Nova York, 21 ago (EFE).- Jimi Hendrix foi eleito o melhor guitarrista da história pela revista "Time", que elaborou uma lista na qual também inclui outros ícones da música como Slash, B.B. King, Keith Richards, Eric Clapton e o recentemente falecido Les Paul.

"Nunca ninguém combinou com uma guitarra o blues, o rock e a 'psicodelia' com tanta facilidade e carisma" como Hendrix, assegura o crítico musical da "Time", Josh Tyrangiel, encarregado de elaborar a lista sobre os mestres da guitarra.

Segundo Tyrangiel, o lendário Hendrix se impõe a artistas de todas as épocas e gêneros. Já o ex-guitarrista do grupo Guns N'Roses Saul Hudson, mais conhecido com Slash, ficou com o segundo lugar, graças à sua "precisão" com as seis cordas e a sua paciência com Axl Rose, vocalista da banda.

O terceiro lugar da lista de dez ficou com a lenda do blues B.B. King e sua guitarra "Lucille".

O guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards vem logo em seguida, antes de Eric Clapton.

Jimmy Page, ex-membro do grupo Led Zeppelin ficou em sexto, seguido por Chuck Berry, Les Paul, Yngwie Malmsteen e Prince, fechando o "top 10" de ilustres guitarristas.

Hoje, o Brasil relembra os 20 anos de morte de Raul Seixas. Agora, novos materiais a respeito do cantor devem ser lançados, incluindo uma faixa de 1974 que não passou pela censura mas, agora, foi produzida com a letra original, a partir de uma recuperação iniciada pelo produtor Marco Mazzola.

'Gospel', escrita pelo roqueiro em parceria com seu grande amigo e letrista Paulo Coelho, estava em uma K7, nas mãos do produtor, que chamou Frejat para modernizar os arranjos.

A música! :http://mtv.uol.com.br/lancamentos/ou%C3%A7-nova-m%C3%BAsica-de-raul-seixas

O video: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1269197-15605,00-OUCA+NA+INTEGRA+A+MUSICA+INEDITA+DE+RAUL+SEIXAS.html

A letra:

Gospel - Composição: Raul Seixas

Por que que o sol nasceu de novo e não amanheceu?
Por que que tanta honestidade no espaço se perdeu?
Por que que o Cristo não desceu lá do céu e o veneno só tem gosto de mel?
Por que que a água não matou a sede de quem bebeu?

Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)
Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?

Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)

Por que que eu passo a vida inteira com medo de morrer?
Por que que os sonhos foram feitos pra gente não viver?
Por que que a sala fica sempre arrumada se ela passa o dia inteiro fechada?
Por que que eu tenho a caneta e não consigo escrever? (Escrever)

Por que que existem as canções que ninguém quer cantar?
Por que que sempre a solidão vem junto com o luar?
Por que que aquele que você quer também já tem sempre ao teu lado outro alguém?
Por que que eu gasto tempo sempre sempre a perguntar? (A perguntar)

Autor de 'Baú do Raul revirado' fala da importância do artista baiano.
Livro, peça e até passeata homenageiam 20 anos da morte do músico.

Do G1, em São Paulo

Sempre há uma canção de Raul Seixas para algum momento da vida. A conclusão é do jornalista Silvio Essinger, autor de "O baú do Raul revirado" (2005), uma reedição do material biográfico do músico baiano organizado por Tárik de Sousa em 1992. "Vinte anos depois de sua morte, a importância dele no cenário nacional continua forte", diz.

 

Ouça especial GloboRadio com músicas de Raul Seixas

 

Foto: Ivan Cardoso/Divulgação

Raul Seixas em foto de Ivan Cardoso à mostra no Museu Afro Brasil, em São Paulo. (Foto: Ivan Cardoso/Divulgação)

 

Gravado por bandas de rock como o De Falla ("Como vovó já dizia") à dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó ("Tente outra vez"), Raulzito passou a fazer mais sucesso depois de morto (no dia 21 de agosto de 1989), segundo Essinger. "Poucos artistas foram gravados por esse espectro todo da música brasileira. Ele ficou muito famoso no começo dos anos 70, mas comercialmente a coisa foi ladeira abaixo. Depois de morto, ele teve um sucesso que jamais poderia imaginar."

