Com base no livro de Silvio Essinger, no espetáculo e em entrevistas com nomes representativos de cada uma das quatro décadas do funk no Brasil, listamos 40 hits para relembrar essa história.


1. "Sex machine" - James Brown

"Essa música é a mais famosa de todo o movimento, a que mais emplacou. Aqui no Brasil ela chegou bem na época dos bailes, era a música do momento. Tocou em rádio, ultrapassou os limites da black music para se tornar uma música pop", explica Leandro Petersen, filho do Big Boy, um dos responsáveis pela pesquisa musical da peça e produtor da festa Soul, Baby, Soul. "As pessoas têm mania de falar que o funk tem conotação sexual e costumo citar essa música como exemplo que é uma questão muito mais de movimento. Também tinha uma coisa de mau gosto para a sociedade. É mais ou menos a mesma coisa que falar ' ficando atoladinha' hoje. Só evoluiu dentro do mundo. Faz parte da questão do funk mesmo, do pobre, do excluído, que fala de conotação sexual, de violência. E esse é o primeiro funk de referência, que marcou uma geração", acrescenta o herdeiro do Big Boy.
2. "Mandamentos black" - Gerson King Combo
3. "Think (About it)" - Lynn Collins
4. "Podes crer, amizade" - Tony Tornado
5. "Do they funky chicken" - Rufus Thomas
6. "Thank falettinme be mice elf again" - Sly and the Family Stone
7. "(I got) So much trouble in my mind" - Sir Joe Quarterman and Freesoul –
8. "Givin up food for funk" - The JBs
9. “Soul power 74” - James Brown (feat. Maceo Parker)
10. "People get up and drive your funky soul" - James Brown


 
11. "Melô da mulher feia" - Abdulah

"É importante porque foi a primeira do funk nacional. Foi a partir dela que nasceu o movimento no Rio. Foi a primeira em português, cantada pelo Abdulah [em uma versão a partir de 'Do wah diddy', da 2 Live Crew, também na lista abaixo]. Foi a partir dali que tudo começou", explica o DJ Marlboro, que incluiu a faixa no primeimro  "Funk Brasil", de 1989, que abriu as portas para a explosão do funk na década de 1990.

 12.  "Planet Rock" - Afrika Bombaataa
13. "Do wah diddy" - Live 2 Crew
14. "Supersonic" - JJ Fad
15. "Freakazoid"  - Midnight Star
16. "Get down on it" - Kool and the Gang
17. "Don't stop the rock" - Freestyle
18. "Olhos coloridos" - Sandra de Sá
19. "Spring love" - Stevie B
20. "They're playing our song" - Trinere


 21. "Rap da felicidade" - Cidinho e Doca

O famoso refrão "O que eu quero é ser feliz / Andar tranquilamente na favela onde eu nasci" ecoou com força em uma época marcada pelo comando do tráfico nas comunidades do Rio. "Acho q eu essa frase resume tudo", diz Buchecha, criado em uma favela de São Gonçalo, na Região Metropolitana da cidade. "É um hino. Todos cantavam essa música. É o grito do povo. É o que todo nos vivemos", acrescenta.

22. "Rap do Borel" - William e Duda
23. "Rap do Salgueiro" - Claudinho e Buchecha
24. "Nosso sonho" - Claudinho e Buchecha
25. "Rap da diferença" - MC Dollores e MC Marquinhos
26. "Rap do solitário" - MC Marcinho
27. "Rap do Silva" - MC Bob Rum
28. "A distância" - Márcio e Goró
29. "Rap do Pirão" - MC D'Eddy
30. "Me leva" - Latino


31. "Baile da Pesada" - Fernanda Abreu

A música que resume a história do movimento funk no Rio foi lançada pela cantora em 2000, no álbum "Entidade urbana". "É a que descreve melhor os bailes destes 40 anos de funk e soul", opina Mario Henrique, o DJ Peixinho, que acompanhou todo o processo de evolução do ritmo no país — é, inclusive, um dos personagens da peça — e até hoje ainda toca em festas como a Soul, Baby, Soul.

