Record Store Day é comemorado neste sábado, 18 de abril.
Data foi criada nos EUA em 2007 para valorizar lojas independentes.

Do G1, em São Paulo

O cantor e compositor Tom Waits. (Foto: Divulgação)

No Dia da Loja de Discos, ou Record Store Day - como foi batizado nos Estados Unidos -, o cantor e compositor americano Tom Waits faz uma homenagem às lojas independentes. Neste sábado (18), ele lança um compacto em vinil com gravações feitas ao vivo no Fox Theatre, em Atlanta, e no Edinburgh Playhouse, em Edimburgo, Escócia.

Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música

O single em edição limitada traz, de um lado, a faixa "Lucinda/Ain't going down the well" e, de outro, "Bottom of the World". As músicas foram gravadas durante a aclamada turnê "Glitter & Doom".

"As lojas de discos são um lugar mágico aonde posso ir e alimentar os meus ouvidos", disse Waits. "Não podemos deixar que elas acabem."

O último trabalho do artista de 59 anos é o triplo "Orphans: brawlers, bawlers & bastards", de 2006. Recentemente, ele colaborou na faixa "Spacious thoughts", do álbum de estreia do projeto N.A.S.A., do californiano Squeak E. Clean com o brasileiro DJ Zegon.

O Record Store Day foi criado em 2007 como forma de chamar atenção para a importância das lojas de discos independentes. Mais informações no site (em inglês):
www.recordstoreday.com

via portal G1

 Studio 2002

Músico lança o CD e DVD 'MTV ao vivo' com shows em São Paulo.
Zeca Pagodinho, Beth Carvalho e Marcelo D2 são convidados do disco.

Lígia Nogueira Do G1, em São Paulo

O sambista Arlindo Cruz. (Foto: Divulgação)

"Meu samba não é um modismo que vem e que vai, meu samba enfrenta a fúria dos vendavais, meu samba é uma tinta que mancha e nunca sai". Como na letra de "Da melhor qualidade", em parceria com Almir Guineto, o sambista Arlindo Cruz completa 30 anos de carreira mostrando à juventude como é que se faz música. A trajetória do artista é passada a limpo em dois CDs e um DVD "MTV ao vivo", lançados agora pela Deckdisc.

 

"Quando fui convidado, gostei do projeto logo de cara", diz. "O público da MTV é um público diferente. Não que não existam jovens ligados ao samba, mas são pessoas que ouvem rock, hip hop, reggae."

Ao lado de convidados como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Marcelo D2 e de seu filho de 17 anos, Arlindo Neto, o sambista mostra um apanhado de clássicos como "Bagaço da laranja", além das inéditas "Bom aprendiz", "Não dá", "Mão fina" e "Vê se não demora".

 

Ele se apresenta em São Paulo nesta sexta (17) e sábado (18), no Citibank Hall. O programa "MTV ao Vivo Arlindo Cruz" vai ao ar nesta sexta (17) na emissora às 22h30, com reprise domingo (19) às 19h15. Confira a seguir trechos da entrevista com o cantor e compositor.

G1 - Você acha que está havendo uma abertura maior para o samba na mídia?
Arlindo Cruz -
Acho que todo mudo está ouvindo mais outras coisas, os jovens estão ouvindo os sambistas das antigas e os sambistas estão ouvindo rock e MPB. Meu filho, por exemplo, ouve de tudo, de Racionais MCs a CPM22. Quando a música é boa, dá mais vontade de juntar as coisas, fazer um som com sotaque brasileiro. A mistura mais visível é a de samba com rap, feita por gente como Marcelo D2, Rappin Hood. Eu costumo dizer que todo músico brasileiro, independente da origem, vai cantar samba um dia, nem que seja na torcida do futebol, no ano-novo, numa festa em casa, no carnaval. De alguma forma todo músico brasileiro acaba cantando samba.

G1 - Por que as pessoas estão ouvindo mais outros tipos de som?
Arlindo Cruz -
A internet é um veículo fundamental nesse processo. A pesquisa sobre compositores antigos, como a obra de Candeia, Noel Rosa, ficou mais acessível. Hoje em dia qualquer jovem discute com sambista antigo com bastante propriedade. A internet ajuda muito na pesquisa, tem listas de discussão sobre samba. Tem gente que é do interior que se acha mais raiz até do que um cara nascido em plena Lapa.