Para o especialista, o chamado rock brasileiro não teria essa cara hoje se não fosse por Raul Seixas. "Ele foi um dos arquitetos desse negócio. A composição dele tinha uma flexibilidade de conseguir incorporar vários estilos. O rock era sua obsessão, mas ele tinha o DNA da canção que ia desde a música brega ao baião até a canção americana. Raul usava o rock como ponto de partida para um artesanato da canção que poucos compositores brasileiros conseguiram."

 

 Foto: Ivan Cardoso/Divulgação Foto: Ivan Cardoso/Divulgação

Raul Seixas em foto de Ivan Cardoso. (Foto: Ivan Cardoso/Divulgação)

"Vale falar ainda do sensacional humor que ele tinha, além de uma inquietação filosófica e mística, que ele dividiu com Paulo Coelho."

 

Essinger cita a letra de "As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor" para ilustrar o tipo de humor do artista: "Buliram muito com o planeta / E o planeta como um cachorro eu vejo / Se ele já não aguenta mais as pulgas / Se livra delas num sacolejo".

 

"Tudo o que o Al Gore quis dizer foi resumido em quatro versos", observa Essinger. "Raul usa a linguagem do cordel, do repente, em uma música que é um rock. A genialidade dele está aí. O músico também radiografou muito bem a classe média nos anos Médici em 'Ouro de tolo'." 

 

Segundo o autor, Raul Seixas surpreendeu até mesmo na época em que ele era considerado ultrapassado. "Quando achavam que estava decadente, ele surge com o 'Carimbador maluco', uma canção infantil que tem um texto altamente filosófico. Muita gente conheceu Raul Seixas nessa fase." 

 

Raulzito vive



Um livro, uma exposição, uma peça de teatro e até uma passeata em São Paulo homenageiam os 20 anos da morte do roqueiro baiano. Nesta sexta (21), cerca de 20 mil fãs são esperados por volta das 13h em frente ao Teatro Municipal, no Centro da cidade. De lá, a passeata segue em direção à Catedral da Sé, às 18h, passando pelo Viaduto do Chá. 

 

Com lançamento marcado para sábado (22) na Galeria do Rock, o livro "Metamorfose ambulante" (editora B&A) - escrito por Mário Lucena, Laura Kohan e Igor Zinza, com coordenação de Sylvio Passos, presidente do fã-clube do cantor - promete revelar "um Raul Seixas que o público não conheceu". 

 Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Cena da peça teatral 'À espera do trem das 7', de Samuel Luna. (Foto: Divulgação)

Já a peça "À espera do trem das 7", escrita e encenada pelo ator pernambucano Samuel Luna, fica em cartaz de 19 a 23 de agosto no Teatro Commune, na capital paulista. O espetáculo se passa entre a hora da morte de Raul Seixas e o momento em que seu corpo foi encontrado. Coincidência ou não, o trem ao qual a letra se refere simboliza a morte. No palco, Luna, que também é músico, conta com a participação ao vivo do pianista Leornado Siqueira.

O Maluco Beleza também será lembrado na exposição "O prisioneiro do rock", ensaio fotográfico feito pelo "mestre do terrir" Ivan Cardoso. Em cartaz até 27 de setembro no Museu Afro Brasil, a mostra apresenta 21 fotografias em grande formato (originais em branco e preto) e nove montagens com intervenções coloridas, além de capas de discos e livros sobre o artista.

 

No domingo (23), o sósia Paulo Mano participa do show Toca Raul!, no Sesc Santo André. No tributo, ele se apresenta acompanhado da Banda Novo Aeon.