32. "Se ela dança, eu danço (Ela só pensa em beijar)" – Mc Leozinho
33. "Cerol na mão" - Bonde do Tigrão
34. "Adultério" - Mr. Catra
35. "Glamurosa" (1992) - Cidinho e Doca
36. "Boladona" - Tati Quebra Barraco
37. "Créu" - MC Créu
38. "Tremendo vacilão" - Perla
39. "Chantilly" - Naldo
40. "Danada vem que vem" - MC Koringa

No meio da década de 1990, a dupla emergente no cenário funk carioca Claudinho e Buchecha chegou para gravar pela primeira vez com o já popular DJ Marlboro. Vestidos com jaquetas, correntes e outros acessórios, causaram ruídos no som ao dançarem no estúdio. Como solução, veio o ordem inusitada do anfitrião — quase um trote nos “calouros”: teriam que continuar a gravação só de cueca. "Marlboro é um sacana. Ainda ficou ameaçando que ia mostrar as fotos para todo mundo", lembra Buchecha, aos risos.

A história, confirmada com orgulho pelo DJ, é uma das muitas que conduzem o musical “Funk Brasil – 40 anos de baile”, que estreia nesta quinta-feira (9) no Teatro Miguel Falabella, na Zona Norte do Rio de Janeiro. De forma cronológica e ao som de 64 hits, o espetáculo coescrito por Pedro Monteiro — que também atua — e João Bernardo Caldeira, com direção de Joana Lebreiro, narra a trajetória do ritmo a partir dos Bailes da Pesada de Big Boy e Ademir no Canecão, no início da década de 1970, com base no livro "Batidão — Uma história do funk", de Silvio Essinger.

"Vou me emocionar bastante [com a peça] porque que vou ver minha história. Estou com 20 anos de funk, metade disso aí eu faço parte", comenta Buchecha, que era pagodeiro e foi convencido pelo parceiro Claudinho (1975-2002) a fazer funk e participar do Festival de Galeras no Clube Mauá de São Gonçalo, no início dos anos 1990 — ficaram em terceiro lugar com "Rap da bandeira branca" em 1993 e venceram com "Rap do Salgueiro", dois anos depois.

A dupla é representativa da década que consolidou o funk carioca, em movimento iniciado a partir do lançamento do CD "Funk Brasil", do DJ Marlboro, em 1989. "Sinto orgulho de ver que a galera não está deixando a peteca cair. Acho que o funk já fincou as bases e está muito bem quisto. Não ficou estagnado como um ritmo só para suburbano", acrescenta Buchecha.

De fato, o estilo que nasceu nas favelas, dando voz às comunidades, conquistou fãs em todas as classes e venceu o preconceito. Antes restritos aos bailes e às vezes vinculados ao tráfico, hoje os hits fazem parte até de trilha sonora de novela, caso de "Danada vem que vem", do MC Koringa, tema da "piriguete" Suelen, personagem de Ísis Valverde em "Avenida Brasil".

"Foi através do funk que eu conheci a favela pela primeira vez. Tinha 15 anos, por volta de 1992. Foi o momento em que estourou o 'alô Pirão, alô alô Boavistão'", lembra Pedro Monteiro, em referência ao "Rap do Pirão", do MC D'Eddy.

Pedro, que já rodou o país com a peça "Os ruivos" e fez sucesso em um comercial de cerveja no qual contracena com Beto Barbosa vestido com um blazer e uma pochete, ao som de "Adocica", teve a ideia de realizar o espetáculo em 2007, ao assistir a performance na Estação Leopoldina, na Zona Norte do Rio.
"Fiquei olhando para aquilo e vi que não tinha nada a ver com quem frequentava o vagão do trem. Queria fazer alguma coisa para aquelas pessoas. Aí veio a luz de contar a história do funk", explica. "É como se fosse em um baile mesmo, ninguém sai de cena."

"Funk Brasil - 40 anos de baile" fica em cartaz até 30 de setembro, de quinta a domingo, às 18h. Os ingressos custam R$ 30. Além de Pedro, estão no elenco Alex Gomes, Cintia Rosa, Dérik Machado, Julia Gorman e Marcelo Cavalcanti.