G1 - Como é a sua relação com o Marcelo D2?
Arlindo Cruz -
Ele estava gravando o clipe de 'Eu tiro é onda' para a MTV e aí a gente se conheceu. Continuamos nos vendo, fizemos música juntos, e ele participou de alguns trabalhos meus. Recentemente eu participei da gravação do DVD dele no Jockey Club. Gosto muito da mistura de samba com rap.

G1 - Quais as principais semelhanças entre os dois gêneros?
Arlindo Cruz - Acho que os assuntos tratados pelo rap são muito pertinentes. Sempre existiu o samba de protesto, que falava sobre o lado social do morro, as condições, os desafios do pessoal mais humilde. O rap é justamente isso aí. Estão quase todos falando dessa parte social do Brasil e essa junção é fundamental na música brasileira. É bom saber que as outras gerações não estão satisfeitas com o que está acontecendo e estão usando sua arte para melhorar um pouco esse quadro.

G1 - Seu filho, Arlindo Neto, sempre foi envolvido com o universo do samba?
Arlindo Cruz - Desde garoto ele ouve samba. Festa aqui em casa sempre tem pagode, como na minha casa, que tinha som de vitrola e era só chorinho. Ele faz parte do grupo Bandas de Berço, formada por filhos de compositores. O Arlindo Neto sempre foi embalado com músicas de verdade, não só com canções de ninar.

G1 - Você está completando 30 anos de carreira. Que balanço faz dessas três décadas de trabalho?
Arlindo Cruz - Queria que fossem 30 anos de idade... Como diz o ditado antigo, fui comendo o mingau quente pelas beiradas. Sempre fui bem comedido, dando um passo de cada vez. Passei por várias experiências importantíssimas que ajudaram a moldar o artista e a minha personalidade no palco. Um compositor crescendo cada vez mais com a influência dos parceriros, somando com o meu jeito de compor, de escrever. Fui amadurecendo como cantor, desde o Fundo de Quintal até as parcerias com Sombrinha. Agora estou no quarto disco solo. Todos foram momentos muito importantes da minha vida, me sinto muito feliz de poder reunir tudo isso neste DVD.

G1 - Como foi a escolha do repertório?
Arlindo Cruz - Além dos clássicos da minha carreira, tem quatro gravações inéditas, que fiz de uma maneira diferente, como uma forma de mostrar minha carreira para esse público novo. A preocupação maior era, além de ter uma qualidade legal, manter uma interação, fazer com que o público reagisse bem cantando junto e batendo palmas. Com sucessos como 'Camarão que dorme a onda leva', 'Ainda é tempo pra ser feliz','A pureza da flor', havia o risco de lançar as inéditas e cair um pouco o nível do show. Mas as músicas são boas, não precisa ter aquele refrão fácil pra todo mundo cantar.

Arlindo Cruz em São Paulo
Quando:
sexta (17) e sábado (18), às 22h
Onde: Citibank Hall, Av. dos Jamaris, 213, Moema, tel. (11) 2846-6010
Quanto: R$ 60 a R$ 120 / Informações:
www.citibankhall.com.br

via portal G1

 Studio 2002

Com estilo oposto ao do Motörhead, B-52s também nasceu do punk.
G1 simulou disputa entre os grupos - confira o resultado.

Do G1, em São Paulo

Duas bandas "filhas" do punk dividem as escolhas do público de São Paulo neste sábado (18). De um lado, o Motörhead, liderado pelo lendário baixista barbudo Lemmy Kilmister. Apesar de ser uma das mais influentes bandas do metal, o grupo foi muito influenciado pelo punk inglês, dividindo o palco com os Adverts e o Damned, entre outras bandas punk.

 

Lemmy chegou a tocar baixo no último grupo, e já disse que o Motörhead tem mais a ver com o Damned do que com os headbangers do Judas Priest – Kilmister chegou a homenagear os pais do punk Ramones com a música "R.A.M.O.N.E.S.". O Motörhead se apresenta no Via Funchal, com ingressos que variam entre R$ 120 e R$ 200.