 

Passeata

Quando: sexta (21), a partir das 13

Onde: em frente ao Teatro Municipal, Centro de São Paulo

 

Lançamento do livro "Metamorfose ambulante"

Quando: sábado (22), às 13h

Onde: Galeria do Rock, Centro

Preço do livro: R$ 29,90

 

Exposição "O prisioneiro do rock"

Quando: De 21 de agosto a 27 de setembro (terça a domingo, das 10h às 18h, entrada até as 17h)

Onde: Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera, tel. (11) 5579-0593

Quanto: grátis

 

Show Toca Raul!

Quando: Domingo (23), às 16h

Onde: Sesc Santo André, R. Tamarutaca, 302, tel. (11) 4469-1200

Quanto: grátis

 

Peça "À espera do trem das 7"

Quando: Dias 19, 20 e 21, às 21h / Dia 22, às 18h / Dia 23 às 16h 
Onde: Teatro Commune, Rua da Consolação, 1.218, tel. (11) 3476-0792

Quanto: R$ 30

Artista viveu um affair com a cantora: 'ela tinha um jeito de interior'.
Serguei acaba de relançar álbum com músicas censuradas nos EUA.

Do G1, em São Paulo

Considerado o roqueiro mais antigo do Brasil, Serguei é tão lembrado pelo romance com a cantora americana Janis Joplin nos anos 70 quanto pelo seu estilo psicodélico. Insatisfeito na juventude, foi morar nos Estados Unidos, onde gravou, entre 1966 e 1967, "Eu não volto mais", "Maria Antonieta sem bolinhos", "Sou psicodélico" e "As alucinações de Serguei". Em sua temporada por lá, conta que também viveu seus "três dias de paz e música" em Woodstock, de 15 a 17 de agosto de 1969. 

 

Foto: Alexandre Durão / G1

Serguei ficou famoso por ter tido um caso com a cantora Janis Joplin. (Foto: Alexandre Durão / G1)

 

De volta ao país depois de duas décadas, Serguei se estabeleceu em Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro, e virou ícone fashion há alguns anos, quando desfilou pela grife Cavalera usando a camiseta "Eu comi a Janis Joplin". Hoje com 75 anos, Sérgio Augusto Bustamante (nome verdadeiro) não perdeu a atitude rock 'n' roll. Ele acaba de lançar com a banda Pandemonium o disco "Bom selvagem", reunindo músicas que foram censuradas nos Estados Unidos, agora com novos arranjos. E continua a receber centenas de visitantes em sua casa, batizada de Templo do Rock.

 


"Não mate as emoções senão você vira um morto-vivo", brada Serguei, do outro lado da linha, em entrevista ao G1. A conversa teve de ser interrompida algumas vezes devido à queda de eletricidade por causa da ventania em sua região. "Tem de olhar as pessoas nos olhos. Um aperto de mão, um olhar, uma frase, um sorriso e pronto, as pessoas estão se amando. Eu não entendo nada do que está acontecendo, então fico aqui dentro do Templo do Rock. Aqui eu ainda vivo em 1964."

 

O roqueiro afirma que foi a Woodstock acompanhado de alguns vizinhos. "Eu estava saindo da prisão, em liberdade condicional, tinha 36 anos na época. Tomei banho de lama, tudo igual a todo mundo. Transei com um garotão no meio da mata. O cara era muito louco. Respeito é algo que não existe mais, principalmente no Brasil", diz.

 

Mas as recordações do lendário festival hippie parecem se limitar e essas poucas imagens. Porque, quando o assunto é show, Serguei só consegue enumerar apresentações assistidas em outras oportunidades.

 

"Fui ver uma apresentação do Black Sabbath, de repente tinha um dragão no meio do palco e de dentro da boca dele saíram os integrantes do Led Zeppelin. Coisa de americano... O Brasil perdeu o glamour. A Califórnia não é mais como nos anos 60, mas ainda tem um certo glamour. Depois de Woodstock, vi ainda Rolling Stones, New York Dolls, Peter Tosh."

