Cássia Eller morava em Brasília e tinha 19 anos quando chegou à casa da amiga Simone Saback e chamou-a da janela. Levava seu violão e dizia que havia começado a compor uma música. Mostrou a melodia bluesy sobre dois acordes, com os versos iniciais em tupi-guarani, inspirados numa lenda indígena. Juntas, elas completaram a canção e a registraram num gravador que Simone tinha em casa, para não esquecerem a letra. A fita ficou guardada por décadas e, há poucos meses, seu conteúdo chegou aos ouvidos de Chicão Eller, filho da cantora — por acaso, no dia de seu aniversário de 19 anos, 28 de agosto. Agora, no dia 10, quando Cássia (morta em 2001) completaria 50 anos, a gravação inédita, “Flor do sol”, vem a público, via iTunes. O lançamento faz parte de um pacote de homenagens que se estenderá ao longo de 2013, que inclui o CD e DVD “Do lado do avesso” (Universal), com um registro de uma apresentação de voz e violão da cantora em 2001; o espetáculo teatral “Cássia Eller, o musical”, de Ernesto Piccolo; o documentário “Cássia”, de Paulo Fontenelle; além de outros projetos nascidos a partir do acervo da artista.

— A fita da Simone tinha outra inédita da Cássia, “Retrato no papel” — conta o produtor Rodrigo Garcia, músico amigo de Cássia que tocou com ela e hoje administra seu acervo ao lado de Chicão. — Nossa ideia é lançar essa canção num álbum mostrando a Cássia autora. O disco teria vinhetas e umas cinco músicas, sendo que duas já gravadas, mas em novas versões. São “Marginal” e “Eles”, parceria com (o baixista) Tavinho Fialho, pai de Chicão. Essas duas gravações sairiam do áudio de um show de Cássia em 1993, no Circo Voador, que também queremos lançar inteiro em CD e DVD. Outro projeto que temos é o “Cássia em Brasília”, com os primeiros anos de sua carreira. E estamos com um material de pré-produção do disco “Com você meu mundo ficaria completo”, com as músicas todas só na voz e violão de Cássia, que valeriam um outro disco.

Filho gravou violão em música da mãe
“Flor do sol” é o primeiro lançamento do selo Porangareté (palavra tupi-guarani extraída da letra da canção), que Rodrigo e Chicão criaram para lançar o arquivo de Cásia. A faixa — definida por Rodrigo como “um blues meio hippie” (“um índio que fumou ervas e ficou espreitando e desejando uma índia linda”, descreve Simone Saback) — ganhou instrumentos adicionais sobre a voz e o violão da cantora, em participações marcadas pelo afeto.

— “Flor do sol” foi uma surpresa, um presente — conta Eugênia, companheira de Cássia. — O Chico toca (violão), seu amigo Miguel (Dias, baixista), filho da Deda (a flautista Andrea Ernest Dias, amiga de Cássia), também. Alguns músicos que a Cássia considerava irmãos, como a (percussionista) Lan Lan e o Waltinho (Villaça, guitarrista) também estão na faixa, assim como o (baterista) Alex Merlino, que trabalhou e morou conosco quando o Chico nasceu, foi como um pai pra ele. Além disso temos a participação de Jussara Silveira, excelente cantora, que a Cássia admirava muito, Jander (Ribeiro, da Plebe Rude, que conviveu com a cantora em Brasília e toca viola caipira na faixa) e, finalmente, Júlia Vargas, cantora de um talento sem par que está sendo lançada agora pela Sony. E a participação especialíssima do Rodrigo Garcia, que toca viola com slide e produz a faixa. 

Rodrigo diz que a gravação é um “banho de flores, de mel” sobre a imagem da Cássia agressiva, polêmica:
— Ela está com uma voz linda, limpa. Existe essa história de que ela gritava no começo e depois passou a cantar suave. Ali é ela suave antes.
A música será vendida apenas no formato digital, com distribuição da Universal, que põe nas lojas no dia 18 o CD e DVD “Do lado do avesso”. O registro do show no antigo ATL Hall (hoje Citibank Hall) pelo projeto “A luz do solo” estava há anos no arquivo da gravadora. Mesmo com outros discos ao vivo em sua carreira, o lançamento se mostra relevante, por trazê-la sozinha, acompanhando-se — de forma arrebatadora — por seu violão.


