De Roberto Carlos e Metallica aos Rolling Stones, veja (e ouça) como o apocalipse foi tratado em letras de canções
R.E.M. – "It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)" - Música de 1987 que ajudou o R.E.M. a se transformar em banda grande. "Isso é ótimo/ Começa com um terremoto/ Pássaros e cobras/ Um avião" - assim Michael Stipe inicia a canção. A letra nervosa contrasta com o ritmo frenético e contagiante da música, uma das mais dançantes da carreira da banda.
Metallica – "The Four Horsemen" - Paulada que é um dos destaques de "Kill 'Em All', o primeiro disco do Metallica, a música faz referência ao texto bíblico sobre os quatro cavaleiros do apocalipse. A letra foi escrita originalmente por Dave Mustaine (com o título "The Mechanix"), que saiu do Metallica e formou o Megadeth.
Muse – "Apocalypse Please" - Faixa grandiosa do sempre grandioso Muse, é quase um épico sobre o final dos tempos. A banda já chegou a dizer que a letra aponta o dedo para o fanatismo religioso. "Isso é o fim/ O fim/ Isso é o fim/ Do mundo/ É hora de vermos um milagre/ Vamos, é hora de algo bíblico", diz a música.
Rolling Stones – "Gimme Shelter" - Clássico dos clássicos dos Stones, lançado dentro do mítico disco "Let It Bleed", de 1969. Escrita por Mick Jagger e Keith Richards, a faixa é encoberta por uma sombra apocalíptica criada pela Guerra do Vietnã. "Uma tempestade ameaça/ Minha vida hoje/ Se eu não conseguir algum abrigo/ Sim, eu irei desaparecer".
Tom Waits - "The Earth Died Screaming" - A música tem o mesmo título de um filme britânico de 1965 (e é homônima de uma canção do grupo UB40). Faz parte de "Bone Machine", um dos principais discos de Waits, recheado de canções sombrias.
Roberto Carlos - "Apocalipse" - O Rei, autor inesgotável de canções que celebram o amor, a amizade e a vida, também tratou do fim do mundo. "Perto do fim do mundo/ Quem quer correr não pode/ Onde há fumaça, há fogo/ Quando a verdade explode/ Muitos não querem ver/ Mentes em eclipse/ Mas tudo está escrito/ No Apocalipse". Saiu no disco de 1986 de RC.
Raul Seixas – "O Dia em que a Terra Parou" - Canção que dá nome ao sétimo disco de Raul Seixas. Na música, o cantor conta que sonhou com "O dia em que todas as pessoas/ Do planeta inteiro/ Resolveram que ninguém ia sair de casa/ Como que se fosse combinado em todo
o planeta/ Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém".
o planeta/ Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém".
CPM 22 – "Um Minuto para o Fim do Mundo" - "Um minuto para o fim do mundo/ Toda sua vida em 60 segundos/ Uma volta no ponteiro do relógio pra viver". O fim do mundo, aqui, é uma metáfora para a falta que uma garota faz. "Quando estou com você/ Sinto meu mundo acabar/ Perco o chão sob meus pés/ Me falta ar pra respirar/ Só de pensar em te perder por um segundo/ Eu sei que isso é o fim do mundo"
The Doors – The End - Uma das mais emblemáticas e fortes canções da banda de Jim Morrison, foi composta originalmente como uma despedida para ma amiga. Mas a canção foi tomando corpo e outros significados com o passar dos anos e com a intensidade de suas interpretações ao vivo. "Este é o fim/ Bom amigo/ Este é o fim/ Meu único amigo, o fim/ Dos nossos planos elaborados, o fim/ De tudo o que está de pé, o fim/ Sem segurança ou surpresa, o fim".
Paula Toller e Sandy - "E o Mundo Não se Acabou" - O mundo não acabou? Os maias estavam errados? Assis Valente compôs esta canção em 1938, e ela foi gravada por diversas vozes, como Carmem Miranda e Adriana Calcanhotto. E por Paula Toller, que a interpretou ao lado de Sandy.
