Elvis Costello não tem medo da estrada. Nem de entrar nas vias que cruzam seu caminho. Nas últimas três décadas andou viajando em diversas aventuras musicais: do rock britânico e do punk, passando pela new wave, ao jazz, ópera e country, sem nunca tirar o pé do patamar que o ergue como um dos grandes nomes da cultura pop.

Neste novo "Secret, Profane & Sugarcane", Costello volta às raízes norte-americanas para revisitar o terreno country e molhar os pés nas margens do Mississippi. No rastro de "Almost Blue", seu disco de 1981 em que regravou sucessos western, Costello retorna à cidade de Nashville para gravar este, que já é um dos melhores registros do ano.

Para o disco acústico, sem bateria, Costello convocou músicos do gênero como Jerry Douglas (violão), Stuart Duncan (rabeca), Mike Compton (bandolim), Jeff Taylo (acordeão) e Dennis Crouch (contrabaixo). São 13 faixas de música country tradicionalmente americana e de bluegrass que pedem para engatar a primeira marcha e seguir adiante.

Aqui, Costello garantiu dez músicas inéditas, como "Sulphur to Sugarcane" (parceria com o produtor de "Secret", T Bone Burnett) e "I Felt The Chill" (segunda colaboração do cantor com Loretta Lynn). Johnny Cash, a personificação do gênero, ganhou duas homenagens, uma delas "Hidden Shame", que foi lançada pelo "Homem de Preto" em 1990, no disco "Boom Chicka Boom".

Liricamente sofisticado, o marido da pianista Diana Krall continua sendo a resposta do Reino Unido a Bob Dylan. Costello tem um disco inteiro de histórias para contar. Em "I Felt the Chill", ele narra uma traição e vê um amor se desmoronar em tempo real ("I will have lost your love by the end of this sad refrain"), embalada por um melancólico bandolim.

A rural "The Crooked Line", segundo o próprio, é a única canção que já escreveu sobre a fidelidade e que não tem ironias ("life isn't a game", ele diz). "I Dreamed of My Old Lover", uma bonita melodia com arranjos de violinos, coloca em cena uma mulher insatisfeita que tem medo de revelar segredos durante o sono com seu marido deitado ao lado ("I rarely dream of anyone"). Um dos destaques do disco, "How Deep is the Red" faz parte da ópera inacabada sobre a vida de Hans Christian Andersen.

"She Was No Good" traz referências históricas inspiradas na turnê de 1850 de Jenny Lind, uma cantora de ópera sueca do século 19, e "Sulphur to Sugarcane" passeia por Roma e China, antes de voltar aos Estados Unidos e explorar o mapa da América pelo Texas, Mississippi, Alabama, Louisiana, Indiana. Se Costello pegou mesmo a estrada, "Secret, Profane & Sugarcane" com certeza foi sua trilha sonora.
 Studio 2002

Sidinei Lopes/Folha Imagem
  • Cat Power durante apresentação no Tim Festival 2007, em São Paulo (27/10/2007)

O show único que Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, tinha agendado para o Brasil já se multiplicou. A cantora, que toca na capital paulista no dia 18 de julho, se apresenta no dia seguinte no Rio de Janeiro.

No Rio, ela canta no HSBC Arena, a partir das 20h. Os ingressos custam R$ 80 (cadeira primeiro piso), R$ 140 (cadeira pista), R$ 220 (cadeira especial pista) e R$ 320 (cadeira premier). As entradas começam a ser vendidas na próxima segunda-feira (29), entre 11h e 19h, na bilheteria da casa e pela internet.

Os ingressos para o show em São Paulo, no Via Funchal, custam entre R$ 60 (plateia lateral), R$ 100 (mezanino lateral e plateia 3), R$ 150 (mezanino central e plateia 2), R$ 200 (plateia 1) e R$ 300 (plateia vip e camarote). A configuração do público é sentada, com 3.071 lugares. As entradas já podem ser compradas na bilheteria do Via Funchal, pelo telefone 0/xx/11/2198–7718 ou pela Internet.

Cat Power e a banda Dirty Delta Blues promovem o disco mais recente da cantora, "Jukebox", de 2008, composto de covers de nomes como Frank Sinatra, James Brown e Joni Mitchell.

