Relembre a trajetória do ex-líder do Nirvana e ícone do rock nos anos 90

Da Redação


Neste domingo, 5 de abril, marca-se 15 anos da morte de Kurt Cobain. O cantor, guitarrista, compositor e líder do Nirvana, que havia se tornado ícone do rock dos anos 90 desde o sucesso mundial do disco "Nevermind", em 1991, se imortalizou nos bastiões do rock e da cultura popular depois de suicidar-se com um tiro em sua casa, em Seattle.

Foi a partir daí que Cobain coroou o legado de sua banda, que, com "Nevermind", apagou a linha que dividia o rock alternativo daquele promovido pelo mercado --separação fortificada ao longo dos anos 80, depois da cisão promovida pelo punk no final dos anos 70. Depois que o Nirvana irrompeu limites e barreiras de rótulos, não era mais preciso acompanhar o rock para ouvir "Smells Like Teen Spirit".



Kurt Donald Cobain, nascido no dia 20 de fevereiro de 1967 em Aberdeen, estado de Washington (o mesmo de Seattle), foi dado como desaparecido no dia 4 de abril de 1994. Ele havia sido internado na Califórnia, poucos dias antes, em coma depois de uma overdose --uma semana após o último show do Nirvana, em Munique, na Alemanha.

No dia 30 de março, o cantor acordou do trauma e deixou o hospital. Voltou para Seattle no mesmo dia, comprou uma espingarda, foi para sua casa e não se comunicou com ninguém. Cobain foi encontrado pela polícia em 8 de abril, três dias após sua morte, na estufa localizada no andar acima da garagem. Uma carta de suicídio foi achada no topo de uma montanha de terra --o bilhete estava atravessado pela caneta vermelha com que fora escrito.

"O fato é que eu não posso enganar vocês, ou qualquer um, simplesmente não é justo para mim nem para vocês. O pior crime que eu posso pensar seria o de enganar as pessoas ao fingir que estou me divertindo 100%", escreveu Cobain em seu bilhete suicida. "Sou uma pessoa de humor muito errático e não tenho mais a paixão. Paz, amor, empatia - Kurt Cobain."

Alma feminina
Antes de ter puxado o gatilho com a sua mão esquerda, canhoto que era, Cobain havia ingerido grande quantidade de heroína, mas não o suficiente para matá-lo. Kurt já havia tido uma overdose de heroína em 1993 e outra no dia 4 de março de 1994 em Roma, à base de champanhe e Rohypnol (ou flunitrazepam, nome genérico, um comprimido usado como sedativo em casos graves de insônia).

No episódio italiano, Cobain supostamente estaria tentando se separar de Courtney Love. Ele, que ficou traumatizado na infância por conta do divórcio de seus pais, já havia dito à esposa que "preferia morrer a se separar".

Em entrevista ao jornalista inglês Everett True, publicada no dia 18 de julho de 1992 na revista "Melody Maker", Kurt declara: "Eu respeito aqueles que agem como idiotas quando são realmente inteligentes. É uma declaração niilista, como se eles estivessem tentando dizer que não há mais razão para tentar ser humano, porque as coisas saíram totalmente do controle. É uma atitude muito punk, mas acho também que seria entediante ser Johnny Rotten depois desses anos todos. Não estou falando sobre sexismo, mas sobre aquele tipo de atitude negativa quando você não está mais apto a apreciar a paixão ou a beleza."

Sobre esse sexismo do trecho, Kurt diz, no início da mesma entrevista, que sempre foi uma pessoa mais feminina quando era jovem. Para Everett True, um dos primeiros jornalistas a divulgar a banda na Inglaterra, Cobain foi alguém que carregou uma sensibilidade diferente no mundo "macho" do rock e do punk --um dos fatores que o diferenciou de outros artistas de sua época e o colocou entre os grandes do gênero.

O começo do Nirvana
Kurt Cobain teve uma infância pobre. Criado por outros membros da família que não pai e mãe, era criança hiperativa a quem foram dados remédios para se concentrar melhor nos estudos e para dormir à noite. Odiava os estudos e passava seu tempo pintando, cantando e ouvindo Beatles, Monkees, Kiss, Black Sabbath, Sex Pistols, Black Flag e Clash.

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  • Ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos e formou o Nirvana em 1986, com 19 anos, junto de Krist Novoselic e vários bateristas diferentes. O primeiro disco, "Bleach", saiu em 1989 e a banda foi ganhando reconhecimento por conta das apresentações enérgicas.