Titulo: Ao Vivo
Artista: Estação Sambô
Gênero: Samba, Pagode
Duração: 01:20 min
Lançamento: 2012
Tamanho: 523 MB
Resolução: 720 x 480
Frame Rate: 23.976 fps
Formato: AVI
Vídeo: XviD
Áudio: Mp3
Idioma: Português
Tracklist:
01. Abertura – Você abusou
02. Suddenly I see
03. Zóio de lula
04. Nobre cidadão
05. Can?t buy me love
06. Proud mary Part. Esp.: Sidney Magal
07. Pot-Pourri originais do samba: Cabeça que não tem juizo/Falador passa mal
08. Solidão
09. Dívida Part. Esp.: Thiaguinho
10. Dia de sol
11. O erê
12. José
13. Sunday bloody sunday
14. Mercedes benz
15. Os cegos do castelo Part. Esp.: Di Ferrero (NX Zero)
16. Pais e filhos
17. Sentimento que dói Part. Esp.: Péricles
18. Deixa Part. Esp.: Péricles
19. Ela te tapeou
20. This love
21. Aluga-se
22. Smells like teen spirit
02. Suddenly I see
03. Zóio de lula
04. Nobre cidadão
05. Can?t buy me love
06. Proud mary Part. Esp.: Sidney Magal
07. Pot-Pourri originais do samba: Cabeça que não tem juizo/Falador passa mal
08. Solidão
09. Dívida Part. Esp.: Thiaguinho
10. Dia de sol
11. O erê
12. José
13. Sunday bloody sunday
14. Mercedes benz
15. Os cegos do castelo Part. Esp.: Di Ferrero (NX Zero)
16. Pais e filhos
17. Sentimento que dói Part. Esp.: Péricles
18. Deixa Part. Esp.: Péricles
19. Ela te tapeou
20. This love
21. Aluga-se
22. Smells like teen spirit
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Cássia Eller morava em Brasília e tinha 19 anos quando chegou à casa da amiga Simone Saback e chamou-a da janela. Levava seu violão e dizia que havia começado a compor uma música. Mostrou a melodia bluesy sobre dois acordes, com os versos iniciais em tupi-guarani, inspirados numa lenda indígena. Juntas, elas completaram a canção e a registraram num gravador que Simone tinha em casa, para não esquecerem a letra. A fita ficou guardada por décadas e, há poucos meses, seu conteúdo chegou aos ouvidos de Chicão Eller, filho da cantora — por acaso, no dia de seu aniversário de 19 anos, 28 de agosto. Agora, no dia 10, quando Cássia (morta em 2001) completaria 50 anos, a gravação inédita, “Flor do sol”, vem a público, via iTunes. O lançamento faz parte de um pacote de homenagens que se estenderá ao longo de 2013, que inclui o CD e DVD “Do lado do avesso” (Universal), com um registro de uma apresentação de voz e violão da cantora em 2001; o espetáculo teatral “Cássia Eller, o musical”, de Ernesto Piccolo; o documentário “Cássia”, de Paulo Fontenelle; além de outros projetos nascidos a partir do acervo da artista.
—
A fita da Simone tinha outra inédita da Cássia, “Retrato no papel” —
conta o produtor Rodrigo Garcia, músico amigo de Cássia que tocou com
ela e hoje administra seu acervo ao lado de Chicão. — Nossa ideia é
lançar essa canção num álbum mostrando a Cássia autora. O disco teria
vinhetas e umas cinco músicas, sendo que duas já gravadas, mas em novas
versões. São “Marginal” e “Eles”, parceria com (o baixista)
Tavinho Fialho, pai de Chicão. Essas duas gravações sairiam do áudio de
um show de Cássia em 1993, no Circo Voador, que também queremos lançar
inteiro em CD e DVD. Outro projeto que temos é o “Cássia em Brasília”,
com os primeiros anos de sua carreira. E estamos com um material de
pré-produção do disco “Com você meu mundo ficaria completo”, com as
músicas todas só na voz e violão de Cássia, que valeriam um outro disco.
“Flor do sol” é o primeiro lançamento do selo Porangareté (palavra tupi-guarani extraída da letra da canção), que Rodrigo e Chicão criaram para lançar o arquivo de Cásia. A faixa — definida por Rodrigo como “um blues meio hippie” (“um índio que fumou ervas e ficou espreitando e desejando uma índia linda”, descreve Simone Saback) — ganhou instrumentos adicionais sobre a voz e o violão da cantora, em participações marcadas pelo afeto.