Essa será a terceira visita de Marshall ao Brasil. Ela já se apresentou no país em 2001 e em 2007, na última vez dentro da programação do Tim Festival.

via UOL musica

 Studio 2002

Filial brasileira da rede social iniciou operações em dezembro de 2007.
Fechamento está ligado à troca da diretoria, segundo funcionário brasileiro.

Do G1, em São Paulo

Escritório do MySpace Brasil vai fechar as portas em julho. (Foto: Reprodução)

O escritório brasileiro do MySpace, com sede em São Paulo, vai fechar suas operações no dia 1º de julho. A informação, que confirma um "processo de reestruturação" anunciado pela empresa do grupo de mídia News Corp, foi passada ao G1 por Angelos Ktenas Junior, 35, gerente de conteúdo e novos negócios do MySpace Brasil.

Aberta oficialmente em dezembro de 2007, a filial brasileira da rede social – que ajudou a revelar artistas como Mallu Magalhães -- tinha dez funcionários. "A decisão nos pegou de surpresa, porque o Brasil trabalha em azul desde seu primeiro ano. Em menos de dois anos, crescemos 400%", afirmou Ktenas.

Segundo ele, o fechamento de escritórios internacionais não está necessariamente ligado à crise, mas sim à política de Owen Van Natta, novo diretor-executivo do MySpace, que também tem a rede social Facebook no currículo. "Se fosse somente por causa da crise, não faria sentido fechar um escritório que dá lucro desde seu primeiro ano", diz o gerente de conteúdo. 

 

Durante o tempo em que o escritório funcionou no Brasil, a quantidade de usuários locais saltou de 400 mil para 2,5 milhões, segundo o próprio MySpace.

 

'Gosto brasileiro'

Ktenas diz que o fechamento do escritório não terá impacto para os internautas que adotaram a rede com foco em música -- a página continuará tendo o idioma português e os mesmos serviços que já oferece hoje. A única mudança, acredita ele, está na possibilidade de a rede perder um pouco de seu "gosto brasileiro", como o foco na divulgação de artistas nacionais.

No balanço desses quase dois anos de Brasil, Ktenas afirma que o serviço conseguiu fazer sucesso. "O país tem um cenário muito particular, em que o site mais acessado é uma rede social [o Orkut]: nem o próprio Google consegue concorrer com o Orkut. Mas para quem gosta de música, o MySpace não tem igual", conclui o funcionário do MySpace Brasil, em seus últimos dias de atividade na empresa.

 Studio 2002

Neil Finn, do Crowded House, juntou grupo na Nova Zelândia.
Músico está produzindo álbum duplo beneficente.

O cantor neozelandês Neil Finn. (Foto: Divulgação / MySpace do artista)

O cantor e compositor Neil Finn (Crowded House) conseguiu juntar na Nova Zelândia um verdadeiro supertime do rock alternativo.

Para gravar o álbum "The sun came out", disco beneficente para a organização Oxfoam, ele contou com a colaboração de Johnny Marr (ex-Smiths e atual Modest Mouse), dos Radioheads Ed O´Brien e Phil Selway e dos membros do Wilco Jeff Tweedy, John Stirratt, Glenn Kotche, e Pat Sansone, entre outros.

O disco duplo é uma continuação de "7 worlds collide", de 2001, que contava com Marr, membros do Radiohead e o vocalista do Pearl Jam Eddie Vedder, entre outros. Segundo o semanário inglês "NME", o disco será lançado em agosto, e terá até Selway, baterista do Radiohead, cantando.

 Studio 2002


 

Confissão foi feita nesta segunda (22) durante audiência em LA.
Brown pode ser condenado a até quatro anos de prisão.

Da Reuters

O cantor Chris Brown confessou nesta segunda-feira (22) ter agredido sua ex-namorada, a estrela pop Rihanna, em um acordo com promotores que pedem que ele seja condenado a cinco anos de liberdade assistida.

 

Foto: Reuters
Em audiência nesta segunda (22), Chris Brown confessou agressão, Rihanna também compareceu (Foto: Reuters)

 

Brown, cantor dos hits "Run it" e "Kiss kiss", terá que prestar pelo menos 180 dias de trabalho comunitário em seu Estado natal da Virgínia.


