Dorival Caymmi, Tom Jobim, Luiz Gonzaga, o maestro Rogério Duprat e até
Jimi Hendrix foram alguns dos ilustres convidados para a festa promovida
por Gilberto Gil no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na
noite desta segunda-feira (28). Prestes a completar 70 anos, o músico
baiano reverenciou seus ídolos de maneira póstuma ao mesmo tempo em que
releu alguns clássicos de seu próprio cancioneiro ao longo do
emocionante show comemorativo "Concerto de cordas e máquinas de ritmo",
que realizou junto da Orquestra Petrobras Sinfônica.
O projeto faz parte da série MPB & Jazz, idealizada pelo maestro
Wagner Tiso e pela produtora Giselle Goldoni Tiso. Criada há oito anos,
já homenageou gente como Paulinho da Viola, Edu Lobo, Guinga, Noel Rosa e
Ataulfo Alves, entre outros. Em 2012 foi a vez de Gilberto Gil, que
aproveitou a ocasião e recrutou o diretor Andrucha Waddington para
filmar o espetáculo, que vai virar DVD pela Conspiração Filmes.
Sob a regência de Carlos Prazeres e Jaques Morelenbaum, a orquestra deu
atmosfera grandiosa aos clássicos "Saudade da Bahia" e "Outra vez", de
Caymmi e Jobim, respectivamente. E valorizou a obra do cantor baiano. As
baladas "Estrela" e "Quatro coisas" (esta última em homenagem à esposa,
Flora) ficaram ainda mais delicadas; "Domingo no parque" aproximou-se
de sua versão original, gravada junto dos Mutantes e com arranjos do
maestro Rogério Duprat (1932-2006) em 1967; "Oriente", que em 1972 foi
lançada no formato "voz e violão", ganhou tom solene e dramático. No
total, foram 13 as canções orquestradas, dentre elas a inédita "Eu
descobri".
Mas Gil também fez bonito quando cantou acompanhado apenas da banda
formada por Morelenbaum (violoncelo), Nicolas Krassik (violino), Bem Gil
(violão) e Gustavo di Dalva (percussão). Foi o caso de "Juazeiro" (de
Gonzagão e Humberto Teixeira), "Eu vim da Bahia" e "Up from the skies",
de Jimi Hendrix. Também com a banda tocou a outra inédita da noite,
"Futurível".
"Compus essa canção na cela de uma cadeia, como diz uma certa música de
Caetano Veloso", disse Gil, relembrando os tempos em que esteve preso e
como ficou surpreso ao ser gentilmente atendido depois de pedir um
violão a um militar na prisão.
O baiano tamém ousou em alguns momentos. Em "Lamento sertanejo",
parceria com Dominguinhos, foi acompanhado somente pelo cello de
Morelenbaum, além de seu próprio violão. Citou "Ponteio" (Edu Lobo),
grande vencedora do III Festival de Música Popular Brasileira da TV
Record, durante "Expresso 2222". E lançou-se a capella, batendo nas costas do instrumento, em uma sinistra versão para "Não tenho medo da morte".
'Judiação'
Ao fim do espetáculo — exibido em telões montados do lado de fora do teatro, na Rua Treze de Maio —, o cantor se disse satisfeito com o próprio desempenho, além das performances dos músicos e da plateia. "Esse entusiasmo que eu tenho com a música ficou muito evidente. A orquestra estava impecável, e o público estava receptivo, atento. Foi um show muito bom e uma noite muito interessante", destacou o cantor durante um rápido bate-papo com alguns jornalistas.
Gil lamentou apenas a dura tarefa de cortar músicas do repertório
final, como "Esotérico" e "Seu olhar". "Ah, meu filho, são 500 e tantas
músicas que precisei espremer num repertório de 20 canções. É uma
judiação, né?"
Sobre a experiência de se apresentar com uma sinfônica, descreveu:
"Orquestra tem aquela variedade de cores que remetem a situações, a
paisagens naturais e humanas. Tem um peso enorme na formação cultural do
planeta. As orquestras são maiores do que os parlamentos", brincou o
cantor.
O guitarrista e cantor americano Doc Watson, vencedor de sete prêmios
Grammy e pioneiro do folk e do bluegrass nos Estados Unidos, morreu
nesta terça-feira aos 89 anos em um hospital da Carolina do Norte (EUA),
informou a "CNN".