— Ela está com uma voz linda, limpa. Existe essa história de que ela gritava no começo e depois passou a cantar suave. Ali é ela suave antes.
A música será vendida apenas no formato digital, com distribuição da Universal, que põe nas lojas no dia 18 o CD e DVD “Do lado do avesso”. O registro do show no antigo ATL Hall (hoje Citibank Hall) pelo projeto “A luz do solo” estava há anos no arquivo da gravadora. Mesmo com outros discos ao vivo em sua carreira, o lançamento se mostra relevante, por trazê-la sozinha, acompanhando-se — de forma arrebatadora — por seu violão.
— Além de cantar lindamente, ela toca maravilhosamente três tipos de violões, demonstrando sua habilidade com o instrumento como ainda não tínhamos tido a oportunidade de apreciar — nota Alice Soares, gerente do projeto. — Apenas uma faixa, “You’ve changed”, tem a participação do saxofonista Fábio Meneghesso.
O CD traz 16 faixas, uma delas completamente inédita, escrita por Cássia — a instrumental “Do lado do avesso”, batizada por Chicão na época. Outras seis são inéditas na voz da cantora, como “Diamante verdadeiro”, de Caetano Veloso (na qual ela imita a interpretação clássica de Maria Bethânia); “Eleanor Rigby”, dos Beatles (em reggae e inglês com sotaque jamaicano); “Espaço”, de Vitor Ramil; e “Cherokee Louise”, de Joni Mitchell — além de sucessos como “All star” e “Luz dos olhos”, ambas de Nando Reis. O DVD — feito a partir do registro das duas câmeras que geravam imagens para o telão naquela noite — traz 12 músicas do show, mais dez vídeos de outras apresentações ao vivo, selecionados por Chicão e Rodrigo.
As homenagens seguem. Em fevereiro, começa a ser filmado “Cássia” (nome provisório), o documentário de Paulo Fontenelle, de “Loki”. A previsão de lançamento é em meados de 2013.
— Cássia gostava do convívio em grupo e tinha uma amor muito profundo por seus amigos, músicos e parceiros — conta o diretor. — A ideia inicial será promover um encontro dessas pessoas para celebrar e compartilhar lembranças e histórias. Isso tudo sera intercalado com entrevistas e muitas imagens de arquivos de Cássia nas mais diferentes fases de sua vida, desde quando era aspirante a cantora e atriz na juventude até seus últimos dias, no auge do sucesso. Conseguimos muitas imagens caseiras da Cássia na intimidade e coisas do início de sua carreira, que revelam facetas pouco conhecidas, como apresentações como atriz, no teatro, e até como cantora de trio elétrico.
A mesma história será contada de forma diferente nos palcos, com “Cássia Eller, o musical”. Com direção de Ernesto Piccolo, produção de Gustavo Nunes, direção musical de Lan Lan e roteiro de Patrícia Andrade (“2 filhos de Francisco”), o espetáculo cobrirá desde a juventude da cantora até sua morte. A escolha da atriz que fará a protagonista será feita por meio de um reality show, que irá ao ar pelo Multishow, intitulado “Quero ser Cássia Eller”. As audições serão feitas em seis capitais: Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Rio, São Paulo e Porto Alegre. As inscrições estão abertas, através do e-mail audicaocassiaeller@turbilhaodeideias.com.br.
— Comecei a escrever o roteiro, e a primeira música do espetáculo, no prólogo, será “Eu queria ser Cássia Eller”. Depois, o musical começa com ela fazendo 18 anos. Morando no Rio, no Lins de Vasconcelos, ela se apaixona por uma menina pela primeira vez, passa o dia inteiro tocando, megatímida, pouquíssimos amigos. Estou entrevistando as pessoas e buscando histórias para mostrar essa pessoa que era um furacão no palco, mas superdoce fora dele.
"Essa música fala sobre se lembrar da primeira vez, mas hoje é a nossa
primeira vez aqui", notou o inglês Jarvis Cocker, adepto de nostalgia e
ironia em várias músicas que mostrou pela primeira vez no Brasil. A
frase veio no início do show, com "Do you remember the first time?", um
de seus sucessos entre fãs de rock dos anos 90. O Pulp, banda liderada
por Jarvis, fez show animado por mais de duas horas na Via Funchal, em
apresentação única em São Paulo, na noite de quarta-feira (28).