— Além de cantar lindamente, ela toca maravilhosamente três tipos de violões, demonstrando sua habilidade com o instrumento como ainda não tínhamos tido a oportunidade de apreciar — nota Alice Soares, gerente do projeto. — Apenas uma faixa, “You’ve changed”, tem a participação do saxofonista Fábio Meneghesso.
O CD traz 16 faixas, uma delas completamente inédita, escrita por Cássia — a instrumental “Do lado do avesso”, batizada por Chicão na época. Outras seis são inéditas na voz da cantora, como “Diamante verdadeiro”, de Caetano Veloso (na qual ela imita a interpretação clássica de Maria Bethânia); “Eleanor Rigby”, dos Beatles (em reggae e inglês com sotaque jamaicano); “Espaço”, de Vitor Ramil; e “Cherokee Louise”, de Joni Mitchell — além de sucessos como “All star” e “Luz dos olhos”, ambas de Nando Reis. O DVD — feito a partir do registro das duas câmeras que geravam imagens para o telão naquela noite — traz 12 músicas do show, mais dez vídeos de outras apresentações ao vivo, selecionados por Chicão e Rodrigo.


As homenagens seguem. Em fevereiro, começa a ser filmado “Cássia” (nome provisório), o documentário de Paulo Fontenelle, de “Loki”. A previsão de lançamento é em meados de 2013.
— Cássia gostava do convívio em grupo e tinha uma amor muito profundo por seus amigos, músicos e parceiros — conta o diretor. — A ideia inicial será promover um encontro dessas pessoas para celebrar e compartilhar lembranças e histórias. Isso tudo sera intercalado com entrevistas e muitas imagens de arquivos de Cássia nas mais diferentes fases de sua vida, desde quando era aspirante a cantora e atriz na juventude até seus últimos dias, no auge do sucesso. Conseguimos muitas imagens caseiras da Cássia na intimidade e coisas do início de sua carreira, que revelam facetas pouco conhecidas, como apresentações como atriz, no teatro, e até como cantora de trio elétrico.


A mesma história será contada de forma diferente nos palcos, com “Cássia Eller, o musical”. Com direção de Ernesto Piccolo, produção de Gustavo Nunes, direção musical de Lan Lan e roteiro de Patrícia Andrade (“2 filhos de Francisco”), o espetáculo cobrirá desde a juventude da cantora até sua morte. A escolha da atriz que fará a protagonista será feita por meio de um reality show, que irá ao ar pelo Multishow, intitulado “Quero ser Cássia Eller”. As audições serão feitas em seis capitais: Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Porto Alegre. As inscrições estão abertas, através do e-mail audicaocassiaeller@turbilhaodeideias.com.br.

— Comecei a escrever o roteiro, e a primeira música do espetáculo, no prólogo, será “Eu queria ser Cássia Eller”. Depois, o musical começa com ela fazendo 18 anos. Morando no Rio, no Lins de Vasconcelos, ela se apaixona por uma menina pela primeira vez, passa o dia inteiro tocando, megatímida, pouquíssimos amigos. Estou entrevistando as pessoas e buscando histórias para mostrar essa pessoa que era um furacão no palco, mas superdoce fora dele.






 


"Essa música fala sobre se lembrar da primeira vez, mas hoje é a nossa primeira vez aqui", notou o inglês Jarvis Cocker, adepto de nostalgia e ironia em várias músicas que mostrou pela primeira vez no Brasil. A frase veio no início do show, com "Do you remember the first time?", um de seus sucessos entre fãs de rock dos anos 90. O Pulp, banda liderada por Jarvis, fez show animado por mais de duas horas na Via Funchal, em apresentação única em São Paulo, na noite de quarta-feira (28).

O cantor de 49 anos subiu ao palco de terno e gravata, à frente de um grande letreiro colorido com o nome da banda. Jarvis logo começou a dançar de paletó, que logo tirou para ficar de camisa social, como um tio bêbado em festa de casamento.


A turnê de reunião da banda, após uma década separada, tem mais clima de celebração do passado do que de novidade – não há expectativa de gravar material novo.

O último disco do grupo é “We love life” (2001), do qual tocaram apenas “Sunrise” em São Paulo. O Pulp lançou três álbuns entre 1983 e 1992 – ignorados no show -, mas ganhou destaque no movimento britpop de meados dos anos 90, com menos sucesso comercial e mais aprovação da crítica que os conterrâneos Blur e Oasis. Os maiores sucessos estão em “His 'n' hers” (1994) e “Different class” (1995), a base do repertório da turnê.