Watson morreu enquanto tentava recuperar-se de duas complicadas
operações no cólon que foram realizadas na semana passada, segundo
informou à emissora Mary Katherine Aldin, porta-voz da fonográfica do
músico, a Folklore Productions.
Doc Watson é citado frequentemente pelos músicos de folk como
influência, devido a sua mistura de bluegrass, blues, country e gospel.
O guitarrista era deficiente visual e começou carreira na década de 1960 com gravações como "Deep river blues" e "Shady grove".
Não fosse pelo público, o show em tributo à Legião Urbana, promovido
pela MTV nesta terça-feira (29), no Espaço das Américas, em São Paulo,
teria sido um ensaio razoável. A começar pelas inúmeras falhas no som,
microfonia e instrumentos desafinados – Dado Villa-Lobos tocou mais de
três músicas com a guitarra fora de compasso. Na introdução de “Pais e
filhos”, Marcelo Bonfá até pediu “Gente, vamos começar de novo”.
Wagner Moura compensou a baixa qualidade vocal com muito suor,
dedicação e performance. Correu pelo palco, chorou, deitou e se jogou no
chão, pulou e requebrou. Visivelmente emocionado, incorporou os
tremeliques característicos de Renato Russo, mas se apresentou como fã
da banda por inúmeras vezes. “É um dos momentos mais incríveis da minha
história. Essa banda mudou minha vida”, disse antes de cantar “Andrea
Doira”, sua música preferida do repertório da Legião, ao lado de
Fernando Catatau.
Participações
Foram 28 músicas em mais de duas horas de show, transmitido ao vivo pela MTV. Às 22h10 Wagner Moura, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, acompanhados por Rodrigo Favaro (baixo), Caio Costa (teclado e arranjos) e Gabriel Carvalho (violão) abriram a apresentação com “Tempo perdido”, música que foi trilha sonora de dois filmes em que Moura é protagonista – “O homem do futuro” e “VIP”.
No tributo, mostraram ao vivo pela primeira vez duas músicas do álbum
“A Tempestade ou o Livro dos dias”, lançado em 1996 – e o último de
Renato Russo . Em “Via láctea”, composição que deixa claro o sofrimento e
a tristeza do ex-vocalista, já bem doente na época, Dado deitou no chão
do palco e tocou olhando para as imagens do céu projetadas no teto.
Em “Geração Coca -Cola”, Dado e Bonfá, sem Wagner, apresentaram uma
versão acústica da canção, e contaram com o reforço da gaita do
multi-instrumentista Clayton Martin. A homenagem à Legião Urbana ainda
teve a participação de um naipe de cordas em "Monte castelo", além de
Andy Gill, do grupo Gang of Four, com Bi Ribeiro na dobradinha “Damaged
Goods” e “Ainda é cedo”. Dado apresentou o convidado internacional como o
responsável pela sua carreira como músico. “Ele foi a grande inspiração
para que eu me tornasse um guitarrista.”
Gill também não poupou os afagos: “É uma honra estar aqui. Eu fazia
música a mais de 10 mil quilômetros de distância e não tinha ideia que
minhas canções chegavam ao Brasil. Quando descobri a Legião Urbana,
senti sintonia”.
A apresentação foi encerrada com “Será”, música que o público já tinha
cobrado antes de primeiro bis. Chorando, Dado, Wagner e Bonfá deixaram o
palco com a plateia clamando por “Faroeste Caboclo”.
Wagner Moura deu o recado inúmeras vezes durante a apresentação: “Essa é
talvez a última vez que vocês vão ver o Dado e o Bonfá cantaram juntos,
esse repertorio.” O segundo show do tributo acontece nesta quarta-feira
(30), às22h, no Espaço das Américas, em São Paulo.
E ela concorda, em parte. "Estou em evolução. Talvez esteja mais solta,
porque a recepção foi boa. Meu pai sempre dizia: 'faça o que você sabe
fazer, que tá bom'. Não invento", disse, em entrevista coletiva.
O G1 ouviu o primeiro CD de Paula após a fama e constatou que a cantora vai por gêneros além do sertanejo romântico que a fez vender mais de 1,5 milhão com seu disco ao vivo. Nas letras, a mineira só quer saber de amor. Das 13 inéditas compostas por ela, 12 têm a palavra na letra. Leia o faixa a faixa:
A levada de violão e a letra sofrida (sobre omissão) dão a entender que Paula quer falar sobre mágoas, em letra assinada por ela. "A minha vida é em vão / Isso é morrer / Eu sei que parte do que eu passei / Foi culpa minha porque eu deixei".