    O trio, depois de efetivar o baterista Dave Grohl, gravou o segundo disco e pedra de toque dos anos 90: "Nevermind". O clamor de crítica e público e o sucesso comercial de "Smells Like Teen Spirit" e "Come As You Are" catapultaram a banda para o grande mercado, levando-os a apresentações em programas de TV como o "Saturday Night Live". Seus shows, antes em espaços menores, ganharam os estádios. O som que faziam também estava embalado em um rótulo próprio que o Nirvana fez por perpetuar: o grunge.

    Kurt se casou com a cantora Courtney Love em 1992, no Havaí, e com ela teve uma filha, Frances Bean. Em 1993, o Nirvana lançou seu último álbum de estúdio, "In Utero", e gravaram o acústico da MTV em 1994 --que teve lançamento póstumo, no dia 1º de novembro do mesmo ano.

    Cifras da obra
    As vendas dos discos do Nirvana não deixam de impressionar e de reforçar a força da música do grupo. Só "Nevermind" já teria vendido aproximadamente 14 milhões de cópias, cinco milhões antes de Cobain ter cometido suicídio. "Bleach", o primeiro disco, na época havia vendido 300 mil cópias --alcançando hoje aproximadamente 1,7 mi. "In Utero" fica com 4,5 milhões de cópias. O acústico "MTV Unplugged In New York" chega a 5 milhões.

    Somando todos os discos, junto da coletânea de raridades e lados B "Incesticide" e o ao vivo "From the Muddy Banks of Wishkah", obtêm-se quase 30 milhões de discos vendidos. Em média, por ano, vendem-se 230 mil cópias de "Nevermind" e 120 mil do "Acústico MTV".
    Via UOL musica

    Studio 2002

     

    'É um presente para a vida toda', disse o músico.
    Ele participa de um show sábado com Ringo Starr.

    Da Reuters

    Reuters
    Paul McCartney e Ringo Starr participam de show destinando a angariar fundos para ajudar as crianças a aprender meditação. (Foto: Reuters)

    Os dois ex-integrantes ainda vivos dos Beatles, Paul McCartney e Ringo Starr, participam neste sábado (4) de um show destinando a angariar fundos para ajudar as crianças a aprender uma técnica de meditação que, segundo McCartney, ajudou a estabilizar a banda no auge da fama.


    Os dois ex-beatles tocarão separadamente no concerto intitulado "Change Begins Within" ("A mudança começa por dentro"), organizado pela Fundação David Lynch, que ajuda as pessoas a aprenderem a técnica chamada meditação transcendental.


    Os Beatles ajudaram a popularizá-la em 1967, quando buscaram orientação espiritual do guru indiano Maharishi Mahesh Yogi.


    "Foi um grande presente que Maharishi nos deu", disse McCartney em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3). "Para mim, veio num momento em que estávamos buscando algo para nos estabilizar, no final dos loucos anos 60. É um presente para a vida toda, algo que você pode chamar a qualquer momento".


    Ringo também descreveu a meditação transcendental como um presente. Afirmou que, nos últimos mais de 40 anos, tem meditado "às vezes muito, às vezes um pouco".


    Outros convidados para o show no Radio City Music Hall, em Nova York, incluem Sheryl Crow, Donovan, Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam), Ben Harper e Moby.

      Técnica contra o estresse

    A fundação mantida pelo cineasta David Lynch diz que desde 2005 já forneceu bolsas para que mais de 100 mil jovens em situação de risco, professores e pais aprendessem a meditação transcendental em 30 países.


    O concerto é parte dos esforços para ajudar 1 milhão de crianças a aprenderem essa técnica mental contra o estresse.


    "Sinto como se estivesse numa reunião dos meditadores anônimos", brincou Moby. "Só aprendi a MT recentemente, porque fui criado por hippies e, para ser honesto com vocês, qualquer coisa associada à MT e aos hippies me assustava".


    "Quando eu estava crescendo, achava que a MT envolvia sacrifícios rituais de animais, se mudar para algum país, renunciar à riqueza e ao materialismo e comer besouros. Mas uma das coisas que me impressionaram foi sua simplicidade", disse ele. "É uma prática simples que acalma a mente."

    via portal G1

    Studio 2002

     

    Cantores revelados no programa gravam Katy Perry e Chris Cornell.
    Kelly Clarkson volta ao pop rock, e Jennifer Hudson faz sua estreia.