Ao lado de seis músicos, Jarvis monopolizou as atenções. Além de dançar como uma criança com roupas de adulto, a performance enérgica tem muito falatório, tanto nas frases em tom discursivo das faixas quanto nas conversas fartas com o público nos intervalos.

O cantor mostrou dedicação acima da média de músicos estrangeiros para se comunicar em português. “You are show de bola”, misturando inglês e português, “balada”, “sinistro” e “vocês gostariam de dançar” estão entre as palavras que se esforçou para pronunciar.

Ele também fez questão de traduzir os títulos de duas das músicas mais celebradas da noite: “algo mudou”, ou “Something changed”, no encerramento, e “pessoas comuns”, ou “Common people”, maior hit do grupo. Outras festejadas foram “Disco 2000”, “Babies” e “Razzmatazz”.

A banda eclipsada pelo cantor é competente ao transitar entre a base para os versos ao estilo “contador de histórias” e os refrões eufóricos – quando é prejudicada pelo som embolado da Via Funchal, mas não perde a pressão.

A casa com capacidade para quatro mil pessoas tinha cerca de dois terços de seu espaço ocupado. Mesmo não lotando a estreia da banda no Brasil, o público se mostrou animado e íntimo do repertório. Quando Jarvis diz, em inglês, “não sei se vocês conhecem essa música, de um filme feito há muito tempo”, grande parte dos presentes já reconhece e canta “Like a friend”, do filme “Great expectations”, de 1998.
 
Um exemplo do talento dramático de Jarvis Cocker é em “Sorted for E’s and W´s”. Ele pergunta se alguém sabe se hoje é quarta ou quinta-feira, finge que comanda raios de luzes verdes do fundo do palco e faz imitação com a boca do som de música eletrônica. Parece papo furado, mas faz sentido antes da música sobre confusão mental e desespero ao final de uma rave, entre drama e humor – “você quer ligar para sua mãe e dizer que não voltar pra casa, pois perdeu parte de seu cérebro”, diz a letra.

Jarvis usa também truques menos sutis para manter a animação do público, como quando ensina palmas em sincronia no refrão da romântica “A little soul”, ou quando sobe em cima de uma grande caixa de som lateral para fazer movimentos como os de um strip tease antes da sombria “This is hardcore”. Talvez bastasse a nostalgia da reprodução de velhas músicas. Mas o líder do Pulp também merece crédito por manter a energia da mistura de monólogo e dança bêbada como se fosse a primeira vez.

A cantora de R&B Rihanna foi direto para o primeiro lugar da parada dos 200 melhores álbums da Billboard, na terça-feira (27), com a sétima gravação de sua carreira "Unapologetic", conseguindo o seu primeiro álbum em 1º lugar, apesar das críticas variadas.

"Unapologetic", que encabeçou as paradas do iTunes em 43 países apenas algumas horas após seu lançamento no dia 19 de novembro, vendeu 238 mil cópias de acordo com a Billboard, conseguindo para a cantora de Barbados sua melhor estreia na semana de lançamento até agora.

O principal single do álbum, "Diamonds", obteve o primeiro lugar nas paradas dos 100 mais "quentes" da Billboard na semana passada, dando a Rihanna, de 24 anos, seu 12º single em primeiro lugar e empatando com Madonna e The Supremes pela quarta posição de artistas que mais emplacaram singles na história da Billboard.

"Unapologetic" deixou alguns críticos desconfortáveis com o som mais pesado da cantora e letras mais pessoais. Uma das canções em particular, que fez todo mundo comentar, é "Nobody's business", que tem a colaboração de seu ex-namorado Chris Brown, acusado de agredi-la três anos atrás.

O álbum foi amplamente promovido por Rihanna, que embarcou em uma turnê de sete dias por sete cidades ao redor do mundo, acompanhada por um avião cheio de fãs e jornalistas.