2 - “Se o coração viajar”
Menos melancólica do que a abertura, a segunda do disco começa a dar sinais de que arranjos puxados para o country pop de Taylor Swift e Shania Twain têm vez no CD. "Se o coração viajar / Ah, aaaahhhh, vai chegar / Nessa paixão viajar / Ah, aaaahhhh, vai chegar", canta ela. É uma das mais antigas composições e quase foi parar no disco de outros artistas.
Menos melancólica do que a abertura, a segunda do disco começa a dar sinais de que arranjos puxados para o country pop de Taylor Swift e Shania Twain têm vez no CD. "Se o coração viajar / Ah, aaaahhhh, vai chegar / Nessa paixão viajar / Ah, aaaahhhh, vai chegar", canta ela. É uma das mais antigas composições e quase foi parar no disco de outros artistas.
3 - “Eu sem você”
Em letra que faz lembrar a de “É o amor”, Zezé di Camargo e Paula assinam versos como: “Tô tão carente feito um prisioneiro / Vivo um pesadelo, beijo sem paixão”.
Em letra que faz lembrar a de “É o amor”, Zezé di Camargo e Paula assinam versos como: “Tô tão carente feito um prisioneiro / Vivo um pesadelo, beijo sem paixão”.
4 - “Harmonia do amor”
A faixa é composta e cantada em parceria com Zé Ramalho. A música parece ter escapado do repertório do cantor. Para Paula, trata-se de uma "belezura de canção".
A faixa é composta e cantada em parceria com Zé Ramalho. A música parece ter escapado do repertório do cantor. Para Paula, trata-se de uma "belezura de canção".
5 - “Céu vermelho”
A moda com viola caipira fala sobre perdão e "colinho". É a única das novas composições que não cita a palavra "amor".
A moda com viola caipira fala sobre perdão e "colinho". É a única das novas composições que não cita a palavra "amor".
6 - “Mineirinha ferveu”
É a mais “espevitadinha”, na descrição de Paula. “Pode até ser dançante, mas não precisa ser vazia”, alertou. É outra com letra de Zezé. "Ele ligou dizendo sobre uma música que tinha a ver com minha cintura."
É a mais “espevitadinha”, na descrição de Paula. “Pode até ser dançante, mas não precisa ser vazia”, alertou. É outra com letra de Zezé. "Ele ligou dizendo sobre uma música que tinha a ver com minha cintura."
7 - “Na contramão”
Outro country pop que faz lembrar Taylor Swift. O refrão é pouco memovável e a letra é genérica além da conta: "Me humilhei pra buscar no teu peito / Um amor que eu jamais conheci / Inventei uma ilusão do meu jeito / Foi então aí que eu me perdi."
Outro country pop que faz lembrar Taylor Swift. O refrão é pouco memovável e a letra é genérica além da conta: "Me humilhei pra buscar no teu peito / Um amor que eu jamais conheci / Inventei uma ilusão do meu jeito / Foi então aí que eu me perdi."
8 - “Além da vida”
A música mais arrastada do disco é uma das provas que a moça está cantando de modo mais suave. A faixa é escrita por ela com Victor Chaves, da dupla Victor & Léo. Tido como ex-affair de Paula, o cantor deixa claro que baladinha folk romântica bem feita é com ele mesmo.
A música mais arrastada do disco é uma das provas que a moça está cantando de modo mais suave. A faixa é escrita por ela com Victor Chaves, da dupla Victor & Léo. Tido como ex-affair de Paula, o cantor deixa claro que baladinha folk romântica bem feita é com ele mesmo.
9 - “Meus encantos (Nunca só)”
A canção conduzida por batidas eletrônicas dá nome ao CD. Em nenhum outro momento, Paula emposta tanto a voz.
A canção conduzida por batidas eletrônicas dá nome ao CD. Em nenhum outro momento, Paula emposta tanto a voz.
10 - “Barco de Papel”
A mais colante do disco tem certo ar infantil, como a cantora adiantou. Poderia estar no repertório de Sandy & Junior, graças a bons versos pueris da escola Paula Toller de composição: "Mergulhei em lágrimas de dor / Tô tão perdida que nem eu sei me achar / E não adianta nadar". Basta escutar uma vez para ficar com o refrão na cabeça: "Oh oh, nanina, na, não / Seja bonzinho e vê se vem me salvar".