 

LEIA TAMBÉM:

'Nosso som não muda, e é disso que os fãs gostam', diz líder do Motörhead

Sem envelhecer, B-52s faz turnê pelo Brasil

 

Com um estilo completamente diferente do Motörhead, o B-52s também nasceu da atitude punk, mas mais voltado para sua segunda encarnação imediata, a new wave. O grupo de Athens manteve grande contato com as bandas da cena punk de Nova York e de outras partes dos EUA: o guitarrista Ricky Wilson tocou com Tom Verlaine, do Television, Kate Pierson cantou com o avô do punk Iggy Pop no hit "Candy" e a banda gravou "Debbie", single em homenagem à vocalista do Blondie.

 

Só que, influenciados por disco music e preocupados em fazer dançar, acabaram lembrados mais pelos hits de festa do que pelas conexões com o punk. O B-52s faz seu show no Credicard Hall, com ingressos entre R$ 100 e R$ 300.

 


Motörhead em São Paulo
Quando
: sábado (18), às 22h00
Onde: Via Funchal, Av R. Funchal, 65, tel. (11) 2198–7718
Quanto: R$ 120 a R$ 200 /
www.viafunchal.com.br

B-52s em São Paulo
Quando: sábado (18), às 21h30
Onde: Av. das Nações Unidas, 17955, tel. (11) 2846-6010
Quanto: R$ 100 a R$ 300 /
www.credicardhall.com.br

via portal G1

 Studio 2002


A desempregada Susan Boyle não é nenhum modelo de beleza, mas teve coragem para enfrentar o júri ferino e a platéia debochada do programa "Britain's got talent" (versão inglesa do reality show musical "American idol"), no último sábado. Recebida com risos e desconfiança, por conta de sua aparência, ela calou a todos quando começou sua interpretação de "I dreamed a dream", do musical "Les miserables". O vídeo de sete minutos com o antes e depois de sua apresentação é atualmente o maior sucesso do Youtube - até a tarde desta terça-feira, já havia sido visto mais de 2,5 milhões de vezes.

- Qual é o seu sonho? - perguntou o apresentador Simon Cowell, que também costuma maltratar candidatos do outro lado do Atlântico, no "American idol".

- Tentar ser uma cantora profissional - respondeu Susan, de 47 anos, com um sorriso no rosto, diante de assovios do público e caretas irônicas dos jurados.

Ao anunciar que cantaria "I dreamed a dream" - tema que poucos calouros ousariam arriscar - um murmúrio de incredulidade percorreu o auditório. Mas foi só cantar as primeiras notas da música para se perceber o espanto de Simon Cowell. Ao fim da canção, Susan foi aplaudida de pé por todo o público e recebeu pedido de desculpas de um dos jurados. "Quando você entrou aqui, todos riram; agora ninguém mais está rindo. Estamos todos impressionados", disse. Susan recebeu três "sim" dos jurados - outro feito raro - e se classificou para a próxima fase do programa.


Assista ao vídeo aqui

 Studio 2002

Banda americana toca em SP no sábado e em Porto Alegre na segunda.
"Ficamos melhores com o tempo", diz o vocalista Fred Schneider.

Amauri Stamboroski Jr. Do G1, em São Paulo

O grupo B-52s passará por três cidades no Brasil (Foto: Divulgação)

Lançando seu primeiro álbum só com músicas inéditas em 16 anos ("Funplex", de 2008), o B-52s faz da América do Sul o destino mais recente de sua turnê – que, a partir de junho, deve se estender por todos os EUA ao longo do verão no hemisfério norte.

Formado por Fred Schneider (voz), Kate Pierson (voz), Cindy Wilson (voz) e Keith Strickland (guitarra e teclados), o grupo passa por três cidades no Brasil, começando com um show no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (17), depois se apresentando em São Paulo no sábado (18) e por fim tocando em Porto Alegre na segunda-feira (20).

A primeira vez que o B-52s esteve no país deixou um forte impacto na cena roqueira nacional, após a apresentação da banda no Rock in Rio de 1985. "Eu tenho ótimas lembranças daquele festival. O público era imenso, e as bandas também eram ótimas, lembro da Nina Hagen e das Go-Gos. Sem falar da experiência que foi estar no Rio pela primeira vez", recorda-se Schneider em entrevista ao G1.