    Débora Miranda Do G1, em São Paulo

    Kelly Clarkson é a representante mais famosa dos ex-'Idols'. (Foto: Divulgação)

    Não é à toa que o "American Idol" se transformou no mais famoso e consagrado programa dedicado a descobrir novos talentos da música americana (e recentemente vem abrindo espaço até para participações de alguns estrangeiros): como promete, a atração revela artistas com potencial para de fato se transformarem em ídolos. E chega agora ao Brasil uma leva de álbuns de ex-participantes, que fizeram sucesso na TV e vêm conquistando espaço no mercado fonográfico.

    Com seu quarto álbum, Kelly Clarkson chega como a representante mais famosa dos ex-"Idols", vencedora da primeira temporada, em 2002. Depois do sombrio e mal-sucedido "My december", lançado em 2007, ela retoma ao pop rock que a fez brilhar com "Thankful" e "Breakaway" (ainda seu melhor disco).

    Ao invés de bater o pé para formar um repertório unicamente com canções próprias, a jovem cantora abriu seu leque de opções e gravou, inclusive, duas músicas de Katy Perry ("I do not hook up" e "Long shoot"). O single do disco, "My life would suck without you", estreou na 97ª posição entre os 100 da Billboard, e na semana seguinte conquistou direto a primeira posição. 

     

    Jennifer Hudson lança seu primeiro disco. (Foto: Divulgação)

    Igualmente famosa, embora não graças ao "American Idol", Jennifer Hudson também está entre os lançamentos -e acredite se quiser, com seu primeiro disco. Ela foi uma das finalistas da terceira edição do programa, mas não o venceu. Nada que atrapalhasse seu sucesso. Ganhou lugar no filme "Dreamgirls", protagonizado por Beyoncé, onde além de mostrar seu talento como atriz (que lhe rendeu um Oscar) pode também soltar a voz. 

     

    Participou do filme "Sex and the city" como atriz e cantora (na faixa "All dressed in love") e já tem mais dois longas para sair do forno. Apesar da bem-sucedida carreira de atriz, ela jamais deixou de lado a de cantora. O novo álbum começa com "Spotlight", balada produzida por Ne-Yo (famoso pela canção "So sick"), que chamou a atenção para o resto do repertório, levado por muito R&B e participações especiais, como Fantasia -que venceu a terceira temporada " Idol".

    Por último vêem David Cook e David Archuleta, que se enfrentaram na final do sétimo ano do programa, sendo que o primeiro se sagrou vencedor. Com estilo mais rock que o adversário, Cook lançou o single "Light on", escrito por nada menos que Chris Cornell (ex-Soundgarden), e compôs a maioria das canções que fazem parte do repertório.

    Já Archuleta aposta mais nas baladas românticas e sem muito sal. O primeiro single do moço, "Crush", foi bem nos Estados Unidos, e deixou o álbum em segundo lugar na Billboard.

    via portal G1

    Um dos motivos alegados é que a cantora não reside no país.
    Ativistas locais dizem que adoção poderia aumentar tráfico de crianças.

    Do G1, em São Paulo

    A cantora Madonna no Malauí. (Foto: AP)

    O pedido da cantora americana Madonna para adotar uma segunda criança do Malauí foi recusado por um juiz local, anunciaram autoridades nesta sexta-feira (3). "A decisão foi tomada pelo fato de Madonna não viver no país e porque o juiz acredita que a criança está sendo bem tratada em um orfanato" disse à rede CNN Zione Ntaba, porta-voz do departamento de Justiça do país africano. 

     

    Segundo a agência de notícias Reuters, grupos de direitos humanos haviam acusado as autoridades malauianas de dar à cantora tratamento especial para adoção. O governo já havia apoiado uma segunda adoção de Madonna.

     

    A ministra malauiana da Informação, Patricia Kaliati, disse que Madonna ajudou o país e que era uma ótima mãe.

    O governo recebeu críticas após Madonna ter adotado o menino malauiano de 13 meses de idade, David Banda, em 2006, e foi acusado de driblar as leis, concedendo tratamento diferencial à cantora.


    A diva pop, que se divorciou no ano passado do diretor de cinema britânico Guy Ritchie, é uma das cantoras mais bem-sucedidas de todos os tempos, com vendas de discos superando os US$ 200 milhões.

    via Portal G1



    E lá se vão mais de três décadas e meia desde que os membros do Kiss pintaram seus rostos pela primeira vez. O que justifica o título oficial da turnê que chega ao Brasil no próximo dia 7: "Alive/35", em referência aos 35 anos de vida do quarteto e ao famoso álbum ao vivo "Kiss Alive".