O cantor de 20 anos fez a confissão em audiência preliminar em corte de Los Angeles. Ele foi acusado de ter agredido e feito ameaças criminais contra Rihanna em fevereiro na véspera da entrega dos prêmios Grammy.


Não houve acordo para as acusações de ameaças e uma sentença formal está marcada para 5 de agosto. Se condenado pelos dois crimes, ele pode pegar até quatro anos de prisão.


"Creio que é recomendável que você assuma responsabilidade pela sua conduta, senhor", disse a Brown a juíza Patricia Schnegg.


Brown também deverá cumprir uma ordem de afastamento de Rihanna.


Rihanna, cujos sucessos incluem "Disturbia" e "Umbrella" também esteve na corte, mas apenas após a saída de Brown. Sua advogada, Donald Etra, disse que a cantora havia se preparado para testemunhar contra ele.

 Studio 2002

Usuários de Alemanha, EUA, França e Grã-Bretanha admitiram prática.
Maioria nunca pagou por conteúdo on-line, mas pensa em fazê-lo.

Usuários de vários países admitem baixar arquivos ilegalmente. (Foto: Divulgação)

Cerca de 8% de todos os consumidores de Alemanha, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha admitem fazer download ilegal de vídeos da internet, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (19) pela Futuresource Consulting, mostrando a escala do progresso do combate à pirataria.

Dois terços dos britânicos entrevistados admitiram assistiram a TV, filmes e vídeos no computador ou notebook, frequentemente ou algumas vezes. Entre os consumidores norte-americanos, 15% fizeram pelo menos uma dessas atividades de forma ilícita.

"Essa ampla disponibilidade de conteúdo ilegal representa um grande obstáculo ao desenvolvimento de serviços de conteúdo on-line, e continua impactando pesadamente nas receitas, apesar das autoridades governamentais e da indústria repetirem tentativas de apertar o sistema", informou o relatório que entrevistou mais de 2,5 mil pessoas nos quatro países.

O levantamento descobriu ainda que 90% daqueles que assistem a vídeos on-line nunca pagaram para acessar notícias e programas de televisão. A maioria, no entanto, afirmou que estaria ou poderia estar disposta a pagar por conteúdo no futuro.

A maioria das companhias de mídia está tentando incentivar consumidores a pagar por vídeo, música e notícias on-line. Mas as tentativas para financiar conteúdo gratuito por meio da venda de anúncios publicitários são em grande parte fracassadas.

Governos ao redor do mundo estão tentando ajudar os fornecedores de mídia a combater a pirataria on-line. Os piores efeitos até agora aconteceram na indústria musical, que ainda se esforça para compensar um declínio contínuo na comercialização de CDs.

 Studio 2002

Em tempos de festas juninas, G1 mostra os clássicos caipiras.
Seleção vai de Inezita Barroso e João Pacífico a Almir Sater.

Do G1, em São Paulo

Tonico e Tinoco posam para capa de disco no começo da carreira. (Foto: Divulgação)

Aproveitando a temporada de festas juninas, o G1 listou 15 das canções mais importantes para a música caipira. João Pacífico, Tonico e Tinoco, Almir Sater e Inezita Barroso – alguns dos principais nomes do estilo – figuram na seleção, que foi elaborada pela reportagem do G1 sem critérios técnicos e, portanto, não tem caráter definitivo.

 

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Ouça uma seleção de músicas caipiras na GloboRadio

 

Segundo a escritora Rosa Nepomuceno, autora do livro "Música caipira: da roça ao rodeio", o som do caipira brasileiro no século XX tem duas origens – a urbanização do país, que permitiu que a música fosse registrada e vendida em larga escala, criando um público e um método para o estilo; e a Semana de Arte Moderna de 22.

Explica-se: os modernistas tinham um pendor pela cultura genuinamente brasileira, e aprovaram as primeiras manifestações musicais nesse sentido. Guilherme de Almeida apadrinhou João Pacífico, enquanto Mário de Andrade chegou a compor modas, como a clássica "Viola quebrada".

A música caipira tem inúmeras origens e influências, graças ao vasto interior brasileiro – mistura moda de viola, toadas, cururus, guarânias, cateretês, emboladas, marchas, valsas. Tião Carreiro, mestre da viola e fã de samba, chegou a criar seu próprio jeito de tocar o ritmo na viola, o pagode caipira. Para quem estranhava a mistura, costumava responder "música só tem dois tipos, a feia e a bonita".