O cantor de 49 anos subiu ao palco de terno e gravata, à frente de um
grande letreiro colorido com o nome da banda. Jarvis logo começou a
dançar de paletó, que logo tirou para ficar de camisa social, como um
tio bêbado em festa de casamento.
A turnê de reunião da banda, após uma década separada, tem mais clima
de celebração do passado do que de novidade – não há expectativa de
gravar material novo.
O último disco do grupo é “We love life” (2001), do qual tocaram apenas
“Sunrise” em São Paulo. O Pulp lançou três álbuns entre 1983 e 1992 –
ignorados no show -, mas ganhou destaque no movimento britpop de meados
dos anos 90, com menos sucesso comercial e mais aprovação da crítica que
os conterrâneos Blur e Oasis. Os maiores sucessos estão em “His 'n'
hers” (1994) e “Different class” (1995), a base do repertório da turnê.
Ao lado de seis músicos, Jarvis monopolizou as atenções. Além de dançar
como uma criança com roupas de adulto, a performance enérgica tem muito
falatório, tanto nas frases em tom discursivo das faixas quanto nas
conversas fartas com o público nos intervalos.
O cantor mostrou dedicação acima da média de músicos estrangeiros para
se comunicar em português. “You are show de bola”, misturando inglês e
português, “balada”, “sinistro” e “vocês gostariam de dançar” estão
entre as palavras que se esforçou para pronunciar.
Ele também fez questão de traduzir os títulos de duas das músicas mais
celebradas da noite: “algo mudou”, ou “Something changed”, no
encerramento, e “pessoas comuns”, ou “Common people”, maior hit do
grupo. Outras festejadas foram “Disco 2000”, “Babies” e “Razzmatazz”.
A banda eclipsada pelo cantor é competente ao transitar entre a base
para os versos ao estilo “contador de histórias” e os refrões eufóricos –
quando é prejudicada pelo som embolado da Via Funchal, mas não perde a
pressão.
A casa com capacidade para quatro mil pessoas tinha cerca de dois
terços de seu espaço ocupado. Mesmo não lotando a estreia da banda no
Brasil, o público se mostrou animado e íntimo do repertório. Quando
Jarvis diz, em inglês, “não sei se vocês conhecem essa música, de um
filme feito há muito tempo”, grande parte dos presentes já reconhece e
canta “Like a friend”, do filme “Great expectations”, de 1998.
Um exemplo do talento dramático de Jarvis Cocker é em “Sorted for E’s
and W´s”. Ele pergunta se alguém sabe se hoje é quarta ou quinta-feira,
finge que comanda raios de luzes verdes do fundo do palco e faz imitação
com a boca do som de música eletrônica. Parece papo furado, mas faz
sentido antes da música sobre confusão mental e desespero ao final de
uma rave, entre drama e humor – “você quer ligar para sua mãe e dizer
que não voltar pra casa, pois perdeu parte de seu cérebro”, diz a letra.
Jarvis usa também truques menos sutis para manter a animação do
público, como quando ensina palmas em sincronia no refrão da romântica
“A little soul”, ou quando sobe em cima de uma grande caixa de som
lateral para fazer movimentos como os de um strip tease antes da sombria
“This is hardcore”. Talvez bastasse a nostalgia da reprodução de velhas
músicas. Mas o líder do Pulp também merece crédito por manter a energia
da mistura de monólogo e dança bêbada como se fosse a primeira vez.
A cantora de R&B Rihanna foi direto para o primeiro lugar da parada
dos 200 melhores álbums da Billboard, na terça-feira (27), com a sétima
gravação de sua carreira "Unapologetic", conseguindo o seu primeiro
álbum em 1º lugar, apesar das críticas variadas.
"Unapologetic", que encabeçou as paradas do iTunes em 43 países apenas
algumas horas após seu lançamento no dia 19 de novembro, vendeu 238 mil
cópias de acordo com a Billboard, conseguindo para a cantora de Barbados
sua melhor estreia na semana de lançamento até agora.