    A maquiagem é a marca registrada, mas não única, de uma banda que, como o próprio rock and roll, se recusa a envelhecer. Mas apesar de todo o marketing que envolve o grupo formado em Nova York, é a música, e só ela, o que garante sua longevidade acima de tudo.

    AP
    Gene Simmons durante show do Kiss em Moscou (24/05/2008)
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    LETRAS DO KISS


    "A banda é a música. Mesmo se tocássemos de jeans e sem maquiagem, nossas canções seriam igualmente admiradas", define Paul Stanley, guitarrista e vocalista (e único remanescente da formação original além de Gene Simmons, baixo e voz). Hoje a banda é complementada por Eric Singer (bateria) e Tommy Thayer (guitarra), que substituem respectivamente Peter Criss e Ace Frehley.

    O repertório da atual excursão é calcado nos primeiros álbuns, fase mais cultuada do grupo. "Nossos fãs querem isso, e é isso que vão ter", garante Stanley. "Eles querem o Kiss original. Mais: querem ser o Kiss, vislumbram a si mesmos como cada um dos integrantes. Por isso repetimos as maquiagens da primeira formação".

  • Shows do Kiss no Brasil custam até R$ 350


  • As personas encarnadas no palco através das máscaras e roupas de cada um dos líderes do grupo condizem com suas composições. Simmons é o Lagarto-Morcego, o cuspidor de sangue; suas músicas são mais agressivas, de riffs mais duros. Stanley é o Filho da Estrela, mais melódico, uma figura quase andrógina. Os reservas Singer e Thayer incorporam os personagens que antes eram de Criss (o Homem-Felino) e Frehley (o Homem do Espaço).

    Para o Brasil --10 anos depois da última passagem, quando o Rio não foi incluído no itinerário-- as performances incendiárias, efeitos cinematográficos e cenários grandiosos estão garantidos. Em 1998, ocasião da excursão "Psycho Circus", o espetáculo contou até com óculos 3-D distribuídos aos espectadores.

    "Será inesquecível, não se preocupem", avisa Stanley ao público brasileiro. "Continuamos dando nosso melhor no palco. Não mudamos quase nada em relação aos nossos shows mais clássicos. Todas as músicas mais especiais dessa trajetória estarão no show".

    Trajetória esta que começou em 1972 e envolve 18 álbuns de estúdio, oito ao vivo e mais de uma dezena de compilações. Cerca de dez anos depois da estreia em disco, o Kiss veio pela primeira vez ao Brasil, um país ainda pouco acostumado com o circo do rock and roll mundial.

    Muito por causa do visual alucinante --principalmente o de Simmons-- surgiram lendas urbanas sobre o sacrifício de animais no palco (os saltos de 10 centímetros serviriam para esmagar pintinhos) e o suposto satanismo dos integrantes. Apesar (ou por causa) disso, o Kiss ganhou, e tem até hoje, a simpatia do público infanto-juvenil.

    Obviamente, neste percurso o quarteto enfrentou altos e baixos e períodos de maior ou menor sucesso, mas não é à toa que está aí até hoje, angariando fãs de novas gerações. "Se até hoje continuamos a ser relevantes, é porque temos algo a oferecer", define o guitarrista.

    Tudo no Kiss pode cheirar a marketing. Mais que as centenas de produtos licenciados por eles com a marca do grupo, o segredo é a capacidade do quarteto de se reinventar. Quando a popularidade começou a ficar em baixa, em meados dos anos 80, eles passaram a se apresentar sem maquiagem (até então, eles nunca se mostravam em público de cara lavada).

    Anos depois, quando foram convidados para gravar um "Acústico MTV", sacaram outra da manga: chamaram os membros originais Ace e Peter, demitidos anos antes, de volta. Outros fatores que cercam a banda, entretanto, parecem não mudar nunca. Entre eles, o frenesi dos fãs --muitos deles certamente usando pinturas faciais idênticas à dos músicos no palco.