A mais colante do disco tem certo ar infantil, como a cantora adiantou. Poderia estar no repertório de Sandy & Junior, graças a bons versos pueris da escola Paula Toller de composição: "Mergulhei em lágrimas de dor / Tô tão perdida que nem eu sei me achar / E não adianta nadar". Basta escutar uma vez para ficar com o refrão na cabeça: "Oh oh, nanina, na, não / Seja bonzinho e vê se vem me salvar".
11 - “Aos olhos do tempo”
A mais pop rock do álbum tem introdução com banjo. Logo após o início, Paula grita um "yeah". Está entre as mais animadas de "Meus encantos".
A mais pop rock do álbum tem introdução com banjo. Logo após o início, Paula grita um "yeah". Está entre as mais animadas de "Meus encantos".
12 - “Nunca mais eu e você”
O folk sombrio fala sobre a crueldade de perder alguém, com violino em destaque, tocado por Marcus Viana. O músico é uma espécie de padrinho musical da cantora e é conhecido por ter composto trilhas de novelas. "Esta música tem uma cor roxa para mim", resumiu Paula.
O folk sombrio fala sobre a crueldade de perder alguém, com violino em destaque, tocado por Marcus Viana. O músico é uma espécie de padrinho musical da cantora e é conhecido por ter composto trilhas de novelas. "Esta música tem uma cor roxa para mim", resumiu Paula.
13 - “Versos de amor”
Declaradamente inspirada em Eagles, a faixa é mais um folk sério com letra emotiva: "Olha, amor, aqui está meu coração / Eu só vim dizer que eu vou morrer de paixão".
Declaradamente inspirada em Eagles, a faixa é mais um folk sério com letra emotiva: "Olha, amor, aqui está meu coração / Eu só vim dizer que eu vou morrer de paixão".
14 - “Hoy me voy”
A primeira faixa bônus do disco é retirada do disco acústico do colombiano Juanes. É uma boa tentativa de levar as canções de Paula para o mercado de língua espanhola. Afinal, o cantor já vendeu 15 milhões de discos.
A primeira faixa bônus do disco é retirada do disco acústico do colombiano Juanes. É uma boa tentativa de levar as canções de Paula para o mercado de língua espanhola. Afinal, o cantor já vendeu 15 milhões de discos.
15 - “Long live”
Muito mais artificial do que o dueto com Juanes, a parceria com Taylor Swift fecha o CD. Paula não se encontrou com Taylor para o registro da música, cantada em português e inglês.
Muito mais artificial do que o dueto com Juanes, a parceria com Taylor Swift fecha o CD. Paula não se encontrou com Taylor para o registro da música, cantada em português e inglês.
Quando eu não puder
Pisar mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar
Pisar mais na avenida
Quando as minhas pernas
Não puderem agüentar
Levar meu corpo
Junto com meu samba
O meu anel de bamba
Entrego a quem mereça usar
Eu vou ficar
No meio do povo, espiando
Minha escola
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
No meio do povo, espiando
Minha escola
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
Não deixe o samba morrer
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De Samba, prá gente sambar...
Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De Samba, prá gente sambar...
I'll never let you see
The way my broken heart is hurting in me
I've got my pride and I know how to hide
All my sorrow and pain
I'll do my crying in the rain
If I wait for stormy skies
You won't know the rain from the tears in my eyes
You'll never know that I still love you so
Only heartaches remain
I'll do my crying in the rain
Raindrops falling from heaven
Could never take away my misery
Since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears I hope you'll never see
Someday, when my crying is done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool but 'till then
Darling, you'll never see me complain
I'll do my crying in the rain
Since we're not together
I pray for stormy weather
To hide these tears I hope you'll never see
Someday when my crying is done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool but till then
Darling, you never see me complain
I'll do my crying in the rain ...
Edu Falaschi anunciou em carta aberta em seu site oficial
que não é mais o vocalista do Angra. Na carta, Falaschi agradece todas
as oportunidades que teve nos mais de 10 anos que passou na banda. O
cantor de 40 anos não aponta um motivo para sua saída, mas já havia
admitido dificuldade em alcançar as notas agudas exigidas nas músicas da
banda, por causa da idade.
“É com um misto de alívio, paz e
tristeza que venho declarar que a partir de hoje não sou mais a voz do
Angra”, diz o cantor na carta aberta, “Estou saindo da banda, já com
muitas saudades de tudo o que construímos juntos, principalmente dos
tempos alegres de 'Rebirth' e 'Temple of Shadows'. Jamais esquecerei
tudo o que vivemos, desde os bons até os maus momentos, afinal, sempre
devemos ver o lado bom das coisas, sobretudo nas dificuldades.”
