamos dois anos sem nos falar. Na verdade éramos apaixonados, ela namorava outro cara, eu namorava outra menina”, Fernando revela. O romance, diz, não se concretizou; a parceria, sim.
“Terra” – “Pedro Munhoz é um trovador do Rio Grande do Sul, tem uma participação grande dentro do Movimento Sem-Terra”, Fernando explica mais uma canção de tom engajado em “A Sociedade do Espetáculo”. “Ser sem-terra, ser guerreiro/ com a missão de semear/ (...) a terra é de quem semear”, diz a letra, sob cativante melodia interiorana.
“Você Me Bagunça” – “Aprender você sem te prender comigo” é o que prega a letra de declaração de amor, mas também de aceitação da distância e do afastamento. “Escrevi cheio de saudade, chorando, para minha ex-namorada”, explica Fernando.
“Tática e Estratégia” – “Essa foi uma paixão latina que eu tive”, diz Fernando, afirmando que a inspiração vem do poeta uruguaio Mario Benedetti.
“O Que Se Perde Enquanto os Olhos Piscam”– Uma levada bem Beatles em 1967 introduz uma canção coletiva batizada pela amiga Belinha. “Fiz com o pessoal do Twitter, estava lá ao vivo e falei: ‘Gente, vamos fazer uma música agora? A ideia é listar objetos que a gente perde e não se dá conta’. Todo mundo começou a mandar coisa: guarda-chuva, documento, aliança, chaveiro, cadeado, óculos escuros, tampa de caneta... Simplesmente montei uma ordem de estrofes.” Entre objetos mais corriqueiros, começam a aparecer outros de inserção mais simbólica, “pronde vai o solo que não foi escrito?”, “pronde foi a coragem do meu coração?, “pronde vai a culpa da cópia?”, “pronde foi a versão original?”, os dois últimos relacionados com a visão combativa do Teatro Mágico sobre direito autoral, Creative Commons etc.
“Nas Margens de Mim” – Parceria e dueto com o músico carioca Leoni, foi criada via internet e telefone. “Eu tinha a música, ele trouxe a letra, Daniel inventou a harmonia do violão. Em termos de funcionalidade é perfeito”, diz Fernando, admitindo que é perceptível que cada voz foi gravada em ambiente diferente. “A gente foi fazendo, só que tinha elétrons entre a gente.”
“Fiz uma Canção pra Ela” – Parceria de Fernando com Galldino, é uma canção de amor com viés politizado: “Fiz uma canção pra ela/ na mais bela tradução de igualdade e autonomia/ ao teu corpo e coração”. “A mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo, quando se fala de aborto, de postura”, argumenta Fernando. “Se a menina usa roupa curta, tem culpa por ser estuprada?, peraí. É uma canção de amor à mulher, mas colocando ela como liberta, não como uma mulher que precisa ser protegida, carente, solitária, pobre, fraca, indefesa, santa, mãe. É amor, mas de igual pra igual”.
“Você Me Bagunça” – “Aprender você sem te prender comigo” é o que prega a letra de declaração de amor, mas também de aceitação da distância e do afastamento. “Escrevi cheio de saudade, chorando, para minha ex-namorada”, explica Fernando.
“Tática e Estratégia” – “Essa foi uma paixão latina que eu tive”, diz Fernando, afirmando que a inspiração vem do poeta uruguaio Mario Benedetti.
“O Que Se Perde Enquanto os Olhos Piscam”– Uma levada bem Beatles em 1967 introduz uma canção coletiva batizada pela amiga Belinha. “Fiz com o pessoal do Twitter, estava lá ao vivo e falei: ‘Gente, vamos fazer uma música agora? A ideia é listar objetos que a gente perde e não se dá conta’. Todo mundo começou a mandar coisa: guarda-chuva, documento, aliança, chaveiro, cadeado, óculos escuros, tampa de caneta... Simplesmente montei uma ordem de estrofes.” Entre objetos mais corriqueiros, começam a aparecer outros de inserção mais simbólica, “pronde vai o solo que não foi escrito?”, “pronde foi a coragem do meu coração?, “pronde vai a culpa da cópia?”, “pronde foi a versão original?”, os dois últimos relacionados com a visão combativa do Teatro Mágico sobre direito autoral, Creative Commons etc.