    Quando os alto-falantes detonarem a locução oficial de abertura desde os primeiros shows ("Vocês queriam o melhor e conseguiram... a banda mais quente do mundo, Kiss!"), é hora da massa explodir, afinal. "Preparem-se. Garanto que será melhor que das outras vezes que estivemos no Brasil", conclui Stanley.

    via UOL musica

    Com 542 mil cópias vendidas, o álbum Vida - já o 11º título da discografia de padre Fábio de Melo - foi o CD mais vendido no Brasil em 2008. De acordo com o ranking da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), padres e sertanejos lideraram o mercado fonográfico no ano passado. Marcelo Rossi e Victor & Leo, por exemplo, aparecem com dois títulos, cada um, na lista dos 10 CDs mais vendidos - dos quais sete foram lançados pela Sony Music. Já na relação dos DVDs aparecem cantoras como Marisa Monte e Amy Winehouse, estranhas no ninho populista do ranking do mercado, bem como Roberto Carlos e Caetano Veloso, presentes com o CD e DVD gravados ao vivo em show dedicado à música de Tom Jobim (1927 - 1994). Eis os previsíveis campeões de vendas do (anêmico) mercado fonográfico brasileiro em 2008:
    CDs
    1. Vida - Padre Fábio de Melo
    (LGK Music / Som Livre) - 542 mil
    2. Paz Sim, Violência Não Vol. 1 - Padre Marcelo Rossi
    (Sony Music) - 280 mil
    3. Borboletas - Victor & Leo
    (Sony Music) - 260 miil
    4. Ao Vivo em Uberlândia - Victor & Leo
    (Sony Music) - 230 mil
    5. Ivete no Maracanã - Multishow ao Vivo - Ivete Sangalo
    (Universal Music) - 420 mil (total desde o lançamento em 2007)
    6. Paz Sim, Violência Não Vol. 2 - Padre Marcelo Rossi
    (Sony Music) - 180 mil
    7. Zezé Di Camargo & Luciano - Zezé Di Camargo & Luciano
    (Sony Music) - 160 mil
    8. Roberto Carlos, Caetano Veloso e a Música de Tom Jobim
    - Roberto Carlos e Caetano Veloso (Sony Music) - 143 mil
    9. Dois Quartos - Multishow ao Vivo - Ana Carolina
    (Sony Music) - 142 mil
    10. Coração Bandido - Leonardo
    (Universal Music) - 140 mil

    DVDs
    1. Paz Sim, Violência Não Vol. 1 - Padre Marcelo Rossi
    (Sony Music) -230 mil
    2. Ivete no Maracanã - Multishow ao Vivo - Ivete Sangalo

    (Universal Music) - 765 mil (total desde o lançamento)
    3. Dois Quartos - Multishow ao Vivo - Ana Carolina
    (Sony Music) - 170 mil
    4. Infinito ao meu Redor - Marisa Monte
    (Phonomotor / EMI Music) - 160 mil
    5. Ao Vivo em Uberlândia - Victor & Leo
    (Sony Music) - 132 mil
    6. Ao Vivo em Copacabana - Claudia Leitte
    (Universal Music) - 126 mil
    7. Xuxa Só pra Baixinhos 8 - Xuxa
    (Som Livre) - 119 mil 969
    8. I Told You I Was a Trouble - Amy Winehouse
    (Universal Music) - 120 mil (total desde o lançamento em 2007)
    9. Roberto Carlos, Caetano Veloso e a Música de Tom Jobim
    - Roberto Carlos e Caetano Veloso (Sony Music) - 105 mil
    10. Em Casa ao Vivo - Alexandre Pires
    (EMI Music) - 90 mil
    via notas musicais

    Foto: Divulgação

    O Alisson, editor do Oasis News, deu a dica: Cachorro Grande deve abrir os shows do Oasis nas quatro cidades brasileiras pelas quais passará: Rio de Janeiro (07/05, no Citibank Hall), São Paulo (09, no Anhembi), Curitiba (10, no Expotrade Pinhais) e Porto Alegre (12, no Gigantinho).

    A informação ainda não foi confirmada pela Opus Promoções, a produtora da apresentação na capital gaúcha, mas a discussão já tá pegando lá no site do Alisson. Alguns acharam boa a escolha, outros não. E você, curtiu?

    Foto: Reprodução, Canto Photographer

    Veja o mapa do Gigantinho aqui e um guia especial sobre os shows em todas as cidades lá no Oasis News.

    via clicrbs


    Em "Preconceito", Antonio Maria preconizava, com mágoa, em 1953: "Pra que este beijo agora?/Por que meu amor este abraço?/Um dia você vai embora sem sofrer os tormentos que eu passo/De que vale sonhar um minuto se a verdade da vida é ruim?/Se existe um preconceito muito forte separando você de mim".

    Durante décadas os donos dos hits "Whiskey a Go Go" e "Dona" carregaram todo tipo de julgamento: da imprensa dita especializada, do rock nacional vigente, dos apegados à atitude e mesmo da MPB mais refinada. Mas o Roupa Nova resistiu.