 Foto: Alexandre Durão / G1 Foto: Alexandre Durão / G1

O roqueiro na entrada do Templo do Rock. (Foto: Alexandre Durão / G1)

'Janis tinha um jeito de interior'

Foi durante a sua temporada nos EUA que Serguei diz ter conhecido a cantora Janis Joplin, com quem teria vivido um romance. "Fomos apresentados por um amigo chamado Aldir Oliveira. Não percebi que era ela de primeira, foi ele que me avisou. Ela estava com aquele cabelão de hippie, enorme. Ela tinha um jeito de interior. Até hoje esse tipo de gente me fascina. Ela tinha um sorriso assim, meio sem graça. Às vezes, punha um salto e ficava maior do que eu. Um dia saiu pelada do chuveiro e me disse 'Serguei, ninguém joga comigo, entendeu?'. Realmente, ela só fazia o que tinha vontade."

E o pioneiro que já usava batom roxo nos anos 50 continua surpreendendo – desta vez, ao falar de seus gostos musicais. "Meus ídolos são Mick Jagger e Diogo Nogueira. Ele tem a voz do pai. Ele vira a minha cabeça, que loucura, ele tem uma pegada que ninguém tem."

 

E prossegue: "eu sou incorrompido em termos de rock 'n' roll, jamais gravei alguma coisa que não fosse isso. Tenho mais de 40 anos de carreira, mas já fazia parte do movimento beatnik, antes do movimento hippie. Foi uma revolução contra os princípios muito chatos da década de 50. Minha mãe também era revolucionária, tenho a quem puxar."

Canção 'Don't let me down' foi feita em parceria com Leona Lewis.
Faixa faz parte do próximo álbum da cantora, que sai em novembro.

Da Reuters

A cantora inglesa Leona Lewis. (Foto: AP)

A gravadora SyCo e a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), entidade que representa o setor mundialmente, pediram ajuda à polícia para localizar hackers que vazaram na internet uma canção de Leona Lewis e Justin Timberlake.


A música "Don't let me down" está sendo considerada o primeiro solo divulgado do próximo álbum da cantora, que venceu o programa de talentos "X Factor", segundo o tabloide britânico "The Sun".


"A IFPI está trabalhando com a SyCo e a polícia dos Estados Unidos e Europa para localizar as pessoas que roubaram música de Leona Lewis e Justin Timberlake", disse Jeremy Banks, diretor da Unidade Antipirataria na Internet da IFPI.


"A investigação da polícia prossegue", acrescentou em comunicado. "Esses vazamentos antes do lançamento, de qualquer modo que tenham sido feitos, são altamente prejudiciais a nossos membros que investiram um orçamento considerável em marketing e promoção da música antes de sua divulgação."


Os rendimentos da indústria da música desabaram nos últimos anos em meio à pirataria desenfreada na internet em algumas regiões. A expansão dos downloads digitais legais não conseguiu compensar as perdas nas vendas físicas de música.

A SyCo é a gravadora do promotor de músicas e jurado de programas de TV de descoberta de talentos Simon Cowell. A empresa é uma divisão da Sony Music Entertainment e tem contratos na televisão britânica.

 

Leona Lewis venceu o programa "The X Factor" em 2006 e seu álbum de estreia, "Spirit", ficou no topo das paradas em vários países. Seu segundo álbum está previsto para novembro.

Álbum faz a ponte entre a música brasileira e a jamaicana.
Novo show da cantora paulistana foi elogiado no 'New York Times'.

 Do G1, em São Paulo

A cantora Céu lança o álbum 'Vagarosa'. (Foto: Divulgação)

No ritmo entorpecente da terra de Bob Marley, a cantora Céu desliza à vontade. Cinco anos depois de estrear em disco, a paulistana conquista sem pressa o seu espaço entre as maiores artistas de sua geração. "Vagarosa", seu segundo trabalho, chega às lojas no final do mês, mas as músicas do repertório já são entoadas pelo público nos shows, como aconteceu em uma apresentação em São Paulo na semana passada.

Recém-chegada de uma miniturnê nos EUA que passou por Nova York, Seattle, São Francisco e Los Angeles, ela se prepara para uma série de apresentações pelo Brasil e na Europa. Lá fora, a receptividade não poderia ter sido mais calorosa: ingressos esgotados e críticas positivas em jornais como o "The New York Times". 