“Nas Margens de Mim” – Parceria e dueto com o músico carioca Leoni, foi criada via internet e telefone. “Eu tinha a música, ele trouxe a letra, Daniel inventou a harmonia do violão. Em termos de funcionalidade é perfeito”, diz Fernando, admitindo que é perceptível que cada voz foi gravada em ambiente diferente. “A gente foi fazendo, só que tinha elétrons entre a gente.”
“Fiz uma Canção pra Ela” – Parceria de Fernando com Galldino, é uma canção de amor com viés politizado: “Fiz uma canção pra ela/ na mais bela tradução de igualdade e autonomia/ ao teu corpo e coração”. “A mulher não tem autonomia sobre o próprio corpo, quando se fala de aborto, de postura”, argumenta Fernando. “Se a menina usa roupa curta, tem culpa por ser estuprada?, peraí. É uma canção de amor à mulher, mas colocando ela como liberta, não como uma mulher que precisa ser protegida, carente, solitária, pobre, fraca, indefesa, santa, mãe. É amor, mas de igual pra igual”.
fonte último segundo
- Shakira se apresenta em show gratuito em Mérida, México (16/7/11)
Mérida (México), 16 jul - A cantora colombiana Shakira encantou neste sábado com sua música e dança cerca de 150 mil pessoas que foram vê-la atuar em Mérida, sudeste do México, em um show no qual rendeu particular homenagem ao grupo americano Metallica, ao interpretar o sucesso "Nothing Else Matters".
A artista abarrotou o recinto conhecido como La Plancha da capital de Iucatã, onde viveu uma noite de entrega a um público que a aclamou durante quase duas horas.
Acompanhada do namorado, o jogador do Barcelona Gérard Piqué, a estrela do pop rock sul-americana chegou a Mérida à tarde e subiu ao palco logo após as 21h30 locais.
Depois interpretou um amplo repertório como "Pies descalzos", "Te dejo Madrid", "Hips don't lie", "La tortura", "Loba" y "Antes de las seis", entre outras músicas.
O show terminou após duas horas com a famosa "Waka Waka", que ficou popular durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
O toque original da noite foi quando Shakira interpretou junto a seus músicos "Nothing Else Matters", um dos grandes sucessos do grupo de heavy metal americano.
De novo se pôde ver o habitual jogo de quadris da colombiana, que desta vez interpretou junto a várias jovens mexicanas.
A noite transcorreu sem incidentes apesar das ameaças de boicote que um grupo de moradores da cidade fez inconformado com a falta de transparência com que a Prefeitura de Mérida organizou e manejou o espetáculo, um dos mais movimentados dos últimos anos.
A atuação foi vigiada por um amplo dispositivo de segurança no qual participaram Forças Federais, do Governo de Iucatã, e da cidade.
Nas horas anteriores ao show o ambiente que se respirou na cidade foi de absoluta tranquilidade, segundo pôde constatar a Agência Efe.
A Seleção Mexicana Sub-17 de futebol foi convidada para o espetáculo, pois há seis dias se proclamou campeã do mundo na capital mexicana.
A Prefeitura de Mérida contou com o apoio de patrocinadores privados que forneceram 24,5 milhões de pesos (cerca de US$ 2 milhões) para custear o show de Shakira.
Iucatã foi palco nos últimos anos de diversos grandes shows organizados pelo Governo estadual para fomentar o turismo, com figuras de renome internacional como Plácido Domingo e Elton John, com as pirâmides maias de Chichén Itzá como cenário.