    Nos últimos 39 anos --se contado o tempo em que a banda atendeu pelo nome de The Famks-- Paulinho, Serginho Herval, Kiko, Nando, Ricardo Feghali, Cleberson Horsth contabilizaram decepções com as múltiplas tachações. Ficou para trás.

    Com o recém-lançado "Roupa Nova em Londres" (Roupa Nova Music), primeiro álbum de inéditas da banda desde 1997, gravado em Abbey Road e no Air, estúdio do quinto beatle George Martin, o sexteto carioca remonta ao passado e revisita um período de batalha quase diária contra o preconceito.

    "A imprensa já foi dura com a gente", diz Paulinho, responsável pela percussão e pelos vocais intensos de músicas como "Linda Demais", hit de 1985. "Fomos rotulados de banda brega, de grupo de baile. Mas as pessoas se esquecem de que o baile é uma grande escola para 90% dos músicos brasileiros. Eu duvido muito que o Caetano Veloso nunca tenha tocado em baile ou em bar. Hoje, quando nos chamam de banda de baile, nem ligo. Que falem, não temos mais nada para provar a ninguém".

    Banda de baile ou não (e seja o rótulo pejorativo ou não), o Roupa Nova, pelo visto, ainda tem muito a oferecer, e não só aos fãs antigos. Uma pesquisa encomendada pela própria banda indicou que 75% dos fãs do Roupa Nova estão numa faixa etária (dos 15 aos 25 anos) mais próxima da preferência por bandas como CPM 22 e Charlie Brown Jr. Os laços com esta geração foram recentemente solidificados por meio de uma gravação do hit "Volta Pra Mim" feita pelos emos do Fresno, para uma vinheta para a MTV.

    "Já sentimos preconceito, sim", concorda Feghali, afirmando que o rótulo de grupo romântico não lhes serve. "Essa presença de gente nova mostra que sobrevivemos através dos anos. Acho que as rádios vão sempre procurar nosso lado romântico. Mas temos letras de protesto, um lado social em várias músicas, que muitas vezes passa despercebido".

    Velho amigo da banda (tocou com o baterista Herval na formação do grupo A Bolha que gravou "É Proibido Fumar", em 1978), o produtor Marcelo Sussekind diz que tais visões a respeito do Roupa Nova são absurdas: "São o melhor time de músicos que se pode encontrar. Esse tipo de sentimento só pode vir de quem não conhece a banda. Tem muita bandinha no mercado que não sabe de nada. Quando falam mal sempre me manifesto contra".

    Outro a levantar a plaquinha com a nota 10 para a banda é João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso --banda que já fez gravações no estúdio do sexteto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. "Eles são uma grande instituição, um grupo acima do bem e do mal em relação à crítica", afirma Barone.

    O cantor Daniel Lopes, ex-integrante do grupo carioca Reverse, agora solo, vai mais além: "Eu me orgulharia de fazer parte de uma banda como o Roupa Nova. Eu os vejo como o porto seguro da canção. Hoje é mais fácil ser um hype do que construir uma lista de hits tão expressiva como a deles".

    O ego do sexteto fora imunizado contra preconceitos logo no começo da carreira, quando, logo ao ser associado ao clima festeiro dos bailes, recebeu um presente de Milton Nascimento. É do compositor a canção Roupa nova, que batizou a banda. O autor de "Cais" convidou-os para gravar "Nos Bailes da Vida", uma composição dele com Fernando Brant, no álbum "Caçador de Mim" (1981).

    Para Paulinho, pior do que qualquer idéia pré-concebida, são as distorções. "A gente fazia sucesso em rádio. Então queriam que a gente fizesse música na onda de pagode e sertanejo. Sempre brigamos com produtores e nunca nos prostituímos".
    via UOL musica

    Cantor foi morto pelo próprio pai no dia 1º de abril de 1984.
    Se vivo, Gaye faria 70 anos nesta quinta-feira (2).

    Do G1, em São Paulo

    Marvin Gaye no 'The Ed Sullivan Show' nos anos 60. (Foto: Divulgação)

    Por 20 meses, ele já teve o single mais vendido da história da clássica gravadora de soul Motown. Ele tocou bateria em "Please, Mr. postman" , das Marvelettes, lançou um dos primeiros discos conceituais da música negra, foi um dos primeiros artistas a cantar sobre ecologia com "Mercy mercy me" e foi considerado um dos dez maiores cantores da música pop pela revista "Rolling Stone".