O músico Antônio José Waghabi Filho, conhecido como Magro, morreu na manhã quarta-feira (8), aos 68 anos, em São Paulo, onde estava internado devido a um câncer. Nascido em Itaocara, na Região Noroeste do Rio de Janeiro, em 14 de novembro de 1943, o compositor, arranjador, instrumentista e vocalista integrava o quarteto MPB4, o principal grupo vocal masculino da música popular brasileira, que lamentou a morte em nota publicada no site oficial.

"Depois de longa luta pela vida, Antonio José Waghabi Filho, o Magro do MPB4, nos deixou. Com ele vai junto uma parte considerável do vocal brasileiro. Com ele foi a minha música. Fraternalmente, Aquiles", diz o texto. A última apresentação de Magro com o grupo foi no dia 8 de junho.
Segundo a família, o velório será na Beneficência Portuguesa de São Paulo, no bairro de Paraíso, na Zona Sul da capital paulista, na manhã desta quarta. O corpo será cremado nesta quinta (9), no Cemitério da Vila Alpina, na Zona Leste.

Magro estava internado no CTI do Hospital Santa Catarina, desde a última sexta-feira (3), devido a complicações de um câncer na próstata descoberto há 10 anos, e já diagnosticado com metástase. Ele deixa um casal de filhos, Eduardo e Gabriela, e a mulher, Monica Thiele, do grupo vocal Vésper Vocal.

Tecladista, vibrafonista, clarinetista, saxofonista, percussionista, além de arranjador, compositor e cantor, começou seus estudos de piano com Pepita Machado ainda em Itaocara. Na cidade natal, fez parte, como segundo clarinetista, da banda de música Sociedade Musical Patápio Silva. Em 1959, mudou-se para Niterói (RJ), onde estudou com Eumir Deodato e Guerra Peixe (teoria musical), Isaac Karabtchewsky (regência) e Vilma Graça (solfejo), além de ter recebido orientação na prática de arranjos instrumentais com o maestro Lindolpho Gaya.

Começou sua carreira profissional em 1960, como vibrafonista do conjunto de bailes Praia Grande. Três anos depois, fundou o Quarteto do CPC com Miltinho, Ruy Faria (Dalmo Medeiros entrou em seu lugar em 2004) e Aquiles, que um ano depois virou MPB4, devido à extinção dos Centros Populares de Cultura (CPCs).

Arranjador de Chico e Vinicius

Em paralelo ao grupo, foi responsável por arranjos e orquestrações para discos de outros artistas, como Chico Buarque ("Chico Buarque de Holanda, volume 2" e "Construção"), Toquinho e Vinicius de Moraes, Tunay e Simone, entre outros.

Em 2001 e 2002, dirigiu e mixou o seu primeiro CD independente, como arranjador vocal e diretor musical do conjunto vocal Toque de Arte.

Entre as obras mais reconhecidas, estão arranjos vocais para "Lamentos", de Pixinguinha e Vinicius; "Roda viva", de Chico; "Cálice" (Gilberto Gil e Chico); e "Cio da terra" (Milton Nascimento e Chico).

Dia 7 de agosto é aniversário de um dos principais músicos brasileiros de todos os tempos: Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, ou simplesmente Caetano Veloso, que completa hoje 70 anos de vida.

Nascido em Santo Amaro da Purificação, interior da Bahia, Caetano surgiu na cena brasuca como um dos ícones da Tropicália, ao lado de Gilberto Gil, Gal Costa, sua irmã Maria Bethânia e outros. Junto a eles, o baiano revolucionou a música nacional ao inserir elementos de diversos gêneros, como o rock, nos ritmos tradicionais do Brasil.

Após mais de quatro décadas de carreira, período em que transitou por várias sonoridades e emplacou uma série de clássicos no cancionairo popular (Sampa, Leãozinho, Odara, Força Estranha, Podres Poderes etc.), Caetano hoje repousa confortável no posto de uma das estrelas mais importantes da música nacional. Talvez em segundo lugar, perdendo apenas para Roberto Carlos.