Prometendo
novidades para o futuro próximo, Falaschi anunciou também a saída do
saída do baixista Felipe Andreoli de sua banda Almah, “por razões óbvias
de logística”.
Falaschi entrou no Angra em 2000, substituindo o
vocalista André Matos, ex-Viper. Em setembro do ano passado, após
criticada apresentação no Rock in Rio, ele enviou uma carta à imprensa
admitindo que não tinha mais a mesma capacidade de alcançar notas mais
agudas - que nunca foram sua característica como cantor.
“Ao
entrar no Angra tive ainda que me adequar a uma forma de cantar
particularmente aguda e totalmente fora da minha tessitura, e da grande
maioria dos cantores”, afirmava na época, “Há 10 anos era bem mais fácil
devido ao fator físico, empolgação e idade. Fui ano após ano sentindo,
progressivamente, as dificuldades de se cantar algo tão agudo e fora da
minha característica natural. Lutei até o fim! Fiz o possível e o
impossível para continuar a cantar bem as músicas do Angra,
principalmente as mais antigas, sempre em tons altos, pois o público do
Metal Melódico sempre ‘exigiu’ isso de nós cantores. Mas infelizmente,
hoje, mais velho e mais experiente, devo assumir que não estou mais apto
a cantar tão agudo.”
Naquele comunicado, Falaschi afirmava que é
um “cantor barítono que domina a região dos médios, graves, drives e o
canto com voz de peito com conotação mais agressiva”. Logo depois,
anunciava que após cumprir as atividades de divulgação pré-agendadas até
o fim de 2011, iria parar indefinidamente para descansar e tratar da
saúde.
“Mas devo já salientar que, a partir de hoje, só vou cantar
o que estiver dentro da minha tessitura natural, seja no Angra ou em
qualquer outra banda, para o meu próprio bem.”
Leia a íntegra da carta publicada:
"Caros amigos, fãs e parceiros,
Há alguns momentos na vida de um homem que é necessário tomar algumas decisões radicais para seguir em frente.
Vivo
um momento muito feliz, onde hoje, aos 40 anos de idade, me sinto pleno
e altamente satisfeito por ter conseguido realizar praticamente todos
os meus sonhos pessoais e profissionais.
Tenho uma
família linda, muitos amigos e fãs maravilhosos que me acompanham nesses
mais de 20 anos de carreira, com mais de 15 álbuns gravados, diversas
turnês mundiais e milhares de cópias vendidas no mundo todo.
Sou
uma pessoa afortunada por ter conseguido chegar tão longe fazendo Heavy
Metal no Brasil e desbravando o planeta fazendo a música que mais amo.
Venho
pensando, já algum tempo, sobre os caminhos que devo seguir e
finalmente cheguei a conclusão que é chegada a hora de tomar, o que
talvez seja, a decisão mais difícil da minha vida.
É com
um misto de alívio, paz e tristeza que venho declarar que a partir de
hoje não sou mais a voz do ANGRA. Estou saindo da banda, já com muitas
saudades de tudo o que construímos juntos, principalmente dos tempos
alegres de 'Rebirth' e 'Temple of Shadows'. Jamais esquecerei tudo o que
vivemos, desde os bons até os maus momentos, afinal, sempre devemos ver
o lado bom das coisas, sobretudo nas dificuldades.
Todos
nós sabemos que nada é eterno e que as separações, uma hora ou outra,
acontecem. Vivemos juntos por uma década, e isso é uma vida. Tivemos
nosso momento, fizemos história, uma fase linda e inesquecível da qual
serei eternamente grato por esses 10 anos de muitas vitórias e por todas
as oportunidades que me foram dadas! Desejo-lhes sorte nos caminhos que
decidirem trilhar.
Tenho e sempre terei muito orgulho da nossa história! Enfim, minha vida é a música e a música é meu alimento do espírito.
Tenho
muitos planos e projetos para o futuro, e em breve todos saberão!
Alguns deles já estão bem consolidados, crescendo a cada dia, fortes e
gerando ótimos frutos que demandam e merecem a minha inteira dedicação.
Sendo assim, precisarão da dedicação de outros envolvidos e, por razões
óbvias de logística, ocorrerão algumas mudanças naturais nos meus
trabalhos fora do ANGRA, como a saída do Felipe Andreoli do Almah, que
se dedicará somente ao ANGRA e seus outros projetos.