Britânicos gostam de dormir ao som de Adele
Nem Radiohead, nada de Elton John e muito menos de Morrissey! De acordo com uma pesquisa da rádio britânica Capital FM, os ingleses indicam que Adele é a dona das músicas perfeitas para uma noite de sono.
O estudo quis saber, de duas mil pessoas, qual é o artista que tem as músicas ideaais para embalar o sono. A maioria respondeu que a intérprete de “Skyfall” é a dona do melhor repertório para uma ótima noite de sono.
Nomes como Snow Patrol, Coldplay e One Direction, também foram citados entre os participantes da pesquisa.


Prestes a virar balzaquiana (ela é de 28 de janeiro de 1983), a cantora Sandy diz que chegou a hora de só fazer o que quer. “Já vendi o suficiente para não precisar provar mais nada para ninguém”, diz ela, sem subir o tom. O primeiro reflexo dessa postura é o EP Princípios, meios e fins, com apenas cinco faixas, todas inéditas. Gravado de maneira independente, o álbum foi lançado, no dia 30 de outubro, apenas no formato digital. “As 10 mil cópias físicas do projeto só serão vendidas em shows e através do meu site”, diz ela.

Entre um ensaio e outro, a moça atuou ao lado de Antonio Fagundes no filme de baixo orçamento Quando eu era vivo, do cineasta Marco Dutra. Sua segunda experiência no gênero, depois do desastroso Acquaria, de 2003, deverá chegar às telas no ano que vem. E já terá a idade lhe pesado nos ombros? “A disposição não é mais a mesma”, diz ela. “Se durmo agora às 4 da manhã, acordo destruída, e com aquela ressaquinha.”

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, município localizado no interior do Espírito Santo, Roberto Carlos deixou momentaneamente suas origens de lado na noite desta quarta-feira (21), quando gravou seu tradicional especial de fim de ano para a TV Globo, no Citibank Hall, no Rio de Janeiro. Com o espetáculo todo dedicado à Cidade Maravilhosa, o cantor impregnou-se da descontração e do espírito cariocas para apresentar-se diante da plateia de ilustres convidados, com um show divertido e (por que não?) ousado.


 As refererências ao Rio começavam pelo palco. Da mesma maneira em que havia concebido um cenário repriduzindo pontos turísticos religiosos de Jerusalém para o show que Roberto fez na cidade israelense, no ano passado, a cenógrafa May Martins reproduziu os Arcos da Lapa, o Cristo Redentor, as calçadas de pedra portuguesa da Praia de Copacabana e o Pão de Açúcar. Lugares bem conhecidos do Rei, morador da cidade há cinco décadas.

E, com a naturalidade de quem está em casa, Roberto Carlos tomou conta da festa com a sequência inicial, formada por "Emoções" (com que abre seus shows há anos) e um medley de canções românticas, seguido por "Como é grande o meu amor por você". Chamou o cantor e compositor Arlindo Cruz, a primeira participação especial da noite, com quem cantou em dueto "Meu lugar" e "O homem". Esta última, com o refrão embalado numa levada em ritmo de samba, gênero intimamente identificado com o Rio, bem diferente da versão original. Prova de que, quando quer, o Rei consegue fugir dos previsíveis arranjos de seu repertório ao vivo.

Mas foi ao lado das Empreguetes Empreguetes Cida (Isabelle Drummond), Rosário (Leandra Leal), Penha (Tais Araújo), além de Chayene (Cláudia Abreu) e Socorro (Titina Medeiros), todas personagens da novela "Cheias de charme", que o cantor surpreendeu de verdade. Nem tanto pelo número musical, a canção “É meu, é meu, é meu”, mas pelo beijo na boca dado pela atriz Cláudia Abreu na boca do cantor.



"Vocês, empreguetes e todo o mundo: morram de inveja de Chayene", gritou a atriz, que teve a audácia de repetir o feito, já que, por questões técnicas, o número precisou ser refeito a pedido do diretor Jayme Monjardim. "Chamar o doutor!", brincou o Roberto Carlos, sucedido por um carioquíssimo comentário entreouvido na plateia: "O cara é pegador!"

Recuperado, o cantor abriu espaço para duas de suas novas canções: "Furdúncio", que reteme à fase funk/soul de "Ilegal, imoral ou engorda"; e "Esse cara sou eu": "Fiz esta canção para falar do cara que toda mulher gostaria de ter, que todo homem gostaria de ser. E que eu mesmo tento ser. Eu chego lá", disse o cantor, apresentando a música que faz parte da trilha sonora da novela das 21h, "Salve, Jorge".