Talvez por seu espírito inquieto e antenado, o baiano é talvez o único nome da música brasileira dos anos 60 cujo trabalho se mantém até hoje pop e relevante para várias faixas etárias. 

Para comemorar o aniversário de Caê, como o baiano é carinhosamente chamado por fãs e amigos, selecionamos com certeza uma das músicas mais importantes de sua carreira

Caetano Veloso - Alegria alegria




O cantor Celso Blues Boy morreu na manhã desta segunda-feira (6) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo a central funerária de Joinville, o músico faleceu às 8h50. O corpo já foi encaminhado para Blumenau para ser cremado. O músico tinha 56 anos e sofria câncer de garganta. Blues Boy era cantor, compositor e guitarrista.

Celso Ricardo Furtado de Carvalho nasceu no Rio de Janeiro, em janeiro de 1956. Na década de 1970, com apenas 17 anos, começou a tocar profissionalmente com Raul Seixas, além de acompanhar nome da MPB como Sá & Guarabira e Luiz Melodia. Seu nome artístico é uma homenagem ao seu ídolo B.B. King, com quem chegou a tocar na década de 1980.

O vascaíno foi guitarrista das bandas Legião Estrangeira e Aero Blues, considerado o primeiro grupo de blues do Brasil. Em 1980 passou a ser mais conhecido, quando mandou uma fita para a Rádio Fluminense, no Rio, voltada para o repertório roqueiro. Quatro anos depois gravou seu primeiro disco, 'Som na Guitarra', que inclui seu maior sucesso: 'Aumenta que Isso Aí É Rock'n Roll'.

Seu último CD foi lançado ano passado. Intitulado 'Por um monte de Cerveja', o álbum possui 13 canções, como 'Beth Carvalho Quer Comprar o Meu Fuscão' e 'Odeio Rock'n'Roll', com participação dos Detonautas. O cantor morava há 12 anos em Joinville.


Marcelo D2 anunciou que o Planet Hemp se reunirá em setembro para uma única apresentação no Rio de Janeiro, tocando o disco "Usuário", de 1995. O músico publicou uma foto no Instagram na qual aparece com três dos integrantes do grupo, confirmando "um show e só" no Circo Voador no fim daquele mês.

Na imagem, D2 está sentado em uma mesa de bar ao lado do guitarrista Rafael Crespo, do baixista Formigão e do baterista Pedrinho. A mensagem afirma: "Reunião do Planet Hemp... Show fim de setembro no Circo Voador tocando o usuário... Um show e só...".

O Planet Hemp lançou três discos de estúdio durante sua existência - "A invasão do sagaz Homem Fumaça", de 2000, é o mais recente deles. Em 2001, a banda se separou, para dois anos mais tarde tocar no festival português Vilar de Mouros e, em 2010, se apresentar no VMB (premiação da MTV) em comemoração aos 20 anos da emissora.


Muitos adolescentes gostam de ouvir música alta, especialmente durante os estudos, costume que tem sido criticado pelo pais através de gerações. Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.
O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos. "Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos", disse à BBC Mundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).
Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais. Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
"Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência", disse Guelman.
Danos
Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
"Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas 'baladas' ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração", disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada. Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes. Os cientistas atribuíram tal fato à chamada "plasticidade neural" existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação. "É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos", disse Guelman.
Conclusões precipitadas
Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas.
"O som que usamos para o experimento foi o ruído branco, um sinal que contém todas as frequências de som, e é percebido como se fosse o barulho de uma TV mal sintonizada", disse ela.
"Mas a música que muitas das crianças ouvem contém apenas algumas frequências, e ainda não sei exatamente o que causou o dano", acrescentou. O próximo trabalho desses cientistas é determinar o "mecanismo molecular" pelo qual o ruído afeta as células do hipocampo.
"Nós não sabemos se o dano é gerado diretamente pelas vibrações sonoras ou o som ativa neurotransmissores que causam o problema", diz Guelman. Depois de entender esse mecanismo, os peritos tentarão desenvolver drogas que podem prevenir lesões.
Enquanto isso, cientistas argentinos acreditam que este estudo deve servir como um alerta para evitar a exposição das crianças a sons altos. Com a descoberta, os professores, que já se queixam de como as novas tecnologias podem distrair os alunos, têm agora um novo argumento para proibir os gadgets em sala de aula.