Confira abaixo as músicas caipiras selecionadas pelo G1:

"Tristeza do Jeca" - Tonico & Tinoco
Composta por Angelino de Oliveira, a toada tem o nome do texto (considerado preconceituoso na época) assinado por Monteiro Lobato, falando dos augúrios do homem do campo. Versos como "Nesta viola eu canto e gemo de verdade/ Cada toada representa uma saudade" ficaram cristalizados na melancolia da voz da dupla de Botucatu, interior de São Paulo.


"Índia" - Cascatinha e Inhana
A versão de José Fortuna para a guarânia paraguaia, gravada pela dupla Cascatinha e Inhana, foi um dos maiores sucessos da música sertaneja, vendendo meio milhão de cópias nos anos 50. Uma das músicas favoritas do presidente Juscelino Kubitschek, ganhou versões como a de Gal Costa (faixa-título do disco "Índia", de 1973) e a paródia de Tiririca, que repetia infinitamente o primeiro verso "Índia seus cabelos".


"Menino da porteira" - Sérgio Reis
A música de Teddy Vieira e Luizinho sobre o trágico destino de um garoto atropelado por um boi virou filme na década de 70, protagonizado por Sérgio Reis (autor da versão definitiva da canção) e que ganhou até remake em 2009, com o sertanejo Daniel no papel principal. Apesar do flerte com o sertanejo mais moderno e o chapéu de caubói, Sérgio Reis ainda é respeitado como um dos guardiões da música caipira.


"Cabocla Teresa" - João Pacífico
João Pacífico já foi chamado de "Noel Rosa da música caipira", e não é sem motivo. "Cabocla Teresa" (parceria com Raul Torres) é a canção mais conhecida do compositor de "Pingo d'água" e "Perto do coração". Com um longo trecho declamado antes da parte cantada, a história de vingança do "cabra de arma na mão" que mata a "cabocla" que o havia trocado por outro homem é uma das músicas mais melancólicas do repertório caipira.


"Rio de lágrimas" - Tião Carreiro & Pardinho
A música de Tião Carreiro (com Piraci e Lourival dos Santos) marcou para sempre o rio e a cidade que tem seu nome, Piracicaba. Apesar do tom animado, a letra é triste como uma canção dos Smiths ou de Frank Sinatra: "O rio de Piracicaba vai jogar água para fora/ Quando chegar a água dos olhos de alguém que chora/ Eu quero apanhar uma rosa/ mas minha mão já não alcança/ Eu choro desesperado/ Igualzinho a uma criança".


"Chico Mineiro" - Tonico & Tinoco
A "Dupla Coração do Brasil" teve uma longa lista de sucessos ao longo da carreira, como "Pé de ipê" e "Moreninha linda", mas foi "Chico Mineiro" que entraram para o inconsciente coletivo nacional. A história dolorida da tragédia fraterna ficou como principal contribuição para o cancioneiro caipira, cantada ao longo de gerações com o mesmo sentimento da versão original.


"Chalana" - Almir Sater
O interior brasileiro é vasto e a música caipira atravessa meio continente sul-americano em direção aos rios do Prata e a fronteira com o Paraguai. Mário Zan, que compôs a música com Arlindo Pinto, diz que pensou na canção em um hotel de Corumbá, "vendo o rio passar, bem na janela do meu quarto". As águas do Paraguai dão o tom da saudade: "Ó chalana sem querer tu aumentas a minha dor/ Nestas águas tão serenas vai levando o meu amor".


"Moda da Pinga" - Inezita Barroso
Com bom humor, Inezita Barroso desafiou paradigmas – uma mulher cantando, em plena década de 50, sobre se embebedar de cachaça, a bebida alcoólica mais popular do Brasil. A moda, também conhecida como "Marvada pinga", é uma daquelas histórias cômicas que virou trilha sonora para bebedeiras homéricas e ressacas do mesmo nível.


"Rancho fundo" - Chitãozinho e Xororó
Composta pelos urbanos Ari Barroso e Lamartine Babo – conhecidos pela autorias de marchas carnavalescas, hinos dos times do Rio de Janeiro e sambas-exaltação, a música foi gravada pela primeira vez em 1931 e ganhou inúmeras versões, incluindo uma do rei da bossa nova João Gilberto. Mas a gravação mais conhecida e querida entre os brasileiros talvez seja mesmo a da dupla sertaneja Chiitãozinho e Xororó, que aparece no disco "Clássicos sertanejos", de 1996.