     

    Confira os 15 discos para entender o soul

    Mas a vida de Marvin Petz Gay Jr. – mais conhecido como Marvin Gaye – não foi feita só de sucessos. A carreira de um dos maiores artistas da soul music também foi marcada por tragédias, começando com o desmaio que Tammi Tarrel, sua parceira de gravadora teve ao seu lado, em cima do palco (e sua subseqüente morte), passando por problemas com drogas, divórcios conturbados e a tragédia final que tirou a sua vida em 1º de abril de 1984 – há 25 anos, na véspera de seu aniversário de 45 anos. 


    Ouça um especial GloboRadio com Marvin Gaye

     

    Filho do pastor


    Gaye nasceu no dia 2 de abril de 1939, em Washington DC, filho de Alberta Cooper Gay e Marvin Gay. O pai era pastor de uma igreja pentecostal dissidente chamada House of God ("Casa de Deus", em inglês). Gaye apanhava constantemente do pai, e seu sobrenome, aliado à sua voz aguda, despertavam rumores de que era homossexual entre os colegas de escola. Quando se tornou cantor, adicionou um "e" ao sobrenome – em parte fugindo do rótulo de gay e em parte como homenagem ao seu ídolo Sam Cooke.

    Gaye participava dos sermões do pai, cantando hinos gospel, e também era fã de grupos de doo wop. Na escola, participou de banda do estilo, cantando e tocando bateria. Após ser dispensado do serviço militar, entrou para o The Marquees, do amigo Reese Palmer. Após gravar um single pelo selo da Chess comandado por Bo Diddley, foram contratados por Harvey Fuqua para tocarem na nova versão do grupo The Moonglows.

    A banda se desfez em 1960, depois de cantarem em faixas de Chuck Berry e Etta James e gravarem alguns singles. Fuqua levou Gaye para Detroit, onde conseguiu um contrato para o cantor com a Anna Records – que viria a se tornar uma subsidiária da Motown.

    Além de cantor, Gaye foi baterista do selo, gravando, entre outras músicas, "Mr. postman", sucesso do girl group The Marvelettes que ganharia versão dos Beatles posteriormente. Rebelde, não se ajustava ao "padrão Motown de qualidade", se recusando a ter as aulas de etiqueta e postura de palco patrocinadas pelo selo. Ainda assim, teve seu primeiro hit à frente do microfone em 1962, com "Stubborn kind of fellow". 

    Tammi Terrell


    Após uma série de hits ("Ain't that peculiar", "How sweet it is") e duetos (com Kim Weston e Mary Wells), Gaye achou sua parceira musical em Tammi Terrell, jovem cantora contratada pela Motown em 1965. Juntos, gravaram o álbum "United", com os singles "Ain't no mountain high enough", "You're all I need to get by" e "Ain't nothing like the real thing".

    Mas a parceria não durou muito – durante uma apresentação em outubro de 1967, Terrell desmaiou no palco, nos braços de Gaye. No hospital, o diagnóstico foi mais sério – a cantora tinha um tumor maligno no cérebro. Segundo o livro "Divided soul: The life of Marvin Gaye", Terrell parou de cantar, e os vocais do disco "Easy", de 1969, teriam sido gravados por Valerie Simpson. Gaye, por sua vez, ficou arrasado com a doença de sua parceira, deixando inclusive de aproveitar o sucesso de seu maior hit, "I heard it through the grapevine". 

     

    Detalhe da capa de 'Let's get it on', de Marvin Gaye. (Foto: Reprodução)

    A música, composta por Norman Whitfield e Barrett Strong, foi gravada por Gaye em abril de 67, mas rejeitada pelo presidente e fundador da Motown Barry Gordy Jr. – irmão de Anna Gordy, com quem Gaye se casou em 1962. Insistindo na qualidade de faixa, Whitfield gravou uma nova versão, com Gladys knight and the Pips – que se tornou um dos maiores hits do grupo.

    Lançada em 1968 no álbum "In the groove", a música começou a ser tocada pelos Djs das rádios – apesar do single oficial do disco ser "You". Pressionada pelo sucesso popular, a gravadora lançou "Grapevine" como single – e a canção ficou durante sete semanas em primeiro lugar da Billboard, se transformando no compacto mais vendido da gravadora até então (mas o recorde seria batido 20 meses depois, com "I'll be there", do Jackson 5). 