Junto de Seu Jorge, mesmo cantando “As curvas da estrada de Santos”, evocou a Lapa, bairro boêmio da cidade muito identificado com o ex-integrante do grupo Farofa Carioca. Para compensar, cantaram “Amiga da minha mulher”, de autoria pelo convidado. "Sua música vem educando e acalentando a gente", destacou Seu Jorge, exaltando a obra do Rei.


O momento mais comovente da noite veio com Michel Teló. "Chorei só de ouvir você falar meu nome", disse o cantor, que voltou a se emocionar ao relembrar um episódio da infância.

"Fiz uma homenagem ao meu pai na escola. Minha mãe me vestiu com um terno branco, e cantei uma canção de Roberto para ele, 'Meu querido, meu velho, meu amigo'", disse Teló, dedicando a musica mais uma vez ao pai, sentado na plateia. Um divertido dueto no megasucesso "Ai se eu te pego", com direito a passinhos de dança sincronizados, encerrou a participação do cantor paranaense no especial. "Jesus Cristo" e as disputadas rosas jogadas ao público fecharam a apresentação.

Foi um show solto, musicalmente diferente do que Roberto Carlos vem apresentando nos últimos anos. E que mostra o quanto faria bem ao Rei (e aos seus súditos) desgarrar-se das amarras musicais que o vêm mantendo limitado ao vivo. Não falta emoção, mas sim uma dose maior deste desprendimento tão comum ao estilo de vida da cidade homenageada pelo artista capixaba.

Batizado de "Reflexões" e codirigido por João Daniel Tikhomiroff, o especial será exibido no dia 25 de dezembro, logo após a novela das 21h, "Salve Jorge".

Veja o repertório da gravação do especial de fim de ano de Roberto Carlos:

"Emoções"
Medley: "Seu corpo", "Café da manhã", "Os seus botões", "Falando sério", "Côncavo e convexo"
"Como é grande o meu amor por você"
"Meu lugar" (com Arlindo Cruz)
"O homem" (com Arlindo Cruz)
"É meu, é meu, é meu" (com as Empreguetes)
"Esse cara sou eu"
"Furdúncio"
"Aquerela do Brasil" (instrumental)
"As curvas da estrada de Santos” (com Seu Jorge)
“Amiga da minha mulher” (com Seu Jorge)
"Detalhes"
"O portão"
"Meu querido, meu velho, meu amigo” (com Michel Teló)
"Ai se eu te pego" (com Michel Teló)
"Jesus Cristo"



Artista: VA
Álbum: Salve Jorge: Nacional
Gravadora: Som Livre
Gênero: Trilha Sonora, OST, Vários
Lançamento: 2012
N° de Faixas: 18
Formato: MP3
Qualidade: 192 Kbps
Tamanho: 101 MB

trilha sonora de Salve Jorgenovela das nove que substituiu Avenida Brasil, promete ser uma atração à parte. Roberto Carlos gravou duas músicas inéditas para a trama: uma balada intitulada “Esse cara sou eu”, tema dos mocinhos Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi), e um funk chamado “Furdúncio”. Outro artista que gravou uma canção especialmente para a novela foi Seu Jorge, que está embalando o tema de abertura da trama, chamada “Alma de guerreiro”. Confira!
Tracklist:
01. Esse Cara Sou Eu – Roberto Carlos
02. Alma De Guerreiro – Seu Jorge
03. Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco) – Maria Rita
04. Favela Fashion Week – Leandro Sapucahy
05. Tristeza – Diogo Nogueira
06. Sorte e Azar – Barão Vermelho
07. Vive – Maria Bethânia Part. Djavan
08. Fazendo Coisa Boa – Tchê Garotos
09. Quando O Amor Acontece – Nana Caymmi
10. Tiranizar – Caetano Veloso
11. Meu Corpo Quer Você – Naldo Part. Preta Gil
12. No Me Compares – Alejandro Sanz Part. Ivete Sangalo
13. Mais Um Na Multidão – Erasmo Carlos Part. Marisa Monte
14. Amor Surreal – Alcione
15. É Nóis Faze Parapapá – Michel Teló e Sorriso Maroto
16. Furdúncio – Roberto Carlos
17. Aquele Abraço – Tim Maia
18. Mesmo Que Seja Eu – Ney Matogrosso