Shakira, que tinha estado na noite anterior para um show em Cancún, no vizinho estado de Quintana Roo, dará um total de sete espetáculos em diversos palcos mexicanos até o dia 31 de julho.
Um evento grande como o das dimensões do desta noite não se realizava em Mérida desde a visita à cidade do papa João Paulo II em 11 de agosto de 1993, quando rezou uma missa para dezenas de milhares de fiéis.
A artista abarrotou o recinto conhecido como La Plancha da capital de Iucatã, onde viveu uma noite de entrega a um público que a aclamou durante quase duas horas.
Acompanhada do namorado, o jogador do Barcelona Gérard Piqué, a estrela do pop rock sul-americana chegou a Mérida à tarde e subiu ao palco logo após as 21h30 locais.
Depois interpretou um amplo repertório como "Pies descalzos", "Te dejo Madrid", "Hips don't lie", "La tortura", "Loba" y "Antes de las seis", entre outras músicas.
O show terminou após duas horas com a famosa "Waka Waka", que ficou popular durante a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
O toque original da noite foi quando Shakira interpretou junto a seus músicos "Nothing Else Matters", um dos grandes sucessos do grupo de heavy metal americano.
De novo se pôde ver o habitual jogo de quadris da colombiana, que desta vez interpretou junto a várias jovens mexicanas.
A noite transcorreu sem incidentes apesar das ameaças de boicote que um grupo de moradores da cidade fez inconformado com a falta de transparência com que a Prefeitura de Mérida organizou e manejou o espetáculo, um dos mais movimentados dos últimos anos.
A atuação foi vigiada por um amplo dispositivo de segurança no qual participaram Forças Federais, do Governo de Iucatã, e da cidade.
Nas horas anteriores ao show o ambiente que se respirou na cidade foi de absoluta tranquilidade, segundo pôde constatar a Agência Efe.
A Seleção Mexicana Sub-17 de futebol foi convidada para o espetáculo, pois há seis dias se proclamou campeã do mundo na capital mexicana.
A Prefeitura de Mérida contou com o apoio de patrocinadores privados que forneceram 24,5 milhões de pesos (cerca de US$ 2 milhões) para custear o show de Shakira.
Iucatã foi palco nos últimos anos de diversos grandes shows organizados pelo Governo estadual para fomentar o turismo, com figuras de renome internacional como Plácido Domingo e Elton John, com as pirâmides maias de Chichén Itzá como cenário.
Shakira, que tinha estado na noite anterior para um show em Cancún, no vizinho estado de Quintana Roo, dará um total de sete espetáculos em diversos palcos mexicanos até o dia 31 de julho.
Um evento grande como o das dimensões do desta noite não se realizava em Mérida desde a visita à cidade do papa João Paulo II em 11 de agosto de 1993, quando rezou uma missa para dezenas de milhares de fiéis.
fonte UOL
Durante a abertura da feira TEDGlobal 2011, a cantora Imogen Heap fez uma performance musical incomum, utilizando luvas com alta tecnologia para produzir músicas apenas com os gestos.
Essas luvas foram criadas e desenvolvidas pelo pesquisador Tom Mitchell, da Universidade do Oeste da Inglaterra, em Bristol. De acordo com Mitchell, essas luvas são equipadas com sensores que são capazes de mapear o movimento dos dedos do usuário, criando assim as harmonias musicais. As luvas contam com sistemas integrados de giroscópio, acelerômetro e magnetômetros, que registram a orientação básica dos movimentos das mãos no ar, analisando inclusive a velocidade exata de cada movimento, para um melhor ajuste da nota e do tempo de execução da música.
Além disso, pequenos microfones são instalados no pulso do usuário, para gravar as ondas sonoras. Todas essas informações são captadas e retransmitidas para um computador, que processa os dados para análise, interpretação, e reprodução dos gestos produzidos.