     

    What's going on

     

    Terrell acabou morrendo em 1970, aos 24 anos. Gaye estava completamente desolado, chegando a tentar a carreira no futebol americano. Cansado do controle criativo imposto pela Motown, resolveu entrar no estúdio e gravar "What's going on", libelo pacifista fora dos padrões românticos da gravadora.

    Gordy não gostou da ideia (disse que a música era "a pior coisa que já ouvi"), mas após o cantor ameaçar deixar o selo, resolveu lançar um compacto com a música, sem nenhum tipo de publicidade. Ainda assim, a faixa ficou em segundo lugar nas paradas pop e em primeiro nas de R&B, e o diretor da Motown foi obrigado a pedir um álbum inteiro no mesmo estilo para Gaye.

    Lançado em 1971, "What's going on", o álbum, se tornou um clássico da black music, influenciando uma série de artistas – começando pelos colegas de selo, como Stevie Wonder, que começaram a procurar um rumo mais autoral em suas próprias carreiras. Além da faixa-título, o disco ainda rendeu os singles "Mercy mercy me" (sobre ecologia) e "Inner city blues". O álbum ainda foi eleito "Disco do ano" pela revista Rolling Stone. 

    Here, my dear


    Gaye continuou sua carreira de sucesso com o sensual "Let's get it on", disco que se tornou o álbum mais vendido de sua carreira. Também gravou em 1972 "Diana & Marvin", álbum composto apenas de duetos com a ex-Supremes Diana Ross.

    Gaye divorciou-se de Anna em 1977, e, como parte de uma decisão judicial, teve que dar parte da renda de seu próximo disco para a ex-esposa. O resultado foi "Here, my dear" ("Aqui, minha querida", em inglês), álbum duplo de pouco sucesso onde o cantor dissecava amargamente o relacionamento em faixas como "When did you stop loving me, when I did stop loving you?".

    Em 1979, o cantor declarou falência e foi morar no Havaí, morando em uma van. Gaye partiu para uma turnê europeia em 80, e terminou de gravar seu último álbum pela Motown, "In our lifetime?". Após o lançamento do disco, brigou com a gravadora, acusando os executivos de terem modificado o álbum. 

    Tragédia


    Em 1982, Gaye mudou-se para a pequena cidade costeira de Ostend, na Bélgica, onde gravou seu último grande sucesso, "Midnight love", álbum que continha a faixa "Sexual healing", vencedora de dois Grammys. O single vendeu dois milhões de cópias nos EUA, passando dez semanas no topo das paradas de R&B.

    Afetado por uma séria depressão, Gaye interrompeu a turnê do disco em agosto de 1983 – supostamente, o cantor teria até mesmo tentado o suicídio em alguns momentos. Voltando a morar com a família, se desentendia constantemente com o pai. Acabou vítima do progenitor, que disparou contra o filho após este intervir em uma discussão que estava tendo com sua esposa. A arma do crime havia sido um presente do cantor para o pai, dado quatro meses antes. Marvin Gaye morreu no dia 1º de abril de 1984 – um dia antes de seu aniversário. Uma tragédia sem tamanho para quem havia cantado, uma década antes, que "só o amor pode conquistar o ódio".

    via portal G1

    Prestes a completar 50 anos, o ex-líder dos Smiths lança 'Years of refusal'.
    Beck, Scissor Sisters e TV on the Radio estão na coletânea 'War child'.

    Do G1, em São Paulo

    MORRISSEY - "YEARS OF REFUSAL"
    Divulgação
    Divulgação
    Gravadora: Polydor

    Prestes a completar 50 anos, o ex-líder dos Smiths parecia estar entrando numa crise de meia idade após os "anos de recusa" do título do mais novo álbum. Deixou-se fotografar semi-nu no lançamento do single "I'm throwing my arms around Paris", lançou o disco mais pesado em muito tempo, ameaçou se aposentar para terminar a carreira com "dignidade". Mas é só ouvir as primeiras faixas para perceber que, apesar do clima solar, é só o velho Moz falando de solidão, velhice e morte nas letras mais irônicas e dramáticas do pop mundial. "Você foi bom no seu tempo/ E nós te agradecemos / Você disse mais em um dia do que muita gente numa vida/ Foi o nosso tempo e nós te agradecemos", diz a letra da autorreferente e cruel "You were good in your time". Se há algum sinal de senilidade, talvez sejam os sopros e violões "mariachi" em "When I last spoke to Carol" e "One day goodbye will be farewell". (AMAURI ARRAIS)

    via portal G1

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