 

"A turnê foi interessante, porque eu não tinha altas expectativas. Esse é um disco extremamente verdadeiro comigo mesma, com o tempo que eu levei e com coisas que eu fiz. Estou fazendo o que me faz sentido, e não porque tenho expectativas a superar. Minha história só faz sentido se eu continuar nesse lugar, o da honestidade comigo mesma. Se eu sair desse lugar, não vai dar certo", diz a artista, em entrevista ao G1

 

"Fiquei feliz em ver que o público é muito interessado em música brasileira, e de saber do interesse dos jornalistas pelo que está acontecendo em São Paulo", conta ela, confessando não ter se importado com o vazamento de seu disco na internet antes do lançamento. "Ficaria chateada se tivesse caído na rede uma versão de baixa qualidade."

Produzido pela própria Céu com a colaboração de Gui Amabis, Gustavo Lenza e Beto Villares (produtor do álbum de estreia da cantora), "Vagarosa" reúne músicos que já trabalhavam juntos - como Pupillo e Curumin (bateria), Lucas Martins e Dengue (baixo), Guizado (trompete), DJ Marco (scratches), Fernando Catatau (guitarra), Rodrigo Campos (cavaco, pandeiro, tamborim), entre outros – além de todas as referências musicais que a artista já vinha mostrando - como o reggae - só que desta vez, talvez, de uma maneira "menos digerida", nas palavras dela.

"Não acho que o disco seja uma mudança de direcionamento, mas ele é mais ousado. É uma faceta mais corajosa do primeiro. Talvez não seja o que as pessoas esperam, mas essa parte eu prefiro que o público me conte", fala. "Esse álbum tem elementos mais orgânicos, menos beats. Eu queria que a pressão viesse pela simplicidade, pela crueza."

Céu conta que gosta de privilegiar as melodias em detrimento das harmonias, e que tem um jeito muito peculiar de compor. "Eu componho a partir de um arranjo, às vezes tem uma linha de baixo na minha cabeça, eu pego o gravador e aí começo todo o trabalho", diz ela, admitindo que as letras também amadureceram.

 

 

Pingos nos 'is'

 

 

"Com certeza a maternidade me influenciou. Muita coisa mudou depois do primeiro disco. As dificuldades estão aí para a gente aprender. Então eu fui escrevendo e a vida me inspirou. Quando você faz uma filha, você pensa 'eu sou capaz de muita coisa'. Os pingos nos 'is' vão para os seus devidos lugares. Talvez no primeiro disco eu ainda estivesse em dúvida sobre o que eu seria capaz de fazer. Já o segundo reafirma quem eu sou."

Apreciadora das "coisas antigas", a cantora fala da satisfação em trazer à tona elementos tribais e outros ingredientes que a influenciam. "Não enxergo muito essa coisa de que se tirar a produção, não existe canção. Para mim, tem muito samba no disco, mas talvez não seja algo tão digerido. Música é liberdade, é uma coisa para ser mexida. Ela é um produto e eu convivo bem com isso." 

 Foto: Divulgação Foto: Divulgação

Céu: 'já me incomodei com os rótulos'. (Foto: Divulgação)

"Claro que não foi sempre assim", continua. "Eu já me incomodei com os rótulos. Quem entra na música por amor, sem planos de fazer carreira, ficar rica e famosa, se depara com esse questionamento. Vai ser embalado, receber um nome e virar algo palpável. Mas a essência é a liberdade. Não vejo problema nenhum em ouvir Nelson Cavaquinho, que está ligado diretamente a Nina Simone, que está ligada a Betty Davis, que está ligada a Clementina de Jesus, Clara Nunes. Para mim, é tudo a mesma coisa."

A cantora americana de funk Betty Davis, aliás, serve de inspiração para a psicodélica "Espaçonave", com participação do guitarrista Catatau (Cidadão Instigado). "A letra fala sobre a necessidade de se conectar com a natureza, de voltar para a nave mãe. O Catatau ouviu a música, curtiu e tocou guitarra. Foi o primeiro indício de que o disco estava realmente existindo", diz.