O músico estabelece o ajuste fino do som, apontando a mão em uma direção específica, e a filtragem do som pode ser obtida através da aproximação das mãos.
Imogen Heap gostou da nova experiência, assim como o público presente na TEDGlobal 2011, porém, Mitchell informou que, apesar das luvas musicais estarem disponíveis para testes durante o evento, ele não pensa em tornar o projeto em um produto comercial (pelo menos, por enquanto), e que ele ainda está testando novas soluções para o produto.
fonte techtudo
O americano Bobby McFerrin, 61 anos, não suporta cantar a sua música de maior sucesso. Em 1988, quando lançou “Don’t Worry Be Happy”, não acreditava que a canção chegasse ao topo da Billboard, a principal parada de sucessos americana. A música foi impulsionada pelo sucesso do filme Cocktail, em que Tom Cruise interpreta um barman de sucesso. Desde meados dos anos 1990, Bobby McFerrin se nega a interpretar a canção em seus shows. “Me cansei de cantá-la ao vivo”, afirma McFerrin à ÉPOCA. “Foi meu maior sucesso comercial e me deu um bom dinheiro. Mas é a canção menos representativa da minha carreira e do meu estilo”. Ele fará duas apresentações no Rio de Janeiro (26 e 30 de julho) e uma em São Paulo (28 de julho) na 5ª edição da Série Jazz All Nights 2011. Ele diz que em seu show vai interpretar diversos clássicos, mas garante: “Don’t Worry Be Happy”, nem pensar.
| ENTREVISTA - BOBBY MCFERRIN |
| QUEM É O jazzista Bobby McFerrin é cantor e compositor, reconhecido por sua técnica capaz de transformar a voz em instrumento musical O QUE FEZ Em 30 anos de carreira lançou 18 álbuns, ganhou dez prêmios Grammy e vendeu mais de 20 milhões de discos QUANDO SE APRESENTA No Rio de Janeiro, 26 e 30 de julho, no Theatro Municipal, ingressos de R$ 60 a R$ 1.800; em São Paulo, 28 de julho, na Via Funchal, ingressos de R$ 150 a R$ 400 |
Noite de 29 de setembro terá as cantoras Janelle Monáe e Joss Stone.
Ingressos serão vendidos apenas pela internet, a partir do dia 23 de julho.
(Foto: Luke McGregor/Reuters)
Os organizadores do Rock in Rio divulgaram nesta sexta-feira (15) as atrações da noite extra do festival, marcada para 29 de setembro. O destaque será Stevie Wonder, que comemora 50 anos de carreira.
O Palco Mundo terá também a americana Janelle Monáe e a banda britânica Jamiroquai. A noite trará ainda a inglesa Joss Stone, no Palco Sunset. O evento fará homenagem ao Legião Urbana. Os ex-integrantes do grupo tocarão com a Orquestra Sinfônica Brasileira.
A pré-venda para clientes Itaú começou à 0h01 deste sábado (16). Para o público em geral, os ingressos serão vendidos apenas pela internet, a partir do dia 23 de julho.
O pianista e cantor ameircano Stevie Wonder tem 61 anos e seu álbum mais recente é "A time to love", lançado em 2005. Ao longo de seus 50 anos de carreira, já gravou hits como "I was made to love her", "Superstition", "I wish", "You are the sunshine of my life", "Part-time lover", "I just called to say I love you" e "Isn't she lovely".
A banda inglesa Jamiroquai é liderada pelo vocalista Jay Kay e esteve pela última vez no Brasil no ano passado, quando se apresentou no festival Natural Nós, em São Paulo. O grupo fez sucesso principalmente na segunda metade da década de 90 com "Space cowboy", "Virtual insanity", "Alright", entre outras músicas
Cantoras ligadas à renovação da soul music, Joss Stone e Janelle Monáe se apresentaram recentemente no Brasil. A britânica cantou no ano passado no festival SWU e a americana foi uma das atrações de abertura da turnê brasileira de Amy Winehouse, em janeiro deste ano.