LONDRES, 26 Jul (Reuters) - Como já suspeitavam os maiores de 35 anos, a música pop atual está mais barulhenta, e parece tudo igual, segundo cientistas da Espanha.
Eles compararam um enorme arquivo chamado Million Song Dataset, que "traduz" o conteúdo de letra e música em dados que podem ser esmiuçados, e assim analisaram canções populares feitas entre 1955 e 2010.
Com o uso de complexos algoritmos, eles descobriram que as canções pop se tornaram intrinsecamente mais barulhentas e mais insípidas em termos de acordes, melodias e timbres.
"Encontramos evidências de uma progressiva homogeneização do discurso musical", disse à Reuters Joan Serra, especialista em inteligência artificial do Conselho Nacional Espanhol de Pesquisas, que liderou o estudo.
"Em especial, obtivemos indicadores numéricos de que a diversidade de transições entre as combinações de notas --grosso modo, os acordes mais as melodias-- diminuiu consistentemente nos últimos 50 anos".
Eles também mostraram que a chamada paleta de timbres empobreceu. A mesma nota tocada no mesmo volume por um piano ou um violão, por exemplo, tem timbres diferentes. Ou seja, os pesquisadores concluíram que o pop moderno tem uma variedade mais limitada de sons.
Há muito tempo a indústria fonográfica é acusada de aumentar o volume das gravações, travando uma "guerra sonora", mas Serra disse que essa foi a primeira vez que isso foi mensurado com base em um grande bancos de dados.


Além de entender os pedidos nos tweets, o piano Stanley tem um mecanismo que ativa suas teclas, fazendo com que ele toque sozinho a música solicitada. Foto: YouTube/Reprodução
Além de "entender" os pedidos nos tweets, o piano Stanley tem um mecanismo que ativa suas teclas, fazendo com que ele toque sozinho a música solicitada

Em Seattle, Estados Unidos, um piano faz performances ao vivo a partir de pedidos de músicas feitos pelo Twitter - basta fazer uma menção para @Stanleypiano, junto ao nome de uma música ou artista, e o instrumento a conduzirá, sem a necessidade de ter suas teclas tocadas por um ser humano. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, a ação é de autoria de uma empresa chamada Digital Kitchen.
Pessoas de qualquer parte do mundo podem enviar seus pedidos ao piano Stanley, que possui um computador em seu interior que lê os feeds. Para reconhecer as solicitações, o instrumento consulta uma biblioteca que contém centenas de músicas cadastradas, em arquivos no formato MIDI - que armazenam cada nota de uma determinada faixa. Uma interface então "traduz" as notas para as teclas de Stanley, e ativa o mecanismo que faz com que ele toque a música em questão.
"Foi um mashup, na tentiva de obter uma criação física e ao mesmo tempo digital", foi como o diretor criativo da Digital Kitchen, David Mikula, definiu brevemente o projeto, também apresentado como "o primeiro piano interativo do mundo." A empresa diz não ter planos de vender ou alugar o piano.