Já "Grains de beauté" remete diretamente ao álbum "Histoire de Melody Nelson" (1971), do francês Serge Gainsbourg. "Descobri que na França eles chamam as pintas de grãos de beleza. Como eles são elegantes... Gosto muito desse disco e essa música é uma referência bem explícita a ele."

O cantor Luiz Melodia personifica a figura do homem vira-lata no samba de mesmo nome. "É a vibe dele, me passa essa sensação. Ele me inspirou a fazer esssa letra sobre paixões avassaladoras. Deram a ele um rótulo de maldito, mas eu não acho isso. Ele é um cara underground, uma das minhas vozes masculinas preferidas. Um dia, quando fizemos um show juntos, tomei coragem e o convidei para cantar no meu disco."

Outro ponto alto de "Vagarosa" é "Bubuia", que tem a participação do trio formado por Céu e as cantoras Thalma de Freitas e Anelis Assumpção - apelidado de Negresko Sis. "Bubuia é uma maneira do norte de falar borbulha. O sentido é de seguir a vida leve, continuar, não importa o tamanho da onda. A borbulha faz isso. Na música, cada uma ficou com um verso. A gente gosta dessa coisa de ser backing vocal, fazer coro, como numa ciranda. A letra fala sobre a maneira de ir contornando. É uma filosofia 'deixa a vida me levar' total."

Dr. Conrad Murray deve ser preso nas próximas semanas, diz Fox.
O dermatologista Arnold Klein também deve ser indiciado.

Do G1, em São Paulo

O Dr. Conrad Murray, médico particular de Michael Jackson (Foto: AP)

O Dr. Conrad Murray, médico particular de Michael Jackson, está sendo acusado pela polícia norte-americana de homicídio culposo (matar alguém sem a intenção de fazê-lo) pela morte do cantor no dia 25 de junho, diz o site de notícias FoxNews.

 

Cobertura completa: Jackson morre

 

Citando uma fonte policial anônima, o site diz que o médico deve ser preso nas próximas semanas - a polícia de Los Angeles e a agência antidrogas dos EUA (DEA) ainda devem revistar uma farmácia em Los Angeles para reunir novas provas contra Murray.

 

Segundo uma outra fonte anônima, o médico teria admitido em depoimento ter administrado o anestésico controlado Propofol ao cantor. O remédio é considerado um dos principais fatores na morte de Jackson, aos 50 anos de idade.

 

A FoxNews diz ainda que Murray não será o único médico a ser indiciado. O Dr. Arnold Klein, dermatologista de longa data do Rei do Pop deve ser acusado de negligência médica, mas a polícia ainda está preparando o caso contra o médico.

 

A DEA tenta esclarecer se realmente existiu um crime após a morte de Michael, e realizou junto às Polícias de Houston e Las Vegas duas revistas em propriedades de Murray a fim de recolher evidências que esclareçam se o médico poderia ser acusado de homicídio culposo.

Citando fontes próximas à investigação, o jornal "LA Times" disse que Murray adquiriu legalmente o anestésico usado para combater a insônia do cantor. Mas o jornal disse que, na manhã em que Jackson morreu, Murray havia deixado-o sozinho sob a influência da droga para fazer telefonemas.

 

Na última terça-feira (18) o médico postou um vídeo no YouTube onde agradecia o apoio dos amigos. "Por favor, não se preocupem, enquanto eu tiver Deus no meu coração e vocês na minha vida, eu estarei bem. Eu fiz tudo que pude. Eu disse a verdade e eu tenho certeza de que a verdade prevalecerá. Deus os abençoe. E obrigado", disse Murray.

Cantora listou o que seria diferente se ela fosse presidente dos EUA.
Spears seria o 'primeiro presidente a usar sombra nos olhos desde Nixon'.

Da AP

A cantora Britney Spears apareceu no talk show de David Letterman na noite desta terça-feira (18) nos EUA para mostrar a lista de dez coisas que seriam diferentes no país se ela fosse presidente.