A quarta edição brasileira do Rock in Rio está marcada para os dias 23, 24, 25 e 30 de setembro e 1 e 2 de outubro de 2011, no Parque Olímpico Cidade do Rock, na Barra da Tijuca. Mais de 70 atrações nacionais e internacionais estão confirmadas, entre elas Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Coldplay, Elton John, Shakira, Katy Perry, Rihanna, Jay-Z, System of a Down e Guns N' Roses.
fonte G1
fonte G1
Tenor de Belém faz sucesso nos EUA e é aposta da música clássica
Atalla Ayan foi elogiado pela crítica e comparado pelo jornal “The New York Times” a um dos maiores tenores do mundo: Plácido Domingo.
Não bastasse o nervosismo, no meio da apresentação, a céu aberto, a chuva foi uma convidada nada bem-vinda, mas que durou pouco. Atalla Ayan subiu no palco pra cantar a ária de Romeu e Julieta. “Levante, sol”, diz a letra. Depois da apresentação, o tenor foi elogiado pela crítica e comparado pelo jornal “The New York Times” a um dos maiores tenores do mundo: Plácido Domingo quando jovem.
De família simples, Atalla Ayan descobriu a ópera em uma pequena escola de música em Belém. “Eu comecei a estudar partituras e cantava em casamento”, lembra o tenor.
Como o menino humilde aprendeu a cantar ópera em cinco idiomas? Nem os especialistas sabem explicar. “Também é um mistério para mim, mas um mistério bom, porque a história dele dá um livro. Esse rapaz, de Belém, de uma família muito simples, que não tem músicos, já tem uma voz incrível. Ele vai fazer uma carreira muito importante”, aposta o empresário de ópera Bruce Zemsky.
Artista: VA
Álbum: Grandmaster 80s Party 2011
Gravadora: Music Factory Records
Gênero: Pop. Pop Dance
Lançamento: 07-2011
N° de Faixas: 25
Duração: 01:18:51 min
Formato: MP3
Qualidade: 320 kbps / 44100Hz / Joint Stereo
Tamanho: 179 mb
Tracklist:
Álbum: Grandmaster 80s Party 2011
Gravadora: Music Factory Records
Gênero: Pop. Pop Dance
Lançamento: 07-2011
N° de Faixas: 25
Duração: 01:18:51 min
Formato: MP3
Qualidade: 320 kbps / 44100Hz / Joint Stereo
Tamanho: 179 mb
Tracklist:
