Música: Bohemian Rhapsody
Artista: Queen

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Música do Queen – Bohemian Rhapsody             
Letra:
Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality
Open your eyes
Look up to the skies and see
I’m just a poor boy
I need no sympathy
Because I’m easy come, easy go
A little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn’t really matter to me, to me
Mama, just killed a man
Put a gun against his head
Pulled my trigger, now he’s dead
Mama, life had just begun
But now I’ve gone and thrown it all away
Mama, oh
Didn’t mean to make you cry
If I’m not back again this time tomorrow
Carry on, carry on
As if nothing really matters
Too late, my time has come
Sends shivers down my spine
Body’s aching all the time
Goodbye everybody, I’ve got to go
Gotta leave you all behind
And face the truth
Mama, oh
I don’t want to die
I sometimes wish I’d never been born at all
I see a little silhouette of a man
Scaramouch, Scaramouch
Will you do the fandango?
Thunderbolt and lightning, very, very frightening me
Galileo, Galileo
Galileo, Galileo
Galileo, Figaro, magnifico
But I’m just a poor boy and nobody loves me
He’s just a poor boy from a poor family
Spare him his life from this monstrosity
Easy come, easy go, will you let me go?
Bismillah!
No, we will not let you go
Let him go
Bismillah!
We will not let you go, let him go
Bismillah!
We will not let you go, let me go
Will not let you go, let me go, never
Never let you go, let me go
Never let me go, oh
No, no, no, no, no, no, no
Oh mama mia, mama mia
Mama mia, let me go
Beelzebub has a devil put aside for me
For me, for me
So you think you can stone me
And spit in my eye?
So you think you can love me
And leave me to die?
Oh baby, can’t do this to me baby
Just gotta get out
Just gotta get right outta here
Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me
Anyway the wind blows


Foto: DivulgaçãoA organização do Rock in Rio confirmou em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira mais três atrações para a próxima edição do festival na cidade maravilhosa. Bruce Springsteen, Metallica e Iron Maiden se juntam a George Benson, Ivan Lins e o Sepultura, que toca novamente acompanhado do grupo Tambores do Bronx.
A quinta edição do Rock in Rio no Brasil está prevista para os dias 13, 14, 15, 19, 20 e 21 de setembro de 2013, na Cidade do Rock. E diferentemente de 2011, que recebeu 100 mil pessoas por dia, para dar mais conforto ao público, a capacidade do espaço foi reduzida para 85 mil.
A venda antecipada de ingressos, o Rock in Rio Card, começa no dia 30 de outubro e a escolha pelo dia da entrada será feita entre os dias 1 de fevereiro e 1 de abril de 2013. Para os clientes Rock in Rio Club a pré-venda exclusiva vai do dia 20 ao dia 29 de outubro com 15% de desconto nos ingressos inteiros.
O valor do ingresso é de R$ 260 e a venda está limitada a quatro bilhetes por CPF, sendo uma meia-entrada. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito e parcelado em até quatro vezes. Clientes do banco Itaú também têm 15% de desconto na venda.

“Já bati tanto na trave”, resume o ítalo-brasileiro Paolo sobre sua trajetória na música. Aos 50 anos, depois de nove discos e inúmeros quases, o cantor conseguiu uma espécie de gol de placa. “Tanta coisa”, canção composta por ele há dois anos, entrou na trilha sonora de “Avenida Brasil”, novela da Rede Globo, que termina nesta sexta-feira (19). Ele passou a ser assumidamente fã. “Fiquei viciado. Gravo e não perco um capítulo", conta.


A canção começou sendo tocada no salão de beleza da Monalisa, personagem de Heloisa Perissé. Tempos depois, passou a embalar o romance entre Tessália e Darkson. Paolo não acredita em sorte, mas concorda que desta vez seria impossível negá-la. “Vibrações positivas levaram a ser um negócio muito legal. A canção se encaixou nos personagens. Ela tem a ver, porque o Darkson com toda a cara de garotão malandro teve a inocência e a pureza de provar que era um cara legal: ‘Esse olhar de lua crescente, sorriso inocente do sim’ [recita trechos da composição]. Já tive tanta coisa que deu errado.”