O principal single do álbum, "Diamonds", obteve o primeiro lugar nas
paradas dos 100 mais "quentes" da Billboard na semana passada, dando a
Rihanna, de 24 anos, seu 12º single em primeiro lugar e empatando com
Madonna e The Supremes pela quarta posição de artistas que mais
emplacaram singles na história da Billboard.
"Unapologetic" deixou alguns críticos desconfortáveis com o som mais
pesado da cantora e letras mais pessoais. Uma das canções em particular,
que fez todo mundo comentar, é "Nobody's business", que tem a
colaboração de seu ex-namorado Chris Brown, acusado de agredi-la três
anos atrás.
O álbum foi amplamente promovido por Rihanna, que embarcou em uma turnê
de sete dias por sete cidades ao redor do mundo, acompanhada por um
avião cheio de fãs e jornalistas.
Britânicos gostam de dormir ao som de Adele
Nem Radiohead, nada de Elton John e muito menos de Morrissey! De acordo com uma pesquisa da rádio britânica Capital FM, os ingleses indicam que Adele é a dona das músicas perfeitas para uma noite de sono.
O estudo quis saber, de duas mil pessoas, qual é o artista que tem as músicas ideaais para embalar o sono. A maioria respondeu que a intérprete de “Skyfall” é a dona do melhor repertório para uma ótima noite de sono.
Nomes como Snow Patrol, Coldplay e One Direction, também foram citados entre os participantes da pesquisa.
Prestes a virar balzaquiana (ela é de 28 de janeiro de 1983), a cantora
Sandy diz que chegou a hora de só fazer o que quer. “Já vendi o
suficiente para não precisar provar mais nada para ninguém”, diz ela,
sem subir o tom. O primeiro reflexo dessa postura é o EP Princípios, meios e fins,
com apenas cinco faixas, todas inéditas. Gravado de maneira
independente, o álbum foi lançado, no dia 30 de outubro, apenas no
formato digital. “As 10 mil cópias físicas do projeto só serão vendidas
em shows e através do meu site”, diz ela.
Entre um ensaio e outro, a moça atuou ao lado de Antonio Fagundes no filme de baixo orçamento Quando eu era vivo, do cineasta Marco Dutra. Sua segunda experiência no gênero, depois do desastroso Acquaria,
de 2003, deverá chegar às telas no ano que vem. E já terá a idade lhe
pesado nos ombros? “A disposição não é mais a mesma”, diz ela. “Se durmo
agora às 4 da manhã, acordo destruída, e com aquela ressaquinha.”
Natural de Cachoeiro de Itapemirim, município localizado no interior do
Espírito Santo, Roberto Carlos deixou momentaneamente suas origens de
lado na noite desta quarta-feira (21), quando gravou seu tradicional
especial de fim de ano para a TV Globo, no Citibank Hall, no Rio de
Janeiro. Com o espetáculo todo dedicado à Cidade Maravilhosa, o cantor
impregnou-se da descontração e do espírito cariocas para apresentar-se
diante da plateia de ilustres convidados, com um show divertido e (por
que não?) ousado.
As refererências ao Rio começavam pelo palco. Da mesma maneira em que
havia concebido um cenário repriduzindo pontos turísticos religiosos de
Jerusalém para o show que Roberto fez na cidade israelense, no ano
passado, a cenógrafa May Martins reproduziu os Arcos da Lapa, o Cristo
Redentor, as calçadas de pedra portuguesa da Praia de Copacabana e o Pão
de Açúcar. Lugares bem conhecidos do Rei, morador da cidade há cinco
décadas.
E, com a naturalidade de quem está em casa, Roberto Carlos tomou conta
da festa com a sequência inicial, formada por "Emoções" (com que abre
seus shows há anos) e um medley de canções românticas, seguido por "Como
é grande o meu amor por você". Chamou o cantor e compositor Arlindo
Cruz, a primeira participação especial da noite, com quem cantou em
dueto "Meu lugar" e "O homem". Esta última, com o refrão embalado numa
levada em ritmo de samba, gênero intimamente identificado com o Rio, bem
diferente da versão original. Prova de que, quando quer, o Rei consegue
fugir dos previsíveis arranjos de seu repertório ao vivo.