Foto: DivulgaçãoA banda britânica de rock alternativo, Coldplay, anunciou, nesta sexta-feira, através de seu site oficial, o cancelamento da turnê pela América Latina, que incluiria dois shows no Brasil.
No comunicado feito apenas três dias após a confirmação das apresentações da banda no país, o grupo pede desculpas aos fãs, mas não revela o motivo do adiamento.
"Com muita tristeza nós fomos forçados a adiar a nossa recém-anunciada tour na América Latina devido a circunstâncias inesperadas. Pedimos desculpas a todos que estavam esperando pelos shows e torcemos para que novas datas sejam anunciadas em breve", diz a nota.
A venda de ingressos para os shows no Brasil estava prevista para começar na próxima semana. Essa seria a quinta vez do grupo no Brasil.


Gene Simmons, Tommy Thayer e Paul Stanley, ao vivo, em 2010: line-up volta ao Brasil após três anos. Foto: Getty Images
Gene Simmons, Tommy Thayer e Paul Stanley, ao vivo, em 2010: line-up volta ao Brasil após três anos

No início da década de 1970, quando o Reino Unido já havia se firmado como o grande berço dos grandes grupos de rock mundial, surgia nos EUA uma banda diferente de todas os outras. Mistério e pirotecnia se aliavam a temáticas de amor e de adolescência rebelde em uma mistura que tornou um quarteto um dos mais enigmáticos, populares e lucrativos da história do rock. Nascia, na cidade de Nova York, a banda Kiss, que retorna ao Brasil, pela quinta vez, nesta semana, para shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. 
Fundado em 1973 por Paul Stanley (guitarra e vocal), Gene Simmons (baixo e vocal), Peter Criss (bateria) - os três até então integrantes do Wicked Lester - e Ace Frehley (guitarra solo), o Kiss buscou desde sempre a fama de uma forma diferente. Para chamar a atenção para suas canções joviais, com temáticas como amor, sexo e rebeldia, o grupo criou personagens para cada um de seus membros, com pinturas faciais e vestimentas características. Eram eles The Starchild (Stanley), The Demon (Simmons), The Spaceman (Frehley) e The Catman (Criss). Logo, em novembro daquele ano, o quarteto chamou a atenção do executivo Neil Bogart, recém-fundador do selo Casablanca Records, que assinou um contrato com os músicos.
No entanto, apesar de Kiss, o primeiro trabalho de estúdio, de 1974, ter trazido em seu play-list canções que viriam a se tornar hits absolutos do rock, como Strutter e Deuce, o sucesso não veio da forma rápida como era esperada. O mesmo ocorreria com seus sucessores, Hotter than Hell (1974) e Dressed to Kill (1975), que não conseguiram posições de destaque nas paradas de sucesso norte-americanas. Sem um nome de peso em seu casting, a Casablanca Records se afundava em dívidas, e, mesmo com apenas alguns meses de vida, já se encontrava à beira da falência.
Mas a grande virada estaria por vir. Bogart logo percebeu que, enquanto os discos do quarteto custavam a vender, suas apresentações ao vivo estavam sempre cheias. A solução era simples: produzir um disco ao vivo que conseguisse transmitir ao fã, por meio de seu toca-discos, toda a energia de um show do grupo, incluindo o barulho do público, as explosões e os gritos do carismático Paul Stanley. Alive! chegou às lojas dos EUA em setembro de 1975, atingiu a oitava colocação das paradas de sucesso do país e logo conquistou o certificado de Disco de Ouro por ali. Enfim o Kiss ganhava relevância e, sua gravadora, sobrevida no mercado.
Auge
Foi a partir daí que o Kiss começou a se mostrar capaz de se tornar um caça-níqueis da música mundial. Meses depois do lançamento de Alive!, o quarteto lançou, em 1976 e 1977, três imensos sucessos de sua discografia:DestroyerRock and Rol Over e Love Gun - todos certificados com Disco de Platina nos EUA. O slogan "a banda mais quente do mundo", bradado desde o início da carreira em todas as suas apresentações, começava a fazer sentido. A segunda compilação de suas canções ao vivo, Alive II, que também trazia algumas músicas inéditas, seguiu o mesmo percurso, vendendo mais de 2 milhões de cópias somente nos EUA.