A trama rendeu projeção e uma musa para a composição. Embora satisfeito com a atuação da atriz Débora Nascimento, ele não disfarça certa predileção por outra beldade do Divino. “Ela é bonita, mas tem também a Suelen [Isís Valverde]. Mas estou feliz com a Tessália, espero que ela goste da musica”, brinca o cantor.
A voz de Paolo não é uma novidade em trilhas de novelas. A pedido do diretor Silvio de Abreu, regravou “Malafemmena”, um clássico italiano que foi tema do casal Totó (Tony Ramos) e Clara (Mariana Ximenes) na novela “Passione”. “Eu tinha uma esperança, mas essa música realmente não aconteceu. Para estourar de vez tem que ser em português, no máximo em inglês", analisa.



Animado com o sucesso repentino, ele pretende mensurar o efeito pós-Carminha no show que fará em São Paulo no dia 25 de outubro. “Eu estou descobrindo um público novo cantando em português.” Como cantor de músicas italianas ele revela que atingia um estrato social muito restrito. “Era um público mais elitizado e mais velho. Agora toco em todo tipo de rádio. O sonho de todo artista é ser um cantor popular.”

O novo trabalho recebe o nome da música que o consagrou, e insiste no romantismo. As 18 canções do disco falam de amor e relacionamentos (sofridos). Embora não se considere um homem romântico no dia a dia, como cantor ele acredita ser essa sua vocação.

“Se você falar um milhão de vezes em amor, não estará se repetindo", garante. "É um estilo de composição, é o jeito que eu sei fazer. Até tento fazer algo sobre política, futebol, mas não rola. O que eu sei escrever é isso ai. Casa bem com minha voz, até quando eu vou escolher regravações elas são românticas.”


No disco ele regrava “Quando te vi”, sucesso na voz de Beto Guedes, “Eu não existo sem você”, canção de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, e “Brincar de viver”, de Guilherme Arantes. O show ganha reforço de outras releituras: ele promete uma versão de “Sozinho”, música de Peninha que ganhou fama na voz de Caetano Veloso, “Sina”, de Djavan, e “Amor perfeito”, clássico de Roberto Carlos, além das músicas italianas essencialmente melosas.

Solteiro, Paolo investe numa postura e figurino descolados, e acredita ser “mais conservado do que aparento”. Sofreu pequenos assédios de fãs, segundo ele, por conta de seu timbre vocal. Diz que já ouvi declarações do tipo: “gostaria de acordar todo dia com essa voz”, e ganhou algumas “beliscadas”. “Elas brincam, mas nada que passe do limite. Nunca tive problema com coisas que eu não pudesse controlar. Por enquanto ninguém jogou sutiã pra mim. Ainda não tive esse prazer.”

Grupo: The Tallest Man on Earth.- Música: Revelation Blues 

Sem aparentar esforço algum, The Tallest Man On Earth apresenta Revelation Blues, faixa do seu último álbum There’s no leaving now, e mostra com clareza seu timbre incrível de voz neste comercial da incrível EcoSport 2013.

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Letra:
I was more than just a coward
I was handsome too
I felt nothing when your flood came down
Holding fines that made me wonder if the lights were wrong
With my hands that never touched no ground
When your talent is in numbers
Of the many times you’re gone
I could lie I don’t care about forgiving
But sometimes it’s just roses dying too young
As I’m fencing up the hours
In the fields of red
While you think I’m on a loveless straight
In the letters from the lovers in a land gone wrong
Explanations always written late
When your talent curse the framing
Of the crying you heard sung
I could lie I don’t care about what’s missing
But sometimes it’s just roses dying too young
Your train of thoughts is always passing here
With its falling paint, and its broken gears
It’s the damn revelation blues when you see the path
And you know you won’t be the last,
Oh lord…
I was more than just a terror
I was crying too
But you showed me in the gusts between
That a wind is sometimes broken and its flying path
Has no meaning nor a ghost within
When your talent is in hiding
That your feeling is always wrong
I always want to bring you something
But sometimes it’s just roses dying too young