"Saudade da minha terra" - Tibagi e Niltinho
Saudade é aquela palavra que, aprendemos, só existe em português – a língua das primeiras grandes navegações, que ganhou mais peso no banzo dos escravos e se renovou no êxodo rural do século XX. Poucas músicas refletem tão bem a melancolia que é estar longe da terra querida, e também a felicidade da volta às raízes.


"Viola quebrada" - Pena Branca & Xavantinho
A canção se tornou um clássico caipira, mas é criação do modernista Mário de Andrade, que nutria grande obsessão pelos causos e pela vida do interior do país. Conhecedor do coração caipira, Andrade conta a vida de saudades do matuto que foi abandonado pela Maroca por ser um "fadista" que "nunca sabe trabaiá".


"Terra roxa" - Garcia & Zé Matão
A música caipira também tinha espaço para discussões que iam além das tristezas do amor e das saudades que dóem no peito. "Terra roxa", de Teddy Vieira, é uma fábula sobre o preconceito de um "grão-fino" contra um negro que não teria "troco para mil cruzeiros" – mas que se revela um grande fazendeiro, com mais de "280 mil pés de café".


"Rei do gado" - Tião Carreiro & Pardinho
Outra música de disputa entre "almofadinha" e "caboclo", "Rei do gado" virou até nome de novela, que tinha Sérgio Reis e Almir Sater no elenco. A disputa entre criadores de gado e plantadores é uma história tão antiga quanto a humanidade, rendendo brigas do Velho Oeste norte-americano e na Antiguidade – mitólogos como Joseph Campbell afirmam que o tema está por trás de muitas lendas de diferentes povos do mundo.


"Romaria" - Renato Teixeira
Renato Teixeira começou na MPB, mas redescobriu sua alma de caipira com o tempo. "Romaria" é talvez a sua composição mais conhecida – especialmente pela gravação da amiga Elis Regina, mas também pela letra, que é quase um hino de fé para o caipira: "Sou caipira/ Pirapora/ Nossa Senhora de Aparecida/ Ilumina a mina escura e funda/ O trem da minha vida".


"Beijinho doce" - Tinoco e Mazinho Quevedo
Muito antes de a versão de Flora e Donatela fazer sucesso com a novela "A favorita" e virar até funk carioca, a canção singela de Nhô Pai foi um sucesso gigantesco nos anos 50 na voz das Irmãs Galvão. Longe das tristes saudades e das histórias de amores perdidos, a música é daquelas que grudam com seu refrão melódico.

 Studio 2002

Mãe de quatro filhos foi condenada por baixar 24 músicas.
Pagamento será feito a seis gravadoras por 'prejuízos'.

Da France Presse


Um tribunal americano condenou nesta quinta-feira (18) uma mulher de 32 anos a pagar 1,92 milhão de dólares por danos e prejuízos por baixar ilegalmente 24 músicas na internet.


Jammie Thomas Rasset, solteira e com quatro filhos, residente em Minnesota, foi considerada culpada de usar a rede Kazaa para baixar música.


O juri determinou o pagamento de US$ 1,92 milhão (R$ 3,75 milhões) - US$ 80 mil por música - a seis gravadoras: Capitol Records, Sony BMG Music, Arista Records, Interscope Records, Warner Bros. Records e UMG Recordings.


A associação da indústria discográfica americana (Recording Industry Association of America - RIAA) e as grandes gravadoras processaram milhares de pessoas por baixar ilegalmente músicas na internet, mas, na maior parte dos casos, os envolvidos entraram em acordo e pagaram quantias entre 3 mil e 5 mil dólares para encerrar o caso.


Thomas-Rasset foi a primeira a rejeitar um acordo e levar o caso ao tribunal.

 Studio 2002

Banda inglesa se apresenta no Rio de Janeiro e em São Paulo em outubro.
Show no Rio será no Citibank Hall e em SP na Arena Anhembi

Do G1, em São Paulo

A banda Depeche Mode. (Foto: Divulgação)

O trio inglês Depeche Mode anunciou em seu site oficial os locais dos seus shows em outubro no Brasil. A apresentação no Rio de Janeiro, marcada para o dia 22, será no Citibank Hall, e no dia 24 o grupo toca em São Paulo na Arena Anhembi.