Mas foi ao lado das Empreguetes Empreguetes Cida (Isabelle Drummond),
Rosário (Leandra Leal), Penha (Tais Araújo), além de Chayene (Cláudia
Abreu) e Socorro (Titina Medeiros), todas personagens da novela "Cheias
de charme", que o cantor surpreendeu de verdade. Nem tanto pelo número
musical, a canção “É meu, é meu, é meu”, mas pelo beijo na boca dado
pela atriz Cláudia Abreu na boca do cantor.
"Vocês, empreguetes e todo o mundo: morram de inveja de Chayene",
gritou a atriz, que teve a audácia de repetir o feito, já que, por
questões técnicas, o número precisou ser refeito a pedido do diretor
Jayme Monjardim. "Chamar o doutor!", brincou o Roberto Carlos, sucedido
por um carioquíssimo comentário entreouvido na plateia: "O cara é
pegador!"
Recuperado, o cantor abriu espaço para duas de suas novas canções:
"Furdúncio", que reteme à fase funk/soul de "Ilegal, imoral ou engorda";
e "Esse cara sou eu": "Fiz esta canção para falar do cara que toda
mulher gostaria de ter, que todo homem gostaria de ser. E que eu mesmo
tento ser. Eu chego lá", disse o cantor, apresentando a música que faz
parte da trilha sonora da novela das 21h, "Salve, Jorge".
Junto de Seu Jorge, mesmo cantando “As curvas da estrada de Santos”,
evocou a Lapa, bairro boêmio da cidade muito identificado com o
ex-integrante do grupo Farofa Carioca. Para compensar, cantaram “Amiga
da minha mulher”, de autoria pelo convidado. "Sua música vem educando e
acalentando a gente", destacou Seu Jorge, exaltando a obra do Rei.
O momento mais comovente da noite veio com Michel Teló. "Chorei só de
ouvir você falar meu nome", disse o cantor, que voltou a se emocionar ao
relembrar um episódio da infância.
"Fiz uma homenagem ao meu pai na escola. Minha mãe me vestiu com um
terno branco, e cantei uma canção de Roberto para ele, 'Meu querido, meu
velho, meu amigo'", disse Teló, dedicando a musica mais uma vez ao pai,
sentado na plateia. Um divertido dueto no megasucesso "Ai se eu te
pego", com direito a passinhos de dança sincronizados, encerrou a
participação do cantor paranaense no especial. "Jesus Cristo" e as
disputadas rosas jogadas ao público fecharam a apresentação.
Foi um show solto, musicalmente diferente do que Roberto Carlos vem
apresentando nos últimos anos. E que mostra o quanto faria bem ao Rei (e
aos seus súditos) desgarrar-se das amarras musicais que o vêm mantendo
limitado ao vivo. Não falta emoção, mas sim uma dose maior deste
desprendimento tão comum ao estilo de vida da cidade homenageada pelo
artista capixaba.
Batizado de "Reflexões" e codirigido por João Daniel Tikhomiroff, o
especial será exibido no dia 25 de dezembro, logo após a novela das 21h,
"Salve Jorge".