Quanto
ao Felipe, todos nós do ALMAh sentiremos muitas saudades e seremos
eternamente gratos por sua essencial contribuição com nossa história,
que continua firme e em frente.
Com essas grandes
mudanças de ciclo e de renovação de energias, eu sigo para construir um
futuro de paz e harmonia, com os meus ideais e minha carreira como
cantor, compositor e produtor ao lado dos meus fãs e amigos.
Sempre primando pela amizade, humildade, união e igualdade!
Muito obrigado a todos!
Para um coração limpo nada é impossível!
Com carinho...Edu Falaschi"
Entrar em uma loja e ouvir uma boa música pode fazer toda a diferença para o consumidor na hora de concluir uma compra. Segundo os especialistas ouvidos pelo UOL, um som ambiente agradável faz com o que os clientes permaneçam mais tempo na loja e voltem com mais frequência, o que acaba gerando um aumento nas vendas.
Para o consultor de marketing e varejo do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, a trilha sonora ajuda a compor o chamado marketing sensorial, ou seja, a utilização dos cinco sentidos humanos para despertar o desejo de compra. Porém, poucos empreendedores conhecem esta técnica.
Para o consultor de marketing e varejo do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, a trilha sonora ajuda a compor o chamado marketing sensorial, ou seja, a utilização dos cinco sentidos humanos para despertar o desejo de compra. Porém, poucos empreendedores conhecem esta técnica.
“O som é um dos elementos mais desprezados pelos empresários. O consumidor recebe informação por todos os sentidos e a audição, quando bem utilizada, melhora as sensações e gera um conforto maior”, diz.
Som alto e estilo musical errado afastam clientela
Da mesma forma que a música pode criar um ambiente agradável, ela também pode afastar os consumidores se explorada de forma errada. De acordo com Carrer, o gênero musical e o volume têm de estar de acordo com o perfil do estabelecimento, estilo, idade, sexo e gostos do público-alvo.
“O ideal é que clientes e vendedores não tenham de aumentar o volume de suas vozes para se comunicarem. Mas, uma loja jovem, por exemplo, pode ter o som mais alto, pois os jovens estão acostumados com baladas e músicas agitadas”.
“O ideal é que clientes e vendedores não tenham de aumentar o volume de suas vozes para se comunicarem. Mas, uma loja jovem, por exemplo, pode ter o som mais alto, pois os jovens estão acostumados com baladas e músicas agitadas”.
Repetição de programação e sintonizar em rádio FM são erros graves
O consultor do Sebrae-SP afirma que dois erros comuns dos empresários são: repetir músicas e sintonizar a programação de uma rádio FM. No primeiro caso, o cliente pode se sentir cansado de sempre ouvir o mesmo som.
No segundo, a loja fica sujeita à variação de gêneros musicais da rádio, que podem ser diferentes do conceito da marca, e ainda corre o risco de ouvir o anúncio de um concorrente dentro do próprio espaço.
“É preciso haver critério na escolha. Não é a música de que o empresário gosta que deve ser tocada, mas sim uma que faça sentido para o público. Uma pesquisa de opinião com alguns clientes pode ajudar muito”, afirma.
“É preciso haver critério na escolha. Não é a música de que o empresário gosta que deve ser tocada, mas sim uma que faça sentido para o público. Uma pesquisa de opinião com alguns clientes pode ajudar muito”, afirma.
Escolha das músicas deve ser feita por quem conhece a loja
Segundo Carrer, os empreendedores não devem delegar a funcionários sem conhecimentos específicos a tarefa de selecionar a trilha sonora da loja. “A escolha ficaria sujeita aos gostos particulares do colaborador e fora de sintonia com o público.”
A empresária Ana Luiza Osório é proprietária da loja de artigos para decoração e assessórios femininos Área Objetos, no Rio de Janeiro (RJ). Ela diz que já surpreendeu funcionários da filial de São Paulo (SP) reproduzindo músicas que não tinham ligação com a marca.
“Hoje, as duas lojas e o nosso site têm a mesma programação musical. A padronização ajudou a dar identidade à marca. Às vezes, os clientes nem percebem que ficam mais tempo dentro da loja”, declara.
A empresária Ana Luiza Osório é proprietária da loja de artigos para decoração e assessórios femininos Área Objetos, no Rio de Janeiro (RJ). Ela diz que já surpreendeu funcionários da filial de São Paulo (SP) reproduzindo músicas que não tinham ligação com a marca.