  • 25 - Canção da América - Milton Nascimento - Canção-clichê do tema, toca em tudo que é colação de grau. Mas ó, do lado esquerdo do peito vai é o silicone e dentro do coração, a ponte de safena, fica a dica, Milton!
  • 24 - Wanabe - Spice girls - Se você quer namorar alguma das moças apimentadas, deve conhecer as amigas dela primeiro, afinal como elas dizem, amizade nunca acaba!
  • 23 - Ele é corno mas é meu amigo - Tiririca - Só pelo título da música já dá pra ver que o namorado da Florentina é um cara sem preconceitos. Afinal um amigo é pra acudir o outro!
  • 22 - Amigos do peito - A turma do Balão Mágico - Jairzinho, Simony, Tobe e Myke eram uns pivetes fofos e juravam amizade eterna. Hoje anda cada um pra um lado. Amigos do peito, sei!
  • 21 - Eu quero apenas - Roberto Carlos - Um milhão de amigos: tudo que o rei queria em mil novecentos e guaraná-de-rolha, hoje qualquer um consegue, juntando os amigos do Orkut, do Facebook, do Msn...
  • 20 - Reais amigos - CPM22 - Os manos são bróder dos chapa de fé que não vacilam com os truta, tá ligado!
  • 19 - Amigos de bar - Cazuza - Pra celebrar um dos meus tipos preferidos de amigos, os de botequim, pra quem não tem tempo ruim!
  • 18 - Podes crer - Cidade Negra - O cara é tão chapa que sabe o que te agrada e o que te dói. Podes crerm eu tô falando de amizade...
  • 17 - Meu caro amigo - Chico buarque - Veja você, o cara vai mandar notícias pra um amigo que não ele não vê há séculos e resolve contar que por aqui tão jogando futebol (?) E as novidades, hein?
  • 16 - Meus bons amigos - Barão vermelho - Uma canção saudosista lembrando dos camaradas que ficaram no passado.
  • 15 - É tão lindo - A turma do balão mágico - A então pequerrucha Simony e Robertão cantam sobre um amigo que tem bigodes de foca e nariz de tamanduá (hein?) que é tão gente boa que nem preciza passar pelo Pitanguy.
  • 14 - Amigo fura-olho - Latino - O sem noção da festa no apê esquece o mandamento que diz que mulher de amigo é homem e manda ver na mina do outro assim na cara dura.
  • 13 - A namoradinha de um amigo meu - Roberto Carlos - Mas muito antes do Latino, rei atacava com uma furadeira o olho do amigo (será que era o Erasmo?) sem dó nem piedade! Amigo mais fédaputam hein?
  • 12 - Chiquitita - ABBA - Pra consolar, dar aquela força, aquele obro amigo pra chorar não tem ninguém melhor que o pessoal do ABBA. Garota de sorte, essa Chiquitita!
    11 - Bridge over trouble water - Simon e Garfunkel - Os caras prometem uma amizade tipo uma ponte sobre aguas turbulentas, capaz de limpar minha mente. Isso é amizade ou o santo daime?
  • 10 - With a little help from my friends - Beatles - Fala sério, você não seria ninguém na noite se não fossem seus chapas pra te dar uma mão! Então seja legal com eles!
  • 9 - Adios muchachos - Carlos Gardel - O gênio do tango se despede dos amigos e dos tempos incríveis que passou ao lado deles.
  • 8 - Ben - Michael Jackson - O garoto Michael já me fez chorar com essa canção. Amizade verdadeira taí, viu?
  • 7 - You've got a friend - Carole King - Nessa bela canção a Carole diz que se o bicho pegar, se a casa cair, se a coisa ficar feia, é só chamar pelo nome dela que ela vem voando! Deixa eu ver se funciona: Caroooooooooole!!!!
  • 6 - Amigo é pra essas coisas - João Nogueira - Olha que bonito: o cara escuta tua choradeira, consola tua dor de corno e ainda te paga uma cerveja! Amigo é isso aí!
  • 5 - Amigos para sempre - Jane e Herondy - É aquela música mala e grudenta que sua mãe obrigou você a cantar no coralzinho do jardim de infância, como se você fosse mesmo ser amigo daquela pirralhada toda até hoje.
  • 4 - You've got a friend in me - Randy Newman - É o tema de abertura de Toy story, e é tão fofo e tão lindo o modo que o garoto e o Woody se dão bem...
  • 3 -I'll be there for you - The rembrandts - Canção tema da série simbolo da amizade, Friends. Canto junto e bato palminha até hoje! É, eu sou meio retardado, eu sei, mas meus amigos gostam de mim assim mesmo!
  • 2 - Amigo - Roberto Carlos - O cara gosta mesmo de falar sobre amigos, né? Aqui na música do pára-papára-papára, ele diz umas coisas lindíssimas sobre os amigos mais certos nas horas incertas.
  • 1 - Stand by me - Ben E. King - Essa música ne faz lembrar do filme Conta comigo, o filme definitivo sobre o que é ser amigo.

Related Posts with Thumbnails