Veja o repertório da gravação do especial de fim de ano de Roberto Carlos:
"Emoções"
Medley: "Seu corpo", "Café da manhã", "Os seus botões", "Falando sério", "Côncavo e convexo"
"Como é grande o meu amor por você"
"Meu lugar" (com Arlindo Cruz)
"O homem" (com Arlindo Cruz)
"É meu, é meu, é meu" (com as Empreguetes)
"Esse cara sou eu"
"Furdúncio"
"Aquerela do Brasil" (instrumental)
"As curvas da estrada de Santos” (com Seu Jorge)
“Amiga da minha mulher” (com Seu Jorge)
"Detalhes"
"O portão"
"Meu querido, meu velho, meu amigo” (com Michel Teló)
"Ai se eu te pego" (com Michel Teló)
"Jesus Cristo"
Medley: "Seu corpo", "Café da manhã", "Os seus botões", "Falando sério", "Côncavo e convexo"
"Como é grande o meu amor por você"
"Meu lugar" (com Arlindo Cruz)
"O homem" (com Arlindo Cruz)
"É meu, é meu, é meu" (com as Empreguetes)
"Esse cara sou eu"
"Furdúncio"
"Aquerela do Brasil" (instrumental)
"As curvas da estrada de Santos” (com Seu Jorge)
“Amiga da minha mulher” (com Seu Jorge)
"Detalhes"
"O portão"
"Meu querido, meu velho, meu amigo” (com Michel Teló)
"Ai se eu te pego" (com Michel Teló)
"Jesus Cristo"
Artista: VA
Álbum: Salve Jorge: Nacional
Gravadora: Som Livre
Gênero: Trilha Sonora, OST, Vários
Lançamento: 2012
N° de Faixas: 18
Formato: MP3
Qualidade: 192 Kbps
Tamanho: 101 MB
Álbum: Salve Jorge: Nacional
Gravadora: Som Livre
Gênero: Trilha Sonora, OST, Vários
Lançamento: 2012
N° de Faixas: 18
Formato: MP3
Qualidade: 192 Kbps
Tamanho: 101 MB
A trilha sonora de Salve Jorge, novela das nove que substituiu Avenida Brasil, promete ser uma atração à parte. Roberto Carlos gravou duas músicas inéditas para a trama: uma balada intitulada “Esse cara sou eu”, tema dos mocinhos Morena (Nanda Costa) e Theo (Rodrigo Lombardi), e um funk chamado “Furdúncio”. Outro artista que gravou uma canção especialmente para a novela foi Seu Jorge, que está embalando o tema de abertura da trama, chamada “Alma de guerreiro”. Confira!
Tracklist:
01. Esse Cara Sou Eu – Roberto Carlos
02. Alma De Guerreiro – Seu Jorge
03. Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco) – Maria Rita
04. Favela Fashion Week – Leandro Sapucahy
05. Tristeza – Diogo Nogueira
06. Sorte e Azar – Barão Vermelho
07. Vive – Maria Bethânia Part. Djavan
08. Fazendo Coisa Boa – Tchê Garotos
09. Quando O Amor Acontece – Nana Caymmi
10. Tiranizar – Caetano Veloso
11. Meu Corpo Quer Você – Naldo Part. Preta Gil
12. No Me Compares – Alejandro Sanz Part. Ivete Sangalo
13. Mais Um Na Multidão – Erasmo Carlos Part. Marisa Monte
14. Amor Surreal – Alcione
15. É Nóis Faze Parapapá – Michel Teló e Sorriso Maroto
16. Furdúncio – Roberto Carlos
17. Aquele Abraço – Tim Maia
18. Mesmo Que Seja Eu – Ney Matogrosso
02. Alma De Guerreiro – Seu Jorge
03. Me Deixas Louca (Me Vuelves Loco) – Maria Rita
04. Favela Fashion Week – Leandro Sapucahy
05. Tristeza – Diogo Nogueira
06. Sorte e Azar – Barão Vermelho
07. Vive – Maria Bethânia Part. Djavan
08. Fazendo Coisa Boa – Tchê Garotos
09. Quando O Amor Acontece – Nana Caymmi
10. Tiranizar – Caetano Veloso
11. Meu Corpo Quer Você – Naldo Part. Preta Gil
12. No Me Compares – Alejandro Sanz Part. Ivete Sangalo
13. Mais Um Na Multidão – Erasmo Carlos Part. Marisa Monte
14. Amor Surreal – Alcione
15. É Nóis Faze Parapapá – Michel Teló e Sorriso Maroto
16. Furdúncio – Roberto Carlos
17. Aquele Abraço – Tim Maia
18. Mesmo Que Seja Eu – Ney Matogrosso
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No comunicado feito apenas três dias após a confirmação das apresentações da banda no país, o grupo pede desculpas aos fãs, mas não revela o motivo do adiamento.
"Com muita tristeza nós fomos forçados a adiar a nossa recém-anunciada tour na América Latina devido a circunstâncias inesperadas. Pedimos desculpas a todos que estavam esperando pelos shows e torcemos para que novas datas sejam anunciadas em breve", diz a nota.
A venda de ingressos para os shows no Brasil estava prevista para começar na próxima semana. Essa seria a quinta vez do grupo no Brasil.