01. Erasure – A Little Respect
02. Rick Astley – Never Gonna Give You Up
03. Frankie Goes To Hollywood – Relax
04. Madonna – Into The Groove
05. Michael Jackson – Billie Jean
06. Human League – Don’t You Want Me
07. Black Box – Ride On Time
08. Erasure – Stop!
09. Jason Donovan – Too Many Broken Hearts
10. Bros – I Owe You Nothing
11. Yazz & the Plastic Population – The Only Way Is Up
12. Pet Shop Boys – Always On My Mind
13. Depeche Mode – Just Can’t Get Enough
14. King – Love & Pride
15. Tiffany – I Think We’re Alone Now
16. Pet Shop Boys – It’s A Sin
17. Giorgio Moroder & Philip Oakey – Together In Electric Dreams
18. Wham! – I’m Your Man
19. Communards with Sarah-Jane Morris – Don’t Leave Me This Way
20. Weather Girls – It’s Raining Men
21. Madness – Baggy Trousers
22. Soft Cell – Tainted Love
23. George Harrison – Got My Mind Set On You
24. Bruce Springsteen – Dancing In The Dark
25. Wham! – The Edge Of Heaven
02. Rick Astley – Never Gonna Give You Up
03. Frankie Goes To Hollywood – Relax
04. Madonna – Into The Groove
05. Michael Jackson – Billie Jean
06. Human League – Don’t You Want Me
07. Black Box – Ride On Time
08. Erasure – Stop!
09. Jason Donovan – Too Many Broken Hearts
10. Bros – I Owe You Nothing
11. Yazz & the Plastic Population – The Only Way Is Up
12. Pet Shop Boys – Always On My Mind
13. Depeche Mode – Just Can’t Get Enough
14. King – Love & Pride
15. Tiffany – I Think We’re Alone Now
16. Pet Shop Boys – It’s A Sin
17. Giorgio Moroder & Philip Oakey – Together In Electric Dreams
18. Wham! – I’m Your Man
19. Communards with Sarah-Jane Morris – Don’t Leave Me This Way
20. Weather Girls – It’s Raining Men
21. Madness – Baggy Trousers
22. Soft Cell – Tainted Love
23. George Harrison – Got My Mind Set On You
24. Bruce Springsteen – Dancing In The Dark
25. Wham! – The Edge Of Heaven
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- Show em comemoracao aos 70 anos de idade e 50 de carreira de Erasmo Carlos, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Erasmo Carlos aproveitou o Dia Mundial do Rock, nesta quarta-feira (13), para divulgar uma música inédita em parceria com Arnaldo Antunes. A faixa "Kamasutra" pode ser ouvida no player abaixo --e está disponível para download gratuito no site do cantor.
Na letra, Erasmo aborda diversas posições sexuais e conta que "já experimentamos quase o Kamasutra inteiro/ até contorcionismo a gente às vezes praticou".
A música vai integrar o novo disco do Tremendão, "Sexo", que sairá em agosto. Este 27º álbum do cantor --sucessor de "Rock N' Roll", lançado em 2009-- deve trazer participações de Adriana Calcanhoto, Nelson Motta e Liminha.
No último mês de julho, Erasmo comemorou 50 anos de carreira e 70 de idade com show no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O show, da turnê "Rock and Roll", vai virar o segundo DVD do artista e teve participação de Marisa Monte e Roberto Carlos.
Veja a letra de "Kamasutra":
Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Em que posição?
Frontal, de pé, por trás ou de lado
A hidra às voltas com o dragão
Tesoura, fechadura ou de quatro
Em que posição?
Coqueirinho ajoelhado
Trapézio ou carrinho de mão
Gangorra de cabeça pra baixo
Em que posição?
Ficamos de mãos dadas no improvável caranguejo
Mas foi com a chave de ouro que o namoro começou
No 69 a gente deu nosso primeiro beijo
O que faremos hoje com nosso desejo?
Onde colocar o amor?
O enroscado da trepadeira
Picada de escorpião
Guindaste, tartaruga ou vaqueira
Em que posição?
Fênix na caverna vermelha
Noventa graus de conexão
Carrossel ou chão de estrelas
Em que posição?
Já experimentamos quase o Kama Sutra inteiro
Até contorcionismo a gente às vezes praticou
A borboleta em concha fez você gozar primeiro
Mas no tradicional papai-mamãe
Foi que a gente mais arrebentou
O parafuso, a ponte e o arco
Da rã, do carangueijo ou do cão
Lótus, vai e vem, tiro ao alvo
Em que posição?
Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Hu, hu, hu
Em que posição?
fonte UOL
Lady Gaga se apresentou em Sydney, na Austrália, na noite de quarta-feira (13)
Apesar da superprodução de sempre, o show foi feito para um público limitado. Cerca de mil pessoas curtiram a performance da Mother Monster.
Ao fim, Gaga agradeceu a presença dos fãs e prometeu voltar ao país em breve: "eu não ficarei longe por tanto tempo de novo".