Segundo o site, os ingressos para ambas as apresentações tiveram o início das vendas adiadas – agora devem começar no dia 14 de agosto pelo site www.ticketmaster.com.br. Os preços dos ingressos ainda não foram divulgados.

As apresentações no Brasil fazem parte da seção latino-americana da turnê "Tour of the Universe 2009", que reiniciou no dia 8 de junho em Leipzig, na Alemanha, após a recuperação do vocalista Dave Gahan, que passou por uma cirurgia para retirada de um tumor na bexiga identificado como maligno. 

 

O cantor, que sofre de um caso grave de gastroenterite, foi hospitalizado no dia 12 de maio após sentir-se mal em Atenas, onde o grupo inglês faria uma apresentação.

De acordo com uma mensagem postada no site oficial da banda, "na ocasião, exames revelaram a presença de um tumor maligno, que foi removido com sucesso".

O Depeche Mode teve de cancelar uma série de shows no último mês por causa da doença do vocalista. O grupo estava no início de uma turnê mundial para divulgação de seu mais novo álbum, "Sounds of the universe".
 Studio 2002

Quarteto inglês toca no Via Funchal nesta sexta-feira (19)
Álbum de estreia do grupo vendeu 2 milhões de cópias na Inglaterra.

Do G1, em São Paulo

A banda inglesa The Kooks. (Foto: Divulgação)

O quarteto inglês The Kooks se apresenta em São Paulo nesta sexta-feira (19), depois de um show no Chile e duas noites na Argentina. Esta é a única apresentação da banda no Brasil durante esta mini-turnê pela América Latina.

Com o nome inspirado por uma música do disco "Hunky dory" (1971) de David Bowie e com a abertura de shows para os Rolling Stones no currículo, os Kooks são bastante influenciados pelo rock clássico – mas ainda não acham que devam ser incluído na mesma categoria que seus ídolos.


"Nós conseguimos muita coisa e somos muito felizes por essas conquistas, mas não estamos nessa categoria por enquanto – temos que trabalhar muito para chegar nesse nível", diz o baterista Paul Garred em entrevista ao G1.

Na Inglaterra, o sucesso do grupo é incontestável – seu primeiro álbum, "Inside in/ Inside out" (2006) vendeu dois milhões de cópias e teve seis singles entre o Top 40 (incluindo dois, "Naive" e "She moves in her own way", no Top 10). O disco seguinte, "Konk" (2008) estreou direto no primeiro lugar das paradas britânicas.

 

Trabalho


Mas fora do país, a popularidade da banda não é tão alta – nos EUA, por exemplo, o grupo é quase desconhecido. Garred sabe que a fama do grupo não se estendeu para muito longe das Ilhas Britânicas, mas admite que isso vai ser revertido apenas com o trabalho da banda.

"Um grupo precisa passar mais tempo nos lugares, fazendo mais shows, para ser melhor conhecido. É isso que estamos tentando fazer nesse segundo disco, aos poucos. Nossa segunda turnê nos EUA teve bem mais público que a primeira, e é isso que vamos tentar no Brasil, Argentina e Chile. Mas demora um pouco", explica.

O trabalho também segue em estúdio – o Kooks já está trabalhando no sucessor de "Konk", e Garred afirma que será um álbum "mais experimental". "Ainda estamos no começo do processo, mas devemos experimentar mais nos arranjos, trazer novas influências, mas sem deixar nosso lado pop esquecido".

É claro que no mundo do rock, trabalho e diversão podem entrar no mesmo pacote, e é isso que o baterista espera da apresentação em São Paulo. "O que eu sei é que as pessoas no Brasil são alegres e gostam de dançar – espero que elas dancem bastante no nosso show também!".

The Kooks em São Paulo
Quando: 19 de junho (sexta), às 22h
Onde: Via Funchal, R. Funchal, 65, V. Olímpia, tel. (11) 2198-7718 (Call Center)
Quanto: R$ 140 (pista) a R$ 200 (pista vip e camarote)
Informações: www.viafunchal.com.br

 Studio 2002

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