Uma das grandes qualidades da fase atual do B-52s foi conseguir atualizar seu som sem descaracterizar seu estilo. "O segredo é que nós compomos em grupo, então cada um traz suas novas referências, mas a dinâmica do grupo está sempre lá".

Como o nome já diz, "Funplex" ("Complexo da diversão", em tradução livre) é um álbum divertido e animado – características que permearam toda a carreira do grupo, que muitas vezes foi chamado de "banda de festa". Mas o vocalista não se importa com nenhum desses rótulos: "Na verdade, eu acho que tem gente que nos leva muito a sério. Mas eu não me importo com o que os outros pensam – não leio resenhas nem matérias sobre nós. Eu sei quando sou bom e quando eu erro – às vezes acho que somos ótimos, outras, que somos péssimos".

O disco foi gravado em Athens, cidade natal do grupo, que tem uma grande cena musical, revelando, além do B-52s, bandas como R.E.M. e Of Montreal. "Foi ótimo voltar a Athens, encontrar amigos como o pessoal do R.E.M. e também perceber como as coisas mudaram ao longo desses 30 anos", explica Schenider.

Fã de novos artistas como Chromeo, Scissor Sisters e LCD Soundsystem, ele discorda de quem pense que a banda perdeu o pique: "Nós não amolecemos nem um pouco, nossos shows continuam bem animados. Nós ficamos melhores com o tempo". 

 

B-52s no Brasil

Rio de Janeiro
Quando: sexta-feira (17), às 22h
Onde: Citibank Hall - Av. Ayrton Senna, 3.000 – Telefone: 0300-7896-8460
Quanto: Entre R$ 140 e R$ 200

São Paulo
Quando: sábado (18), às 22h
Onde: Credicard Hall: Av. das Nações Unidas, 17955 – Telefone: (11) 2846-6010
Quanto: Entre R$ 100 e R$ 300

Porto Alegre
Quando: segunda-feira (20), às 21h
Onde: Teatro do Bourbon Country - Av. Túlio de Rose, nº 100 – Telefone: (51) 3375-3700
Quanto: Entre R$ 140 e R$ 200

 Studio 2002




Por Dean Goodman

LOS ANGELES (Reuters) - A roupa é incomum para o vocalista de uma banda de heavy metal.

O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, está andando por um aeroporto parecendo um nerd, trajando camisa social branca de mangas curtas e gravata preta.

Se ele parece um piloto de linha aérea, é por uma razão: ele é um piloto de linha aérea. Quando não está percorrendo palcos cantando "2 Minutes to Midnight" ou "The Number of the Beast" em sua voz de cantor de ópera, o roqueiro de 50 anos pilota grandes aviões de passageiros para uma empresa britânica de voos fretados.

Frequentemente Dickinson curte suas duas paixões ao mesmo tempo, como pode ser visto no documentário de turnê "Iron Maiden: Flight 666", que mostra a banda e sua equipe voando num Boeing 757 adaptado para eles para 11 países em 45 dias.

O filme vai aterrissar nos cinemas de 45 países em 21 de abril e sairá em DVD um mês depois. Em março, conquistou o prêmio de melhor documentário de música no Festival de Cinema South By Southwest, no Texas,

Dickinson foi um dos quatro pilotos que trabalhou na turnê de 2008 e vestiu-se a caráter quando foi sua vez de pilotar - para a consternação de seus colegas de banda menos estilosos.

"Passei duas semanas sem conseguir me conformar com isso", contou o baterista Michael "Nicko" McBrain.

Alguns dos passageiros tinham preocupações mais sérias, perguntando-se se Dickinson era de fato um bom piloto.

"No primeiro dia em que ele decolou, ficamos nervosos. Eu mesmo fiquei preocupado", contou Scot McFadyen, que co-dirigiu o filme com o também canadense Sam Dunn. "Mas, depois de 20 mil milhas no ar, a gente relaxou. As aterrissagens dele foram as melhores entre os quatro pilotos."

VENERADOS NA AMÉRICA LATINA

"Flight 666" acompanha a banda em sua turnê mundial "Somewhere Back in Time", que passou pela Índia, Austrália, Japão, Estados Unidos e Canadá. Mas a grande diversão na primeira parte da viagem de um ano começa na América Latina, onde seus integrantes são venerados como se fossem astros do futebol.