O Kiss inaugurou uma nova era para os grandes shows. Com pirotecnia, fogos e muita teatralidade, o quarteto logo viu a aliança perfeita entre seus hits rock´n´roll e sua misteriosa e característica imagem. Passaram a brotar participações do grupo em especiais de televisão e uma série de produtos atrelados a ele, como revistas em quadrinhos, bonecos, fantasias e até um longa-metragem - Kiss Meets the Phantom of the Park, produção filmada em um parque de diversões californiano, na qual os integrantes do quarteto interpretavam a si próprios, mas como super-heróis. Uma pesquisa conduzida pela Gallop Poll, em 1977, elegeu a banda a mais popular dos EUA.
Com quatro trabalhos certificados com Discos de Platina em um período de dois anos, a banda logo partiria para um projeto ambicioso. Em 1978, Stanley, Simmons, Frehley e Criss lançaram, cada um, na mesma data, seus primeiros álbuns solo, todos com capas semelhantes, em que apareciam desenhados individualmente com suas respectivas máscaras, e com o logotipo do Kiss cravado no canto superior esquerdo. Mais uma vez, os quatro levaram platina. No entanto, era o começo da derrocada do grupo. Lançado em 1978, Dinasty foi o último disco da banda a figurar entre os top 10 das paradas norte-americanas em muito tempo - algo que só viria a se repetir em 1992, com Revenge. Apesar da boa vendagem, alavancada principalmente pelo sucesso da canção I Was Made for Loving You, o trabalho foi mal recebido pela crítica e, a despeito da duração de sua turnê, a com mais datas do grupo até então, o giro não foi bem-sucedido, tendo uma série de shows cancelados.
Além disso, o baterista Peter Criss, que praticamente nada gravou para o álbum devido a um acidente de carro, começava a se mostrar desinteressado pelo grupo. E sua técnica parecia a cada dia menos apurada. Tais fatos o levaram a ser demitido do Kiss ao fim do giro, sendo substituído por Eric Carr, que também assumiu uma nova máscara na banda, a da raposa (The Fox).
A crise se manteve. Em 1982, insatisfeito com os rumos tomados pelo quarteto, principalmente devido aos fracassados Unmasked e Music from the Elder, lançados em 1980 e 1981, Frehley abandonou o Kiss. Pela primeira vez, o grupo que havia se tornado o mais popular dos EUA se via apenas com seus dois idealizadores no line-up. E, também pela primeira vez, se via na urgência de reinventar-se totalmente, a fim de se manter relevante no mundo da música.
Uma nova fase
O mundo ainda desconhecia os rostos por baixo das pinturas. Nas chegadas a eventos, shows e mesmo caminhando pelas ruas, os integrantes do Kiss insistiam em manter no ar o mistério de suas faces, andando sempre disfarçados, sem revelá-las ao público. A última turnê mascarada se deu entre os anos de 1982 e 1983, quando o grupo fez sua estreia em território brasileiro, trazendo como novidade um novo guitarrista, Vinnie Vincent, na pele do personagem guerreiro Ankh, símbolo do antigo egípcio. Em 1983, no entanto, após o giro do pesado Creatures of the Night, os músicos finalmente mostravam seus rostos, na capa de Lick it Up. Tinha ínício uma nova fase, com um hard rock mais moldado àquele que fazia cada vez mais sucesso nos EUA e um visual glam.
Apesar de os quatro trabalhos seguintes - Animalize (1984), Asylum (1985), Crazy Nights (1987) e Hot in the Shade (1989) - terem conseguido, todos, ao menos um certificado de Disco de Ouro em território norte-americano, o Kiss claramente não era mais a banda de outrora. Com mais duas trocas de line-up - Mark St. John no lugar de Vincent, em 1984, e, posteriormente, Bruce Kulick assumindo seu posto, no mesmo ano -, o quarteto viu a figura de Gene Simmons, cada vez mais preocupado com projetos fora da música, perder espaço e a de Paul Stanley, logo alçado ao status de sex-symbol, ganhar mais e mais força como frontman.
Mas, em 1991, veio a tragédia. Após dez anos sob o comando das baquetas do quarteto, Eric Carr morreu, em 24 de novembro, mesmo dia do falecimento de Freddie Mercury, do Queen, de hemorragia cerebral, aos 41 anos de idade. O óbito veio durante as gravações deRevenge, após meses de luta do músico contra um câncer. Stanley e Simmons, no entanto, optaram por dar prosseguimento aos planos da banda, e Eric Singer, cujo currículo incluía nomes como Alice Cooper, o substituiu e finalizou o trabalho.