“Hoje, as duas lojas e o nosso site têm a mesma programação musical. A padronização ajudou a dar identidade à marca. Às vezes, os clientes nem percebem que ficam mais tempo dentro da loja”, declara.
Trilha musical dá mais identidade às coleções
Para o proprietário da loja de moda masculina Addict, João Mello Leitão, o uso da programação musical ajudou a compor as campanhas de lançamento de coleções. “Agora, consigo amarrar a vitrine, a música e a decoração da loja ao tema da campanha. Existe uma unidade maior que contribui para o resultado final”, diz.
De acordo com a coordenadora de pós-graduação em marketing de varejo do Centro Universitário Senac, Evange Elias Assis, a sonorização da loja deve estar alinhada à identidade da marca e ser reconhecida pelo público como uma linguagem única de comunicação.
“Utilizar música ambiente é uma das formas de despertar no consumidor boas lembranças e sensações de bem-estar que o conduzam à compra”, afirma Assis.
De acordo com a coordenadora de pós-graduação em marketing de varejo do Centro Universitário Senac, Evange Elias Assis, a sonorização da loja deve estar alinhada à identidade da marca e ser reconhecida pelo público como uma linguagem única de comunicação.
“Utilizar música ambiente é uma das formas de despertar no consumidor boas lembranças e sensações de bem-estar que o conduzam à compra”, afirma Assis.
Direitos autorais devem ser pagos para reprodução de músicas
Os estabelecimentos comerciais que utilizam uma programação musical devem pagar uma tarifa pelos direitos autorais da obra ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), entidade sem fins lucrativos responsável por recolher e repassar este dinheiro aos autores.
A taxa varia de acordo com a área sonorizada, região onde estabelecimento está localizado, tipo do negócio, se há cobrança de entrada ou ingresso e até mesmo se a utilização for frequente ou por evento.
A taxa varia de acordo com a área sonorizada, região onde estabelecimento está localizado, tipo do negócio, se há cobrança de entrada ou ingresso e até mesmo se a utilização for frequente ou por evento.
Metallica, Bruce Springsteen, Bryan Adams e Stevie Wonder se apresentam na capital portuguesa
O Rock in Rio Lisboa 2012 terá os shows do Palco Mundo transmitidos via Internet. Pelo canal oficial do festival no Youtube será possível ver a apresentação de bandas e artistas como Metallica, Evanescence, Limp Bizkit, Bryan Adams e Stevie Wonder.
25 de maio
15h - Sepultura & Tambour Du Bronx
16h30 - Evanescence
17h50 - Mastodon
19h30 - Metallica
26 de maio
15h - Limp Bizkit
15h50 - Sepultura (reprise)
17h30 - Evanescence (reprise)
18h - Retrospectiva Rock in Rio
19h40 - Metallica (reprise)
20h10 - The Smashing Pumpkins
1 de junho
15h50 - Limp Bizkit (reprise)
17h30 - The Smashing Pumpkins (reprise)
19h10 - Metallica (reprise)
19h40 - Lenny Kravitz
2 de junho
15h50 - Ivete Sangalo
17h30 - Maroon 5
18h - Bryan Adams
18h45 - Expensive Soul e Lenny Kravitz (reprise)
21h - Stevie Wonder
3 de junho
15h - Kaiser Chiefs
15h50 - Bryan Adams (reprise)
17h30 - Maroon 5 (reprise)
19h10 - The Offspring (reprise)
19h40 - Bruce Springsteen e The E Street Band
| Grupo Tholl junto com Kleiton & Kledir |
No meio do caminho, um mágico, meio lunático, de repente, tira um coelho da cartola. Eis uma das surpresas que Kleiton & Kledir vão encontrar em sua viagem pelo universo infantil no espetáculo Par ou Ímpar, em que o Grupo Tholl terá o desafio de transformar em imagens as letras das músicas.
A estreia será neste sábado, em Novo Hamburgo, e domingo, em Porto Alegre – quando será gravado um DVD.
Ao soar do apito, uma Maria Fumaça cruza o palco avisando que a jornada da dupla pelotense vai começar. Mas não se trata de cenário ou de alguma engenhoca cênica, e sim de uma locomotiva feita com 27 artistas do Tholl, apoiados uns nos outros. De carona, Kleiton e Kledir rumam em direção à Estação de Par ou Ímpar, o lugar encantado que serve como tema para as canções do repertório do CD lançado no final do ano passado, voltado para o público infantil.