O Iron Maiden apresentou-se na Colômbia e Costa Rica pela primeira vez, levando fãs a abandonar seus empregos para assistir aos shows e convertendo "macho men" em fãs emocionados. A banda também provocou pandemônio no Brasil, Argentina e Chile.

Os documentários sobre turnês de bandas de rock geralmente sofrem de uma mesmice inevitável: outro dia, outra apresentação, outro país. Fãs desvairados, músicos de ressaca e muitas imagens de concertos.

McFadyen e Dunn tinham consciência desse problema e enfrentaram outro desafio. O Iron Maiden costuma rejeitar pessoas de fora. A banda britânica já vendeu 70 milhões de álbuns desde 1980, em grande medida sem a ajuda de rádios ou da grande mídia.

"De um modo geral, ela sempre desconfiou de qualquer abordagem da mídia de massas", disse Dunn, que virou fã do Iron Maiden quando tinha 12 anos. "A banda sempre trabalhou do jeito dela. Romper esse padrão, como banda bem sucedida, é difícil. Para quê ela precisaria de nós?"

Dickinson e McBrain deixam claro que se sentiram à vontade com a equipe de filmagem, composta de sete pessoas. Seus colegas, incluindo o baixista e líder da banda Steve Harris, levaram mais tempo para aceitar a presença de estranhos. Os cineastas se aproximaram do guitarrista Adrian Smith, avesso a contatos, porque todos gostavam de jogar tênis. Outro guitarrista, Janick Gers, os ignorou até a última semana das filmagens.

"Agora ele virou nosso amigo", contou McFadyen. "Acho que agora já viramos parte da família."

McFadyen e Dunn, que chamaram a atenção pela primeira vez em 2005 com o documentário "Metal: A Headbanger's Journey", agora estão empenhados em retratar outra banda de rock insuficientemente apreciada, o trio canadense Rush.

Enquanto isso, o Iron Maiden encerrou sua turnê mundial em abril e vai voltar ao estúdio em janeiro para gravar seu 15 álbum feito em estúdio, contou McBrain. Uma outra turnê está sendo prevista para começar no final do ano e estender-se até 2010.

via UOL musica

Studio 2002

 

Canções do músico fazem sucesso nos bailes e elevadores.
Aos 80 anos, ele diz que não quer parar de compor.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

 

Há 40 anos, as criações de Burt Bacharach são sinônimos de música calma. Elas são próprias para tranquilizar ambientes que vão dos elevadores aos bailes. Um eterno nome do circuito internacional, Bacharach está de volta ao Brasil para mais uma turnê. Aos 80 anos de idade, ele disse à repórter Cristina Graeml que não pretende parar de compor.

 

Veja o site do Jornal da Globo

Na loja de eletrônicos, a música ambiente não passa em branco. "É Burt Bacharach que está tocando na voz dos Carpenters," afirma o supervisor de seguro, Luís Carlos Pasquali.

É trilha sonora de festas e do dia-a-dia e toca até no supermercado. As canções de Burt Bacharach estão entre as campeãs da música "easy listening", fácil de ouvir. "Eu trabalhei 49 anos em restaurante, então eu estou acostumado com as músicas", conta o aposentado, Orlando Sarnoski.

 

Ganhou Oscar

Desde o começo dos anos 60, as composições de Bacharat conquistaram grandes nomes da música americana, como Dione Warwick. No cinema, ele garantiu o Oscar de melhor trilha sonora a dois filmes. Sem o glamour de antes, Bacharach voltou às telonas nos anos 90, agora, também em cena, na série de filmes Austin Powers.

O que impressiona no caso de Burt Bacharach é a disposição para seguir tocando. Aos 80 anos, continua fazendo turnês, inclusive internacionais. Acaba de chegar ao Brasil para mais uma.

A repórter Cristina Graeml pergunta: o que o mantém na estrada a essa altura da vida? "Isso me dá prazer. Eu já ouvi pessoas, depois dos shows, me dizerem: 'há quatro anos, quando eu tive câncer e estava fazendo quimioterapia, sua música me ajudou a superar aquele período ruim'. Não daria para saber disso se você não estivesse lá, tocando sua música e encontrando essas pessoas", afirma.