Há 10 anos cantando profissionalmente, a dupla sertaneja Ivis e Carraro já gravou CD e DVD no ano passado, mas agora pretende consolidar a carreira com um hit polêmico, chamado “Pagar motel pros homens”. Com data de lançamento prevista para a próxima semana, o clipe foi gravado em um motel de Goiânia e teve a participação das ex-BBBs Fani Pacheco e Natália Casassola. Em entrevista exclusiva, os sertanejos se mostram favoráveis à proposta da música e afirmam: “Mulher deve pagar motel para homem, sim”.
O clipe mostra mulheres flertando com rapazes em um bar. Como eles estão sem dinheiro, elas os levam para o motel e pagam a conta, sem nenhum constrangimento. As gravações, realizadas em setembro, começaram em uma boate da capital e foram finalizadas em um motel de Aparecida de Goiânia.

Sidmar Luiz dos Santos, o Carraro, tem 31 anos, é casado e pai de três filhos. Ele conta que a música nova é de Rick França e, assim que ouviu a canção, junto com o empresário, gostou e resolveu produzir o arranjo, misturando dance com arrocha. “É para polemizar mesmo. A ideia é boa. Eu mesmo tô cansado de pagar motel. E a maioria das fãs em nossos shows concorda com a gente e leva na brincadeira a discussão”, explica. O cantor elogia a atuação das ex-BBBs Fani e Natália: “Foi bão demais da conta. Elas são humildes e, além de tudo, muito bonitas e sensuais”.

Embora tenha formado dupla há 15 anos com o irmão, Sidney Luiz dos Santos, o Ivis, de 33 anos, Carraro acha que o sucesso veio rápido. “Não esperava, mas estamos sendo reconhecidos e ganhando dinheiro”, afirma. Com cerca de 12 shows por mês, os principais investimentos da dupla até agora foram no escritório, no ônibus para as viagens e em equipamentos para os shows.


No total, 22 pessoas trabalham na equipe dos sertanejos, que nasceram em Goiânia, onde moram atualmente. Mas Ivis, que é casado e ainda não tem filhos, admite que, além dos investimentos profissionais, também está se dando alguns luxos, como casa e carro novos. “Como todo sertanejo que se preze, ainda sonho com um carro importado para combinar com um artista de sucesso”, brinca.

Fãs de Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo e Chitãozinho e Xororó, os cantores definem seu estilo musical como sertanejo mais romântico. Mas, para acompanhar a tendência do mercado, eles chegaram a trocar a posição das vozes. Desde a gravação do DVD, há um ano, Carraro passou a fazer a primeira voz. “Invertemos porque hoje está mais evidência o timbre mais grave, a voz mais rouca, como a minha”, esclarece.


Carreira

Ivis e Carraro nasceram em Goiânia, mas logo se mudaram com a família para a terra natal dos seus pais, a cidade de Jussara, a cerca de 200 km de Goiânia. E foi no interior de Goiás que eles começaram a tocar em bares e boates, com o nome de Sidney e Sidmar. Em 2001, eles retornaram à capital, onde continuaram investindo na carreira. Três anos depois, começaram a se apresentar em grandes casas de shows e já gravaram o primeiro CD, 'Momentos de Amor'.

Em 2005, foram contratados por uma casa de show de Goiânia e, em 2007, mudaram o nome da dupla para Ivis e Carraro. No ano seguinte, gravaram o segundo CD e o primeiro DVD, 'Ao vivo em Jussara', com apenas oito músicas. No ano passado, a dupla gravou o terceiro CD, chamado 'Coração em alerta', produzido pelo badalado produtor do mundo sertanejo Bigair Dy Jayme. O álbum tem participações de sertanejos como Cristiano Araújo, Carlos e Jader e Israel e Rodolfo.