Seu destino é uma festa, onde haverá um duelo. Por isso, eles não podem se atrasar. O prêmio do vencedor será a mão de uma princesa e uma bolsa cheia de moedas de ouro. No trajeto, a dupla encontrará bichos, mágicos, bruxas, pirulitos estranhos e até pum perfumado.
O espetáculo é composto por 12 músicas e quatro temas instrumentais, e em cada número haverá participação dos artistas do Tholl. Com malabares, trapézio, pernas de pau, patins, monociclos, personagens exóticos e figurinos deslumbrantes, eles sobem ao palco para contar, por meio das imagens, o que é narrado nas canções de K&K. Os irmãos, além de cantar, prometem entrar na brincadeira – Kleiton vai pular corda junto com a trupe.
– Será como Alice no País das Maravilhas, só que o nosso mundo encantado é formado pelo mundo mágico do Tholl – diz Kledir.
Nas canções de versos simples, próprias para a linguagem das crianças – como em O Cão Salsicha, que é levado por uma "gaivota boboca", ou em Pirulito Esquisito, "que tem formato de chupeta" –, também estão personagens conhecidos dos pequenos, como um mágico, uma bruxa e até a formiga atômica dos desenhos animados.
A música que conta a história da mulher enrugada que anda em uma vassoura e tem um chapéu preto enorme, A Bruxa, foi a primeira canção composta por Kleiton, quando ele ainda era criança. O set list se completa com duas versões para o português de canções da compositora argentina Maria Elena Walsh, que encantou gerações de crianças latino-americanas. Em Par ou Ímpar se pode encontrar O Cão Salsicha e Margarida, a Tartaruga.
Os shows também contarão com a participação especial da atriz Fabiana Karla. Como bons gaúchos, K&K resgatam o clima do improviso e desafiam a convidada para uma divertida trova do tipo guerra dos sexos. É a Trova do Guri e da Guria, com o sotaque pernambucano da atriz.
PROGRAME-SE:
PROGRAME-SE:
Sábado, em Novo Hamburgo
* O espetáculo Par ou Ímpar será apresentado no Teatro Feevale (Campus 2 da Universidade Feevale, ERS 239, 2.755), às 20h.
* Os ingressos custam R$ 40 (frisa), R$ 50 (balcão nobre), R$ 60 (plateia) e R$ 100 (camarote), à venda na Loja Colombo (Pedro Adams Filho, 5.273), das 12h às 17h; na bilheteria do teatro, a partir das 13h; e no Teatro do Bourbon Country (na Capital), a partir das 14h.
* Os ingressos custam R$ 40 (frisa), R$ 50 (balcão nobre), R$ 60 (plateia) e R$ 100 (camarote), à venda na Loja Colombo (Pedro Adams Filho, 5.273), das 12h às 17h; na bilheteria do teatro, a partir das 13h; e no Teatro do Bourbon Country (na Capital), a partir das 14h.
Domingo, em Porto Alegre
* Apresentação no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), às 17h.
* Os ingressos custam R$ 30 (galeria mezanino), R$ 50 (galeria alta), R$ 50 (mezanino), R$ 60 (plateia alta), R$ 60 (camarote) e R$ 60 (plateia baixa), à venda na bilheteria do teatro, hoje, das 14h às 22h, e amanhã, a partir das 14h.
* Os ingressos custam R$ 30 (galeria mezanino), R$ 50 (galeria alta), R$ 50 (mezanino), R$ 60 (plateia alta), R$ 60 (camarote) e R$ 60 (plateia baixa), à venda na bilheteria do teatro, hoje, das 14h às 22h, e amanhã, a partir das 14h.
Turnê no estado
* O grupo agora formado por Kleiton & Kledir e Tholl deverá excursionar pelo Estado ainda no primeiro semestre.
* Par ou Ímpar deverá passar por Pelotas – cidade de origem dos irmãos K&K e também da trupe – em junho (data ainda a confirmar), no Theatro Guarany, em comemoração aos 200 anos da cidade.
* Par ou Ímpar deverá passar por Pelotas – cidade de origem dos irmãos K&K e também da trupe – em junho (data ainda a confirmar), no Theatro Guarany, em comemoração aos 200 anos da cidade.
DVD
* Em outubro, será lançado o DVD gravado em Porto Alegre. Também está previsto um especial para a TV.