 

Burt Bacharat também busca inspiração no Brasil: gosta de Ivan Lins, Milton Nascimento, Djavan. Ele diz que não tem vontade de parar de compor. "Eu não sei se o que escrevo hoje é tão bom quanto o que já escrevi. Só sei que o importante para mim é levar minha música às pessoas, se elas quiserem ouvi-la", diz.

A abertura da turnê brasileira, em Curitiba, recebeu público até da Bahia. Gente que viajou 2.400 quilômetros para ver o ídolo. E depois de passar por Curitiba e Porto Alegre, Burt Bacharach faz mais três shows no Brasil, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro (confira abaixo). 

 

Serviço

São Paulo - 15 e 16 de Abril (quarta e quinta-feira)
HSBC Brasil
Rua Bragança Paulista, 1.281 - Chácara Santo Antônio
Preços: R$ 150 à R$ 400
Horário: 21h30
Informações: (11) 5646-2100
Classificação: 14 anos

Rio de Janeiro - 18 de Abril (sábado)
Vivo Rio
Avenida Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo
Preços: R$ 100 à R$ 400
Horário: 22 horas
Informações: 4003-1212
Classificação: 16 anos

via porta G1

Studio 2002

 

Artista jamaicano lança em junho álbum de releituras de Bob Marley.
Em maio, ele lança o disco 'Family time', com 'músicas para a família'.

Do G1, em São Paulo

O músico jamaicano Ziggy Marley. (Foto: Divulgação)

Ziggy Marley está preparando dois álbuns com músicas para a família. Previsto para sair no dia 5 de maio, "Family time" deve incluir canções originais e versões como "This train", de Woody Guthrie, além de peças lidas pela atriz Jamie Lee Curtis.

Entre os convidados do projeto estão Paul Simon, Willie Nelson, Jack Johnson e Toots Hibbert, além de sua mãe, Rita Marley, e de sua irmã, Cedella. Sua filha de três anos, Judah, que Marley diz ser sua "musa", faz uma participação na faixa-título.

A renda será doada para uma instituição de ensino fundamental em Port Antonio, na Jamaica.

Em junho, será a vez do lançamento de um disco com versões das músicas de Bob Marley também dedicado ao público infantil.

"Eu nunca tinha pensado em fazer música para crianças antes", diz Ziggy ao site da revista "Billboard". "Percebi que fui levado a isso porque temos de falar com os pequenos nesse momento. Eles têm a mente aberta, vão crescer e fazer do mundo um lugar melhor."

Segundo o músico, "o disco é o começo de um debate com as crianças e suas famílias".

No álbum em homenagem a Bob Marley, oito canções clássicas vão ganhar novos arranjos e até mesmo vocais alternativos do jamaicano morto em 1981.

"Bob canta e eu toco, como em uma sessão acústica. Tudo o que fiz é verdadeiro, não há recursos artificiais", afirma. "Estou sendo leal ao espírito de meu pai, e ao espírito de sua música."

via portal G1

Studio 2002

 

Evento será realizado nos dias 2 e 3 de maio, das 18h às 18h.
Artistas vão homenagear os 20 anos da morte de Raul Seixas.

Do G1, em São Paulo

A cantora Maria Rita (Foto: Divulgação)

A organização da Virada Cultural 2009 já divulgou sua programação completa. O evento será realizado nos dias 2 e 3 de maio, das 18h às 18h. Segundo a Prefeitura de São Paulo, serão centenas de atrações distribuídas pelo centro da cidade. 

 

O tecladista britânico Jon Lord, ex-Deep Purple, dará início à maratona de espetáculos no palco principal do evento, montado na Avenida São João. Ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, ele vai apresentar o Concerto para Grupo e Orquestra, de 1970.

No mesmo palco vão se apresentar Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, o coletivo Instituto tocando Tim Maia Racional (com BNegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Novos Baianos e Maria Rita.

O Teatro Municipal, mais uma vez, reunirá artistas tocando álbuns clássicos na íntegra. Arrigo Barnabé vai apresentar seu "Clara Crocodilo", enquanto Egberto Gismonti tocará "Alma" e Tom Zé interpretará o álbum "Grande liquidação".