Getty Images
O rapper 50 Cent

50 Cent é uma personalidade polêmica, disso não há dúvidas. Mas as últimas declarações do rapper no Twitter deixou muitos fãs chocados. O norte-americano deu quatros dicas aos seus seguidores para evitar a masturbação. 
Segundo as mensagens publicadas pelo cantor, ele é o novo adepto da abstinência sexual. "Mulher é igual a confusão, e não preciso disso agora", escreveu. Na sequência, 50 Cent mostrou seus "passos para não se masturbar".
"Passo 1 - Para evitar a vontade de se masturbar, pare de frequentar sites pornográficos."
"Passo 2. Faça uma decisão consciente de não virar sua cabeça depois que as pessoas passarem por você."
"Passo 3. Não vá a clubes de strip."
"Passo 4. Não olhe para revistas 'cheias de luxúria."
Excêntrico ele, não? 





Artista: Claudia Leitte
Álbum: Negalora
Gravadora: Som Livre
Lançamento: 2012
Gênero: Pop, Axé
Formato: MP3
Qualidade: 206 Kbps
Tamanho: 102 Mb

Negalora: Ao Vivo é o título do segundo álbum ao vivo e DVD da carreira da cantora e compositora de axé music brasileira Claudia Leitte, sendo o terceiro álbum lançado em sua carreira solo. O trabalho inicialmente se chamaria Verde e Amarelo – Ao Vivo, sendo modificado o título posteriormente.
Tracklist:
01. Bem-Vindo Amor
02. Dois Caminhos (Mestre E Aprendiz)
03. Afaste-Se De Mim (Alejate De Mi)
04. Crime – Part. Henrique Cerqueira
05. Telegrama
06. Pot-Pourri – Part. Carlinhos Brown – Pra Todo Efeito/Amantes Cinzas
07. Amor Super-herói
08. Gps
09. Black Man
10. Você Existe Em Mim
11. O Tempo Não Para – Part. Tico Santa Cruz
12. A Noite Dos Jangadeiros (Clareou)
13. Falando Sério
14. Sorri, Sou Rei – Part. Max Viana E A Tapa
15. Incendeia
16. Sambah
17. Locomotion Batucada
18. Magalenha – Part. Sergio Mendes


  • PSY, dono do hit Gangnam Style, um dos mais vistos da história do Youtube
    PSY, dono do hit Gangnam Style, um dos mais vistos da história do Youtube
Com estilo brega-chic e uma dança bizarra sobre um cavalo imaginário, o cantor coreano Psy fez com que o clipe da música “Gangnam Style” se transformasse em um dos vídeos mais vistos e “curtidos” da história. São dois milhões de “likes” e mais de 260 milhões visualizações. No Brasil, o hit ganhou até uma versão criada por Latino, apesar de ter sido reprovada por parte do público.

As belas dançarinas, o figurino impecável, a coreografia bem ensaiada e a batida eletrônica de “Gangnam Style” também chamaram a atenção do grande público para o fenômeno no qual Psy está inserido: o pop coreano, ou o K-pop, que atrai novos fãs desde a década de 1990. Assim como no pop ocidental, o gênero conta com influências do hip-hop, rock, R&B e a música eletrônica, mas com sonoridade diferente e com artistas que parecem saídos de desenhos animados.




Versão de Latino para o hit coreano:

O trabalho do musicoterapeuta é utilizar a música como uma maneira de acionar elementos guardados no interior da mente e resolver questões que trazem angústia para o paciente


Segundo a musicoterapeuta Anna (à esquerda), nem todas as músicas são benéficas (Foto: Diário de Guarapuava)
Alguns estudos recentes sugerem que o cérebro responde aos estímulos musicais como se fossem remédio. Isso significa que algumas canções podem regular funções do corpo, reduzir o estresse e até desenvolver habilidades motoras.

Como somos sujeitos únicos, formados através das nossas experiências de vida, não é possível estabelecer uma única música que traga os mesmos efeitos para todos. Cada um, com suas preferências e vivências, tem uma trilha sonora capaz de despertar sentimentos e trazer a cura para os males da alma.

A especialidade que utiliza a música para melhorar, manter ou restaurar o bem estar de uma pessoa é a musicoterapia. O trabalho do musicoterapeuta é utilizar a música como uma maneira de acionar elementos guardados no interior da mente e resolver questões que trazem angústia para o paciente. Além disso, é utilizada para outros fins, como para trazer à tona as lembranças esquecidas pelos portadores de mal de Alzheimer, no tratamento de autismo, hiperatividade e de deficiências mentais.