Em novo disco, Chico Buarque narra suas crônicas em canções delicadas de gêneros diversos; veja faixa-a-faixa
Chico Buarque sorri acanhado na capa de seu novo disco. A foto em preto e branco, escrito apenas "Chico", sugere um modelo de recato e melancolia em seu novo trabalho, que chega às lojas no próximo dia 22 de julho. Mas quem abre o digipack, admira-se ao deparar-se com tantas cores.
A marchinha de vanguarda "Rubato" (roubado, em italiano), parceria com Jorge Helder e acompanhada por uma banda de coreto, vem na sequência descrevendo o roubo de uma composição de amor que é reciclada para homenagear diferentes amantes, numa alusão à especulação sobre identidade e autoria de seu romance "Budapeste" (2003). "Venha ouvir sem mais demora/ a nossa música/ que estou roubando de outro compositor", ele canta.
O blues "Essa Pequena" introduz a paixão de um homem por uma moça mais nova, emoldurado por piano, violões, baixo acústico e violino. "Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas/ o blues já valeu a pena", comemora na letra. Em "Tipo Um Baião", Chico brinca com o andamento da canção ao recitar uma desilusão amorosa, e compara: "Meu coração/ que você sem pensar/ ora brinca de inflar/ ora esmaga/ igual que nem/ fole de acordeão/ tipo assim num baião/ do Gonzaga".
A singela "Se Eu Soubesse", uma espécie de chanson française, traz Chico dividindo versos com a cantora curitibana Thais Gulin, de 30 anos, sua suposta nova namorada. "Ah, se eu pudesse não caía na tua/ conversa mole, outra vez/ não dava mole à tua pessoa", ele canta, até encontrar com a voz dela: "Mas acontece que eu sorri para ti/ e aí larari, lairiri, por aí". A parceria não é exatamente original: Chico já havia cedido a canção --até então inédita-- e sua participação para Thais lançar em seu segundo disco, "ôÔÔôôÔôÔ", que saiu em abril.
A faixa 6, "Sem Você 2", abre espaço para o andamento lasso jobiniano e a narração arrastada e triste de um amor que se foi. "Sem você/ é um silêncio tal/ que ouço uma nuvem/ a vagar no céu/ ou uma lágrima cair no chão/ mas não tem nada, não", diz Chico, aqui sim tomado pelo desalento, na música com menos de três minutos de duração.
A tristeza é interrompida pelo samba de gafieira "Sou Eu", canção que Chico escreveu com Ivan Lins e deu a Diogo Nogueira para o disco do novato "Tô Fazendo a Minha Parte" (2009), e que agora ganha a voz do compositor. Aqui, Chico convida Wilson Neves para se gabar de que "sou eu/ só quem sabe dela sou eu/ quem joga o baralho sou eu/ quem brinca na área sou eu".
"Nina", a valsa que ocupa a faixa 8 do álbum, fala de uma figura onírica na distante Moscou que incita o autor a viajar até a capital russa --ou ao menos a espiar a cidade em mapa virtual. "Nina diz que se quiser eu posso ver na tela/ a cidade, o bairro, a chaminé da casa dela", ele canta, levado por um percurso de acordeão, arrematado por um acorde dramático de piano.
As confusões de memória do narrador de "Leite Derramado" recaem na graciosa "Barafunda". "Era Aurora/ Não, era Aurélia/ ou era Ariela/ não me lembro agora/ é a saia amarela daquele verão/ que roda até hoje na recordação", ele canta, lembrando que é carioca ("Foi na Penha/ não, foi na Glória"), evocando futebol ("Era Zizinho, era Pelé") e terminando na companhia de "É Garrincha, é Cartola e é Mandela".
A canção mais longa do disco, "Sinhá", de quatro minutos, encerra o pouco mais de meia-hora de duração de "Chico" ao lado de João Bosco, num clima tão lírico quanto soturno da herança da escravidão permeado apenas por percussões e violões. "E assim vai se encerrar/ o conto de um cantor/ com voz do pelourinho/ e ares de senhor", despede-se Chico em preto e branco.