Completam a programação do Teatro os artistas Chico Cesar ("Aos vivos"), Violeta de Outono (idem), Cama de Gato (idem), Fafá de Belém ("Água"), Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório ("Francis Hime") e Beto Guedes ("Alma de borracha").

Toca Raul

Na Estação da Luz, acontecerão os shows em homenagem aos 20 anos da morte de Raul Seixas, a serem completados em agosto. Lá, cada atração irá interpretar um disco do cantor e compositor baiano na íntegra.

O primeiro show será da banda original de Raul, Os Panteras. A programação conta ainda com as presenças do último kavernista Edy Star, Vivi Seixas (filha do cantor), Kika Seixas (ex-mulher) e do roqueiro Nasi. A última atração será o cantor Marcelo Nova.

No Largo do Arouche, as atrações são as seguintes: Benito di Paula, Luis Ayrão, Wando, Reginaldo Rossi, Beto Barbosa, Wanderley Andrade, Bartô Galeno, Jane e Herondi, Silvio Brito, Odair José e Wanderley Cardoso.

A Praça Dom José Gaspar reunirá pianistas. Passarão por lá Duo Lumina, Duo Gis Branco, Vitor Gonçalves, Lulinha Alencar, Pepe Cisneros, Beto Betrami, Leandro Cabral, Edson Sant'anna, Beba Zanettini, Rafael Vernet, Délia Fischer e Mário Moita.

O Largo Santa Efigênia receberá Anelis Assumpção, Iara Rennó, Lívia Nestrovski, Danilo Moraes, Curumin, Rockers Control, DJ Tudo, Os Pamonheiros, Banda Cayana, Leo Cavalcanti, Marcelo Jeneci, Por quê?, Bárbara Rodrix, Dani Black e Pedro Altério e Comadre Fulozinha.

Na Praça da República, estarão grandes nomes do rock brasileiro: Tutti-Frutti, O Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Los Goiales All Stars, MQN, Matanza, Vanguart, CPM 22, Nação Zumbi, Nasi e The Electric Sitar Experience.

Zappa


Lá, o último show será da Central Scrutinizer Band, considerada a melhor banda cover de Frank Zappa do mundo. O destaque fica por conta deste encerramento, que trará Ike Willis, lendário cantor do grupo de Zappa.

No Palco Rio Branco, o público poderá conferir apresentações dançantes de Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Colomi, Balaco, Projeto Coisa Fina (Moacir Santos), Juliana Amaral e Gafieira etc e tal, Gafieira São Paulo e Havana Brasil. 
via portalG1

Studio 2002

 

Larissa Ferreira está entre os 90 músicos da Orquestra Sinfônica.
Concerto 'colaborativo' acontece nesta quarta (15) no Carnegie Hall.

A búlgara Irina Kodin mora há dez anos no Brasil e também representa o país na Orquestra do YouTube (Foto: Divulgação )

A brasileira Larissa Ferreira está entre os 90 músicos que formam a Orquestra Sinfônica do YouTube, organizada pelo site de vídeos e que tem estreia programada para esta quarta-feira (15), no Carnegie Hall, em Nova York.

Larissa foi aprovada nos
testes on-line, que reuniram cerca de 3 mil participantes. No processo seletivo, os músicos tinham de postar um vídeo no qual interpretavam uma canção de Tan Dun, vencedor do Oscar de melhor trilha sonora por "O Tigre e o Dragão".

 

Além dela, a búlgara Irina Kodin, em São Paulo há dez anos, também representa o Brasil no concerto. Ela é violinista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp)

Quase todos os artistas já estão em Nova York para participar do evento, que será dirigido por Michael Tilson Thomas.

"Este projeto nos deu a oportunidade de conferir as habilidades, vidas e paixões de milhares de músicos de todo o mundo. Agora desejamos conhecê-los pessoalmente para interpretar um repertório eclético de peças e celebrar a variedade de músicas que compartilhamos", disse o diretor em comunicado.

A página com informações sobre a seleção teve cerca de 12 milhões de acessos, de usuários de mais de 200 países. O processo estava aberto a músicos profissionais e amadores.

O júri foi formado por membros das orquestras de Londres, Berlim, Hong Kong, Sydney, San Francisco e Nova York.

via portalG1

Studio 2002

Related Posts with Thumbnails