A musicoterapeuta Cristiane de Cássia Kramer Maibuk trabalha na área há 10 anos. Segundo ela, apesar dos benefícios trazidos pela técnica, em Guarapuava ainda são poucos que a conhecem. “O campo maior de atuação é com crianças com necessidades especiais, com as quais a música tem uma ação muito importante, ajudando-as a melhorar a expressão e a comunicação”, explica.

No caso dos adultos, a maioria dos que procuram o tratamento é para diminuir o estresse ou para auxiliar no tratamento da depressão, alcoolismo e dependência química.

Quem pensa que o tratamento com musicoterapia se limita a ouvir músicas calmas e relaxantes engana-se. Durante as consultas, o terapeuta faz uma análise do histórico e gosto musical do paciente e através da música vai trabalhando emoções e traumas.

A musicoterapeuta Anna Paula Caillot Amaral, afirma que há uma explicação para que, em contato com a música, as emoções aflorem. “Mesmo quando a pessoa tem um bloqueio emocional, ela pode se soltar com uma música. O som acaba remetendo a uma determinada fase da vida, cheiros e gostos que caracterizaram essa época”.

Evelyn Souza Viccari experimentou uma sessão de musicoterapia e se surpreendeu. “Achei que ia ficar deitada, ouvindo sons de pássaros e cachoeira. Mas cantei, utilizei instrumentos musicais e me senti à vontade para me expressar. Pude me conhecer mais e ver o que posso mudar para me sentir melhor”, conta.
Formação do gosto musical
A influência da música na vida é incontestável. Isso porque desde que estamos no útero da mãe somos interpelados por uma sequência de barulhos do mundo exterior que nos fazem gostar mais ou menos de um determinado som depois que nascemos. Pesquisas mostram que filhos de mães operárias, que trabalhavam em fábricas ruidosas, sentem-se incomodadas quando ouvem sons muito altos, reflexo do tempo em que conviveram, junto com a mãe, em ambientes assim.

Por isso, Cristiane afirma que a formação do gosto musical pode começar na  barriga da mãe, embora sofra transformações durante a vida. Então, aquela conhecida história de colocar músicas suaves para ouvir durante a gravidez para acalmar a criança é verdadeira. E depois do nascimento, quando a criança ouvir novamente aquela música acabará se sentindo relaxada.

As músicas que a família ouve também são fundamentais na constituição do gosto musical da criança, pois essas primeiras experiências musicais se tornarão marcas levadas pela vida toda, que suscitarão lembranças de diversos momentos importantes. Com idosos, uma forma dos familiares terem bons momentos e auxiliarem na retomada de lembranças antigas é pesquisar o passado musical dos pais e avós. Que músicas eles ouviam? Certamente nos primeiros acordes, muitas lembranças virão à tona.

A música "Sandau", da banda Tereza, descreve uma cena típica do Rio: ônibus cheio em um domingo quente em direção à praia. A bagunça inclui pessoas locais "segurando o tchan" e estranhos "gringos de saia". A viagem condiz com o som do jovem quinteto que ganhou o troféu "Experimente" como aposta do Prêmio Multishow 2012. A banda mistura modernidades estrangeiras incomuns para o grande público com pop brasileiro mais "ordinário". "A gente quis causar essa confusão, exagerar no pop e ao mesmo tempo no alternativo", diz o guitarrista Mateus Sanches.

O grupo de amigos de colégio em Niterói está junto como banda há quatro anos. Exceto o baterista Rodrigo Martins, com 21, todos têm 23 anos. Os jovens resolveram, há um ano, trancar a faculdade para se dedicar à Tereza. Em 2012, lançou o álbum "Vem ser artista aqui fora". O nome da banda é homenagem à garota mais cobiçada entre os alunos. "Ela era a bonitona da escola", lembra Mateus. Tereza, hoje amiga do grupo, festejou com os integrantes da banda homônima o recente prêmio.