 

Foto: AP

Britney Spears participa do programa de David Letterman nos EUA. (Foto: AP)



"Torta grátis para todo mundo", declarou Spears.

Para o décimo lugar ela disse que seria "o primeiro presidente a usar sombra nos olhos desde Nixon".

 

A quinta diferença de ter Spears na Casa Branca seria que "toda coletiva presidencial teria um momento para a troca de figurino".

A popstar parecia feliz em mostrar seu corpo. Ele apareceu de biquíni no programa para mostrar a lista.

Video Music Brasil terá também Franz Ferdinand e Erasmo Carlos.
Premiação da MTV acontece no dia 1º de outubro em São Paulo.

Do G1, em São Paulo

A cantora Wanessa participa do VMB 2009. (Foto: Daigo Oliva / G1)

O rapper americano JaRule fará um dueto com a cantora Wanessa na apresentação do Video Music Brasil, da MTV. Os artistas vão repetir no palco do VMB o hit "Fly", que faz parte do novo trabalho da cantora e já ganhou videoclipe.

 

Outra parceria que dará o ar da graça na 15ª edição do prêmio será o Massacration, banda metaleira dos cinco humoristas do Hermes & Renato, com o cantor brega Falcão.

 

Também estão confirmados para se apresentar no evento os escoceses do Franz Ferdinand - que lançaram este ano o álbum "Tonight" - e o cantor Erasmo Carlos.

 

A premiação acontece no dia 1º de outubro, a partir 21h30, no Credicard Hall, em São Paulo. O VMB será transmitido ao vivo pela MTV Brasil e pelo Portal MTV. 

Fresno, Seu Jorge e Marisa Monte levaram nas principais categorias.
Rita Lee recebeu homenagem surpresa.

 Do G1, no Rio

Nem as seis indicações do Skank, nem as cinco de Jota Quest e Marcelo D2, cada, conseguiram evitar. Quem se deu bem mesmo no 16º Prêmio Multishow de Música Brasileira, realizado na noite desta terça-feira (18), no Rio de Janeiro, foram os gaúchos do Fresno, Seu Jorge e Marisa Monte, que levaram, respectivamente, os troféus nas categorias Banda, Cantor e Cantora, as principais do evento. A preferência do "júri", ou seja, dos internautas, foi pulverizada entre os concorrentes, o que resultou em uma democrátia e equilibrada distribuição de prêmios. A noite contou ainda com uma homenagem surpresa à cantora Rita Lee.

 

Foto: Alexandre Durão/G1

Rita Lee (esq) foi homenageada. Marisa Monte levou prêmio de melhor cantora e Seu Jorge (dir), melhor cantor. (Foto: Alexandre Durão/G1)

A premiação teve início com a apresentação coletiva das cantoras Maria Gadú, Nina Becker e Roberta Sá, que se juntaram a Seu Jorge e Marcelo D2 em "Pode acreditar", música do próprio D2. Logo em seguida, a atriz Fernanda Torres, em um elegante um vestido vermelho, saudou o público. "Estamos pegando fogo", disse a apresentadora, para em seguida confirmar sete milhões de votos recebidos pela internet.


O local do evento, que este ano aconteceu no Citibank Hall, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foi motivo para uma brincadeira com o público localizado no "gargarejo", uma novidade na edição deste ano, que teve direção geral de Joana Mazzucchelli e direção musical de Liminha. "Aqui a gente tem que olhar para baixo na hora de cumprimentar os fãs. No Theatro Municipal é diferente, o povo fica todo lá em cima, na galeria", divertiu-se.

As mudanças também foram significativas no visual da festa. A produção fez bom uso das dimensões do lugar e instalou telões coloridos de alta definição por toda a extensão do palco, resultando em um belo cenário virtual. No teto, cilindros com leds luminosos foram utilizados pelo cenógrafo Zé Carratu, que formou um efeito semelhante ao visto no palco da turnê "In rainbows", do Radiohead, que passou pelo Brasil em março deste ano.