Retorno ao auge
Em agosto de 1995, Peter Criss e Ace Frehley foram convidados para participar das gravações do Acústico MTV. Apesar de ter lançado, no ano seguinte, Carnival of Souls, disco que já estava pronto desde 1994, com Kulick e Singer no line-up , era o início da reunião. No dia 28 de fevereiro de 1996, Simmons, Stanley, Criss e Frehley apareceram pela primeira vez lado a lado e mascarados após mais de 15 anos, na 38ª edição dos prêmios Grammy. Em junho, a formação original do grupo iniciava sua primeira turnê desde 1978, que contou com 192 shows em 11 meses, com lucros de mais de US$ 40 milhões no período. O espetáculo de abertura daReunion Tour teve seus 40 mil ingressos esgotados em apenas 40 minutos.
Três anos depois, o que os fãs mais aguardavam se tornava realidade. Após 20 anos, o line-up que tornou o nome do Kiss um dos maiores da história do rock voltou a lançar um trabalho de inéditas. Psycho Circus, contudo, foi envolto em controvérsias. Boatos de que os integrantes do grupo sequer teriam gravado seus instrumentos, rumor que atingiu também a performance de palco do quarteto, proliferaram. Frehley e Criss continuavam a causar problemas pela falta de dedicação e excesso de álcool/drogas durante as turnês. No entanto, o gigantismo do show 3D, o primeiro da história da música, ofuscou tudo isso, e a banda permaneceu no topo.
Todo o aspecto mercadológico do Kiss voltava com tudo. Histórias em quadrinhos, dezenas de séries de bonecos de ação (action figures), camisinhas, livros, DVDs comemorativos e até um caixão, o Kiss Kasket, geravam aos músicos mais lucros do que nunca. Mas a reunião não durou. Logo, em 2001, Criss foi substituído por Eric Singer. Um ano depois foi a vez de Frehley, tendo o seu posto ocupado por Tommy Thayer.
De volta ao estúdio
As turnês prosseguiam, apresentando repertórios compostos apenas por clássicos ou celebrando datas especiais - como a Alive 35 Tour, que passou pelo Brasil. Mas dez anos se passaram desde o lançamento dePsycho Circus e nada de novos discos de estúdio. Enfim, em 2008, a banda, já envolta há anos em rumores de que poderia até encerrar sua carreira, trouxe um trabalho de inéditas aos fãs. E Sonic Boom foi um grande sucesso.
O disco chegou ao topo da Billboard 200, principal ranking da música norte-americana, e, apesar de não ter recebido críticas sempre positivas, deu um novo gás à banda. "O propósito deste álbum não é deixar as pessoas saberem que ainda estamos por aí, é deixá-las sabendo que ainda conseguimos bater em qualquer um que está por aí", disse Stanley na ocasião do lançamento do trabalho.
Em abril de 2012, um novo disco, o 20º do quarteto - e o segundo em um espaço de apenas três anos: Monster. E é esse disco, talvez o melhor do Kiss dos últimos 20 anos, que a banda promove em três shows no Brasil nesta semana. Com agenda já cumprida em Porto Alegre, Buenos Aires, Assunção e Santiago, o giro sul-americano será encerrado no domingo (18), na HSBC Arena, no Rio de Janeiro.


O Google estreou nesta quinta-feira (8) mais um de seus projetos para mostrar os recursos do navegador Chrome. Batizado de Jam With Chrome , o site permite que o internauta toque um instrumento musical e convide mais três amigos para tocar música.
Logo ao entrar no Jam With Chrome, o internauta escolhe seu instrumento favorito. É possível escolher entre vários tipos de bateria, violão, guitarra, baixo e teclado. Todos eles têm uma versão para iniciantes, que permite escolher entre alguns tipos de ritmos já configurados.

Reprodução
Jam WIth Chrome permite montar banda com amigos


Quem tem algum conhecimento musical pode optar pela versão avançada dos instrumentos. Ela permite usar o teclado do computador para ter controle total sobre o instrumento escolhido. 
O internauta pode ainda convidar até três amigos para tocar músicas de forma conjunta. O site ainda está em fase de testes e o desempenho pode variar, dependendo da velocidade da conexão à internet e da configuração da máquina do usuário. 

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