Quando vocês cantam 'beat it laun daun daun', na música 'Sandau', fazem uma referência ao Skank ou é coincidência?
Mateus Sanches - Foi uma referência direta. A música conta uma historinha, de ir para a praia num domingo com calor de quarenta graus. “Garota nacional” está tocando no ônibus, todo mundo se empurra, aquele cheiro de protetor solar. O pop dos anos 90 foi uma referência musical no CD e nessa música a gente cita na lata.

Uma resenha do jornal 'O Globo' citou a Kelly Key. É uma referência?
Mateus Sanches -
A Kelly Key não foi uma influência direta. Mas contamos sobre essa citação para o nosso produtor, no Prêmio Multishow, e ele disse que isso era a melhor coisa que poderiam ter falado do disco. A gente quis causar essa confusão, exagerar no pop e ao mesmo tempo no alternativo. Tem essa coisa do “trash” mais proposital.


 O disco de vocês tem coisas eletrônicas que podem ter vindo tanto do funk melody carioca quanto do electropop resgatado por muitos grupos gringos atuais. Qual foi a fonte?
Mateus Sanches -
São as duas coisas. A gente quis usar as referências nacionais dessa época. Resgatar coisas que ouvia quando estava junto no colégio. Quisemos ilustrar um tempo nostálgico. Era isso que tocava na rádio, que ouvia em festa. Quisemos misturar com o rock mais moderno, que a gente curte. Funk melody com Empire of the Sun e Hot Chip.

O Rio de Janeiro teve recentemente outras 'revelações' do rock, como Moptop e Rockz, que foram elogiadas, com bom público local e especializado, mas não viraram nomes nacionais para o grande público. Vocês querem passar dessa etapa?
Mateus Sanches -
A gente pretende ir adiante. O único single que lançamos até agora foi “Vamos sair para jantar”, que é mais difícil, mais underground. Foi bom conquistar coisas só com essa música lançada. Agora que o nome está no ouvido das pessoas, a gente fica mais confortável para lançar músicas mais fortes, como “Sandau” e “Calçada da batalha”. E tentamos evoluir sempre. As primeiras demos que lançamos há anos são diferentes de hoje. Estamos amadurecendo.

Temos hoje no Brasil um sertanejo descaradamente pop. No meio que se chamava 'indie' ou 'alternativo', parece que há um medo do pop: muitos vão para o lado da MPB mais retrô, ou para o experimental. Vocês quiseram assumir o lado acessível?
Mateus Sanches -
Sem dúvida a gente queria esse lado pop. Mas é complicado fazer em português música eletrônica, indie, ou o que quer que você queira chamar. Fazendo o disco, em vários momentos a gente pensava: “Isso está parecendo sertanejo”. Para outras bandas, o fato de cantar em inglês faz a coisa parecer mais underground, mesmo que eles estejam fazendo algo pop. E na hora de fazer em português, muita gente tem medo. No começo da banda a gente deixava a música estranha para fugir de qualquer possiblidade de soar cafona. Essa foi uma dificuldade, de fazer pop e não ser brega. Aí entra essa coisa de equilibrar, como uma letra de amor que não seja muito melosa.


A história da Tereza, que inspirou o nome da banda, se parece com a da Anna Júlia, da música dos Los Hermanos, já que ninguém da banda ficou com ela. Vocês sofreram pela Tereza também?
Mateus Sanches - A gente nunca sofreu pela Teresa. Se algum integrante sofreu, não contou. Todo o colégio era apaixonado, ela era a bonitona da escola. Escolhemos o nome pois tinha uma história boa por trás. Mas é uma amiga, sempre foi uma amiga. Ela foi na festa que a gente fez para comemorar o Prêmio Multishow.

E na festa da premiação houve algum encontro com artistas mais conhecidos?
Mateus Sanches -
O pessoal do NxZero veio falar com a gente. É uma banda completamente diferente da nossa. Mas ele falaram que ficaram arrepiados quando nos viram comemorando. Ninguém estava comemorando muito, mas a gente vibrou bastante. A gente viu que foi sincero quando eles falaram isso. Foi legal, fez minha noite. E é legal ver uma banda consolidada, deixou a gente mais animado, ver que estamos perto disso.


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