Piadas também fizeram parte do roteiro

 

No telão, cenas calientes. Reginaldo Rossi e Preta Gil são flagrados num "amasso" momentos antes da apresentação da categoria Show. "Reginaldo, o que é isso? O que é que vão dizer da gente?", perguntou Preta. "Ué, vão dizer que eu sou lindo e que você é gostosa", respondeu Rossi, seguido por aplausos.


Pouco depois, foi a vez de Fernanda Torres fazer graça. Ao citar comunidades virtuais no Orkut relacionadas a artistas, revelou sua preferida: "'Eu acordo com o cabelo da Vanessa da Mata'. Ah, quem nunca passou por isso, não é mesmo?", comentou.


Favoritismo significou pouco

A noite foi marcada pela distribuição democrática dos prêmios: ninguém se destacou ganhando muitos. Skank levou por Clipe e Iniciativa, uma nova categoria que elegeu a melhor ação de distribuição de música em novas mídias, e a única cujo vencedor foi escolhido pelo canal. Marisa Monte também ficou com dois: DVD e Cantora. Apenas eles se deram ao luxo de levar mais de um troféu para casa.


"Música não é uma atividade competitiva. Muito mais importante é estar aqui, entre essas cantoras maravilhosas", disse Marisa.


Seu Jorge, o cantor vencedor, também foi simpático ao receber seu troféu das mãos de Rodrigo Amarante, que havia se apresentado momentos antes com o Little Joy, e Vanessa da Mata. "Bom mesmo é receber este prêmio de pessoas amigas diante de outros amigos".


Até a pouco conhecida Débora Teicher, da banda Scracho, se deu bem. Levou para casa o prêmio pela categoria Instrumentista. 
 

 Foto: Alexandre Durão/G1 Foto: Alexandre Durão/G1

Fresno. (Foto: Alexandre Durão/G1)

"Toca Raul!"

Um número musical chamou a atenção não tanto pela música em si, mas pelo barrigão exibido por Ivete Sangalo (supergrávida!) na apresentação, ao lado de Zeca Pagodinho, de "Falsa baiana" e "Deixa a vida me levar".

 

Já o ex-titã Arnaldo Antunes e a revelação Ana Cañas escolheram a canção "Como vovó já dizia", de Raul Seixas, talvez motivados pelos recém-completos 20 anos da morte do cantor. E NX Zero, Fresno e Strike subiram juntos ao palco para uma versão de "Inútil", sucesso do Ultraje a Rigor. E Diego Ferrero ainda arriscou: "Vamos puxar uma vaia pro Sarney!", no que foi prontamente obedecido.

 

"Aleluia, irmãos!"

A premiação foi encerrada com uma homenagem à Rita Lee. No telão, um vídeo narrado pelo filho Beto Lee, com imagens da cantora desde os tempos de criança, passando pelos Mutantes e carreira solo, foi exibido. Para completar, uma parceria inédita no palco. Gilberto Gil cantou ao lado de seu filho Ben Gil, da conterrânea Pitty e do baterista João Barone um medley dos sucessos "Ovelha negra", "Mania de você" e "Lança perfume".


Acompanhada pela neta Isabela, ela agradeceu de maneira inusitada. "Que delícia! Mas, cá entre nós, preferia receber essa homenagem em dinheiro. Aliás, o número da minha conta nas Ilhas Cayman é o mesmo que o da Igreja Universal. Aleluia, irmãos!", despediu-se a cantora.

Veja a lista completa dos ganhadores:

 

Cantor:
Seu Jorge

Cantora:
Marisa Monte 

CD:
"Agora", NX Zero 

Clipe:
"Ainda gosta dela", Skank 

DVD de Música:
"Infinito ao seu redor", Marisa Monte 

Grupo:
Fresno 

Instrumentista:
Débora Teicher, Scracho 

Música:
"Amado", Vanessa da Mata

Show:
"Multishow ao vivo", Capital Inicial

Revelação:
Banda Cine

TV Zé:
"Dalila", Ivete Sangalo

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